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João responde, em juízo, pela prática de um crime de competência da Justiça Federal. Deflagrada a audiência de instrução, após a oitiva da vítima e das testemunhas de acusação, Maria, arrolada pela defesa técnica, foi avisada pelo magistrado de que seria ouvida na qualidade de informante, e não na de testemunha, em razão da relação de amizade íntima com o réu. Finda a audiência, ficou evidenciado que Maria mentiu em diversas passagens das suas declarações, embora não tenha ocorrido qualquer prejuízo ao deslinde do processo, já que a sua versão restou isolada.
Nesse cenário, considerando as disposições do Código Penal, é correto afirmar que Maria:
não responderá por qualquer crime, pois, apesar de a conduta ser formalmente típica, a versão da declarante, isolada nos autos, não prejudicou o deslinde do processo;
responderá pelo crime de favorecimento pessoal, com a incidência de uma causa de aumento de pena;
responderá pelo crime de falso testemunho, com a incidência de uma causa de aumento de pena;
responderá pelo crime de fraude processual, com a incidência de uma qualificadora;
não responderá por qualquer crime, em razão da atipicidade formal da conduta.
Após o recebimento de uma intimação por parte da Polícia Federal, Fabiano compareceu à sede da instituição, sendo informado pela autoridade policial da existência de um inquérito policial em curso, no qual ele seria ouvido na qualidade de testemunha. Durante o depoimento, gravado em áudio e vídeo, Fabiano, em diversas ocasiões, calou a verdade sobre fatos juridicamente relevantes, embora não tenha feito afirmações falsas.
Nesse cenário, considerando as disposições do Código Penal, é correto afirmar que Fabiano:
não responderá por qualquer crime, já que, apesar de ter calado a verdade, não fez uso de afirmações falsas;
não responderá por qualquer crime, já que calou a verdade em inquérito policial, e não em processo judicial;
responderá pelo crime de favorecimento real;
responderá pelo crime de fraude processual;
responderá pelo crime de falso testemunho.
Aquele que se acusa, perante a autoridade, de crime inexistente
pratica crime de autoacusação falsa.
pratica crime de falso testemunho.
não pratica crime algum, pois não há vítima.
pratica crime de fraude processual.
pratica crime de comunicação falsa de crime.
Considerando os crimes contra a administração pública, assinale a opção correta.
É atípica a conduta do indivíduo que assume perante a autoridade policial a prática de contravenção penal cometida por outra pessoa.
O indiciado por latrocínio que altera suas feições por cirurgia plástica para evitar ser responsabilizado criminalmente não comete crime.
É isenta de pena a conduta da mãe do criminoso que, não sendo coautora ou receptadora, lhe presta auxílio para tornar seguro o proveito do crime.
O crime de coação no curso do processo exige como elemento do tipo que a violência ocorra em processo judicial, penal ou civil, em curso.
O preposto que promete dinheiro à testemunha para que esta minta em processo trabalhista responde como coautor do crime de falso testemunho.
Os crimes são em regra dolosos. Assinale a alternativa que admite a forma culposa em relação aos crimes contra a administração da justiça.
Peculato
Comunicação falsa de crime ou de contravenção
Auto-acusação falsa
Fuga de pessoa presa ou submetida a medida de segurança
Favorecimento real


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Joana, estudante de jornalismo, moradora do Município XYZ, descobriu que sua namorada, Carla, havia entrado para o tráfico de drogas. Com o objetivo de proteger sua amada, Joana resolveu se acusar perante a autoridade policial, pelo crime de tráfico de drogas, e pelas drogas que estavam na casa em que residiam. De acordo com o Código Penal, Joana praticou um dos crimes contra a administração de justiça, cujo tipo penal é:
Autoacusação falsa.
Falso testemunho.
Denunciação caluniosa.
Comunicação falsa de crime ou de contravenção.
Dagoberto praticou a conduta típica de “Acusar-se, perante a autoridade, de crime inexistente ou praticado por outrem”. Esta conduta configura o crime de:
Falso testemunho.
Denunciação caluniosa.
Comunicação falsa de crime ou de contravenção.
Autoacusação falsa.
Exercício arbitrário das próprias razões.
Luiz, condenado há vários anos de prisão pela prática de diversos crimes assume, perante a autoridade, a autoria de crime que não cometeu, com o intuito de livrar outra pessoa da condenação. Assim agindo, Luiz
praticou o crime de comunicação falsa de crime.
não praticou qualquer tipo penal.
praticou o crime de fraude processual.
praticou o crime de denunciação caluniosa.
praticou o crime de auto-acusação falsa.


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Marcos estava sendo acusado de roubo. Preocupado com o futuro de Marcos, que havia recentemente sido aprovado em um concurso para a carreira policial, Carlos, pai de Marcos, comunicou à autoridade ser o autor do roubo e assumiu, em juízo, a prática do crime.
Nessa situação hipotética, caso seja descoberta a mentira, Carlos responderá pela prática do crime de
O crime de autoacusação falsa, previsto no art. 341 do Código Penal, é classificado como delito formal, sendo indispensável para sua configuração que assuma, perante a autoridade, a prática de um crime ou contravenção inexistente ou atribuído por outrem e, neste caso, podendo, ou não, ter tomado parte como coautor ou partícipe.
É certo afirmar:
I. Auto acusar-se falsamente perante a autoridade policial ou judicial se constitui em crime, inexistindo na modalidade culposa.
II. Havendo embriaguez preordenada, será ela caso de inimputabilidade penal.
III. A imputabilidade penal se confunde com a responsabilidade penal, já que corresponde às consequências jurídicas oriundas da prática de uma infração.
IV. As causas especiais de aumento e de diminuição da pena estão previstas tanto na parte geral quanto na parte especial do Código Penal.
Analisando as proposições, pode-se afirmar:
Somente as proposições II e IV estão corretas.
Somente as proposições I e IV estão corretas.
Somente as proposições II e III estão corretas.
Somente as proposições I e III estão corretas.
“X” mãe de “Z”, ao descobrir que o filho praticou o furto de um veículo, dirige-se à delegacia de polícia e se apresenta como a autora do delito. Em tese, “X” praticou o crime de
condescendência criminosa.
falso testemunho.
autoacusação falsa.
denunciação caluniosa.
prevaricação.
Provocar a ação de autoridade, comunicando-lhe a ocorrência de crime ou de contravenção que sabe não se ter verificado, configura o crime de:
denunciação caluniosa;
auto-acusação falsa;
comunicação falsa de crime ou de contravenção;
falso testemunho ou falsa perícia;
não respondida.


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O agente que pratica o crime de auto-acusação falsa para favorecer ascendente, descendente, cônjuge ou irmão ficará isento de pena.
"F", com 19 anos de idade, dirigindo um automóvel em excesso de velocidade, atropelou um pedestre que, em razão dos ferimentos, veio a falecer. Seu pai, "G", em atitude altruísta, assume a autoria do crime. "G" teria, em tese, praticado o crime de
auto-acusação falsa.
denunciação caluniosa.
comunicação falsa de crime.
calúnia
favorecimento pessoal.