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Um paciente internado na Unidade de Terapia Intensiva está monitorizado e apresenta um ritmo cardíaco, conforme a figura abaixo.

Fonte: Campanharo CRV. Guia de Bolso para Assistência de Enfermagem em Emergência. ED Atheneu. 2017.
Considerando o ritmo cardíaco apresentado pelo paciente, é correto afirmar que devem ser prestados cuidados de enfermagem para um paciente com:
fibrilação ventricular
taquicardia ventricular
bradicardia sinusal
angina estável
infarto agudo do miocárdio com supradesnivelamento ST
Paciente apresenta dor torácica anginosa, referindo-se à dor no peito, irradiada para o braço esquerdo e mandíbula, mas com melhora ao repouso. É realizado um eletrocardiograma de emergência e iniciado tratamento com suspeita diagnóstica de infarto agudo do miocárdio. Assinale a alternativa que NÃO corresponde ao tratamento MONABICH.
Nitroprussiato de sódio.
Morfina.
Nitrato.
Enoxaparina.
Clopidogrel.
Um paciente com IAM espontâneo relacionado com isquemia miocárdica secundária a evento coronariano como ruptura ou erosão de placa aterosclerótica coronariana é classificado com IAM
classe 1.
classe 2.
classe 3.
classe 4.
classe 5.
Em relação a Síndrome Coronariana Aguda (SCA), julgue as afirmativas abaixo.
I.A SCA engloba todas as situações em que há isquemia do miocárdio, desde a angina até o Infarto Agudo do Miocárdio (IAM), podendo ser classificada de duas formas: SCA sem supra ST (angina instável e IAM sem supra ST) e SCA com supra ST (IAM com supra ST).
II.Na SCA a dor torácica ocorre de forma súbita e, geralmente, é localizada em região retroesternal, podendo se apresentar como uma sensação de peso ou aperto, ou até mesmo como uma dor agonizante.
III.É imprescindível que se realize um eletrocardiograma (ECG) de doze derivações. Esse exame deve ser realizado em até 30 minutos, a partir do início da dor ou da admissão no serviço de saúde e, posteriormente, de forma seriada após nove, doze e dezoito horas, ou diante de novos episódios de dor, ou alterações no estado clínico.
IV.O tratamento da SCA busca ajustar o equilíbrio entre a oferta e o consumo de oxigênio, a fim de preservar a função do coração como bomba.
Qual(is) a(s) afirmativa(s) está(ão) CORRETA(S)?
Apenas, II, III e IV.
Apenas, II e III.
Apenas, I, II e IV.
Apenas, I e II.
A estratificação de risco realizada de forma precoce e adequada é a ferramenta essencial para direcionar o tratamento do paciente com Síndrome Coronariana Aguda (SCA). Neste contexto, marque a alternativa que NÃO corresponde a um fator de estratificação pontual de alto risco de morte ou infarto agudo do miocárdio para esses pacientes:
edema pulmonar.
bradicardia ou taquicardia.
agravamento dos sintomas nas últimas 48 horas.
hipertensão.
idade 70-75 anos.
O infarto agudo do miocárdio (IAM) consiste na falta de oxigênio (02) do músculo cardíaco. A evolução do processo isquêmico gera uma lesão ou injúria que pode ser reversível na fase aguda ou uma necrose miocárdica, considerada uma fase crônica irreversível.
São algumas complicações do IAM:
edema agudo de pulmão, laceração da parede ventricular e choque cardiogênico
insuficiência respiratória aguda, laceração da parede atrial e choque séptico
hipotermia, bloqueio atrioventricular e hemiplegia
febre, insuficiência adrenal e hipovolemia
No início do plantão, você recebe um paciente com uma alteração clássica no ECG, elevação do segmento ST, que é um dos primeiros sinais indicativos de qual patologia?
Fibrilação Atrial.
Infarto Agudo do Miocárdio.
Taquicardia Sinusal.
Fluter Atrial.
Bradicardia Sinusal.
É considerado um biomarcador específico do músculo cardíaco para o diagnóstico do infarto agudo do miocárdio (IAM):
BNP
CK massa
mioglobina
troponina I
Um paciente de 58 anos procura o serviço de emergência referindo dor torácica. A equipe de saúde da unidade, tendo conhecimento que o tempo Porta-Eletrocardiograma recomendado pela American Heart Association, 2020, tem sido um elemento definidor no diagnóstico de infarto agudo do miocárdio, deve realizar o exame
entre 20 e 30 minutos do início da dor.
até 20 minutos após o preenchimento da ficha de admissão.
no mínimo 15 minutos após a classificação de risco.
até 10 minutos após a chegada do paciente na unidade.
O infarto agudo do miocárdio (IAM) é uma das manifestações da síndrome coronariana aguda (SCA), cuja área do coração reduz o fluxo de oxigênio devido à redução do aporte sanguíneo coronariano. Assim, os sinais e sintomas que o enfermeiro(a) deverá observar são:
Diarreia, vômito e dor abdominal.
Dor torácica, sudorese e falta de ar.
Dor na perna, cianose e visão turva.
Cansaço, febre e dor epigástrica.
Cefaleia, tontura e perda da consciência.
Paciente chegou à unidade de saúde apresentando dor torácica com irradiação para o membro superior esquerdo. Os exames laboratoriais realizados nas primeiras 24 horas não detectaram a presença de mioglobina na corrente sanguínea.
Esse é um excelente parâmetro para
descartar suspeita de doença cardíaca crônica.
indicar que houve lesão no músculo cardíaco.
excluir o diagnóstico de infarto agudo do miocárdio.
sugerir a deficiência de fatores de proteção cardíaca.
confirmar o diagnóstico de infarto agudo do miocárdio.
A terapia farmacológica para o IAM é padrão e segue a sigla MONA, para as intervenções farmacológicas imediatas. Assim, as providências tomadas pelo(a) enfermeiro(a) nesse tratamento poderão ser:
Medicação anti-hipertensiva, punção venosa, oxigenoterapia e medicação sublingual.
Medicação diurética, oxigenoterapia, monitorização cardíaca e uso de opiáceos para redução da dor.
Medicação anti-inflamatória, diuréticos e anti-hipertensivos.
Morfina para redução da dor, oxigenoterapia, uso de nitratos para terapia vasodilatadora e acetilsalicílico para interromper a agregação plaquetária.
Monitorização da PA, monitorização cardíaca, avaliação de medicamentos e diurese.
A Portaria 2.994/2011 aprovou a Linha de Cuidado do Infarto Agudo do Miocárdio (IAM) e o protocolo de Síndromes Coronarianas Agudas, com o objetivo de implantar protocolos rígidos de tratamento de reperfusão imediata, e, como impacto, a redução da morbimortalidade associada. Com relação ao fluxo da linha de cuidados do IAM, considerando a etapa de pré-evento e evento – fora do hospital – e as ações estratégicas para assistência ao IAM, é correto citar
reperfusão com trombólise química.
internação em Unidade Coronariana e angioplastia primária.
atenção especializada, e reintegração social e ao trabalho.
prevenção e promoção DCNT (Doenças Crônicas Não Transmissíveis).
A respeito do infarto agudo do miocárdio e da angina, assinale a alternativa correta.
No infarto agudo do miocárdio (IAM), o suprimento de sangue é reduzido temporariamente, provocando a dor e consequentemente a parada cardíaca.
A dor torácica é o principal sintoma associado ao IAM. É descrita como uma dor súbita, subesternal, constante e constritiva, que pode ou não se irradiar para várias partes do corpo, como a mandíbula costas, pescoço membros superiores (especialmente a face interna do membro superior esquerdo).
Muitas vezes, no IAM, a dor é acompanhada de taquipneia, taquisfigmia, palidez, sudorese fria e pegajosa, tonteira, confusão mental, náusea e vômito. A qualidade, localização e intensidade da dor associada ao IAM não é semelhante à dor provocada pela angina.
As principais diferenças são: a dor do IAM é mais intensa; não é necessariamente produzida por esforço físico, mas é aliviada por nitroglicerina e repouso.
O idoso sempre apresenta a dor constritiva típica associada ao IAM, em virtude da menor resposta dos neurotransmissores, que ocorre no período de envelhecimento.
O infarto do miocárdio é causado pela acentuada redução ou perda de fluxo sanguíneo através de uma ou mais artérias coronárias, resultando em isquemia do músculo cardíaco e necrose. Sobre os cuidados de enfermagem para essa patologia é CORRETO afirmar:
Para a assistência ao cuidado circulatório, é necessário investigar alterações súbitas ou continuadas no estado mental; inspecionar a pele quanto à palidez, cianose, manchas, frio ou umidade; examinar quanto ao sinal de Homans, eritema e edema; encorajar exercícios ativos ou passivos das pernas, evitando exercícios isométricos; monitorar a respiração; observar a função gastrointestinal.
Para a assistência ao cuidado circulatório, é necessário registrar alterações na frequência cardíaca, ritmo e pressão arterial antes, durante e após atividade; encorajar repouso no leito ou poltrona inicialmente; observar sinais verbais e não verbais de ansiedade; monitorar o débito cardíaco; administrar medicamentos antiarrítmicos; pesar diariamente; calcular o balanço hídrico.
Para a assistência ao cuidado circulatório, é necessário auscultar a pressão arterial, comparando-a em ambos os braços e verificar nas posições deitada, sentada e de pé; administrar ansiolíticos ou hipnóticos conforme prescrição médica; monitorar a frequência e o ritmo cardíaco; administrar oxigênio suplementar conforme prescrição médica; instruir o paciente a relatar dor imediatamente.
Para a assistência ao cuidado circulatório, é necessário proporcionar ambiente silencioso, atividades relaxantes e medidas de conforto, encorajar repouso inicialmente e posteriormente limitar a atividade com base na dor ou resposta cardíaca direta; observar palpitações, irregularidades da frequência cardíaca, dispneia e dor torácica.
Sobre as medicações utilizadas no tratamento do infarto agudo do miocárdio com elevação do segmento ST, relacione as colunas e assinale a alternativa que apresenta a sequência correta.
1. Nitrato.
2. Metoprolol.
3. Ácido acetilsalicílico.
4. Fenilalquilaminas.
(_) Antiplaquetário.
(_) Betabloqueador.
(_) Bloqueador do canal de cálcio.
(_) Anti-hipertensivo.
2 - 1 - 3 - 4.
2 - 4 - 1 - 3.
3 - 4 - 2 - 1.
3 - 2 - 4 - 1.
Pacientes com infarto agudo do miocárdio podem apresentar diferentes manifestações clínicas, complicadas por piora da função ventricular cardíaca. Sabendo que a disfunção ventricular pode gerar baixo débito cardíaco, devem-se observar os sinais e sintomas que indicam risco de hipoperfusão tissular. Os sinais e sintomas de baixo débito cardíaco são:
pressão arterial sistólica < 110mmHg em pacientes previamente hipertensos, fadiga, extremidades frias com perfusão reduzida, sudorese fria, desorientação e pressão arterial com largura de pulso < 25%
pressão arterial média > 65mmHg, cansaço, extremidades aquecidas com perfusão aumentada, sudorese e rebaixamento do nível de consciência
pressão arterial sistólica < 110mmHg, oligúria, sudorese fria, desorientação, taquipneia e pressão arterial com largura de pulso > 25%
piora ventilatória, hipotensão, desorientação, turgência de jugular, ascite e extremidades frias com perfusão reduzida
Em um paciente com infarto agudo do miocárdio, o marcador bioquímico de lesão miocárdica que pode permanecer elevado por 10 dias, proporcionando um tempo maior para detecção do evento isquêmico, é a
CK-MB.
CK-Total.
Mioglobina.
Cardiotrofina.
Troponina.
A senhora Maria foi internada no serviço de emergência do hospital X apresentando dor torácica há cerca de duas horas, sudorese intensa, queda da pressão arterial, náuseas, taquicardia e ansiedade. A clínica apresentada refere-se provavelmente a:
Angina estável.
Angina Instável.
Choque cardiogênico.
Infarto Agudo do Miocárdio.
Insuficiência Cardíaca.
A Síndrome Coronariana Aguda (SCA) equivale a um largo espectro de condições clínicas compatíveis com isquemia miocárdica e são responsáveis por grande parte dos óbitos na população mundial. Faz parte da abordagem inicial a pacientes com SCA, EXCETO:
Realização de eletrocardiograma (ECG) de 12 derivações dentro de um tempo de 10 minutos da admissão.
Administração de morfina, na persistência de dor torácica após as medidas anti-isquêmicas usuais.
O uso de nitratos tem impacto indiscutível na mortalidade nos casos de SCA.
O uso de ácido acetilsalicílico (AAS) deve ser realizado o ais brevemente possível em sacos suspeitos ou confirmados de SCA.
O uso de estatinas para a prevenção secundária em pacientes com SCA deve ser iniciado antes da alta hospitalar.