Questões de Concurso sobre Complicações da Gestação - Página 13 | Gran Questões

Questões de Concurso sobre Complicações da Gestação

 
 
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Segundo Araújo (2012), são complicações da Síndrome de HELLP, EXCETO:


A

descolamento prematuro de placenta.


B

coagulação intravascular disseminada.


C

insuficiência renal aguda.


D

encefalopatia.


E

edema pulmonar.

M.C.G., 38 anos, G2P0A1, Idade Gestacional = 10 semanas, deu entrada na maternidade referindo sangramento transvaginal de cor vermelho-vivo, com cólicas intensas. Ao exame físico, o enfermeiro da emergência observa: colo uterino permeável, notando-se as membranas herniadas pelo orifício cervical externo. Sobre a situação clínica descrita acima, marque a opção correta.


A

Trata-se de um clássico caso de ameaça de abortamento tardio, requerendo observação rigorosa e restrição ao leito.


B

Trata-se de um clássico caso de ameaça de abortamento completo precoce, estando indicado esvaziamento à vácuo.


C

Trata-se de um clássico caso de abortamento inevitável precoce, com presença dos seguintes fatores de risco: idade materna avançada e história de perda anterior.


D

Trata-se de um clássico caso de abortamento completo tardio, com presença dos seguintes fatores de risco: idade materna avançada e história de perda anterior.

Casos de crescimento intrauterino restrito grave, diagnosticado no segundo trimestre de gravidez, sugerem possibilidades de cromossomopatia ou de infecção congênita.


C

Certo


E

Errado

O Manual Técnico sobre Gestação de Alto Risco do Ministério da Saúde (BRASIL, 2012) preconiza a seguinte rotina de administração da dose de ataque do sulfato de magnésio (MgSO4):


A

4,0g (8,0ml de MgSO4 a 50% com 12,0ml de água bidestilada) em infusão endovenosa lenta (aproximadamente 15 minutos) ou 5,0g (10ml de MgSO4 a 50%) intramuscular em cada nádega.


B

1,0g/hora (10ml de MgSO4 a 50% com 490ml de solução glicosada a 5% a 100ml/hora em bomba de infusão) ou 2,0g/hora (20ml de MgSO4 a 50% com 480ml de solução glicosada a 5% a 100ml/hora em bomba de infusão).


C

2,0g/hora (20ml de MgSO4 a 50% com 480ml de solução glicosada a 5% a 100ml/ hora em bomba de infusão) ou 5,0g (10ml de MgSO4 a 50%) intramuscular de 4 em 4 horas.


D

3,0g (6,0ml de MgSO4 a 50% com 12,0ml de água bidestilada) em infusão endovenosa lenta (aproximadamente 15 minutos) ou 3,0g (10ml de MgSO4 a 50%) intramuscular em cada nádega.

Diante da sintomatologia referida e dos resultados dos exames, a gestante se encontra com sinais de


A

ameaça de abortamento.


B

abortamento completo.


C

abortamento retido.


D

abortamento inevitável.

De acordo com Rezende (2003), o sulfato de magnésio é utilizado na pré-eclampsia grave/ eclampsia com qual finalidade?


A

Controlar a pressão arterial.


B

Induzir contrações.


C

Evitar abortamento.


D

Prevenir e tratar a convulsão.


E

Realizar profilaxia da toxemia.

Multípara com 36 semanas de gestação é admitida no Pronto Atendimento de Ginecologia e Obstetrícia com cefaleia, epigastralgia, escotomas e pressão arterial 160 x 120 mmHg. Ao exame obstétrico: AU:35 cm. Ao toque vaginal: colo grosso posterior, impérvio. A cardiotocografia demonstra feto ativo e ausência de contrações. Nesse caso, a melhor conduta é


A

iniciar sulfato de magnésio e induzir o parto com misoprostol.


B

iniciar sulfato de magnésio e induzir o parto com ocitocina.


C

iniciar com resolução imediata de cesária, visto que não há indicação para sulfato de magnésio.


D

iniciar a dose de ataque do sulfato de magnésio e proceder à cesária.


E

administrar captopril sublingual imediatamente e aguardar normalizar a pressão arterial.

J.K., 26 anos, primigesta, 27ª semana de gravidez, chega ao acolhimento da unidade básica onde faz acompanhamento pré-natal com relato de mal-estar e cefaleia difusa. À verificação da pressão arterial, a enfermeira constatou, em duas medidas com intervalo de 20 minutos, P.A. = 160 x 110 mmHg. A paciente não tem histórico de hipertensão anterior. O quadro se configura como emergência obstétrica, podendo ser classificado como:


A

pré-eclâmpsia, porque não há relato de dor epigástrica, náuseas e vômitos.


B

eclâmpsia, devido à presença de elevação da pressão arterial associada à cefaleia.


C

síndrome de HELLP, pelo aumento da pressão e relato de mal-estar.


D

crise hipertensiva, devido a aumento abrupto nos níveis pressóricos basais e pressão arterial igual a 160 x 110 mmHg.


E

hipertensão gestacional ou transitória, que tende a desaparecer ao final da gestação.

Gestante com 32 semanas dá entrada no pronto atendimento obstétrico com queixa de dor abdominal de início súbito, sem endurecimento tipo contração, sangramento vaginal em pequena quantidade, escurecido, colo grosso, pérvio 1 polpa digital. Refere pouca movimentação fetal desde o início da dor há 1 hora. Paciente levada ao ultrassom e diagnosticado um Descolamento Prematuro de Placenta (DPP) de 30% e feto sem sinais de vitalidade. Sobre a assistência à gestante com suspeita de DPP, assinale a alternativa INCORRETA.


A

A avaliação das ultrassonografias obstétricas anteriores é importante, pois a inserção placentária anormal está presente em todos os casos de DPP.


B

A suspeita e a conduta devem ser rapidamente esclarecidas, pois o risco de óbito fetal é altíssimo.


C

O diagnóstico diferencial com placenta prévia deve ser estabelecido o mais breve possível.


D

Todas as gestantes devem ser alertadas para o risco de sangramento vaginal de qualquer monta e ainda sobre repercussão da diminuição de movimentos fetais.


E

É preciso suspeitar sempre de DPP em casos de sangramento vaginal escurecido, associado à dor, ainda que seja em pequena quantidade, pois em 20% dos casos de DPP o sangramento vaginal pode ser oculto.

A placenta prévia consiste na implantação da placenta, inteira ou parcialmente, no segmento inferior do útero, a partir da 22ª semana, e a sua frequência tem aumentado pela alta incidência de cicatrizes de cesáreas.

A placenta prévia pode ser classificada em:


A

total, parcial e marginal


B

completa, fenestrada e septado


C

cribiforme, anormal e anular


D

obnubilado, total e semiparcial

A separação abrupta da placenta antes do nascimento do feto, em gestação de 22 ou mais semanas, responsável por altos índices de mortalidade perinatal e materna, é definida por:


A

placenta prévia (PP)


B

NIC III


C

descolamento prematuro da placenta (DPP)


D

atonia uterina

O diabetes gestacional é definido como a “intolerância aos carboidratos, de graus variados de intensidade, diagnosticada pela primeira vez durante a gestação, podendo ou não persistir após o parto”. No Brasil, a prevalência do diabetes gestacional em mulheres com mais de 20 anos, atendidas no Sistema Único de Saúde, é de 7,6%. O Manual Técnico de Gestação de Alto Risco do Ministério da Saúde (2012) forneceu orientações quanto ao diagnóstico/rastreamento correto do diabetes gestacional. De acordo com esse manual,


A

o rastreamento é considerado positivo em gestantes com nível de glicose plasmática de jejum igual ou superior a 85mg/dL e/ou na presença de qualquer fator de risco para o diabetes gestacional.


B

na ausência de fatores de risco e diante de glicemia de jejum igual ou superior a 85mg/dL, considera-se rastreamento negativo e deve-se repetir a glicemia de jejum entre a 24ª e 28ª semana de gestação.


C

duas glicemias plasmáticas de jejum igual ou superior a 85mg/dL confirmam o diagnóstico de diabetes gestacional, sem necessidade de teste de tolerância.


D

a glicose plasmática é determinada a partir do exame do sangue obtido em jejum, após 1,5 horas e após 3 horas, sendo os pontos de corte da curva maiores que 95, 180 e 155, respectivamente, e dois valores alterados confirmam o diagnóstico.

Em relação ao Cloasma gravídico, representa uma orientação que deve ser fornecida à gestante em relação ao problema:


A

Realizar alongamentos antes e após o início de exercícios ou caminhadas longas, assim como na ocasião da crise álgica e quando for repousar.


B

Repousar (por 20 minutos) várias vezes ao dia, com as pernas elevadas.


C

Recomendar repouso em decúbito lateral esquerdo.


D

Recomendar que a gestante não exponha o próprio rosto diretamente ao sol e que use protetor solar.

Para gestante com anemia de leve a moderada recomenda-se a administração de sulfato ferroso por via oral, preferencialmente com suco de frutas cítricas, juntamente às refeições.

C
Certo

E
Errado

Assinale a alternativa que se refere aos sinais e aos sintomas de alerta ao se admitir uma gestante de 38 semanas em Pronto Atendimento GinecológicoObstétrico.


A

Amniotomia espontânea com saída de líquido amniótico claro com grumos.


B

Queixas de distúrbios visuais, dor epigástrica.


C

Apresentação cefálica fletida depois de realizada ultrassonografia.


D

Batimentos cardiofetais variando de 120 a 158 bpm.


E

Contrações uterinas regulares e arrítmicas.

A DHEG é a doença mais importante em Obstetrícia, incidindo em cerca de 10% das primíparas. É a maior causa de mortalidade materna e perinatal. O alto risco de morte materna exige a rápida tomada de decisões e medidas adequadas para o controle e estabilização do quadro convulsivo. Sobre o assunto, informe se é verdadeiro (V) ou falso (F) o que se afirma a seguir e assinale a alternativa com a sequência correta.


( ) A DHEG é observada com maior frequência na raça negra, em obesas e tabagistas. Tem como sinais de alerta o edema de face e das mãos, aumento de peso maior ou igual a 500 gramas por semana; elevação da pressão sanguínea sistólica de 30 mmHg, ou na diastólica de 15 mmhg; proteinúria; limitação no movimento dos dedos das mãos; formigamento nos braços.

( ) Pode manifestar-se de forma isolada, sem antecedentes de hipertensão crônica ou sobreposta a uma doença hipertensiva subjacente. O diagnóstico é feito a partir da 16ª semana, mas principalmente por volta da 32ª semana de gestação na presença da tríade clássica.

( ) A pré-eclâmpsia é um distúrbio progressivo encontrado apenas na gestação, caracterizado por hipertensão, proteinúria, edema generalizado e convulsões.


A

V – F – V.


B

V – F – F.


C

V – V – F.


D

F – V – V.


E

V – V – V.

Uma enfermeira obstetra recebe na sala de emergência uma gestante de 20 anos, GIIPIA0, com 27 semanas, em estado convulsivo. Os familiares relatam que ela não é epiléptica e estava bem até o momento, apesar do grande edema de mãos e face instalados há uma semana. Ao verificar os sinais vitais, identifica-se pressão arterial de 180/120 mmHg. Diante da gravidade do caso e das evidências de se tratar de um caso de eclâmpsia, qual é a conduta adequada?


A

Instalar cateter de oxigênio a 5 l/minuto, comunicar o obstetra plantonista, realizar sondagem vesical de demora e medicar a paciente com diazepan 5mg e hidralazina 20mg, conforme prescrição médica, a cada 20 minutos.


B

Instalar cateter de oxigênio a 5 l/minuto, puncionar acesso venoso calibroso, realizar sondagem vesical de demora e iniciar hidratação venosa + carbamazepina, conforme orientação médica.


C

Instalar cateter de oxigênio a 5 l/minuto, iniciar imediatamente infusão de dose de ataque difenil-hidantoína, conforme protocolo para crises convulsivas, além de uma dose de hidralazina 20mg endovenosa e realizar sondagem vesical de demora.


D

Instalar cateter de oxigênio a 5 l/minuto, puncionar acesso venoso calibroso para hidratação, administrar 3ml da solução de hidralazina 20mg a cada 20 minutos, administrar 3ml de sulfato de magnésio a 50% intramuscular em cada nádega e realizar sondagem vesical de demora.


E

Instalar cateter de oxigênio a 5 l/minuto, administrar 5ml a cada 20minutos da solução de hidralazina(20mg) se necessário, iniciar dose de ataque (4g) de sulfato de magnésio a 50%, preparar dose de manutenção de sulfato de magnésio (5g) para correr em bomba de infusão e realizar sondagem vesical de demora, conforme protocolo.

As síndromes hemorrágicas da segunda metade da gestação são frequentes causas de internação de gestantes no período anteparto e durante trabalho de parto.


São síndromes hemorrágicas da segunda metade da gestação, exceto:


A

Placenta Prévia.


B

Descolamento Prematuro de Placenta.


C

Rotura Uterina.


D

Vasa Prévia.


E

Gravidez Ectópica.

 
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