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De acordo com as contraindicações da amamentação, analise as alternativas abaixo e assinale a que apresenta a afirmativa correta:
As causas neonatais que podem contraindicar a amamentação são, na maioria, transitórias e incluem alterações da consciência de qualquer natureza e prematuridade.
São raras as situações, tanto maternas quanto neonatais, que contraindicam a amamentação. Entre as maternas, encontram-se as mulheres com histórico de cirurgia estética das mamas.
O risco de transmissão do HIV pelo leite materno é elevado (entre 7% a 22%) e renova-se a cada exposição (mamada), porém a transmissão ocorre somente pelas mães sintomáticas.
O risco de transmissão do HTLV1 e do HTLV2 (vírus linfotrófico humano de células T) pela amamentação é inexistente.
A amamentação cruzada (aleitamento da criança por outra nutriz) está formalmente indicada em casos específicos como em populações de rua extrema pobreza.
A Organização Mundial de Saúde (OMS) recomenda que as crianças sejam alimentadas exclusivamente com leite materno nos primeiros seis meses de vida e que, a partir de então, a amamentação seja mantida por dois anos ou mais, juntamente com o uso de alimentos complementares adequados.
(Disponível em: http://www.redeblh.fiocruz.br/cgi/cgilua.exe/ sys/start.htm?sid=384. Acesso em: 09/12/2019.)
As mulheres que estão amamentando seus filhos e necessitam, por alguma razão, de se ausentarem, podem ser orientadas a fazer a ordenha do leite materno e conservá-lo sob refrigeração para que a criança possa recebê-lo posteriormente. Nesse caso, as mães devem ser orientadas quanto ao armazenamento adequado do leite. O leite materno ordenhado não pasteurizado pode ser estocado na geladeira (com temperatura máxima de 5°C) sendo apropriado para o consumo por até:
6 horas.
8 horas.
12 horas.
18 horas.
O aleitamento materno é uma prática de fundamental importância para a mãe, a criança e a sociedade em geral, que deve ser sempre incentivada e protegida, salvo em algumas situações excepcionais. Analise as situações a seguir:
I – Ingurgitamento mamário.
II – Tratamento da Tuberculose.
III – Infecção por HIV.
IV – Infecção pelo vírus da Hepatite B.
Assinale a composição que melhor represente situações de contraindicação da amamentação:
I e III.
II e III.
II e IV.
III e IV.
Algumas situações restringem ou contraindicam o aleitamento materno. Assinale a alternativa que apresenta a situação em que a amamentação não deve ser suspensa:
Mães infectadas pelo HIV
Mães infectadas pelo HTLV1 e HTLV2 (vírus da leucemia humana T-cell)
Uso de medicamentos incompatíveis com a amamentação. Alguns fármacos são citados como contraindicações absolutas ou relativas ao aleitamento, como por exemplo, os antineoplásicos e radio fármacos, usados no tratamento contra o câncer
Criança portadora de galactosemia - hipersensibilidade à lactose
Mães portadoras de hanseníase em tratamento PQT (Poliquimioterapia) padrão, já que os medicamentos podem estar presentes no leite materno
Sobre o uso da Clorpromazina, durante a amamentação, considere a alternativa correta:
Uso criterioso durante a amamentação. Possui meia-vida longa. Uso prolongado pela nutriz pode aumentar o risco de apneia e morte súbita na infância. A Academia Americana de Pediatria considera preocupante o uso deste fármaco, durante a amamentação, cujo efeito na criança ainda não é conhecido. Observar letargia e sedação no lactente.
Uso criterioso, durante a amamentação. Concentra-se no leite materno, porém em menores concentrações no leite maduro. Efeito no lactente ainda não conhecido.
Uso criterioso, durante a amamentação para uso por curtos períodos. Contraindicado para uso crônico. Evitar, se possível. Pode causar ergotismo (vômitos, diarreia, convulsões) e suprimir a lactação. Nos preparados comerciais, geralmente, está associada com cafeína, analgésico e antiemético.
Uso contraindicado, durante a amamentação. Pode inibir a lactação.
Uso compatível com a amamentação.
O ingurgitamento mamário patológico é caracterizado por edema, vermelhidão e mamilos achatados, dificultando a sucção.
Certo
Errado
Cuidados imediatos de enfermagem devem ser realizados após o nascimento de bebês em mães HIV positivo independentemente da via de parto. Além de orientar a não amamentação e a substituição do leite materno por fórmula, é/são cuidado(s) de enfermagem:
realizar banho no RN dentro da sala de parto em água corrente e colocar o RN junto à mãe o mais brevemente possível.
colocar o RN junto à mãe o mais brevemente possível e enfaixar as mamas.
deixar o RN em berço aquecido.
realizar banho no RN uma hora após o nascimento, colocar o RN com o acompanhante o mais brevemente possível.
colocar o RN em berço simples próximo à mãe.
São poucas as situações em que pode haver indicação médica para a substituição parcial ou total do leite materno. Dê valores de Verdadeiro (V) ou Falso (F) nas situações que o aleitamento materno não é indicado:
( ) Varicela: se a mãe apresentar vesículas na pele cinco dias antes do parto ou até dois dias após;
( ) Mães infectadas pelo HTLV1 e HTLV2;
( ) Tuberculose;
( ) Criança portadora de galactosemia;
( ) Mães infectadas pelo HIV;
Assinale a alternativa que apresenta a sequência correta de cima para baixo.
V, V, V, V, V
F, F, V, V, V
F, F, F, V, V
F, V, F, V, V
F, F, V, V, F
“_____________ se refere à primeira secreção liberada pelas mamas no pós-parto.” Assinale a alternativa que completa corretamente a afirmativa anterior.
Linfa
Âmnio
Plasma
Colostro
Com relação à sucção débil, o enfermeiro deverá recomendar a amamentação com a mãe reclinada, de maneira que a criança possa ser colocada sobre o corpo da mãe, verticalmente, sem receber apoio (pressão) nas costas e na cabeça.
Certo
Errado
Os profissionais de saúde devem disponibilizar o tempo que for necessário para dar apoio à mãe e ao seu bebê durante o início e a manutenção da amamentação. A frequência e a duração ilimitada (livre demanda) das mamadas devem ser incentivadas.
Nesse sentido, a técnica de amamentação esta adequada quando
a cabeça do bebê está no mesmo nível da mama da mãe e o queixo não a está tocando.
o lábio inferior está virado para dentro.
as bochechas estão encovadas.
o corpo do bebê está totalmente voltado para o corpo da mãe (posição de barriga com barriga) e um dos braços está ao redor do corpo da mãe.
a mama parece repuxada.
Muitas mães têm dúvidas acerca da amamentação e o profissional de saúde é a melhor pessoa para respondê-las. Muitas delas, por adaptação melhor em uma mama, sempre oferecem a mesma, pois referem que o bebê amamenta melhor. Referem dúvidas sobre qual mama começar a amamentar. Assinale a alternativa que apresenta o que deve ser orientado.
A oferta quando o bebê está com fome deve começar pela mama mais "cheia"
O leite do início da mamada tem mais água e mata a sede e o do fim da mamada tem mais gordura e por isso, mata a fome do bebê e faz com que ele ganhe mais peso
É recomendável que a mãe comece cada mamada pelo peito em que o bebê mamou primeiro na mamada anterior
O tempo de permanência na mama, em cada mamada, é de 15 a 20 minutos, que é o tempo necessário para esvaziar uma mama e pode variar um pouco dependendo da fome da criança
A mãe pode oferecer a mama que quiser, já que as duas vão ter leite e o importante é que a criança se alimente
O Ministério da Saúde recomenda que o seguinte sinal/ sintoma seja considerado como de referência urgente para serviços de diagnóstico mamário:
retração na pele da mama.
mastalgia no período pré-menstrual.
ausência de descarga papilar.
lesão eczematosa sensível a tratamento tópico.
escurecimento dos mamilos.
De acordo com o Ministério da Saúde (2017), é uma recomendação para interrupção temporária da amamentação:
criança portadora de galactosemia
mães infectadas pelo HIV, HTLV1 e HTLV2
infecção herpética, quando há vesículas localizadas na pele da mama; a amamentação deve ser mantida na mama sadia
abscesso dentário, até que o abscesso tenha sido drenado e a antibioticoterapia iniciada; a amamentação não deve ser mantida na mama sadia
O Aleitamento Materno Exclusivo (AME) é uma ação que permite a melhora do quadro de crescimento e desenvolvimento do bebê. Apesar de fortalecer o binômio mãe-bebê, muitas vezes, a amamentação é impedida por problemas biológicos e psicológicos. Visando o empoderamento da mãe e o aumento da taxa de AME em crianças, é essencial que o enfermeiro identifique os problemas que diminuem a adesão ao AME e trace estratégias para solucioná-los.
Associe corretamente o possível problema com a AME e intervenções que podem resolvê-lo ou minimizá-lo.
POSSÍVEIS PROBLEMAS COM A AME
(1) Mastite
(2) Pouco leite
(3) Fenômeno de Raynaud
(4) Bloqueio dos ductos lactíferos
INTERVENÇÕES
( ) Uso de compressas mornas e melhora na técnica de amamentação.
( ) Esvaziamento completo da mama afetada e suporte emocional para a gestante.
( ) Melhorar o posicionamento e a pega, oferecer as duas mamas em cada mamada.
( ) Uso de calor local e retirada do ponto esbranquiçado dos mamilos, quando presente.
A sequência correta é
(1); (3); (4); (2).
(2); (4); (3); (1).
(3); (2); (1); (4).
(4); (1); (2); (3).
De acordo com a Organização Mundial da Saúde, existem várias definições de aleitamento materno, sendo importante ao enfermeiro ter conhecimento dessas mesmas durante a assistência ao puerpério. Dessa forma, o aleitamento materno predominante ocorre quando a criança recebe, além do leite materno,
outros tipos de leite, independentemente de receber ou não outros alimentos.
qualquer alimento sólido ou semissólido com a finalidade de complementá-lo, e não de substituí-lo.
gotas ou xaropes contendo vitaminas, sais de reidratação oral, suplementos minerais ou medicamentos.
água ou bebidas à base de água como água adocicada, chás, infusões, sucos de frutas e fluidos rituais.
Sobre a amamentação e alimentação complementar, é correto afirmar que:
é recomendada até os 2 anos de idade, sendo que após isso a sua manutenção causa problemas para o desenvolvimento cognitivo e comportamental.
as reservas de ferro da criança que recebe com exclusividade o leite materno, nos seis primeiros meses de idade, não atendem às necessidades fisiológicas, sendo necessária complementação vitamínica.
a mãe ou a pessoa responsável pela criança deve preparar a quantidade de alimento que normalmente a criança ingere. Se, após a refeição, sobrar alimentos no prato (restos), eles podem ser oferecidos posteriormente.
a “preparação” das mamas para a amamentação, segue sendo recomendada de rotina, incluindo manobras para aumentar e fortalecer os mamilos durante a gravidez, como esticar os mamilos com os dedos, esfregá-los com buchas ou toalhas ásperas.
a interação entre a mãe e o bebê nos primeiros dias é muito importante para o sucesso da amamentação e uma futura relação harmônica. A mãe deve ser orientada a responder prontamente às necessidades do seu bebê, não temendo que isso vá deixá-lo “manhoso” ou “superdependente” mais tarde.
O Brasil inseriu o tema do aleitamento materno como uma agenda prioritária. Assim, tem investido em ações de saúde pública para garantir uma melhor assistência às mães e bebês, inclusive na regulamentação de leis que promovem e protegem o aleitamento materno contra o marketing abusivo de produtos que interferem na amamentação.
Sobre a amamentação, é correto afirmar que:
diminui o desempenho em testes de inteligência das crianças que receberam aleitamento materno exclusivo
protege a criança contra diabetes tipo 2, diminuindo 37% o risco de apresentar a doença
diminui em 70% a chance do desenvolvimento de câncer de mama feminino
aumenta os custos com tratamentos nos sistemas de saúde
Amamentar é muito mais do que alimentar. Além de nutrir, a amamentação promove o vínculo afetivo entre mãe e filho e tem repercussões na habilidade da criança de se defender de infecções, em sua fisiologia e em seu desenvolvimento cognitivo e emocional, e também na saúde física e psíquica da mãe. O profissional de saúde tem papel fundamental na promoção, proteção e apoio ao aleitamento materno. Para exercer esse papel, o profissional de saúde precisa conhecer a fisiologia da lactação, portanto deve saber que:
após a apojadura (“descida do leite”), inicia-se a fase III da lactogênese, também denominada galactopoiese; essa fase, que se mantém por toda a lactação, depende principalmente do hormônio prolactina
a produção de leite logo após o nascimento da criança é controlada principalmente por hormônios e a apojadura (“descida do leite”), que costuma ocorrer até o terceiro ou quarto dia pós-parto, ocorre mesmo se a criança não sugar o seio
a mama, durante a gravidez, é preparada para a amamentação (lactogênese fase I) sob a ação de diferentes hormônios, sobretudo ocitocina e adrenalina
na amamentação, o volume de leite produzido varia, dependendo exclusivamente dos níveis sanguíneos maternos de hormônios
Apesar de a alimentação variar enormemente entre as pessoas, o leite materno, surpreendentemente, apresenta composição semelhante para todas as mulheres que amamentam no mundo. Sobre a composição do leite materno, pode-se afirmar que:
o colostro possui mais gordura que o leite maduro
o colostro possui mais proteína que o leite maduro
o leite maduro possui mais proteína que o colostro
o colostro possui mais calorias que o leite maduro