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Uma das complicações que ocorrem na gravidez se dá pela implantação do embrião fora da cavidade uterina, em 98% dos casos aproximadamente, por implantação na tuba uterina e 2% no ovário, colo, cavidade abdominal ou interstício uterino. Nesse tipo de situação, o embrião em crescimento, distende excessivamente a tuba, provocando necrose e, eventualmente, ruptura. A extrusão do embrião para o interior da cavidade peritoneal resulta em hemorragia que pode levar ao choque e morte se não houver intervenção cirúrgica. O texto se refere à(ao):
abortamento espontâneo.
gravidez ectópica.
placenta prévia.
mola hidatiforme.
descolamento de placenta.
As duas condições clínicas mais frequentes que se apresentam como hemorragias do primeiro trimestre da gestação são abortamento e prenhez ectópica. Conforme CALIL e PARANHOS, considerando-se os tipos de abortamento e suas características, numerar a 2ª coluna de acordo com a 1ª e, após, assinalar a alternativa que apresenta a sequência CORRETA:
(1) Abortamento espontâneo precoce.
(2) Abortamento espontâneo tardio.
(3) Abortamento séptico.
(4) Abortamento provocado.
( ) Interrupção da gravidez, que se desenvolvia normalmente, que ocorre da 12ª à 22ª semana de gestação.
( ) Ocorre a morte do concepto e desenvolve-se quadro de infecção.
( ) Interrupção deliberada da gravidez pela extração do concepto da cavidade uterina de forma doméstica, química ou cirúrgica.
( ) Interrupção da gravidez, que se desenvolvia normalmente, até à 12ª semana de gestação.
4 - 1 - 2 - 3.
2 - 3 - 4 - 1.
2 - 4 - 3 - 1.
3 - 2 - 1 - 4.
“No mundo todo, o distúrbio hipertensivo representa a complicação clínica mais comum da gestação, afetando mais de 10% destas” (ALSO, 2018, p.30).
Sobre as Síndromes Hipertensivas da Gestação, analise as assertivas e identifique com V as verdadeiras e com F as falsas.
( ) Condutas na pré-eclâmpsia com gravidade incluem: internação, monitorização e aceleração imediata do parto.
( ) Entre os fatores de risco para a pré-eclâmpsia pode-se citar: a multiparidade, a gemelaridade, a idade materna a partir dos 35 anos e a hipertensão crônica.
( ) A hipertensão na gestação pode ser crônica (ocorrendo antes da vigésima semana ou persistindo além de 12 semanas pós-parto), pode se iniciar durante a gravidez (hipertensão gestacional ou pré-eclâmpsia), ou ainda ocorrer uma sobreposição de pré-eclâmpsia na hipertensa crônica.
A alternativa que contém a sequência correta, de cima para baixo, é
Entre as queixas mais frequentes na gestação está o edema, que comumente surge no 3º trimestre da gravidez, restritos aos membros inferiores e, por vezes, nas mãos. Na abordagem ao edema na gravidez, observa-se que de modo geral, as gestantes melhoram ao adotar medidas gerais.
Coloque V para verdadeiro e F para Falso para as medidas que podem ser adotas pelas gestantes para a redução do edema.
( ) Evitar o ortostatismo prolongado.
( ) Repousar sentada por longo período de tempo.
( ) Não usar meias elásticas.
( ) Repousar periodicamente em decúbito lateral esquerdo e/ou com membros inferiores elevados.
Marque a alternativa que contém a resposta CORRETA.
Dentre as intercorrências clínicas e obstétricas mais frequentes, uma das mais importantes situações hemorrágicas na gravidez, que pode ocorrer na primeira metade da gestação, é:
placenta prévia
mola hidatiforme
descolamento prematuro de placenta
amniorrexe prematura
O enfermeiro obstetra precisa conhecer a fisiologia da gestação e do parto e encaminhar a paciente para o profissional médico em casos de intercorrências clínicas e distócias. Dentre as intercorrências que podem surgir, merecem atenção a Placenta Prévia e o Descolamento Prematuro da Placenta. O profissional precisa ter conhecimentos para realizar o diagnóstico diferencial entre essas duas intercorrências. No que se refere ao diagnóstico diferencial entre placenta prévia e descolamento prematuro da placenta, é correto afirmar:
na placenta prévia, a hemorragia é externa com vermelho-rutilante; enquanto que no descolamento prematuro da placenta, a hemorragia inicialmente é interna e, depois, se exterioriza com sangue escuro.
na placenta prévia, a dor é forte; enquanto que no descolamento prematuro da placenta, a paciente não refere dor.
no descolamento prematuro da placenta, o exame de urina tem resultado normal; enquanto que há presença de proteinúria no caso de placenta prévia.
no descolamento prematuro da placenta, a hemorragia surge de forma inesperada e sem causas aparentes; já na placenta prévia, a hemorragia pode estar vinculada a traumatismos.
A pré-eclâmpsia é classificada em leve ou grave, de acordo com o grau de comprometimento.
Considera-se grave quando presente os seguintes critérios, exceto:
Pressão arterial diastólica igual/maior que 110mmHg.
Dor epigástrica ou no hipocôndrio direito.
Evidência clínica e/ou laboratorial de coagulopatia.
Diminuição de enzimas hepáticas (AST ou TGO, ALT ou TGP, DHL) e de bilirrubinas.
Qual das medicações pode ser administrada em uma paciente que apresente um quadro recorrente de hiperêmese gravídica?
Talidomida.
Somente chás caseiros.
Metoclopramida.
Bromoprida.
Metotrexato.
Uma das causas de maior incidência de morte materna, fetal e neonatal, de baixo peso ao nascer e prematuridade, que surge após a 20ª semana de gestação, é:
a doença hipertensiva específica da gestação
o sofrimento fetal agudo
a gravidez ectópica
a placenta prévia
Com referência as medidas a serem tomadas na assistência de enfermagem as gestantes de alto risco, a hipertensão arterial é a doença que mais frequentemente complica a gravidez, sendo responsável pelo maior índice de morbidade e mortalidade materna e perinatal. Sendo assim, é importante diagnostico precoce e correto em caso de pré-eclampsia, diferenciando-a da hipertensão primaria ou crônica preexistentes. Com referencia a esse assunto, assinale a alternativa correta.
A pré-eclâmpsia apresenta-se quando o nível da pressão arterial for maior ou igual a 140 mmHgx90mmHg, com proteinúria (>300mg/24 horas).
Compreende um quadro de pré-eclâmpsia de urgência a pressão diastólica inferior a 110 mmHg, com presença de sintomatologia clinica.
Nas emergências hipertensivas, recomenda-se controlar a pressão o mais rápido possível, nas urgências hipertensivas, o controle pode ser gradual, em um período de até 48 horas.
A mulher que tem quadro de doença renal progressiva, mesmo que tem a sua função renal relativamente preservada, deve ser orientada a não ter filhos, pelo alto risco de apresentar quadro de pré-eclâmpsia.
O termo pré-eclâmpsia foi criado por Louis Weinstein, para definir as pacientes com sintomas antecessores a eclampsia.
Gestante, G2P1A0, Idade Gestacional: 33 semanas e 3 dias, procurou o serviço de atendimento de urgência referindo náuseas, tontura, dor epigástrica. Apresentando escleras ictéricas, abdome gravídico, feto único, longitudinal, cefálico, dorso à direita, movimentação fetal presente, BCF: 140 bpm (batimentos cardíacos fetais), nega perdas via vaginal. Pressão Arterial: 150 x 96 mmHg (milímetros de mercúrio). Foram coletados exames, com os seguintes resultados: Bilirrubina: 1,4 mg/dL (miligramas por decilitro), Plaquetas: 90000 mm3 (milímetros cúbicos), TGO: 150 UI/L (Unidades Internacionais por Litro), TGP: 100 UI/L (Unidades Internacionais por Litro). Neste caso, sobre a possível patologia obstétrica que pode envolver uma situação de urgência, assinale a alternativa correta.
hipertensão gestacional
pré-eclâmpsia
eclâmpsia
síndrome HELLP
Oligoidrâmnio caracteriza-se pela acentuada diminuição do volume do líquido amniótico, diagnosticado quando o volume se apresenta inferior a 250ml, entre a 21ª e a 42ª semanas gestacionais. Incide em cerca de 3,9% a 5,5% das gestações. Qual das patologias fetais abaixo NÃO está relacionada ao oligoidrâmnio?
Mucopolissacaridose.
Síndrome de Down.
Gastrosquise.
Hidrocefalia intrauterina.
Crescimento retardado intrauterino.
Entre as complicações gestacionais, têm-se as síndromes hemorrágicas, sendo mais comuns, na segunda metade da gestação, as seguintes situações:
gravidez ectópica e descolamento prematuro da placenta.
placenta prévia e abortamento.
placenta prévia e descolamento prematuro da placenta.
Considerando o texto de referência e o Manual Técnico sobre Gestação de Alto Risco do Ministério da Saúde (BRASIL, 2012) que orienta os cuidados com o uso do sulfato de magnésio (MgSO4), são sinais de alerta apresentados pela paciente para suspender a dose de manutenção do MgSO4:
frequência respiratória menor que 24 incursões por minuto, reflexos patelares completamente abolidos ou diurese inferior a 200 ml durante as 4 horas precedentes.
frequência respiratória menor que 20 incursões por minuto, reflexos patelares parcialmente abolidos ou diurese inferior a 150 ml durante as 4 horas precedentes.
frequência respiratória menor que 16 incursões por minuto, reflexos patelares completamente abolidos ou diurese inferior a 100 ml durante as 4 horas precedentes.
frequência respiratória menor que 28 incursões por minuto, reflexos patelares parcialmente abolidos ou diurese inferior a 250 ml durante as 4 horas precedentes.
A infecção do trato urinário (ITU) na gestante representa a intercorrência clínica mais comum durante a gravidez, acometendo cerca de 17 a 20% das mulheres. Essa infecção contribui, de forma significativa, para a morbimortalidade materna e perinatal (RN, 2015). No que se refere a ITU na gestação, considere as afirmativas abaixo
I | A escolha antimicrobiana deve ser guiada pelo resultado do exame de elementos e sedimentos anormais da urina (EAS). |
II | Cerca de 40% dos casos de ITU não tratados ou tratados de forma inadequada vão evoluir para pielonefrite. |
III | Geralmente, a bactéria mais comumente isolada em pacientes com ITU é a Staphylococcus aureus. |
IV | Encontra-se fortemente associada a outras complicações maternas e fetais, como a rotura prematura de membranas. |
De acordo com o Protocolo de Assistência Materno Infantil do Rio Grande do Norte (2015), estão corretas as afirmativas
I e III.
II e IV.
II e III.
I e IV.
Dentre as patologias que causam hemorragias durante a primeira metade da gestação, tem-se a doença trofoblástica gestacional. Trata-se de um evento patológico relacionado à fertilização aberrante, representado por formas clínicas distintas, sendo a mola hidatiforme uma delas. Sobre a mola hidatiforme marque V ou F e assinale a alternativa correta.
( ) A mola hidatiforme completa possui mais comumente o cariótipo 46,XX ou 46,XY e não possui material genético materno. Enquanto, na mola parcial é mais comum a triploidia (69,XXX ou 69 XXY).
( ) Na mola completa, feto, cordão e membranas estão sempre ausentes.
( ) Na mola parcial, ao exame clínico, o aumento uterino além do esperado para a idade gestacional ocorre em até 50% dos casos.
( ) Pré-eclâmpsia, hipertireoidismo, anemia e hiperêmese gravídica são mais frequentes no caso de mola hidatiforme completa.
A toxemia gravídica, como era chamada antigamente a hoje conhecida Síndrome Hipertensiva é a doença mais importante em Obstetrícia, sendo a maior causa de mortalidade materna e perinatal. O perigo das convulsões na gravidez é mencionado desde os primórdios da Medicina em textos chineses, egípcios e gregos, da Antiguidade. O Coan Prognosis (400 a.C.) aludiu à eclâmpsia: “a grávida com sonolência, cefaleia acompanhada de desmaios e convulsões geralmente culmina com graves desfechos” (Chesley, 1984; Souza et al., 2006). Sobre a eclâmpsia, analise os itens abaixo:
I. O risco de morte de mãe e feto é maior quando a mãe não recobra a consciência entre as convulsões.
II. O primeiro passo na assistência à mulher com eclâmpsia é interromper a gestação.
III. Na assistência à mulher com o primeiro episódio de convulsão por eclâmpsia é mandatório tentar abortar a convulsão.
IV. A causa primária da lesão cerebral que leva à convulsão da eclâmpsia é a pressão de perfusão elevada (encefalopatia hipertensiva) que conduz a barotrauma cerebral e edema vasogênico.
Sinais de edema, hipertensão e proteína na urina em uma gestante, indica qual das situações?
Gravidez tubária.
Hipertensão sistêmica isolada.
Hipertensão porta.
Hipertensão de cordão umbilical.
Pré-eclâmpsia.
Mulher de 23 anos, G3P2A0 com IG 20s procurou atendimento no PS, consciente apresentando desidratação, tonturas, vômitos contínuos e intensos, alcalose metabólica e oligúria. Relata sintomas após abandono do pai da criança. O quadro clínico indica:
Mola hidatiforme
Hiperemese gravídica
Toxemia gravídica
Amniorexe prematura
Oligodramnia severa.
Considere os resíduos de serviços de saúde (RSS):
I. bolsas transfusionais contendo sangue;
II. bolsas transfusionais vazias;
III. lâminas de bisturi;
IV. restos alimentares de pacientes.
Devem ser considerados RSS do grupo A os itens
I e II.
III e IV.
I, II e III.
II, III e IV.
I, II, III e IV.