Questões de Concurso sobre Modos de Aquisição da Propriedade Móvel (Art. 1.260 ao 1.274)

 
 
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No que se refere aos bens jurídicos e a aspectos inerentes à posse e à propriedade, assinale a opção correta.

A
A aquisição da posse pode ocorrer pela apreensão, a qual, segundo a doutrina, pode ser concretizada não apenas pela apropriação unilateral da coisa sem dono, como também pela retirada da coisa de outrem sem sua permissão.

B
A tradição constitui uma das hipóteses de perda da posse que pode ser vislumbrada, por exemplo, na entrega da coisa a um representante para que este a administre.

C
Os bens naturalmente divisíveis não se podem tornar indivisíveis por vontade das partes.

D
Segundo o STJ, o usufrutuário pode valer-se de ações possessórias contra o nu-proprietário, mas não de ações de natureza petitória.

E
O perecimento da coisa é hipótese de perda da propriedade que não pode resultar de ato voluntário do proprietário, já que demanda, para a sua concretização, a ocorrência de fenômenos naturais, como terremotos ou inundações.

Assinale a opção correta.


A

Pode ser transferida ao comprador, por contrato, coisa que já lhe pertence, desde que o desconheça.


B
Na venda a non domino, estando o adquirente de boa fé e o alienante adquirir depois a propriedade, convalida- se o ato, considerando-se realizada a transferência desde o momento em que ocorreu a tradição.

C

Na venda de coisa alheia, feita a tradição, a propriedade se transfere imediata e automaticamente, independentemente de qualquer circunstância.


D

Mesmo no caso de furto ou roubo, a propriedade é transferida, e a posse, legitimada.

Quanto às formas de aquisição da propriedade móvel, julgue os itens.


I - A descoberta não é forma de aquisição da propriedade móvel.

II - A usucapião não é forma de aquisição de propriedade móvel.

III- A especificação é forma de aquisição originária de propriedade móvel.

IV- Tradição não é forma de aquisição de propriedade móvel.


A

Estão corretos os itens II e III.


B

Estão corretos os itens I e II, somente.


C

Apenas o item IV é falso.


D

Apenas o item I está correto.


E

Estão corretos os itens II e IV.

O prazo da lei, em que se dá a aquisição da propriedade de coisa móvel, por usucapião, independentemente de título ou boa-fé, é de:


A

Cinco anos.


B

Dois anos.


C

Dez anos.


D

Três anos.

Em relação à usucapião, assinale a opção correta.


A

Aquele que conservar a posse em nome do proprietário poderá, após quinze anos sem interrupção, adquirir a propriedade do bem, e, inclusive, realizar requerimento ao juiz que assim o declare por sentença, a qual servirá de título para o registro no cartório de registro de imóveis.


B

Aquele que possuir coisa móvel como sua, durante três anos, contínua e ininterruptamente e sem oposição, com justo título e boa-fé, adquirir-lhe-á a propriedade.


C

Em se tratando de usucapião ordinária, o justo título pode ser substituído pela boa-fé, sendo ambos requisitos alternativos dessa modalidade derivada de aquisição da propriedade.


D

Adquirida a propriedade por meio de usucapião especial e existindo direito real de garantia sobre o imóvel, o gravame subsistirá em razão de a natureza da obrigação ser propter rem.


E

O imóvel cujo proprietário seja menor de dezesseis anos de idade é passível de aquisição por usucapião, modo originário de aquisição, adquirindo o possuidor a coisa sem qualquer limitação imposta ao antigo proprietário.

A tradição feita por quem não seja proprietário do bem móvel


A

transfere a propriedade, desde que o transmitente ceda o direito ao comprador por meio idôneo, respeitando o negócio jurídico válido e tenha a posse inconteste do bem.


B

transfere a propriedade, exceto se a coisa alienada estiver na posse de terceiro, por não ter o alienante a possibilidade fática de efetuar a tradição do bem, mesmo que a posse seja indireta.


C

transfere a propriedade, quando tiver por título negócio jurídico bilateral válido, inscrito em registro público, por valer em face de terceiros, uma vez que caracteriza a alienação de boa-fé.


D

não aliena a propriedade, exceto se a coisa oferecida ao público em leilão ou estabelecimento comercial for transferida em circunstâncias tais que, ao adquirente de boa-fé, como a qualquer pessoa, o alienante se afigurar dono.

Ao longo do ano de 2005, duzentas e cinquenta pessoas celebraram compromissos de compra e venda de lotes, com 1.000,00 m² cada um, situados em uma extensa área denominada “Loteamento X”, na condição de promitentes compradores. Tratava-se de loteamento de alto padrão, destinado tanto à moradia como à instalação de atividades comerciais. Assim o fizeram mediante instrumentos particulares, firmados com pessoa que se fazia passar por proprietário do imóvel. Ocorre que o verdadeiro proprietário jamais alienou a área, não tendo conhecimento de que alguém, fazendo-se passar por ele, estava a enganar tantas pessoas mediante os compromissos de compra e venda. Firmados os compromissos, porém, os promitentes compradores ingressaram desde logo na posse dos lotes, onde construíram residências, iniciaram diversas e relevantes atividades comerciais (como lojas, panificadoras, mercados), além de constituírem uma associação de bairro que presta efetiva assistência a pessoas carentes, residentes em loteamento vizinho. Quando ingressaram na posse dos lotes e realizaram as obras e serviços, os adquirentes desconheciam o fato de que estavam a adquirir os bens a non domino. Os últimos adquirentes assumiram a posse de seus lotes em 5 de dezembro de 2005. As escrituras públicas definitivas nunca foram outorgadas por aquele que, indevidamente, se fazia passar pelo proprietário da área em que teria se operado o loteamento, de modo que as aquisições propriamente ditas não vieram a ser registradas. Ocorre que o real proprietário do bem tomou conhecimento dos fatos há cerca de dez dias, apressando-se em ajuizar, na data de hoje, ação reivindicatória contra todos os possuidores, mediante petição inicial que atende plenamente aos requisitos formais e processuais exigíveis e às condições da ação.


Diante desses fatos, afirma-se:

I. A ação reivindicatória deverá ser julgada improcedente se os possuidores, em sua defesa, alegarem usucapião coletiva, nos termos do Estatuto da Cidade.

II. O proprietário reivindicante poderá ser privado da área reivindicada ainda que não se declare usucapião em favor dos possuidores, devendo o magistrado, nessa hipótese, fixar indenização que, uma vez paga, permitirá o registro da propriedade em nome dos possuidores.

III. Inexiste matéria de defesa que possa, com êxito, sobrepor-se ao direito de o proprietário, no caso narrado, reivindicar o imóvel.

IV. Os possuidores evitarão a procedência da ação reivindicatória se alegarem usucapião especial urbana individual.

Está(ão) CORRETA(S):


A

Apenas a assertiva II.


B

Apenas a assertiva III.


C

Apenas as assertivas II e III.


D

Apenas a assertiva I.


E

Apenas a assertiva IV.

Aquele que, trabalhando em matéria-prima em parte alheia, obtiver espécie nova, desta será proprietário, se não se puder restituir à forma anterior. A regra legal representa qual instituto?


A

Especificação.


B

Confusão.


C

Comissão.


D

Adjunção.

Sem o registro da transferência de veículo alienado, o antigo proprietário continua responsável por dano resultante de acidente que envolva o referido veículo.

C
Certo

E
Errado

Ocupação é modo originário de aquisição de bem móvel ou imóvel que consiste na tomada de posse da coisa, sem oposição do dono, com a intenção de se assumir a propriedade pela tradição ou pelo usucapião.


C
Certo

E
Errado

DENOMINA-SE ACHÁDEGO:


A

o abandono da coisa achada pelo seu dono;


B

a recompensa paga a quem restituir ao dono a coisa achada;


C

a recompensa e a indenização das despesas de conservação e transporte da coisa;


D

a descoberta e a restituição de coisa achada ao seu dono.

QUANTO À UNIÃO MATERIAL DE COISAS MÓVEIS, A ADJUNÇÃO É:


A

a junção entre coisas líquidas;


B

a união entre coisas sólidas;


C

a justaposição de uma coisa a outra;


D

a criação de uma espécie nova.

Considere a seguinte situação hipotética.

Tendo sido furtado um veículo do TCDF, este veio a ser adquirido por João, contumaz receptador. Adulterada a placa e o chassi, João permaneceu na posse do bem por mais de cinco anos, quando, em uma blitz, o veículo veio a ser identificado e apreendido.

Nessa situação, João não adquirirá a propriedade do veículo por meio de usucapião — o que poderia ocorrer se não se tratasse de bem público.

C
Certo

E
Errado
 
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