Questões de Concurso sobre Período pós-operatório

 
 
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Um indivíduo refere dor abdominal intensa, de início agudo, no quadrante inferior esquerdo, acompanhada por náuseas, vômitos, distensão abdominal, angústia respiratória, calafrios e sangramento intestinal. Foi diagnosticada peritonite decorrente de diverticulite, com leucocitose e hematócrito baixo, sendo indicada cirurgia de emergência. Nesta situação, um dos cuidados no pré e ou pós-operatório é

A
administração de soluções hipotônicas, para aumentar o volume intravascular.

B
verificação do retorno dos sons peristálticos no pós-operatório, como um sinal de regressão da peritonite.

C
monitoramento da hipervolemia, decorrente do extravasamento de líquidos e eletrólitos para a cavidade abdominal.

D
alívio da angústia respiratória, por meio de medidas que aumentem a pressão intrabdominal.

E
pinçamento intermitente dos drenos, no pós-operatório, a fim de evitar perdas hídricas.

No pós-operatório, deve-se observar o fluxo de urina pela sonda vesical de demora instalada, sendo proibida a irrigação dessa sonda por motivos de prevenção de infecção urinária.


C

Certo


E

Errado

Ao propor a intervenção de enfermagem no processo de adaptação do paciente laringectomizado, é recomendável ao enfermeiro:


I. planejar a intervenção após identificar as situações nas quais o paciente apresenta problemas de adaptação;

II. elaborar planos que favorecem o processo de mudança;

III. elaborar a intervenção definitiva e fechada, sem deixar margens para os imprevistos e a evolução do processo adaptativo do paciente.


É correto o que se afirma, apenas, em


A

I.


B

II.


C

I e II.


D

III.


E

I e III.

No pós-operatório imediato de uma cirurgia ortopédica, o paciente apresentou retenção urinária transitória.

Nesse caso, a principal intervenção de enfermagem deve ser


A

a administração de diuréticos.


B

o cateterismo vesical de alívio.


C

o registro do balanço hídrico.


D

a realização de exercícios pélvicos.


E

o incentivo à ingestão de líquidos.

Nos pós-operatório de prostatectomia indica-se a irrigação vesical. Para esse procedimento, é necessário que o paciente esteja com uma sonda vesical de


A

uma via.


B

duas vias.


C

quatro vias.


D

três vias.


E

cinco vias.

No Pós-operatório, que cuidados são indispensáveis?


A

Remover próteses, maquiagem e lentes de contato.


B

Monitorar nível de consciência, eliminações e respiração.


C

Realizar tricotomia, lavagem intestinal e jejum.


D

Avaliar conforto, alimentação e organização do leito.

Srª Maria José, 54 anos, após herniorrafia inguinal, ficou cerca de 12 horas sem diurese e após esse período começou a apresentar polaciúria, além de bexiga palpável e sensação de desconforto em abdome inferior. Considerando esse quadro clínico, a enfermeira da unidade cirúrgica prescreve:

I. Favorecer a micção, permitindo a paciente urinar sentada.

II. Estimular a micção por meio do barulho, visão da água corrente e irrigação do períneo com água morna.

III. Realizar sondagem vesical de alívio.

IV. Manter uso contínuo de fralda.

No caso da Srª Maria José, marque a alternativa CORRETA:


A

I é contraindicada no 1º pós-operatório.


B

II não se aplica a esse quadro clínico.


C

III deve ser precedida das prescrições contidas nos itens I e II.


D

III deve ser realizada apenas por prescrição médica


E

IV deve ser precedida da prescrição contida no item I

P.S.G., 60 anos, feminina, casada, do lar, 4 filhos. No pós-operatório mediato de ressecção de tumor abdominal o enfermeiro durante o exame físico identifica na inspeção edema e rubor em perna esquerda. Na palpação detecta calor, aumento da sensibilidade, enduração ao longo do trajeto da veia acometida da perna esquerda e sinal de Homans positivo. Essas características definidoras estão relacionadas à estase venosa, inflamação, formação de trombo e hipercoagubilidade sanguínea. Qual das seguintes alternativas apresenta concomitantemente as intervenções a serem prescritas pelo enfermeiro para essa cliente?


A

Promover repouso no leito inicialmente; manter membro inferior esquerdo elevado intermitente acima do nível do coração durante a fase aguda; aplicar compressas mornas e úmidas na perna esquerda; evitar massagear a perna esquerda e verificar sinais vitais.


B

Promover repouso no leito inicialmente; manter membro inferior esquerdo elevado contínuo acima do nível do coração durante a fase aguda; proporcionar um apoio para a perna esquerda; aplicar compressas mornas e úmidas na perna esquerda e massagear perna esquerda com hidratante.


C

Promover repouso no leito; aplicar meias elásticas durante a fase aguda; manter membro inferior esquerdo elevado intermitente acima do nível do coração durante a fase aguda; aplicar compressas quentes e úmidas na perna esquerda e estimular andador para caminhar.


D

Promover repouso no leito inicialmente; manter membro inferior esquerdo ao nível do leito durante a fase aguda; aplicar compressas mornas e úmidas na perna esquerda e preparar para intervenção cirúrgica.


E

Promover repouso no leito; manter membro inferior esquerdo elevado intermitente acima do nível do coração durante a fase aguda; aplicar compressas mornas e úmidas na perna esquerda e estabelecer um programa de adequado de exercício/atividade.

Paciente vindo da Unidade de Dor Torácica pós-cateterismo cardíaco chega à UTI. Com relação aos cuidados de enfermagem, é importante:


A

Avaliar extremidades, observar no local da punção/dissecção se há presença de sangramentos ou hematomas; incentivar a mobilização ativa do membro afetado.


B

Observar cor, temperatura e queixas de dor na extremidade afetada; pulsos periféricos e monitorização cardíaca; incentivar a deambulação precoce.


C

Observar presença de sangramentos ou hematomas; incentivar a ingestão hídrica para aumentar débito urinário e deambulação precoce.


D

Verificar PA, FC; avaliar extremidades, cor, temperatura, pulsos periféricos, queixas de dor; observar no local da punção/dissecção se há presença de sangramentos ou hematomas.


E

Observar no local da punção/dissecção se há presença de sangramentos ou hematomas; manter jejum após exame por 24 h; incentivar a mobilização ativa do membro afetado.

A paciente N.J., do sexo feminino, 80 anos, solteira, não alfabetizada, ex-tabagista, conforme informa sua cuidadora, há 2 anos tem o diagnóstico de Doença de Alzheimer. No pós-operatório imediato de colecistectomia apresentou sinais vitais: PA 100/60 mmHg, P 72 bpm, FR 16 rpm, T 34,5ºC, confusa, agressiva, não-colaborativa; pele e mucosas hipocoradas e ressecadas; seborreia; cateter nasogástrico aberto com pouco débito; cavidade oral com sujidade e língua saburrosa; crepitações bibasais, bulhas cardíacas rítmicas normofonéticas sem sopro; abdômen arredondado; ferida cirúrgica abdominal com curativo oclusivo limpo e seco; estoma com dreno de Kher (em T) aberto em região de hipocôndrio D com pequena quantidade de drenagem sanguinolenta na bolsa coletora; ruídos hidroaéreos hipoativos; bem como cateter vesical de demora com 100 mL de diurese amarela clara. Qual das seguintes alternativas apresenta as ações mais apropriadas a serem planejadas e implementadas, imediatamente após a cirurgia, pelo enfermeiro para as reações das condições clínicas encontradas nessa cliente?


A

Colocar os cateteres em sucção intermitente; monitorizar drenagem maior que 500 mL após 48 horas; e cuidar meticulosamente da pele, em especial em torno da inserção do dreno de Kher.


B

Manter a posição e a permeabilidade do dreno e dos cateteres; trocar o curativo oclusivo com técnica asséptica; observar aspecto da ferida cirúrgica abdominal; e monitorar os possíveis sinais de infecção da ferida cirúrgica.


C

Monitorar o estado respiratório; estimular a tossir e a realizar exercícios de respiração profunda; e estimular o uso de espirometria de incentivo.


D

Colocar em posição de semi-Fowler; afixar os tubos de drenagem; manter jejum absoluto; verificar SSVV; observar aspecto e quantidade da drenagem do dreno de Kher, do CNG e do CVD; e observar aspecto da pele ao redor da inserção do dreno de Kher e do curativo oclusivo em região abdominal.


E

Auxiliar na deambulação precoce; administrar analgésicos como prescrito; observar sinais de complicações e de síndrome pós-colecistectomia.

O tratamento de enfermagem, no pós-operatório imediato de um paciente com fratura de quadril, inclui ações de, EXCETO:


A

alívio da dor.


B

instalação de tração esquelética.


C

administração de antibiótico profilático prescrito.


D

monitoramento da hidratação e do estado nutricional.


E

monitoramento do débito urinário.

A recuperação anestésica é o local onde o paciente é recebido no período do pós-operatório imediato e fica sob observação e cuidados constantes até que haja a recuperação da consciência, estabilidade dos sinais vitais e prevenção das intercorrências, caso ocorram. Durante essa fase, quem é o responsável pela assistência ao paciente?


A

Cirurgião;


B

Anestesiologista;


C

Enfermeiro;


D

Auxiliar de enfermagem;


E

Técnico de enfermagem.

No pós-operatório imediato, o enfermeiro deverá estar atento quanto às intercorrências e complicações. Alguns dos sinais e sintomas indicativos do choque hipovolêmico são:


A

poliúria, respiração de Cheyne Stokes e pele quente.


B

respiração agônica, pulso filiforme e flutter atrial.


C

flutter ventricular, dispnéia e valor da pressão venosa central acima do normal.


D

valor da pressão venosa central abaixo do normal, hipotensão arterial e sudorese fria.


E

pulso de Corrigan, hipotermia com calafrios e cianose nas extremidades.

T.M.R., 70 anos, masculino, submeteu-se a uma cirurgia abdominal. O enfermeiro, ao avaliar o cliente no pós-operatório imediato, identificou sinais de choque hipovolêmico. Assinale a alternativa que indica esses sinais clínicos?


A

Pulso rápido e filiforme, aumento da saturação de oxigênio, pele fria e úmida, pele descorada, agitação, pressão sanguínea normal e anúria.


B

Pulso taquicárdico e filiforme, diminuição da saturação de oxigênio, pele fria e pegajosa, palidez, atividade mental aumentada, irritabilidade e nictúria.


C

Pulso taquicárdico e cheio, acidose respiratória evoluindo para alcalose respiratória, pele fria, pálida e úmida, inquietação, hipotensão e aumento do débito cardíaco, poliúria.


D

Frequência diminuída do pulso com pressão sanguínea levemente diminuída, pele fria, cianótica e pegajosa, confusão, aumento da hemoglobina e hematócrito e oligúria.


E

Pulso rápido e filiforme, frequência respiratória aumentada, pele fria e pegajosa, palidez, irritabilidade, hipotensão, sede extrema e oligúria.

Quanto a conduta a ser adotada pelo técnico de enfermagem em relação a dor em paciente na SRPA (Sala de Recuperação Pós-Anestésica), assinale a alternativa correta.


A

Administrar medicamentos de acordo com a prescrição médica.


B

Administrar medicamentos somente por ordem verbal do anestesista.


C

Administrar medicamentos apenas por prescrição do cirurgião que realizou o procedimento.


D

Encaminhar o paciente ao andar, para ser medicado no local.


E

Ignorar as queixas do paciente e não tomar nenhuma atitude.

Trabalhador em 4o pós-operatório de toracotomia refere dificuldade de mobilização dos membros superiores. Após avaliação criteriosa do indivíduo, o enfermeiro deve


A

incentivar os exercícios esqueléticos para promover a abdução e movimentação do ombro.


B

orientar a imobilização dos MMSS e prescrever o uso de hipnoanalgésico.


C

advertir a importância da interrupção do tabagismo.


D

estimular a ingestão hídrica para fluidificar secreção brônquica.


E

aumentar a dosagem de ansiolítico a fim de diminuir a ansiedade e algia.

Para ajudar o paciente no pós-operatório a se levantar do leito pela primeira vez depois da cirurgia, NÃOé necessário:


A

ajudá-lo a se mover gradualmente da posição de decúbito dorsal para a posição sentada, elevando a cabeceira do leito.


B

incentivá-lo a um longo período de deambulação, para que o exercício seja melhor aproveitado.


C

posicioná-lo totalmente ereto (sentado) e o virar de modo que ambas as pernas fiquem pendendo da borda do leito.


D

ajudá-lo a ficarempé ao lado do leito.


E

ficar ao seu lado para proporcionar apoio físico e incentivo.

Nesse quadro clínico, o sistema de irrigação contínua da bexiga tem a finalidade de remover pequenos coágulos de sangue e deve ser cuidadosamente monitorado; utiliza-se sonda com três lumens, sendo a drenagem realizada por gravidade com sistema fechado estéril.


C
Certo

E
Errado

A manutenção de níveis normais de glicose no período pós-operatório previne:


A

trombo


B

êmbolo


C

sangramento


D

íleo paralítico


E

infecção da ferida cirúrgica

 
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