

Seu próximo nível começa aqui
Com a Assinatura Ilimitada, você tem tudo que precisa para sua aprovação.
Com a Assinatura Ilimitada, você combina prática, teoria e método em uma única assinatura com tudo que você precisa para sua aprovação.
Um paciente de 82 anos foi admitido na Unidade de Recuperação Pós-Anestésica (URPA), depois de colecistectomia videolaparoscópica sob anestesia geral.
Ao chegar, apresentava-se sonolento, porém despertava ao chamado e respondia de forma coerente.
Seus sinais vitais são: PA 110/70 mmHg, FC 76 bpm, FR 14 irpm e SpO2 92% em oxigenoterapia por cateter nasal a 2 L/min.
Após 40 minutos, apresentou queda da SpO2, associada a agitação súbita. Tentou remover o acesso venoso e o cateter de oxigênio, apresentando confusão mental e desorientação têmporo-espacial.
Considerando as diretrizes para o cuidado à pessoa idosa e o manejo das complicações pós-operatórias, assinale a opção que apresenta, corretamente, a interpretação clínica e a conduta prioritária.
A agitação psicomotora e a confusão mental súbita são reações fisiológicas normais do envelhecimento frente ao estresse cirúrgico; a conduta prioritária deve ser a aplicação imediata de contenção física para garantir a segurança dos dispositivos invasivos.
A Enfermeira deve suspeitar de hipóxia como causa primária da agitação e confusão mental súbitas, sendo a avaliação da permeabilidade das vias aéreas e da oxigenação a prioridade imediata, antes de atribuir os sintomas à idade, às circunstâncias ambientais ou aos medicamentos.
O quadro sugere delirium pós-operatório; a prioridade é reorientar verbalmente o paciente e reduzir os estímulos ambientais antes de realizar nova avaliação clínica.
A mudança do estado neurológico pode decorrer do efeito residual dos anestésicos. A prioridade é manter o paciente em observação até a recuperação espontânea do nível de consciência, evitando intervenções desnecessárias.
A conduta imediata para este quadro de delirium hiperativo é a administração de benzodiazepínicos prescritos, visando controlar a agitação psicomotora e prevenir a retirada acidental de dispositivos invasivos.
O período pós-operatório exige monitoramento rigoroso da equipe de enfermagem para identificação precoce de complicações e redução de riscos associados à cirurgia. Em relação às medidas preventivas e manejo das complicações pós-operatórias, assinale o que for correto.
A atelectasia pós-operatória pode ser minimizada com o incentivo à deambulação precoce, exercícios respiratórios e uso de dispositivos de expansão pulmonar, reduzindo o risco de hipoxemia e pneumonia associada.
A hiperglicemia no pós-operatório de pacientes não diabéticos é considerada um achado fisiológico normal e não requer monitoramento específico, pois não interfere na cicatrização e no risco de infecção de sítio cirúrgico.
A administração de líquidos intravenosos no pós-operatório deve ser evitada para prevenir retenção hídrica e minimizar o risco de sobrecarga circulatória em pacientes submetidos a procedimentos cirúrgicos extensos.
O íleo paralítico é uma complicação comum em cirurgias abdominais e pode ser prevenido com administração precoce de alimentos sólidos para estimular o peristaltismo e restaurar a função intestinal rapidamente.
Durante a avaliação pós-operatória imediata de um paciente submetido à tireoidectomia total, o técnico de enfermagem deve estar especialmente atento à seguinte manifestação clínica, que pode indicar uma grave complicação:
Rouquidão e estridor laríngeo acompanhados de aumento de volume cervical anterior.
Hipertermia súbita associada a tremores e diminuição da frequência cardíaca.
Oligúria e coloração amarelada da urina nas primeiras 6 horas pós-cirurgia.
Presença de edema persistente em membros inferiores associado à dor em panturrilhas.
Segundo as diretrizes de práticas em enfermagem cirúrgica e processamento de produtos para a saúde (SOBECC, 2017), marque a opção correta.
São parâmetros avaliados no índice de Aldrete e Kroulik modificado: frequência cardíaca, frequência respiratória, temperatura, saturação e orientação.
Na primeira hora do paciente na sala de recuperação pós-anestésica, os sinais vitais devem ser verificados a cada 15 minutos.
A escala de Cormack e Lehane é usada para classificar o grau de visualização das estruturas orofaríngeas do paciente.
O pós-operatório mediato compreende as primeiras 24 horas após a intervenção anestésico-cirúrgica.
A intubação orotraqueal é realizada durante o período de manutenção da anestesia geral, zelando pela segurança do paciente.
Criança, 6 anos, submetida a cirurgia ortopédica eletiva sob anestesia geral com halotano e succinilcolina. No pós-operatório imediato, a equipe de enfermagem observa: temperatura corporal subitamente elevada, taquicardia, taquipneia, rigidez muscular e acidose arterial. Considerando o manejo pós-operatório pediátrico, quais condutas são CORRETAS?
Suspender a anestesia, administrar analgésico opioide IV para controle da dor, manter a criança aquecida e permitir alta precoce se os sinais vitais permanecerem estáveis nas próximas 2 horas.
Administrar antipirético oral, manter a criança em observação na sala de recuperação, iniciar respiração profunda e incentivo à mobilização precoce, e continuar a cirurgia se necessário.
Aumentar a oferta de oxigênio e aplicar compressas mornas, monitorando sinais vitais a cada 30 minutos, sem administrar dantroleno, pois a febre pós-operatória é comum.
Interromper imediatamente o agente anestésico desencadeante, administrar dantroleno IV, fornecer oxigênio a 100%, iniciar medidas de resfriamento e transferir a criança para UTI para monitoramento contínuo.
A enfermagem é responsável por garantir um ambiente seguro, confortável e limpo durante todo o processo cirúrgico. Em relação às complicações pós-operatórias, assinale a alternativa INCORRETA:
Embolia pulmonar ocorre quando êmbolos bloqueiam o fluxo de sangue arterial pulmonar para um ou mais lóbulos do pulmão, sendo que os sinais e sintomas incluem: dispneia, dor torácica súbita, cianose, taquicardia e queda da pressão arterial.
Hipoxemia é a concentração inadequada de oxigênio no sangue arterial, sendo que os sinais e sintomas incluem: agitação, confusão mental, dispneia, sudorese, cianose, alterações da pressão arterial e da frequência cardíaca.
Pneumonia é o colapso dos alvéolos com secreções acumuladas, sendo que os sinais e sintomas incluem: tosse produtiva, febre, alterações da frequência respiratória e dispneia.
Choque hipovolêmico acontece quando há uma hemorragia em que se perde muito sangue e fluidos corporais, o que limita severamente a capacidade do corpo de fornecer sangue a todos os seus órgãos. Os sinais e sintomas são: taquipneia, pele fria e pálida, taquicardia, pressão arterial baixa, fraqueza, sudorese excessiva e confusão mental.
Em pacientes no pós-operatório imediato, a mobilização precoce, o controle adequado da dor e a vigilância de sinais vitais são medidas essenciais.
Assinale CORRETAMENTE a alternativa abaixo que representa uma relação correta entre essas intervenções e a prevenção de complicações pós-operatórias:
A mobilização precoce previne tromboembolismo e atelectasia, mas não é influenciada pelo controle da dor, que é relevante apenas para conforto do paciente.
O controle eficaz da dor permite maior participação do paciente na mobilização precoce, contribuindo para a prevenção de complicações respiratórias e circulatórias.
Monitoramento frequente dos sinais vitais substitui a necessidade de mobilização precoce e analgesia, pois qualquer alteração indicará complicação imediatamente.
A mobilização precoce deve ser realizada independentemente da intensidade da dor ou estabilidade hemodinâmica, pois a prevenção de complicações é prioritária sobre o conforto e segurança.
Ocorrência médica indesejável que acontece com um paciente ou sujeito de investigação clínica, independentemente de ter relação causal com um tratamento ou intervenção.
Evento básico.
Evento principal.
Evento primário.
Evento adverso.
Evento profilático.
Homem, 48 anos, com diagnóstico de colicistite aguda, submetido à colecistectomia de urgência, durante a cirurgia foi encontrada a presença de inflamação aguda não purulenta. Assinale a alternativa que apresenta o potencial de contaminação desta cirurgia.
Limpa
Potencialmente contaminada
Contaminada
Infectada
A prescrição de enfermagem orientando à realização de intervenções de estímulo à tosse está contraindicada para pacientes no período pós-operatório de cirurgias
abdominais.
torácicas.
intracranianas.
da bexiga.
ortopédicas.
A febre no paciente cirúrgico é um evento recorrente em pacientes durante o pós operatório. Diante do exposto, analise as afirmativas abaixo e dê valores Verdadeiro (V) ou Falso (F).
( ) A infecção do sitio cirúrgico (ISC) é a causa mais comumente diagnosticada de febre após o terceiro dia.
( ) Febres que ocorrem após quatro semanas nunca estão relacionadas à cirurgia.
( ) As reações medicamentosas febris são uma causa frequente de febre pós-operatória.
( ) A maior parte da febre pós-operatória precoce é causadapelo estímulo inflamatório de dano tecidual e exposição a materiais estranhos.
Assinale a alternativa que apresenta a sequência correta de cima para baixo.
V - V - V - V
V - F - V - V
V - V - F - F
F - F - V - V
É crucial que as mães fiquem atentas a sinais como febre, sangramento excessivo, dor intensa, inchaço em uma das pernas, ou sintomas de tristeza persistente, devendo procurar avaliação médica imediatamente. O gráfico a seguir mostra a incidência de diferentes complicações no puerpério durante os primeiros 6 semanas após o parto em uma amostra de 500 mulheres.

Com base no gráfico e nas recomendações da assistência de enfermagem ao puerpério, assinale a alternativa CORRETA.
A assistência de enfermagem deve incluir monitoramento de sinais vitais, avaliação do sangramento e orientação sobre sinais de alerta para todas as complicações, incluindo psicológicas, durante todo o puerpério.
A hemorragia puerperal é a complicação mais frequente e deve ser monitorada apenas nas primeiras 24 horas após o parto.
A trombose venosa profunda é a complicação mais comum no puerpério e exige atenção exclusiva do obstetra, sem necessidade de intervenção da equipe de enfermagem.
A depressão pós-parto apresenta menor incidência que a infecção puerperal, portanto requer menos atenção da equipe de saúde.
No terceiro dia de pós-operatório de artroplastia de quadril, o técnico de enfermagem observa que o paciente, previamente estável, passa a apresentar confusão mental súbita, taquicardia, taquipneia (36 irpm), cianose periférica leve e queda progressiva da saturação (de 95% para 86%), além de queixa de dor torácica mal definida. A ferida cirúrgica está íntegra, sem sangramento aparente. Considerando-se as possíveis complicações no pós-operatório e as atribuições do técnico de enfermagem, é uma conduta adequada
estimular o paciente a respirar profundamente e tossir vigorosamente para melhorar a expansão pulmonar.
incentivar deambulação assistida para favorecer mobilidade torácica e circulação periférica.
administrar analgésico prescrito, pois o desconforto pode estar influenciando o padrão respiratório.
manter o paciente em posição semissentada, iniciar oxigenoterapia conforme protocolo, monitorar sinais vitais seriados e comunicar imediatamente ao enfermeiro.
deixar o paciente em repouso absoluto em decúbito dorsal, acompanhando a evolução da saturação antes de qualquer intervenção.
Em relação à assistência de enfermagem perioperatória, julgue os itens a seguir.
A hipoxemia é uma complicação que pode acometer pacientes no período de recuperação pós-anestésica, em decorrência da redução do suprimento de oxigênio arterial, capilar ou venoso, sendo definida pela saturação de hemoglobina menor que 90%.
Certo
Errado
E.E, 30 anos, sexo masculino, foi admitido na unidade de clínica cirúrgica após ter sido submetido a apendicectomia de emergência. Ao realizar a avaliação do paciente, 30 horas após a cirurgia, o enfermeiro solicitou a presença do médico, pois constatou que o paciente apresentava sinais e sintomas compatíveis com um quadro de íleo paralítico. Entre outras condições, esses sinais e sintomas compreendem
hipertermia, taquicardia, icterícia e, ao exame físico do abdome, a ausculta de ruídos hidroaéreos diminuídos no quadrante inferior esquerdo.
dor abdominal em cólica, vômito fecalóide, distensão abdominal e, ao exame físico do abdome, a presença de borborigmo.
hipotensão, redução acentuada de drenagem pela sonda nasogástrica e eliminação intensa de flatos e, ao exame físico do abdome, a ausculta de ruídos hidroaéreos aumentados em todos os quadrantes.
distensão abdominal, ausência de eliminação de flatos, náuseas e vômitos e, ao exame físico do abdome, a ausculta de ruídos hidroaéreos raros ou ausentes em todos os quadrantes.
No pós-operatório imediato de uma tireoidectomia total, o técnico de enfermagem deve estar atento aos sinais de complicações cirúrgicas específicas. Um paciente apresenta, nas primeiras horas após a cirurgia, parestesia perioral (formigamento ao redor da boca), espasmos musculares faciais e sinal de Chvostek positivo. Esses achados clínicos são indicativos de uma complicação metabólica decorrente da remoção acidental ou desvascularização das paratireoides, conhecida como:
Hipernatremia.
Tireotoxicose.
Hipocalcemia.
Hipotireoidismo agudo.
A colectomia é um procedimento cirúrgico para remover parte ou todo o cólon (intestino grosso), podendo ser realizada por via convencional (aberta), laparoscópica ou robótica. Um paciente encontra-se em pós-operatório imediato de colectomia, com dreno tubular fechado tipo Portovac. Sobre os cuidados de enfermagem, é INCORRETO afirmar que:
O dreno pode ser desconectado para facilitar o banho, desde que seja reconectado em seguida.
O enfermeiro deve manter o dreno abaixo do nível da incisão cirúrgica para evitar refluxo.
A permeabilidade do sistema deve ser inspecionada regularmente para evitar obstruções.
O local de inserção do dreno deve ser monitorado para sinais de infecção, como hiperemia e secreção purulenta.
No contexto do pós-operatório imediato (POI), o paciente está vulnerável a diversas complicações, especialmente de origem respiratória, circulatória e gastrointestinal. Um dos principais fatores de risco para complicações pulmonares e respiratórias (CPR) está na:
classificação de risco inferior a II pela American Society of Anesthesia (ASA)
patologia crônica preexistente, como as renais e as obstrutiva pulmonares
duração da cirurgia abaixo de três horas
asma brônquica controlada
A histerectomia pode ser necessária imediatamente após o parto em alguns casos de complicações que podem ocorrer no pós-parto. Assinale a alternativa que não apresenta justificativa para a histerectomia:
Laceração de vaso sanguíneo importante.
Displasia grave ou carcinoma in situ do colo.
Placenta acreta.
Sofrimento fetal.
Um paciente de 65 anos foi submetido a uma laparotomia exploradora há 5 dias. No momento da avaliação, a enfermeira observa que ele apresenta temperatura de 38,5 ºC, dor intensa e hiperemia na incisão cirúrgica. Ao realizar a inspeção, ela nota a separação parcial das bordas da ferida operatória (FO), com exposição apenas do tecido subcutâneo e muscular, mas sem protrusão de alças intestinais. Nesse caso, qual é a complicação apresentada e qual deve ser a conduta de enfermagem prioritária e imediata?
Infecção profunda do Sítio Cirúrgico (ISC); a conduta prioritária é realizar a coleta de cultura da ferida, administrar o analgésico prescrito e manter o curativo oclusivo para evitar a exposição.
Seroma; a conduta prioritária é drenar o acúmulo de líquido subcutâneo com agulha e seringa, conforme a técnica asséptica, e aplicar bandagem compressiva no local para prevenir novo acúmulo.
Hemorragia secundária; a conduta prioritária é fazer hemostasia por pressão manual forte sobre a incisão e coletar exames de coagulação de emergência.
Deiscência da FO; a conduta prioritária é utilizar compressas estéreis umedecidas com soro fisiológico 0,9% sobre a FO, posicionar o paciente em decúbito dorsal com flexão dos joelhos e comunicar o cirurgião.
Infecção do Sítio Cirúrgico (ISC) superficial; a conduta prioritária é aplicar calor local para promover a drenagem do exsudato purulento e aguardar a prescrição de antibiótico oral.