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Sobre o pós-operatório imediato de cirurgia cardíaca, leia as afirmações abaixo e coloque V nas Verdadeiras e F nas Falsas.
( ) Um dos parâmetros a ser avaliado é o estado hidroeletrolítico, que pode indicar desequilíbrios hidroeletrolíticos como a hipocalemia, hipercalemia, hiponatremia e hipocalcemia.
( ) Uma das possíveis complicações é a diminuição do débito cardíaco, que pode resultar de alterações da contratilidade- insuficiência cardíaca, infarto agudo do miocárdio, desequilíbrio hidroeletrolítico e hipóxia.
( ) Para avaliar a função renal, está indicado medir o débito urinário a cada 4h e, se o volume for menos que 80-100 mL/h, indica-se redução da função renal.
( ) A mensuração exata do sangue que drena da ferida operatória e dos tubos de drenagem é essencial. A drenagem sanguinolenta não deve ser superior a 50 mL/h nas primeiras 4-6 horas.
Assinale a alternativa que indica a sequência CORRETA.
F-F-F-V
F-V-F-V
V-V-V-V
V-V-F-F
V-F-F-V
Paciente, 74 anos, sexo masculino, diagnosticado com estenose mitral secundária à febre reumática, foi submetido à substituição de valva mitral por prótese biológica e encaminhado à Unidade de Tratamento Intensivo (UTI). No pós-operatório imediato (POI), o paciente apresentou sangramento pelo dreno de tórax. A respeito do caso apresentado, assinale a alternativa correta.
A quantidade de sangramento pós-operatório não se relaciona à mortalidade.
Se o sangramento for maior do que 10 ml/h e menor do que 50ml/h na primeira hora, é necessária a reabordagem cirúrgica.
Se o sangramento for 50 ml/h na primeira hora, é necessária a reabordagem cirúrgica.
Se o sangramento for maior do que 400 ml/h na primeira hora, a reabordagem cirúrgica deve ser considerada.
Quanto menor for o sangramento pior será o prognóstico do paciente.
No período pós-operatório imediato de ressecção transuretral (RTU) e orquiectomia, o homem apresenta-se sonolento e pouco responsivo a estímulos verbais e com mucosas e pele coradas e hidratadas. São cuidados de enfermagem no pós-operatório imediato desse paciente:
manter a cobertura úmida e íntegra no acesso venoso.
manter o paciente em repouso total no leito, nas primeiras 48 horas de pós-operatório.
realizar limpeza com solução fisiológica a 0,9% e renovação de cobertura (oclusão seca) em ferida operatória em região escrotal, três vezes ao dia.
realizar a irrigação contínua da sonda vesical com solução fisiológica 0,9% de permanência zero, com vistas à prevenção de obstrução de vias urinárias por coágulos.
A URPA (Unidade de Recuperação Pós-Anestésica), também chamada de sala de recuperação pós-anestésica, fica localizada adjacente às salas de cirurgia. As metas do tratamento de enfermagem para paciente na URPA consistem em fornecer o cuidado até que o paciente tenha se recuperado dos efeitos de anestesia, apresente sinais estáveis e não mostre evidências de complicações. Quanto aos cuidados na URPA, é CORRETO afirmar que:
A avaliação do nível de saturação de oxigênio no sangue, frequência e regularidade do pulso, nível de consciência e a capacidade de resposta aos comandos são os marcos do cuidado de enfermagem na URPA.
Deve-se evitar o uso de analgésicos opióides intravenosos na URPA, uma vez que esses proporcionam alívios tardios e de longa ação, permanecendo ativos no sistema por várias horas.
Em nenhuma hipótese deve ser permitida a visita de pessoas ou membros da família do paciente em uma Unidade de Recuperação, uma vez que isso pode causar aumento da ansiedade no paciente, fazendo-o se sentir inseguro.
Logo após a alta da URPA, o paciente termina o ciclo de observação médica, não sendo então necessário o planejamento e recuperação nem mesmo o auxílio posterior de um acompanhante em seu domicílio.
O técnico de enfermagem está preparando a unidade para receber um paciente em pós-operatório mediato de safenectomia em membro inferior direito. Considerando-se essa situação, ele deve providenciar para que
a cabeceira do leito fique elevada.
existam coxins, em quantidade suficiente, para manter o paciente em decúbito lateral esquerdo.
o pé do leito fique elevado.
o paciente seja mantido em posição de Fowler.
existam coxins, em quantidade suficiente, para manter o paciente em decúbito lateral direito.
A litíase urinária atinge cada vez mais pessoas no mundo, principalmente adultos entre os 30 e 40 anos de idade. Dependendo do tamanho e da localização dos cálculos, o tratamento de primeira escolha é a litotripsia extracorpórea (LECO). Durante o pós-operatório imediato de LECO, as complicações inerentes ao procedimento deverão ser prontamente identificadas.
Dessa maneira, os enfermeiros deverão estar atentos para ocorrência de
piúria grumosa macroscópica, disúria e polaciúria, hipertensão arterial, febre e sangramento em ferida operatória.
hematúria macroscópica persistente, disfunção renal transitória, obstrução uretral e dor refratária à analgesia prescrita.
pneumatúria macroscópica, grumos urinários, urgência miccional, náusea e vômito, hipotensão arterial e taquicardia.
cetonúria macroscópica persistente, cólica e dor renal, perda urinária aos esforços, muco urinário macroscópico e febre.
Um paciente foi submetido a um cateterismo cardíaco para fins de avaliação das artérias coronárias, da função ventricular e das valvas mitral e aórtica. Quanto aos cuidados de enfermagem após o cateterismo cardíaco, deve-se:
Orientar a manutenção do repouso no leito por pelo menos 72 horas após o procedimento.
Realizar o balanço hídrico e o monitoramento da função renal, em virtude do risco de nefropatia induzida pelo contraste.
Monitorar o local de punção/dissecção quanto à presença de sangramento, hematomas e edema, mantendo o membro fletido nas primeiras horas.
Monitorar os pulsos periféricos do membro afetado a cada 15 minutos na primeira hora após o procedimento, estimulando a mobilização ativa do membro.
Um paciente em pós-operatório de artroplastia total de quadril necessita de cuidados especiais para sua recuperação e para a prevenção de agravos. Entre esses cuidados, está o posicionamento de almofada de abdução, cuja finalidade é:
Para “Náusea relacionada aos efeitos das medicações anestésicas e analgésicas evidenciada pelo relato da sensação de vomitar”, deve-se:
Incentivar que o paciente mude de posição lentamente, pois náuseas causadas por uso de opiáceos, podem ser deflagradas por uma mudança de posição.
Oferecer hidratação abundante no intuito de diminuir a incidência de náuseas.
Encorajar o consumo de pequenas quantidades de alimentos, de preferência frios e inodoros.
Realizar balanço hídrico e monitorar exames laboratoriais, atentando para distúrbios hidroeletrolíticos.
Assinale a alternativa INCORRETA no que se refere aos cuidados de enfermagem, recomendados no pós-operatório imediato, quando houver náuseas e vômitos.
Realizar higiene oral.
Manter a cabeceira elevada e decúbito lateral.
Iniciar líquidos via oral.
Administrar medicações analgésicas e antieméticos, conforme prescrição médica.
Evitar movimentos bruscos.