Questões de Concurso sobre Período pós-operatório

 
 
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Uma paciente de 35 anos, no pós-operatório imediato de câncer de mama, mantém uma saturação de oxigênio (SpO2) de 97% e pressão parcial de oxigênio arterial (PaO2) de 90 mmHg. Com base nos valores de referência para esses parâmetros, a paciente apresenta:

A
SpO2 diminuída e PaO2 elevada;

B
SpO2 normal e PaO2 diminuída;

C
SpO2 elevada e PaO2 normal;

D
SpO2 e PaO2 acima dos valores normais;

E
SpO2 e PaO2 dentro da normalidade.

Em relação aos cuidados de enfermagem no pós-operatório, atribua V (verdadeiro) ou F (falso) às afirmativas a seguir.


( ) Manter a ferida operatória com curativo úmido com o objetivo de acelerar o processo de cicatrização.

( ) Orientar o paciente a usar meias antiembolismo e praticar exercícios isométricos na prevenção da formação de trombos.

( ) Promover o retorno de peristalse, orientando o paciente à deambulação precoce e aumento da ingesta hídrica.

( ) Realizar a sondagem vesical de alívio de 4 em 4 horas, minimizando o desconforto do paciente ao realizar a micção espontânea.

( ) Avaliar a oximetria do paciente devido ao risco de complicações pulmonares, como, por exemplo, o aumento das secreções respiratórias.


Assinale a alternativa que contém, de cima para baixo, a sequência correta.


A

V, V, F, F, V.


B

V, F, V, V, F.


C

F, V, V, F, V.


D

F, F, V, V, F.


E

F, F, F, V, V.

A paciente em questão deverá ter seus sinais vitais monitorados, especialmente a função respiratória e o nível de consciência, devendo-se, também, adotar medidas para seu aquecimento corporal.

C
Certo

E
Errado

Em relação à deambulação precoce no período pós- operatório, NÃO é correto afirmar que


A

possui efeito significativo sobre a recuperação e a prevenção de complicações como atelectasia, pneumonia hipostática, desconforto gastrointestinal e problemas circulatórios.


B

aumenta a distensão abdominal pósoperatória, ao aumentar o tônus das vias gastrointestinais e da parede abdominal e ao estimular a peristalse.


C

impede a estase do sangue e reduz a frequência de eventos tromboembólicos.


D

auxilia no controle da dor e torna a internaçãomais curta e menos dispendiosa.


E

deve ocorrer de forma assistida, quando realizada pela primeira vez após a cirurgia.

Ao orientar o portador de colostomia devido obstrução intestinal por carcinoma colorretal, o Técnico de Enfermagem esclarece que

A
o uso de espessante aumenta a consistência líquida do conteúdo colônico.

B
a colocação da bolsa coletora sobre a placa protetora de pele provoca o espessamento do tecido epitelial e do tecido adiposo subcutâneo.

C
a irrigação contínua do estoma facilita a saída do efluente, a diminuição do peristaltismo e o aumento na produção de muco.

D
o aumento da ingesta hídrica minimiza o peristaltismo e torna o efluente mais endurecido.

E
os cuidados na troca da bolsa coletora evitam o extravasamento do efluente.
Os cuidados de enfermagem em pacientes que estão nas unidades de recuperação pós-anestésica incluem avaliar os efeitos da anestesia, o quadro de orientação, os sinais vitais e se não há evidências de hemorragias ou outras complicações.

C
Certo

E
Errado

A Sala de Recuperação Pós-Anestésica (SRPA) é uma das unidades mais complexas da instituição hospitalar. Dentre os objetivos da assistência de enfermagem para o paciente em SRPA está incorreto dizer que:


A

A SRPA não se destina a pacientes submetidos a procedimento cirúrgico de pequeno porte uma vez que tal procedimento não configura risco de eventos adversos indesejáveis;


B

O período de recuperação pós-anestésica é considerado crítico haja vista a condição do paciente quanto à consciência e a possibilidade de diminuição de reflexos protetores;


C

A Enfermagem deve antecipar as ocorrências em SRPA pela monitoração e adequada prevenção de complicações;


D

A avaliação do paciente para admissão na SRPA deve ser sistematizada em três etapas conhecidas como ABC: airway (vias aéreas), breathing (respiração) e circulation (circulação);


E

A Escala de Aldrete e Kroulik é um método de avaliação das condições fisiológicas dos pacientes submetidos a procedimento anestésico.

Um paciente com tempo de protrombina (TP) ou tempo de tromboplastina parcial ativada (TTPA) maiores que o normal corre risco pós-operatório de:


A

anemia.


B

infecção.


C

sangramento.


D

hipertensão.


E

disritmia.

A verificação do aumento do tempo de protrombina leva a riscos pós-operatórios. Assinale a alternativa que indica corretamente um desses riscos.


A

Infecção.


B

Queda de pressão arterial.


C

Baixo débito urinário.


D

Arritmia cardíaca.


E

Sangramento.

Na recuperação pós – anestésica, deve-se

A

monitorar FC, PA, saturação de oxigênio, temperatura, nível de consciência e dor.


B

pesquisar a presença de íleo paralítico relacionado ao anestésico.


C
auxiliar na alimentação líquida do paciente.

D

elevar a cabeceira da maca, facilitando a ventilação


E
garantir a estabilidade do sistema límbico.

No cuidado do paciente depois da cirurgia cardíaca, temos como Diagnóstico de Enfermagem: Risco de volume hídrico deficiente e desequilíbrio eletrólito relacionado com as alterações no volume sanguíneo.

Na prescrição de enfermagem todas estão corretas, EXCETO:


A

Avaliar pressão da artéria pulmonar.


B

Avaliar débito urinário e drenagem por sonda nasogástrica.


C

Pesar a cada 2(duas) hora, quando o paciente estiver deambulando.


D

Medir a drenagem torácica pós-operatória (não deve exceder a 200 ml/h durante as primeiras 4 a 6 horas).

Infecções pós-operatórias acometem a ferida cirúrgica e/ou a cavidade e órgãos operados e se apresentam clinicamente como processo inflamatório supurativo nestes locais. Os agentes etiológicos mais frequentes são E. aureus, Estafilococos coagulase-negativa e Estreptococos. Os de menor incidência são E. coli, P. aeruginosa, Enterococos e anaeróbios. De acordo com a classificação das feridas, analise


I. Limpas: operações eletivas, primariamente fechadas, e sem drenos. São feridas não-traumáticas e não infectadas, onde nenhum sinal inflamatório é encontrado.

II. Potencialmente contaminadas: operações em que há abordagem do trato digestivo, respiratório, geniturinário e orofaringe em situações controladas e sem contaminação não usual.

III. Contaminadas: feridas traumáticas recentes, abertas, contaminação grosseira durante cirurgia de trato digestivo, manipulação de via biliar ou geniturinária na presença de bile ou de urina infectadas, procedimentos em que ocorreram quebras maiores da técnica e é achada a inflamação, mas não secreção purulenta.

IV. Infectadas: operações infectadas nas quais se encontra, durante a operação, secreção purulenta, tecidos desvitalizados, corpos estranhos, contaminação fecal ou trauma com atraso de tratamento.

Está(ão) correta(s) a(s) afirmativa(s)


A

IV, apenas


B

I, II, III e IV.


C

I e II, apenas.


D

III e IV, apenas


E

I, II e III, apenas

Entre as opções abaixo, marque a alternativa que NÃO representa fatores de risco para a hipotensão pós-anestésica:


A

Taquicardia supraventricular e reação transfusional.


B

Hipertermia e administração de naloxane.


C

Pneumotórax e acidose.


D

Embolia pulmonar e pressão intratorácica aumentada.

A anestesia raqui, também chamada de raquianestesia, baseia-se na administração de anestésico local diretamente no espaço subaracnóideo. Suas principais vantagens são o início rápido de ação e a boa intensidade de bloqueio sensitivo e motor. Uma de suas desvantagens é a possível ocorrência de

A
pneumotórax.

B
cefaleia.

C
sensibilidade nos MMII durante o ato cirúrgico.

D
pneumonia.

E
diarreia e febre.

A criança em uso de derivação ventrículo peritoneal deve:


A

ser colocada sobre o lado não operado.


B

ser mantida em posição vertical nas 24 horas.


C

fazer a ordenha do dreno de 15 em 15 minutos nas primeiras 24 horas..


D

administrar líquidos sem restrição conforme a prescrição médica

No período pós-operatório de cirurgias de tireoide pode ocorrer o hipoparatireoidismo, que se manifesta por meio da hipocalcemia aguda, também caracterizada por

A
tonturas, desmaios, hiperatividade e aumento da pressão arterial.

B
vômitos, náuseas, flatulência e ageusia.

C
espasmos musculares, tetania, parestesias e em alguns casos convulsões.

D
surdez transitória, rash cutâneo, disartria e palidez.

E
ansiedade, sonolência, amnésia retrógrada e anosmia.

V.S., 61 anos, foi submetido a uma prostatectomia. Após a alta, retornou ao ambulatório para a retirada da sonda de demora. Nesta oportunidade, a enfermeira deve informar a ele que:


A

a atividade física moderada facilita a cicatrização da fossa prostática e agiliza a sua recuperação.


B

pode ocorrer incontinência urinária, com probabilidade de diminuição com o passar do tempo.


C

deve retardar a micção até sentir a bexiga completamente cheia antes de urinar.


D

as manobras que geram os efeitos de Valsalva auxiliam na remoção dos coágulos que ainda não foram expelidos pela urina.


E

com a retirada do cateter, cessa o risco de infecção.

Na assistência de enfermagem pós-biópsia hepática, o paciente deverá ser mantido

A
em jejum por 6 horas, após o exame

B
em repouso absoluto por 48 horas

C
em repouso, no leito, por 12 horas

D
em decúbito lateral esquerdo por 2 horas

E
com controle de sinais vitais de 15 em 15 minutos nas primeiras 2 horas

Imagem associada para resolução da questão

Em relação a esse contexto, assinale a alternativa correta sobre o cuidado da enfermagem no pós-operatório.


A
Incentivar deambulação e atividade física precoce.

B
Instituir isolamento reverso para prevenir infecção.

C
Identificar mediante exames laboratoriais e de imagem para análise hepática (ureia, creatinina, sódio e potássio).

D
Administrar e avaliar terapia imunossupressora, pois o uso torna a rejeição irreversível.

E
Somente no intraoperatório há risco de rejeição, pois no pós-operatório ele recebe imunossupressor.
 
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