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As transfusões de hemocomponentes são necessárias em pacientes graves para: corrigir taxas de hemoglobina, com consequente melhora do transporte de oxigênio aos tecidos; corrigir deficiências de proteínas da coagulação; elevar a contagem de plaquetas em pacientes plaquetopênicos; e melhorar as defesas, a hemostasia e a expansão de volume. Assinale a alternativa que melhor defina pool de plaquetas:
Componente preparado por centrifugação do sangue
Procedimento em que retiram-se plaquetas por meio de um equipamento especial de um único doador
União de várias unidades de doadores diferentes, em uma única bolsa para o mesmo receptor
Hemocomponente que sofreu irradiação gama com um mínimo de 25 Gy
Concentrado de plaquetas que contêm de 1 a 3 × 109 leucócitos
O serviço de hemoterapia deve garantir infraestrutura adequada à conservação das unidades de hemocomponentes, de acordo com a temperatura e prazo de validade, desde a sua obtenção até a transfusão, ou o envio do plasma excedente para fracionamento industrial.
De acordo com a RDC n° 34, de 11 de junho de 2014, a sala destinada ao armazenamento e conservação de hemocomponentes deve ter a temperatura mantida a:
22 ± 2ºC
18 ± 2ºC
16 ± 4ºC
2 ± 2ºC
8 ± 2ºC
Um enfermeiro é admitido em um setor de agência transfusional e fica responsável pela vigilância de hemocomponentes. Sobre as boas práticas para preservação de tais componentes, assinale a alternativa correta.
O processamento e a modificação dos hemocomponentes são realizados em sistema aberto, mantendo-se a esterilidade mediante uso de métodos assépticos e soluções estéreis e apirogênicas.
Os hemocomponentes têm uma mesma temperatura ideal para conservação, sendo o controle da cadeia do frio uma medida fundamental para manutenção da qualidade e da funcionalidade dos produtos.
Para manutenção das propriedades dos hemocomponentes, seu transporte deve ser feito em temperatura ambiente, utilizando recipientes resistentes, protegidos contra vazamentos, passíveis de lavagem e desinfecção regular.
No Brasil, são realizados testes laboratoriais de alta sensibilidade para todas as bolsas coletadas, a fim de pesquisar doenças infeciosas que possam ser transmitidas pelas transfusões: hepatites virais B e C, SIDA, doença de chagas, sífilis, HTLV I e II.
A triagem clínica é uma etapa fundamental no processo de segurança transfusional, avaliando-se a história clínica do potencial doador, hábitos e fatores de risco para doenças transmissíveis pelo sangue. Além da anamnese do candidato, são realizadas avaliações física e laboratorial, sendo aferidos os seguintes parâmetros:
Glicemia de jejum ou pós-prandial.
Sinais vitais: pressão arterial, pulso e temperatura.
Dados antropométricos: peso, altura e dobras cutâneas.
Avaliação hematológica: hemoglobina, hematócrito e leucograma.
A respeito da assistência circulatória mecânica no contexto brasileiro, é correto afirmar:
inexiste ainda no país um banco de dados para registros dos pacientes e dos dispositivos e implantes como há em outros países.
há critérios para uso de dispositivos de assistência circulatória mecânica (DACM) temporários, como casos de aguardo por transplante cardíaco.
a miocardite é uma das situações de contraindicação de uso de DACM.
a angioplastia coronariana anterior não é compatível com o uso de DACM.
pacientes com dissecção de aorta têm no DACM maior chance de sobrevida.
A administração intravenosa de sangue total ou hemocomponentes pode ser definida como a transferência de sangue e hemocomponentes de um indivíduo (doador) para outro (receptor). Está indicada para pacientes que sofreram perda sanguínea significante ou alterações hematológicas decorrentes de doenças ou procedimentos como: choque, traumatismo, hemorragia, entre outros. Uma medida importante, podendo ser realizada pelo técnico de enfermagem, para garantir uma administração de sangue de forma segura é:
confirmar a identificação do paciente na pulseira, na prescrição médica e no rótulo do hemocomponente, antes da sua administração, efetuando esta verificação duas vezes antes de iniciar a infusão
dispor o sangue e alguns componentes por no máximo 24 horas em temperatura ambiente antes de iniciar a infusão, ou de acordo com o protocolo institucional
manter a infusão por no máximo oito horas, devido ao risco de contaminação e/ou alterações do produto, seguindo o protocolo da instituição
realizar a infusão de solução salina a 20% com 3ml de cloreto de potássio, após a administração do produto, com o objetivo de manter a permeabilidade do cateter
O uso de sangue e seus derivados é uma prática que utiliza tecnologia de ponta, recursos humanos altamente especializados e tem seu fornecimento diretamente relacionado à doação voluntária. Tais particularidades tornam indispensável sua correta utilização, considerando sempre a segurança do doador, do receptor e sua indicação. Nesse contexto, é correto afirmar que
não existe contraindicação absoluta à transfusão em pacientes com febre.
se o sangue precisar ser aquecido, deverá ser utilizado um forno de micro-ondas.
nenhuma transfusão deve exceder o período de infusão de 3 horas. Quando este período for ultrapassado, a transfusão deve ser interrompida e a unidade descartada.
caso haja necessidade de ser administrada alguma droga no mesmo equipo do sangue, esse procedimento deve ser precedido de correta diluição.
é necessário sempre diluir o concentrado de hemácias antes de sua infusão, pois o excesso de hemácias não permite um bom fluxo de infusão.
Sobre as terminologias do Sistema Hematopoiético, assinale a alternativa correta.
Antitrombócitos.
Ocitócitos.
Cardiotônicos.
Neurolépticos.
Antifiséticos.
Processo de transfusão autóloga, no qual o sangue é coletado no início do ato cirúrgico, com substituição do volume retirado por solução coloide e (ou) cristaloide, sendo transfundido durante ou ao término da cirurgia.
Essas informações descrevem o processo denominado
transfusão autóloga pré-depósito.
transfusão autóloga pós-depósito.
recuperação de sangue no intraoperatório.
hemodiluição normovolêmica aguda intraoperatória.
sangue coletado no campo cirúrgico.
A transfusão de concentrado de hemácias deve ser indicada para tratar ou prevenir iminente ou inadequada liberação de __________ aos tecidos.
Assinale a alternativa que preenche corretamente a lacuna do parágrafo acima.
oxigênio
proteína
nitrogênio
albumina
dióxido de carbono
Para que um paciente idoso possa ser submetido à circulação extracorpórea de forma segura e adequada, o perfusionista precisa planejar, conduzir e corrigir a perfusão visando atender as peculiaridades fisiológicas deste tipo de paciente. Nesse contexto, assinale a alternativa INCORRETA.
O preparo da CEC não difere significativamente da perfusão para os adultos em geral, porém, como o idoso se caracteriza pela reserva orgânica reduzida, necessita de maior estabilidade durante a perfusão.
As peculiaridades dos pacientes idosos incluem maior pressão sistólica, devido a maior rigidez das artérias, redução do fluxo sanguíneo cerebral e menor consumo de oxigênio pelos tecidos.
Devido a maior incidência de complicações neurológicas por microembolia, recomenda-se sempre a utilização do filtro da linha arterial.
Outras recomendações incluem manter a pressão arterial média em níveis inferiores a 60 mmHg em todas as etapas da perfusão; o hematócrito entre 20% e 25% e uma pressão oncótica normal, que é obtida pela adição de coloides sintéticos, plasma ou albumina, evitando, assim, edema cerebral e pulmonar.
Quanto à temperatura, é preferível a normotermia ou ligeira hipotermia.
Nos casos em que a grávida é Rh negativo (desprovida do antígeno D) e a criança, Rh positivo, a mãe pode ser sensibilizada e passa a produzir anticorpos anti-D. Estes atravessam a barreira placentária e acarretam doença hemolítica perinatal, a qual pode cursar com repercussões graves, determinando morbidade e mortalidade fetal e perinatal aumentadas. De acordo com a prevenção da sensibilização pelo fator Rh deve ser realizada administração de imunoglobulina anti-D nas seguintes situações em mães Rh negativo, EXCETO:
Imunoglobulina anti-D deve ser administrada para todos os casos de abortamentos com intervenção cirúrgica, independentemente da idade gestacional, e com o mesmo grau de evidência para os abortamentos completos após 12 semanas de gestação.
Após procedimentos invasivos: amniocentese, cordocentese, biópsia de vilo corial.
Após o parto de mães com Coombs indireto negativo, parceiros Rh negativos e recémnascidos Rh negativo.
Entre a 28ª e a 34ª semana de gestação de todas as mulheres com Coombs indireto negativo e com parceiros Rh positivos.
Gravidez ectópica nas primeiras 12 semanas.
Ainda sobre a norma referida na questão anterior, é INCORRETO afirmar que:
Compete ao Técnico de Enfermagem participar de treinamento, conforme programas estabelecidos, garantindo a capacitação e atualização referente às boas práticas em hemoterapia.
Toda doação de sangue deve ser altruísta, compartilhada e anunciada.
Compete ao Enfermeiro cuidados de Enfermagem de maior complexidade técnica e que exijam conhecimentos científicos adequados e capacidade de tomar decisões imediatas.
O Enfermeiro deve participar de comissões de pesquisa, qualidade, biossegurança e ética, como membro da equipe multiprofissional.
Ao Técnico cabe participar de treinamento, conforme programas estabelecidos, garantindo a capacitação e atualização referente às boas práticas em hemoterapia.
A irradiação de hemocomponentes é realizada para prevenir a doença do enxerto versus hospedeiro transfusional (TA-GVHD), complicação imunológica usualmente fatal, causada pela enxertia e pela expansão clonal de células sanguíneas do doador em receptores suscetíveis. Essas células são denominadas
linfócitos.
neutrófilos.
plaquetas
eosinófilos.
Ao nascimento, recém-nascidos de baixíssimo peso podem possuir maiores necessidades de transfusões de hemácias. Entre as causas que levam a essa necessidade, constitui causa iatrogênica
o rápido envelhecimento das hemácias contendo hemoglobina fetal.
flebotomias repetidas.
a concentração decrescente de hemoglobina fetal.
a eritropoiese insuficiente.
a presença de anemia fisiológica sintomática.
Observe os itens abaixo que se referem às modalidades de transfusão e suas características, levando em consideração a solicitação médica.
I - Programada: com dia e hora determinados.
II - De rotina: a ser realizada dentro de 36 horas.
III - De urgência: a ser realizada dentro de três horas.
IV - De emergência: quando o retardo da transfusão puder acarretar risco para a vida do paciente.
Quais estão corretos?
Apenas I.
Apenas II e IV.
Apenas I, III e IV.
Apenas II, III e IV.
I, II, III e IV.
A transfusão de sangue e hemocomponentes é um suporte essencial a muitos tratamentos e pode salvar vidas, porém pode apresentar risco de eventos adversos, como erros, reações transfusionais e transmissão de infecções. Como estratégias para a segurança do paciente, recomenda‐se:
Verificar a integridade da bolsa e a cor/aspecto do hemocomponente em dois momentos: ao receber a bolsa e antes de instalá‐la no paciente. Devem‐se observar sinais de hemólise e a presença de coágulos. Um vazamento ou alteração de cor pode indicar que o sangue está contaminado, havendo risco de causar uma reação grave ou fatal, se for administrado ao paciente.
Orientar o paciente a informar qualquer reação, como tremores, rubor, dor ou dificuldade para respirar e ansiedade, se ocorrerem nos primeiros 15 minutos de infusão.
Permanecer com o paciente nos primeiros 30 minutos da transfusão para identificar prontamente sinais de possíveis reações. Os sinais e sintomas de uma reação hemolítica grave podem se desenvolver rapidamente, após a infusão de volumes entre 50 mL e 100 mL de sangue.
Conhecer os sinais e sintomas das reações mais comuns: febre, com ou sem calafrios (elevação de 3°C na temperatura corpórea), associada à transfusão; calafrios, com ou sem febre; dor no local da infusão, torácica ou abdominal; alterações súbitas na pressão arterial (hipotensão); alterações respiratórias, como dispneia, taquipneia, hipóxia, sibilos; alterações cutâneas, como prurido, urticária, edema localizado ou generalizado, petéquias; náusea, com ou sem vômitos; confusão mental.
Observar que o período máximo de infusão do conteúdo de uma bolsa, independentemente do produto, é de seis horas, após o qual a transfusão deve ser suspensa e a bolsa, descartada, de acordo com as normas da instituição para descarte.
Qualquer cliente que recebe uma transfusão sanguínea está em risco de complicações decorrentes da transfusão Se houver suspeita de uma reação à transfusão, a primeira medida a ser realizada é:
notificar ao banco de sangue sobre a suspeita de reação à transfusão.
enviar o equipo para o banco de sangue após a transfusão, para a repetição da tipificação e cultura a serem utilizadas em futuras transfusões.
interromper a transfusão imediatamente e notificar o médico.
chamar o médico e esperar a sua conduta, já que a transfusão é uma prescrição médica.
avaliar sinais vitais de 2 em 2 horas, observar se há calafrios, diaforese e dilatação venosa jugular, e se houver alterações, comunicar ao médico.
Existem alguns impedimentos definitivos para a doação de sangue, sendo assim, assinale a alternativa cuja situação NÃO é considerada um impedimento definitivo.
Herpes labial.
Doença de Chagas.
Hepatite após 11 anos de idade.
HIV.
HTLV.