Questões de Concurso sobre Perigo de contágio de moléstia grave

 
 
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Assinale a alternativa correta sobre o crime de perigo de contágio de moléstia grave, previsto no art. 131 do CP.


A

Admite-se o concurso formal.


B

Trata-se de crime material, exigindo a ocorrência do resultado naturalístico.


C

Exige dolo genérico e se consuma com a efetiva transmissão da moléstia.


D

Admite-se a forma culposa.

De acordo com o Código Penal, é CORRETO afirmar que quem pratica a conduta típica de “Expor a perigo a vida ou a saúde de pessoa sob sua autoridade, guarda ou vigilância, para fim de educação, ensino, tratamento ou custódia, quer privando-a de alimentação ou cuidados indispensáveis, quer sujeitando-a a trabalho excessivo ou inadequado, quer abusando de meios de correção ou disciplina incorre no crime de:


A

perigo de contágio de moléstia grave.


B

dano.


C

perigo para a vida ou saúde de outrem.


D

abandono de incapaz.


E

maus-tratos.

Nos termos do Código Penal, é CORRETO afirmar que aquele que pratica a conduta típica de expor a vida ou a saúde de outrem a perigo direto e iminente incorre no crime de:


A

Perigo de contágio venéreo.


B

Perigo para a vida ou saúde de outrem.


C

Perigo de contágio de moléstia grave.


D

Perigo de abandono.


E

Perigo de liberação.

Acerca dos crimes da periclitação da vida e da saúde, analise as seguintes assertivas:


I - No crime de perigo de contágio de moléstia grave, é elemento subjetivo do tipo específico o fim de transmitir a outrem doença grave contagiosa.

II - No crime de perigo para a vida ou saúde de outrem, não há elemento subjetivo do tipo específico.

III - O crime de perigo para a vida ou saúde de outrem é delito subsidiário, isto é, somente se usa o respectivo tipo penal se não houver outro mais grave.

IV - No crime de perigo para a vida ou saúde de outrem, pode configurar causa de aumento de pena o transporte de trabalhadores em desacordo com as normas legais.


Assinale a alternativa CORRETA:


A

Apenas as assertivas III e IV estão corretas.


B

Apenas as assertivas I, II e III estão corretas.


C

Apenas as assertivas I e II estão corretas.


D

Todas as assertivas estão corretas.


E

Não respondida.

De acordo com o art. 131 do Decreto nº 2.848/40 “Praticar, com o fim de transmitir a outrem moléstia grave de que está contaminado, ato capaz de produzir o contágio”, pena de:


A

Reclusão, de um a quatro anos, e multa.


B

Reclusão, de dois a quatro anos, e multa.


C

Reclusão, de três a quatro anos, e multa.


D

Reclusão, de quatro a cinco anos, e multa.


E

Reclusão, de cinco a seis anos, e multa.

Ano: 2019
Banca: ADVISE
Prova: ADVISE - Prefeitura - Agente Administrativo - 2019

Arthur, estava com tuberculose e resolveu praticar ato capaz de transmitir a doença para seu inimigo Giovanni. Para a realização de tal conduta, Arthur resolveu chamar Giovanni para uma conversa e tossiu por diversas vezes na direção do rosto de Giovanni com o objetivo de transmitir a tuberculose para Giovanni. De acordo com o Código Penal, esta conduta é:


A

Atípica.


B

Considerada como crime de perigo de contágio de moléstia grave.


C

Considerada como crime de perigo de contágio venéreo.


D

Considerada como crime de omissão de socorro.


E

Considerada como crime de perigo para a vida ou saúde de outrem.

Praticar, com o fim de transmitir a outrem moléstia grave de que está contaminado, ato capaz de produzir o contágio, constitui o delito denominado:


A

Perigo de contágio venéreo.


B

Perigo de contágio de moléstia grave.


C

Perigo para a vida ou saúde de outrem.


D

Perigo de contágio privilegiado.


E

Conduta atípica.

Tendo em vista os Capítulos II e III do Código Penal, os quais se referem às Lesões Corporais e à Periclitação da Vida e da Saúde, analise as seguintes assertivas:

I. A incapacidade para as ocupações habituais por mais de 30 dias é espécie de lesão corporal de natureza grave, sendo que as referidas ocupações não condizem apenas com a atividade laboral exercida pela vítima na ocasião, abrangendo qualquer outra atividade costumeira, moral ou imoral, desde que lícita.

II. A debilidade permanente de membro, sentido ou função, difere da perda ou inutilização de membro, sentido ou função. A debilidade permanente é lesão corporal de natureza grave, enquanto que a perda ou inutilização é lesão corporal de natureza gravíssima. Se houver, por exemplo, a perda de um único dedo, temos debilidade permanente, mas se houver a perda de uma mão inteira, por exemplo, teremos, então, perda ou inutilização.

III. Tanto o perigo de vida, espécie de lesão corporal de natureza grave, assim como o aborto, espécie de lesão corporal gravíssima, são preterdolosas, eis que são resultados não desejados pelo agente, o qual tinha dolo em relação à lesão corporal apenas, contando com culpa em relação a esses resultados: perigo de vida e aborto. Nesse sentido, também, a lesão corporal seguida de morte.

IV. Pode-se asseverar que se o agente ativo, portador de HIV – AIDS, tem por intenção transmitir a sua doença a outrem, poderá responder pelo delito de perigo de contágio de moléstia grave, se o seu dolo se dirigir tão somente à transmissão da doença; poderá responder pelo delito de homicídio ou de tentativa de homicídio, se o seu dolo se dirigir para além da transmissão da doença à morte da vítima; ou, ainda, poderá responder por lesão corporal de natureza gravíssima, se seu dolo se dirigir à produção de ofensa à integridade física ou saúde da vítima, com o resultado enfermidade incurável, ou, ainda, por lesão corporal seguida de morte, acaso essa ocorra, mas o dolo do agente abranja apenas a intenção de lesionar a vítima.

Quais estão corretas?


A
Apenas I.

B
Apenas I e IV.

C
Apenas II e III.

D
Apenas II, III e IV.

E
I, II, III e IV.

Jonas descobriu, na mesma semana, que era portador de doença venérea grave e que sua esposa, Priscila, planejava pedir o divórcio. Inconformado com a intenção da companheira, Jonas manteve relações sexuais com ela, com o objetivo de lhe transmitir a doença. Ao descobrir o propósito de Jonas, Priscila foi à delegacia e relatou o ocorrido. No curso da apuração preliminar, constatou-se que ela já estava contaminada da mesma moléstia desde antes da conduta de Jonas, fato que ela desconhecia.


Nessa situação hipotética, considerando-se as normas relativas a crimes contra a pessoa, a conduta perpetrada por Jonas constitui


A

tentativa de perigo de contágio venéreo.


B

crime impossível, em razão do contágio anterior.


C

delito putativo de contágio por moléstia grave.


D

perigo de contágio por moléstia grave consumado.


E

tentativa de lesão corporal, devido ao perigo de contágio venéreo.

Segundo o Código Penal, aquele que praticar, com o fim de transmitir a outrem moléstia grave de que está contaminado, ato capaz de produzir o contágio, pratica o crime de:


A

Perigo de contágio de moléstia moderada.


B

Perigo para a vida ou saúde de outrem.


C

Perigo de contágio de moléstia grave.


D

Abandono de incapaz.


E

Exposição ou abandono de recém-nascido.

De acordo com o capítulo III, do Decreto-Lei Federal Nº 2.848/40, a pena para quem expor alguém, por meio de rela­ções sexuais ou qualquer ato libidinoso, a contágio de molés­tia venérea, de que sabe ou deve saber que está contaminado, será de:


A

Detenção, de um a quatro anos, e multa.


B

Reclusão, de um a quatro anos, e multa.


C

Detenção, de três meses a um ano, ou multa.


D

Detenção, de seis meses a três anos.


E

Reclusão, de quatro a doze anos.

 
 
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