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O monitoramento hemodinâmico invasivo através da Pressão Arterial Invasiva (PAI) requer cuidados específicos com o sistema de transdução. Assinale a alternativa que indica o procedimento correto para garantir a precisão da medida da pressão arterial invasiva.
Zerar o transdutor de pressão ao nível do eixo flebostático (linha média axilar, no 4º espaço intercostal), que corresponde ao nível do átrio direito, e garantir que o sistema esteja livre de bolhas de ar.
Posicionar o transdutor no chão para garantir o fluxo gravitacional do soro de lavagem.
Zerar o sistema apenas uma vez na admissão, não sendo necessário repetir o procedimento nas trocas de plantão ou mudança de posição.
Manter o transdutor acima da cabeça do paciente para evitar o refluxo de sangue.
Utilizar soro glicosado no sistema de pressurização para nutrir a artéria canulada.
A monitorização invasiva da pressão arterial caracteriza-se pela:
Utilização exclusiva de esfigmomanômetro.
Aferição por oxímetro de pulso.
Utilização de cateter arterial conectado a sistema transdutor.
Realização apenas durante procedimentos cirúrgicos.
Impossibilidade de monitorização contínua.
A monitorização hemodinâmica invasiva fornece dados precisos para o manejo do paciente crítico. O sistema que utiliza um cateter inserido em uma artéria (geralmente radial) conectado a um transdutor de pressão permite a aferição contínua de um parâmetro vital. Assinale a alternativa correta que indica esse parâmetro.
Pressão Venosa Central (PVC).
Pressão Arterial Média (PAM) invasiva.
Débito Cardíaco (DC) por termodiluição.
Saturação Venosa Central (SvcO2).
Pressão Intracraniana (PIC).
Paciente em UTI com monitorização de pressão arterial invasiva em decúbito dorsal; a enfermeira prepara o nivelamento do transdutor para leitura fidedigna da pressão intra-arterial:
Alinhar o transdutor à fossa antecubital.
Fixar o transdutor na cabeceira, acima do coração.
Colocar o transdutor ao nível do umbigo.
Alinhar o transdutor ao nível do átrio direito, na linha médio-axilar.
Deixar o transdutor na altura do suporte de soro.
Segundo Knobel (2010), o método invasivo de monitorização de pressão arterial está indicado em pacientes graves para controle do uso de drogas vasoativas e/ou coletas frequentes de sangue arterial. A avaliação das curvas de pressão pelo enfermeiro, proporciona uma melhor interpretação e identificação de problemas. Sobre a interpretação das curvas de pressão invasiva e manejo do cateter arterial, assinale a opção correta.
O traçado normal é caracterizado por uma rápida ascensão da curva, atingindo um platô com o mesmo valor colocado no pressurizador.
O traçado subamortecido é caracterizado por uma ascensão e queda mais lenta com um platô de bordas arredondadas.
O traçado amortecido pode indicar calibração incorreta e objetos em contato com extensões ou transdutores.
Pode-se utilizar soro fisiológico a 0,9% ou soro glicosado a 5% para preenchimento do circuito, mantendo a bolsa pressurizada em 300 mmHg.
O tempo de permanência do cateter arterial em uma mesma artéria não deve exceder dez dias, porém é recomendável que sua retirada seja realizada tão logo o seu uso se torne desnecessário.
O Cateter Central de Inserção Periférica (PICC) tornou-se um dispositivo essencial para a terapia infusional prolongada, oferecendo maior segurança e conforto ao paciente quando comparado a acessos venosos periféricos repetidos. De acordo com a legislação profissional e pareceres técnicos vigentes, a inserção, a manutenção e a retirada do PICC são atividades que podem ser executadas pelo enfermeiro, desde que este possua capacitação específica. No momento da escolha do sítio de punção para a inserção desse dispositivo em um paciente adulto, o enfermeiro deve considerar como uma contraindicação absoluta para a punção em determinado membro a:
Necessidade de infusão de soluções com osmolaridade superior a 600 mOsm/L, o que exigiria obrigatoriamente a punção de uma veia jugular externa pelo médico.
Presença de esvaziamento ganglionar axilar ou a existência de fístula arteriovenosa para hemodiálise no membro superior que seria utilizado para a punção.
Ausência de veias superficiais visíveis a olho nu, mesmo que o profissional tenha disponibilidade de uso de ultrassonografia para guiar a punção venosa profunda.
Idade do paciente superior a sessenta anos, devido à fragilidade capilar excessiva que impede a progressão segura do cateter até a veia cava superior.
O paciente crítico requer monitorização contínua e muitas vezes invasiva para garantir uma assistência rápida e direcionada às necessidades clínicas. A passagem de um acesso arterial para monitorização invasiva da pressão arterial requer técnica asséptica e manutenção da segurança do paciente. Considerando isso, avalie se as afirmativas são certas (C) ou erradas (E) e assinale a sequência correspondente.
( ) Deve-se realizar o teste de Allen para confirmar a inexistência de circulação colateral para a extremidade superior. ( ) Deve-se realizar antissepsia da pele no sítio de punção com álcool 70%.
( ) A punção deve ser realizada no centro da artéria com o bisel para baixo, em ângulo de 30° a 45°.
( ) Deve-se comprimir a artéria para evitar retorno de sangue e conectar o equipo.
( ) Deve-se realizar a troca do curativo a cada 72 horas, quando o curativo não permite a visualização do sítio de inserção do cateter.
E - C - E - C - C.
C - C - C - E - E.
E - E - C - C - E.
C - E - E - C - E.
Ao administrar medicamentos intravenosos em um paciente com hipertensão arterial e diabetes mellitus, o técnico de enfermagem percebe sinais de infiltração no local do cateter. A conduta correta é:
Interromper imediatamente a infusão e remover o cateter.
Diminuir a velocidade da infusão para minimizar os danos.
Manter o cateter no local, aplicando compressas frias para aliviar os sintomas.
Administrar uma solução salina através do mesmo cateter para confirmar a infiltração.
Para garantir a precisão dos resultados durante a aferição da pressão arterial, o técnico de enfermagem deve adotar cuidados em relação às técnicas, métodos e equipamentos utilizados. Sobre o tema, assinale a alternativa que apresenta uma ação INCORRETA.
O paciente deve estar em repouso por pelo menos 5 minutos antes da medição e não deve falar ou se mover durante o procedimento.
O manguito deve ser ajustado de forma confortável, posicionado 2-3 cm acima da fossa cubital.
O esfigmomanômetro deve estar calibrado, e o estetoscópio deve ser de boa qualidade para a auscultação correta dos sons de Korotkoff.
O braço do paciente deve estar em posição vertical, acima do nível do coração, para garantir a precisão da medição.
Deve-se verificar se o paciente não está com a bexiga cheia ou se não praticou exercícios físicos há, pelo menos, 90 minutos.
Quanto à aferição da pressão arterial não invasiva, de acordo com as Diretrizes Brasileiras de Hipertensão Arterial (2020), avalie as afirmativas a seguir e assinale (V) para a verdadeira e (F) para a falsa.
( ) Indica-se estimar o nível da pressão arterial sistólica pela palpação do pulso radial.
( ) Deve-se determinar a pressão sistólica no aparecimento dos sons (fase I de Korotkoff).
( ) Deve-se determinar a pressão diastólica no desaparecimento dos sons (fase V de Korotkoff).
( ) É indicado arredondar os valores aferidos para dígitos terminados em zero ou cinco (Ex.: 120/80 mmHg).
As afirmativas são, respectivamente,
F – V – F – F.
V – V – F – F.
V – F – V – V.
V – V – V – F.
F – F – F – F.
São potenciais causas de hipertensão intracraniana refratária, EXCETO:
Hiponatremia severa.
Hiperventilação moderada.
Hematoma subdural agudo.
Hidrocefalia obstrutiva.
Edema cerebral difuso.
Em terapia intensiva, a monitorização arterial é utilizada para:
Avaliar saturação periférica.
Coletar sangue para glicemia.
Administrar medicação oral.
Medir pressão arterial invasiva.
Medir frequência respiratória.
Determine o método correto para a realização da prova do laço, utilizada na avaliação de fragilidade capilar:
Insuflar o manguito até o nível da pressão arterial diastólica, manter por 5 minutos e contar as petéquias em uma área delimitada de 2,5 cm² abaixo do manguito.
Insuflar o manguito do esfigmomanômetro até o nível da pressão arterial diastólica, mantendo por 10 minutos, e observar o aparecimento de equimoses em toda a região do braço.
Insuflar o manguito até o nível da pressão arterial média, manter por 5 minutos e verificar o surgimento de petéquias em uma área delimitada de 2,5 cm² abaixo do manguito.
Insuflar o manguito até o nível da pressão arterial sistólica, manter por 10 minutos e avaliar o surgimento de petéquias em toda a área do braço.
Em ambiente de terapia intensiva adulto, uma paciente submetida à ventilação mecânica invasiva apresenta aumento da resistência expiratória, redução da complacência pulmonar dinâmica e eliminação de secreção espessa com aspecto purulento pela aspiração em sistema fechado. Diante da suspeita de pneumonia associada à ventilação mecânica (PAV), o enfermeiro propõe reestruturação do plano de cuidados, à luz das diretrizes da ANVISA, dos bundles de prevenção da PAV e dos princípios de vigilância epidemiológica hospitalar. Qual intervenção apresenta maior respaldo técnico-científico para integração à assistência?
A elevação da pressão do balonete para patamares superiores a 40 cmH₂O visa impedir o refluxo subglótico, assegurando a integridade da via aérea e reduzindo a necessidade de aspirações frequentes.
A troca programada do circuito do ventilador a cada 24 horas garante menor colonização bacteriana e menor risco de formação de biofilme, sendo conduta padrão nos protocolos de controle de IRAS.
A interrupção imediata da nutrição enteral, até a liberação do cultivo microbiológico, reduz o risco de broncoaspiração e contribui para o controle da evolução infecciosa pulmonar.
A aspiração subglótica contínua com pressões elevadas melhora a eficácia da drenagem de secreções orotraqueais, reduzindo significativamente os índices de colonização bacteriana traqueobrônquica.
A combinação de cabeceira elevada, higiene oral com antisséptico, interrupções programadas de sedação e avaliação diária para desmame ventilatório representa abordagem multiprofissional eficaz na prevenção da PAV.
No algoritmo de PCR, o Retorno da Circulação Espontânea (RCE) é identificado quando a presença de pulso e a pressão arterial apresentam aumento:
gradativo PETCO2 (tipicamente acima ou igual a 45mmHg), ondas de pressão arterial com monitoramento intra-arterial
abrupto prolongado na PETCO2 (tipicamente acima ou igual a 40mmHg), ondas de pressão arterial com monitoramento intra-arterial
gradativo PETCO2 (tipicamente acima ou igual a 45mmHg), ondas de pressão arterial monitorados (pressão arterial invasiva ou não invasiva)
abrupto prolongado na PETCO2 (tipicamente acima ou igual a 35mmHg), ondas de pressão arterial monitorados (pressão arterial invasiva ou não invasiva)
Os cateteres arteriais periféricos geralmente são inseridos:
na artéria radial ou femoral.
na artéria carótida ou vertebral.
na artéria subclávia ou braquial.
na artéria mesentérica superior ou inferior.
Sobre a assistência de Enfermagem, compete ao Enfermeiro o manuseio, a monitorização, a leitura e a manutenção do sistema para a medição da Pressão Arterial Invasiva (PAI). Dessa forma, é um cuidado que o Enfermeiro deve tomar:
Elevar em 30° o membro superior que está com a inserção do cateter (jelco) para a monitorização.
Baixar em 10° o membro superior que está com a inserção do cateter (jelco) para a monitorização.
Realizar o teste de Allen logo após a inserção do cateter (jelco).
Elevar os membros inferiores durante a medição dos parâmetros.
Manter a bolsa pressurizadora insuflada a 300 mmHg.
A diferença entre as pressões sistólica e diastólica, utilizada como marcador de rigidez arterial, é denominada
débito cardíaco.
volume sistólico.
pressão de pulso.
débito sistólico.
pressão arterial média.
Em relação à monitorização invasiva da pressão arterial no paciente adulto, assinale a alternativa incorreta.
As contraindicações para a canulização arterial são relativas e incluem: doença vascular periférica, coagulopatia, uso de coagulantes, áreas infectadas e queimaduras no local da punção.
Infecção local, injeções acidentais de drogas, hematoma e dor, trombos e oclusão do cateter e perda sanguínea acidental são as principais complicações relacionadas à punção arterial.
Em relação à curva, graficamente o componente anacrótico representa o volume sistólico, e o componente dicrótico representa a abertura da válvula aórtica, na diástole.
A avaliação da resposta dinâmica pode ser obtida realizando-se um teste de onda quadrada e observando as oscilações resultantes.
Sobre punção arterial, assinale a alternativa INCORRETA.
Decorre da punção de uma artéria no momento da inserção da agulha.
Hematoma e síndrome compartimental são possíveis complicações da punção arterial.
É uma reação adversa rara.
Em caso de punção arterial, é necessário elevar o braço doador, aplicar pressão firme no local e aplicar gelo.
Na suspeita de punção arterial, não é necessário retirar a agulha imediatamente.