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A queda é considerada um evento capaz de ocasionar uma série de complicações, podendo estar associada à fragilidade, à dependência, à institucionalização e, em muitas situações, até ao óbito. Diante disso, a prevenção de quedas constitui uma importante estratégia de segurança do paciente. No contexto da prevenção de quedas, indique a alternativa que corresponde a uma medida adequada.
Identificar questões sensoriais que possam estar dificultando a correção ou a melhora de alterações visuais e auditivas, como utilizar óculos ou aparelho auditivo se forem indicados por um profissional.
Profissionais de saúde, como terapeuta ocupacional ou fisioterapeuta, possuem atuação restrita à reabilitação motora, não sendo responsáveis por orientar a adequação de dispositivos de apoio ou calçados.
Manter tapetes no banheiro, inclusive aqueles não antiderrapantes, realizar adequação do ambiente, como instalação de barras de apoio, correção de vazamentos e nivelamento de pisos e calçadas.
A orientação sobre dispositivos de apoio deve ser realizada exclusivamente por médicos, sendo vedada a atuação de outros profissionais nesse processo.
Um idoso acompanhado pela equipe de Saúde da Família apresenta declínio funcional progressivo, polifarmácia e risco de quedas. Durante a consulta de enfermagem, o enfermeiro realiza avaliação multidimensional, identifica “Risco de quedas” como diagnóstico de enfermagem (NANDA-I) e planeja intervenções educativas e ambientais. À luz do Processo de Enfermagem (Resolução COFEN nº 723/2024), assinale a alternativa mais adequada:
A identificação do diagnóstico de enfermagem dispensa a etapa de avaliação contínua, por se tratar de risco potencial.
O planejamento de enfermagem deve limitar-se às intervenções contidas no protocolo institucional.
A implementação de intervenções deve ser acompanhada de reavaliação sistemática dos resultados esperados (NOC), com registro evolutivo.
A evolução de enfermagem substitui a necessidade de documentação das demais etapas do PE.
Ao transferir paciente do leito para a cadeira, com limitação motora e risco de queda, a conduta mais segura inclui:
elevar o leito e soltar os freios.
orientar o paciente e travar a cadeira.
apressar a transferência e evitar pausas.
mobilizar o paciente sem comunicação prévia.
Durante a transferência de um paciente com limitação de mobilidade para realização de exame complementar, o Técnico de Enfermagem adotou técnicas adequadas de movimentação, preservando a segurança do paciente e da equipe.
O principal objetivo dessas técnicas é
prevenir quedas, lesões, desconforto e complicações durante o transporte, garantindo segurança ao paciente e aos profissionais.
agilizar exclusivamente o atendimento administrativo.
reduzir apenas o tempo necessário para realização do exame.
dispensar a utilização de equipamentos auxiliares de transporte.
No contexto da segurança do paciente, especialmente na prevenção de quedas e lesões em ambiente hospitalar, analise os itens a seguir:
I. A utilização de grades elevadas em todos os leitos é recomendada como medida universal de prevenção de quedas, independentemente da avaliação individual do paciente.
II. A avaliação do risco de queda deve ser realizada na admissão do paciente e reavaliada periodicamente ou diante de mudanças no estado clínico.
III. A restrição física pode ser utilizada como medida preventiva de quedas, desde que prescrita e monitorada, respeitando protocolos institucionais e aspectos éticos.
IV. A orientação ao paciente e à família quanto aos riscos de queda e uso adequado de dispositivos auxiliares integra as práticas seguras de prevenção.
Assinale a opção CORRETA:
Apenas I e II estão corretas.
Apenas II, III e IV estão corretas.
Apenas I, III e IV estão corretas.
Todas as afirmativas estão corretas.
Durante consulta de enfermagem na Atenção Primária, uma idosa de 72 anos relata histórico de quedas recorrentes no último ano. O Enfermeiro, então, decide realizar avaliação multidimensional para identificar fatores de risco associados. Considerando as diretrizes de atenção à saúde da pessoa idosa, assinale a alternativa CORRETA.
A avaliação do risco de quedas deve considerar fatores intrínsecos, como alterações de marcha, equilíbrio e uso de medicamentos, bem como fatores extrínsecos relacionados ao ambiente.
Quedas em idosos são eventos inevitáveis do envelhecimento e não necessariamente são prioridade em estratégias de prevenção.
A investigação do risco de quedas é atribuição prioritariamente da fisioterapia.
A avaliação do risco de quedas deve ocorrer apenas após ocorrência de fratura.
Estratégias de prevenção de quedas devem ser adotadas apenas em instituições de longa permanência, não sendo necessárias em domicílio.
Na Clínica de Saúde "Sol Nascente", a equipe multiprofissional está implementando um plano de melhoria contínua da segurança do paciente, com foco na redução de incidentes relacionados à identificação inadequada e à comunicação. Durante as reuniões de equipe, são discutidos casos e estratégias para fortalecer as práticas seguras, envolvendo todos os profissionais no processo. A técnica de enfermagem Fernanda recebe a prescrição de medicamento para a Sra. Maria, 78 anos, em acompanhamento por hipertensão e diabetes. Antes de administrar o captopril sublingual para controle de pico hipertensivo, Fernanda realiza a dupla checagem da identificação da paciente, confirmando nome completo e data de nascimento diretamente com a usuária e no crachá de identificação. Observa ainda que a Sra. Maria utiliza bengala para deambulação e apresenta risco aumentado para quedas. Fernanda registra essa observação no prontuário e orienta a paciente sobre cuidados durante a locomoção na unidade. Considerando os protocolos de segurança do paciente na Atenção Básica e o papel do técnico de enfermagem nesse contexto, julgue as afirmativas abaixo como Verdadeiras (V) ou Falsas (F):
(__) A identificação segura do paciente deve ser realizada utilizando pelo menos dois identificadores, preferencialmente nome completo e data de nascimento, confirmados diretamente com o paciente ou acompanhante quando possível.
(__) A prevenção de quedas em idosos na UBS é responsabilidade exclusiva do enfermeiro, cabendo ao técnico de enfermagem apenas executar os procedimentos clínicos prescritos, sem necessidade de observação ou registro de fatores de risco.
(__) A comunicação efetiva entre os membros da equipe, incluindo a leitura de volta (read−back) de prescrições verbais e a padronização de siglas, é uma estratégia comprovada para reduzir erros relacionados à comunicação na assistência.
(__) O registro no prontuário de fatores de risco identificados, como dificuldade de deambulação ou alterações cognitivas, é uma prática opcional que depende da disponibilidade de tempo do profissional, não configurando uma obrigação ético−legal.
Após análise, assinale a alternativa que apresenta a sequência correta dos itens acima, de cima para baixo:
F, F, V, V.
V, V, F, F.
V, F, V, F.
F, V, F, V.
O cuidado com o idoso deve priorizar:
Isolamento social.
Restrição de mobilidade.
Redução da hidratação.
Segurança e prevenção de quedas.
Menor atenção.
Situação hipotética: Um enfermeiro, ao realizar a avaliação de um paciente idoso, identifica um risco elevado para quedas. Assertiva: A prescrição de enfermagem deve incluir, entre outros cuidados, a manutenção das grades do leito sempre elevadas, pois essa medida isolada é suficiente para prevenir a ocorrência de quedas.
Certo
Errado
Usuária EGM, 82 anos, aposentada, hígida, participa ativamente de atividades como dança adaptada e caminhada promovidas pela UBS. Comparece desacompanhada à UBS após relato de queda em casa, com hospitalização para investigação e alta com encaminhamento para pós-consulta na UBS, com as seguintes informações:
“EGM permaneceu em leito em enfermaria por 4 dias para observação, acompanhamento e exames de imagem e laboratoriais após queda em domicílio. Não apresenta fraturas ou sintomas neurológicos. Lesão em região frontal do crânio sem sequelas observadas. Encaminho para acompanhamento após alta na UBS de referência”.
Relata “tontura ao levantar”. Refere uso de vários medicamentos que não sabe nomear, prescritos há muitos anos na UBS e alguns que trouxe do hospital “para pressão, dor, colesterol e vitaminas”. Apresenta medo intenso de cair novamente. Durante o atendimento, o técnico observa marcha lenta e uso de apoio em bengala para caminhar, que não foi prescrita no hospital e da qual não fazia uso antes da queda.
Assinale a alternativa que apresenta a conduta adequada.
Orientar repouso prolongado em leito, em domicílio, para prosseguir com cuidados após alta e evitar novas quedas. Deve-se reduzir deslocamentos dentro e fora de casa, utilizar medicações prescritas para redução da vertigem e medicações para redução de ansiedade.
Comunicar à equipe para avaliação de risco e alterações de marcha, possível visita domiciliar (VD) para verificação do ambiente e das medicações, avaliar rede de apoio, registrar risco de queda, orientar sobre segurança no ambiente domiciliar e apoiar avaliação multiprofissional.
Recomendar que a usuária faça treinamento de caminhada sem apoio como estratégia após alta para recuperar autonomia e vencer o medo de novas quedas. A autonomia da usuária é a prioridade neste momento.
A queda é evento esperado da idade e deve-se orientar a usuária a manter acompanhamento apenas se ocorrer fratura. Sugerir que participe de grupos de apoio ao idoso que estejam disponíveis na comunidade, em um ambiente extra-muros do serviço de saúde.
Solicitar presença de familiares com urgência, fazer notificação de abandono de incapaz. Caso a família compareça, sugerir que se restrinja a circulação da usuária, evitando atividades fora do quarto, dada a idade avançada e o histórico de queda com hospitalização.
Acerca das seguintes intervenções, qualé mais importante no cuidado com idosos para prevenir quedas, marque a alternativa CORRETA:
Limitar a ingestão de água para evitar idas ao banheiro.
Incentivar o uso de chinelos soltos para evitar pressão nos pés.
Orientar o uso de calçados fechados e adequados e a remoção de obstáculos.
Manter o idoso em repouso constante.
De modo geral, a hospitalização aumenta o risco de queda, pois os pacientes se encontram em ambientes que não lhes são familiares, muitas vezes são portadores de doenças que predispõem à queda e muitos dos procedimentos terapêuticos, como as múltiplas prescrições de medicamentos, podem aumentar esse risco. Assinale a alternativa que NÃO apresenta a descrição de um paciente com alto risco de queda.
Paciente acomodado em maca, aguardando a realização de exames ou transferência, com ou sem a presença de fatores risco.
Paciente acamado, restrito ao leito, completamente dependente da ajuda de terceiros, com ou sem fatores de risco.
Paciente independente, que se locomove e realiza suas atividades sem ajuda de terceiros, mas possui pelo menos um fator de risco.
Paciente que anda dependente de ajuda de terceiros para realizar suas atividades e andar com auxílio de pessoa, dispositivo ou cadeira de rodas.
Segundo o Ministério da Saúde, as quedas constituem um sério problema para as pessoas idosas e estão relacionadas a elevados índices de morbimortalidade, redução da capacidade funcional e institucionalização precoce. Assim sendo, as pessoas idosas, seus familiares e cuidadores devem ser orientados quanto à adoção de medidas de prevenção, como
dar preferência aos banhos em banheira, com água morna.
instalar corrimão para apoio em apenas um lado da escada, evitando diminuir a sua largura.
colocar um tapete colorido no início e no fim da escada, facilitando a identificação do primeiro e do último degraus.
instalar iluminação frontal nas escadas para facilitar a identificação dos degraus.
acomodar gêneros alimentícios em locais de fácil acesso, evitando a necessidade de uso de escadas e banquinhos.
Durante uma visita domiciliar, a enfermeira avalia uma idosa de 78 anos que vive sozinha e apresenta história de quedas recentes, dificuldade para lembrar horários das medicações e alimentação inadequada. A residência possui tapetes soltos, iluminação precária e ausência de barras de apoio. Considerando as diretrizes de cuidado à pessoa idosa na Atenção Primária, qual deve ser a conduta prioritária da enfermeira?
Orientar a idosa a interromper todos os medicamentos até nova avaliação médica, para evitar interações.
Recomendar apenas atividade física intensa, mesmo sem avaliação do ambiente ou das condições cognitivas da idosa.
Avaliar risco de quedas, orientar adaptações ambientais e revisar o uso de medicamentos para prevenir novos episódios.
Informar que quedas são inevitáveis no envelhecimento e que não há necessidade de intervenções.
Um paciente idoso, com histórico de mobilidade reduzida, osteoporose e queda prévia, está internado em uma enfermaria. Durante a avaliação, o enfermeiro observa que o paciente está tentando se levantar da cama sem auxílio e sem utilizar os dispositivos de apoio. A ação mais adequada para garantir a segurança desse paciente é
permitir que se levante com o auxílio dos demais pacientes da enfermaria, para promover um ambiente mais acolhedor.
incentivar que o paciente se levante sozinho, desde que use meia antiderrapante, para estimular a mobilidade independente.
colocar o paciente em uma cadeira de rodas confortável, para facilitar que ele se movimente livremente pela enfermaria e estimular a mobilidade.
manter campainha de chamada para auxílio próxima ao paciente para oferecer suporte direto sempre que ele tentar se levantar.
informar ao paciente que ele deve esperar o auxílio de um profissional apenas quando sentir dor, já que a mobilidade é importante para o seu tratamento.
Na prevenção de quedas em pacientes hospitalizados, compete ao técnico de enfermagem:
Avaliar risco de queda, manter grades elevadas quando indicado, orientar paciente e registrar cuidados.
Permitir que o paciente caminhe sem apoio mesmo em instabilidade.
Decidir sozinho pela prescrição de contenções físicas.
Ignorar queixas do paciente sobre tontura.
Ao transferir um paciente acamado para uma cadeira de rodas, qual a conduta correta para evitar lesões no profissional e no paciente?
Realizar o movimento sozinho, utilizando força dos braços.
Pedir ajuda, dobrar os joelhos e manter a coluna reta durante a movimentação.
Manter as pernas esticadas e inclinar a coluna para frente para impulsionar o paciente.
Movimentar o paciente rapidamente para reduzir o esforço físico.
Uma enfermeira está implementando a Sistematização da Assistência de Enfermagem (SAE) em uma unidade de internação clínica. Durante o processo de coleta de dados, ela identifica que um paciente idoso apresenta risco de queda devido à idade avançada, uso de medicamentos sedativos e histórico de quedas anteriores. Considerando as etapas da SAE, assinale a alternativa que descreve corretamente a sequência de ações que deve ser seguida após a identificação deste diagnóstico de enfermagem.
Realizar nova coleta de dados para confirmar o diagnóstico, estabelecer prioridades de cuidado e implementar as intervenções mais urgentes.
Planejar as intervenções, implementar as ações, estabelecer os resultados esperados e realizar a avaliação dos cuidados prestados.
Implementar imediatamente as intervenções de prevenção de quedas, documentar as ações realizadas e posteriormente estabelecer os resultados esperados.
Documentar o diagnóstico no prontuário, comunicar à equipe médica e aguardar prescrição médica para implementar as medidas preventivas.
Estabelecer os resultados esperados, planejar as intervenções de enfermagem, implementar as ações planejadas e avaliar os resultados obtidos.
Durante a assistência de enfermagem ao idoso, uma das prioridades é prevenir eventos adversos comuns nessa faixa etária, como quedas. Assinale qual das ações abaixo representa uma intervenção adequada e fundamentada para a prevenção de quedas em idosos durante a hospitalização.
Manter o idoso em repouso absoluto e evitar movimentação desnecessária.
Reduzir a iluminação do quarto durante o dia para promover descanso.
Incentivar o uso de meias sem solado antiderrapante para melhorar a sensibilidade dos pés.
Avaliar o risco de queda diariamente e garantir que objetos pessoais estejam ao alcance do idoso.
Solicitar que familiares realizem todo o cuidado com o idoso para evitar sobrecarga da equipe.
A hospitalização aumenta o risco de queda, pois os pacientes se encontram em ambientes que não lhes são familiares, muitas vezes são portadores de doenças que predispõem à queda (demência e osteoporose) e muitos dos procedimentos terapêuticos, como as múltiplas prescrições de medicamentos, podem aumentar esse risco. Considerando o protocolo para prevenção de quedas em pacientes hospitalizados, analise as assertivas abaixo:
I. A avaliação do risco de queda deve ser feita no momento da admissão do paciente, com o emprego de uma escala adequada ao perfil de pacientes da instituição. Essa avaliação deve ser repetida diariamente até a alta do paciente.
II. Paciente independente, que se locomove e realiza suas atividades sem ajuda de terceiros, mas possui pelo menos um fator de risco, deve ser considerado com alto risco de queda.
III. O uso de benzodiazepínicos e antidepressivos é considerado fator de risco para quedas, sendo recomendada a revisão periódica da farmacoterapia para minimizar esses efeitos.
IV. Paciente acamado, restrito ao leito, completamente dependente da ajuda de terceiros, com ou sem fatores de risco pode ser considerado com baixo risco de quedas.
Quais estão corretas?
Apenas I e III.
Apenas l e IV.
Apenas II e III.
Apenas II, Ill e IV.
I, II, Ill e IV.