Questões de Concurso sobre Autoacusação falsa

 
 
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João responde, em juízo, pela prática de um crime de competência da Justiça Federal. Deflagrada a audiência de instrução, após a oitiva da vítima e das testemunhas de acusação, Maria, arrolada pela defesa técnica, foi avisada pelo magistrado de que seria ouvida na qualidade de informante, e não na de testemunha, em razão da relação de amizade íntima com o réu. Finda a audiência, ficou evidenciado que Maria mentiu em diversas passagens das suas declarações, embora não tenha ocorrido qualquer prejuízo ao deslinde do processo, já que a sua versão restou isolada.


Nesse cenário, considerando as disposições do Código Penal, é correto afirmar que Maria:


A

não responderá por qualquer crime, pois, apesar de a conduta ser formalmente típica, a versão da declarante, isolada nos autos, não prejudicou o deslinde do processo;


B

responderá pelo crime de favorecimento pessoal, com a incidência de uma causa de aumento de pena;


C

responderá pelo crime de falso testemunho, com a incidência de uma causa de aumento de pena;


D

responderá pelo crime de fraude processual, com a incidência de uma qualificadora;


E

não responderá por qualquer crime, em razão da atipicidade formal da conduta.

Após o recebimento de uma intimação por parte da Polícia Federal, Fabiano compareceu à sede da instituição, sendo informado pela autoridade policial da existência de um inquérito policial em curso, no qual ele seria ouvido na qualidade de testemunha. Durante o depoimento, gravado em áudio e vídeo, Fabiano, em diversas ocasiões, calou a verdade sobre fatos juridicamente relevantes, embora não tenha feito afirmações falsas.


Nesse cenário, considerando as disposições do Código Penal, é correto afirmar que Fabiano:


A

não responderá por qualquer crime, já que, apesar de ter calado a verdade, não fez uso de afirmações falsas;


B

não responderá por qualquer crime, já que calou a verdade em inquérito policial, e não em processo judicial;


C

responderá pelo crime de favorecimento real;


D

responderá pelo crime de fraude processual;


E

responderá pelo crime de falso testemunho.

Aquele que se acusa, perante a autoridade, de crime inexistente


A

pratica crime de autoacusação falsa.


B

pratica crime de falso testemunho.


C

não pratica crime algum, pois não há vítima.


D

pratica crime de fraude processual.


E

pratica crime de comunicação falsa de crime.

Considerando os crimes contra a administração pública, assinale a opção correta.


A

É atípica a conduta do indivíduo que assume perante a autoridade policial a prática de contravenção penal cometida por outra pessoa.


B

O indiciado por latrocínio que altera suas feições por cirurgia plástica para evitar ser responsabilizado criminalmente não comete crime.


C

É isenta de pena a conduta da mãe do criminoso que, não sendo coautora ou receptadora, lhe presta auxílio para tornar seguro o proveito do crime.


D

O crime de coação no curso do processo exige como elemento do tipo que a violência ocorra em processo judicial, penal ou civil, em curso.


E

O preposto que promete dinheiro à testemunha para que esta minta em processo trabalhista responde como coautor do crime de falso testemunho.

Os crimes são em regra dolosos. Assinale a alternativa que admite a forma culposa em relação aos crimes contra a administração da justiça.


A

Peculato


B

Comunicação falsa de crime ou de contravenção


C

Auto-acusação falsa


D

Fuga de pessoa presa ou submetida a medida de segurança


E

Favorecimento real

Joana, estudante de jornalismo, moradora do Município XYZ, descobriu que sua namorada, Carla, havia entrado para o tráfico de drogas. Com o objetivo de proteger sua amada, Joana resolveu se acusar perante a autoridade policial, pelo crime de tráfico de drogas, e pelas drogas que estavam na casa em que residiam. De acordo com o Código Penal, Joana praticou um dos crimes contra a administração de justiça, cujo tipo penal é:


A

Autoacusação falsa.


B

Falso testemunho.


C

Denunciação caluniosa.


D

Comunicação falsa de crime ou de contravenção.

Ano: 2019
Banca: ADVISE
Prova: ADVISE - Prefeitura - Procurador Jurídico - 2019

Dagoberto praticou a conduta típica de “Acusar-se, perante a autoridade, de crime inexistente ou praticado por outrem”. Esta conduta configura o crime de:


A

Falso testemunho.


B

Denunciação caluniosa.


C

Comunicação falsa de crime ou de contravenção.


D

Autoacusação falsa.


E

Exercício arbitrário das próprias razões.

São, dentre outros, crimes contra a administração da Justiça:

A
resistência, desobediência, desacato e tráfico de influência.

B
advocacia administrativa, condescendência criminosa, violação de sigilo funcional e abandono de função.

C
auto-acusação falsa, exercício arbitrário das próprias razões, denunciação caluniosa e exploração de prestígio.

D
falsidade ideológica, falso reconhecimento de firma ou letra, certidão ou atestado ideologicamente falso e adulteração de sinal identificador de veículo automotor.

E
concussão, corrupção passiva, prevaricação e corrupção ativa.
Situação hipotética: Gustavo, sabedor de um crime praticado por seu filho Cácio, procurou a autoridade policial e assumiu a autoria do delito, com o objetivo de impedir que ele fosse processado e condenado. Assertiva: Nessa situação, a conduta de Gustavo configura o tipo penal de autoacusação falsa.

C
Certo

E
Errado

Luiz, condenado há vários anos de prisão pela prática de diversos crimes assume, perante a autoridade, a autoria de crime que não cometeu, com o intuito de livrar outra pessoa da condenação. Assim agindo, Luiz


A

praticou o crime de comunicação falsa de crime.


B

não praticou qualquer tipo penal.


C

praticou o crime de fraude processual.


D

praticou o crime de denunciação caluniosa.


E

praticou o crime de auto-acusação falsa.

Marcos estava sendo acusado de roubo. Preocupado com o futuro de Marcos, que havia recentemente sido aprovado em um concurso para a carreira policial, Carlos, pai de Marcos, comunicou à autoridade ser o autor do roubo e assumiu, em juízo, a prática do crime.

Nessa situação hipotética, caso seja descoberta a mentira, Carlos responderá pela prática do crime de


A
falso testemunho.

B
fraude processual.

C
autoacusação falsa.

D
denunciação caluniosa.

E
comunicação falsa de crime.

O crime de autoacusação falsa, previsto no art. 341 do Código Penal, é classificado como delito formal, sendo indispensável para sua configuração que assuma, perante a autoridade, a prática de um crime ou contravenção inexistente ou atribuído por outrem e, neste caso, podendo, ou não, ter tomado parte como coautor ou partícipe.


C
Certo

E
Errado

É certo afirmar:


I. Auto acusar-se falsamente perante a autoridade policial ou judicial se constitui em crime, inexistindo na modalidade culposa.

II. Havendo embriaguez preordenada, será ela caso de inimputabilidade penal.

III. A imputabilidade penal se confunde com a responsabilidade penal, já que corresponde às consequências jurídicas oriundas da prática de uma infração.

IV. As causas especiais de aumento e de diminuição da pena estão previstas tanto na parte geral quanto na parte especial do Código Penal.


Analisando as proposições, pode-se afirmar:


A

Somente as proposições II e IV estão corretas.


B

Somente as proposições I e IV estão corretas.


C

Somente as proposições II e III estão corretas.


D

Somente as proposições I e III estão corretas.

“X” mãe de “Z”, ao descobrir que o filho praticou o furto de um veículo, dirige-se à delegacia de polícia e se apresenta como a autora do delito. Em tese, “X” praticou o crime de


A

condescendência criminosa.


B

falso testemunho.


C

autoacusação falsa.


D

denunciação caluniosa.


E

prevaricação.

Provocar a ação de autoridade, comunicando-lhe a ocorrência de crime ou de contravenção que sabe não se ter verificado, configura o crime de:


A

denunciação caluniosa;


B

auto-acusação falsa;


C

comunicação falsa de crime ou de contravenção;


D

falso testemunho ou falsa perícia;


E

não respondida.

A pessoa que confessa, perante autoridade policial, delito inexistente,

A
não pratica nenhum delito.

B
pratica crime de auto-acusação falsa.

C
pratica crime de falso testemunho.

D
pratica crime de comunicação falsa de crime.

E
pratica crime de denunciação caluniosa.

"F", com 19 anos de idade, dirigindo um automóvel em excesso de velocidade, atropelou um pedestre que, em razão dos ferimentos, veio a falecer. Seu pai, "G", em atitude altruísta, assume a autoria do crime. "G" teria, em tese, praticado o crime de


A

auto-acusação falsa.


B

denunciação caluniosa.


C

comunicação falsa de crime.


D

calúnia


E

favorecimento pessoal.

 
 
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