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Entre as alterações pós-cirúrgicas nas lesões tumorais hipotalâmicas, pode ocorrer diabetes insípido devido a secreção diminuída do hormônio antidiurético, hiponatremia e perda excessiva de água livre e de eletrólitos.
Importante ocorrência fisiopatológica da hipertermia maligna é a hipercalcemia intracelular, que ativa as vias metabólicas. Sem tratamento, esse processo resulta em depleção de adenosina trifosfato, acidose e destruição da membrana e morte celular.
A hipertermia maligna é complicação rara e potencialmente fatal, associada à exposição do paciente à agentes halogenados, à anestésicos inalatórios e à succinilcolina, mas também pode ser causada por traumatismo, exercícios intensos e estresse emocional.
No pós-operatório de pacientes mastectomizadas, devem ser evitadas medições da pressão arterial, aplicação de injeções e coleta de sangue no membro homólogo à região mastectomizada.
A higiene da criança nesse pós-operatório deve ser feita com a cabeceira do leito a 0º, quando essa paciente estiver com monitoramento da pressão intracraniana.
Ao chegar na sala de recuperação pós-anestésica, o auxiliar de enfermagem, constatou que o paciente estava na posição de trendelemburg. Provavelmente este paciente tinha:
oclusão das vias aéreas
choque hipovolêmico
embolia pulmonar
evisceração
íleo paralítico
Os cuidados pós-operatórios exigem que se preste atenção detida aos dados clínicos básicos dos pacientes em períodos curtos com vistas a que se surpreendam os sinais que prenunciam ou anunciam as complicações que porventura surjam. Sendo assim, num paciente que foi submetido a uma laparotomia exploradora apresentou choque hipovolêmico, certamente foram detectadas as seguintes alterações patológicas:
taquicardia, palidez cutânea e hipotensão arterial.
anúria, sede intensa e hipertensão arterial.
afasia motora, estertoração bilateral e frieza de extremidades.
tosse rebelde, febre e vômitos.
diarreia, febre e dor abdominal.
A posição de proclive consiste em elevação da cabeceira, os pés são abaixados, oferecendo melhor acesso à cabeça e ao pescoço. Essa posição é indicada para cirurgias de ombro, cabeça e pescoço, oftalmológicas e cirurgias plásticas de face, nariz entre outras.
Diminuição da frequência do pulso e elevação lenta da pressão arterial são indícios de sangramento persistente ou de instalação de um quadro de choque.
No período pós-operatório, a detecção de febre pode ser sinal de infecção.
Faz parte do tratamento da hipertermia maligna na fase aguda interromper imediatamente a instalação de anestésicos voláteis e(ou) da succinilcolina.
A sala de recuperação pós-anestésica precisa conter, em sua área física, um posto de enfermagem, uma sala de guarda de materiais e equipamentos e um expurgo, assim como instalação de gases (oxigênio, vácuo e ar comprimido).
Na sala de recuperação pós-anestésica, os critérios avaliados pelo índice de Aldrete e Kroulik são: atividade muscular, respiração, consciência e saturação de oxigênio. O índice recebe uma pontuação para cada critério que varia de 0 a 10.
Nos pacientes pós-operatórios, a infecção do sítio cirúrgico é a infecção hospitalar mais comum, com 67% dessas infecções ocorrendo dentro da incisão e 33% ocorrendo em um órgão ou espaço em torno do sítio cirúrgico. Múltiplos fatores colocam o paciente em risco de infecção da ferida, a qual é classificada de acordo com o grau de contaminação. Sobre a classificação das feridas cirúrgicas, assinale a alternativa CORRETA.
Suja: ferida traumática com reparação retardada, tecido desvitalizado, corpos estranhos ou contaminação fecal.
Contaminada: entrada nos tratos respiratórios, genitourinário ou orofaríngeo sem contaminação incomum; ruptura menor na técnica asséptica.
Limpa-contaminada: feridas traumáticas abertas recentes, ruptura importante na técnica asséptica.
Limpa: sítio não traumático, sem inflamação, com ruptura na técnica asséptica.
Ao receber o paciente, deve-se, primeiramente, colocar o oxímetro de pulso para a verificação da saturação e da necessidade de instalação de oxigênio.
Ao se realizar o banho de aspersão em um paciente em pósoperatório de laringectomia, deve-se ocluir o orifício da traqueostomia com fita adesiva para evitar a entrada de água.
Considera-se dor aguda a referida por uma paciente no pósoperatório imediato de mastectomia.
Sobre o pós-operatório que se inicia no momento em que o paciente sai da sala de operação, analise as proposições abaixo:
I - O uso de antibióticos no pós-operatório depende do grau de contaminação da cirurgia, portanto não se usa antibiótico na cirurgia cardíaca.
II - Todos os pacientes que se submeterem à cirurgia de grande porte só podem iniciar dieta no 2º DPO (dia de pós-operatório).
III - No pós-operatório imediato da cirurgia cardíaca, o balanço hídrico é um importante instrumento para o enfermeiro traçar um plano de cuidados para o paciente.
IV - No pós-operatório da cirurgia de grande porte, as medidas da pressão arterial, pulso, respiração, temperatura e diurese são os principais sinais de avaliação da vitalidade do paciente.
Estão corretas as proposições:
I e III, apenas;
II e III, apenas;
II e IV, apenas;
II, III e IV;
III e IV, apenas.
Na assistência ao paciente cirúrgico no pós-operatório da retirada de próstata, o sistema de irrigação supra púbica contínua tem a finalidade de:
observar sinais de anúria decorrente da prostatectomia;
hiperestender a bexiga na prostatectomia;
eliminar coágulos e fragmentos de próstata ressecados;
favorecer a micção espontânea na cirurgia de nefrectomia;
melhorar a hidratação do paciente.
Um período de 2 a 3 horas de pressão constante nos tecidos pode resultar em úlceras cutâneas de pressão que podem evoluir em estágios. O estágio 3 corresponde à perda de camada profunda com necrose do tecido subcutâneo, com danos aos músculos, ossos e tendões.