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Goffman (2010, p. 16-27) em “Manicômios, prisões e conventos”, faz um levantamento crítico da vida em instituições fechadas, mostrando como este tipo de segregação atua sobre o indivíduo. Assim temos, EXCETO
As instituições têm tendências ao “fechamento”: portas fechadas, paredes altas, arame farpado, fossos ou pântanos.
As instituições foram criadas para cuidar de pessoas consideradas incapazes de cuidar de si mesmas e que são também uma ameaça à comunidade.
Os assistentes precisam agir como mediadores entre os pacientes e o médico.
O interno não corre o risco de perder alguns papéis em virtude das barreiras que o separam do mundo externo.
O processo de institucionalização acarreta perdas de propriedades ou posses, dentre elas, a do próprio nome; qualquer que seja a maneira de ser chamado, a perda de nosso nome é uma grande mutilação do eu.
A Portaria nº 3.088/2011 aborda estratégias de desinstitucionalização, incluindo:
Programa de Volta Para Casa (PVC), atenção hospitalar e unidade básica de saúde
atenção psicossocial especializada, Serviço Residencial Terapêutico (SRT) e unidade básica de saúde
Serviço Residencial Terapêutico (SRT), Programa de Volta Para Casa (PVC) e unidade básica de saúde
Serviço Residencial Terapêutico (SRT), Programa de Volta Para Casa (PVC) e, em algumas situações, o hospital psiquiátrico
A obra de Arbex (2013), Holocausto Brasileiro, teve grande repercussão na sociedade brasileira, por resgatar a história da saúde mental nos hospícios de Barbacena. Sobre o tema, são corretas as alternativas, EXCETO
Nos relatos, os pacientes morriam de frio, de fome, de doença e de choque. O período foi marcado pela violação dos direitos humanos, pela falta de critério médico para internação.
o hospital colônia tornou-se destino de desafetos, homossexuais, militantes políticos, mães solteiras, alcoolistas, mendigos, negros, pobres pessoas sem documentos e todos os tipos de indesejados.
O tratamento se baseava principalmente pela aplicação de eletro-choque que não tinha função de castigo.
Os mortos indigentes eram vendidos para as faculdades. Essa oferta dobrava nos meses de inverno.
Franco Basaglia, psiquiatra italiano, ao visitar o manicômio em Barbacena, comparou o hospício a um campo de concentração Nazista.
Segundo Duarte (2010), o que caracterizou a gênese do movimento da luta antimanicomial, nos anos de 1970, foi seu conteúdo:
ético-político
político-social
clínico-político
político-sindical
Com a reforma psiquiátrica, os Serviços de Emergências Psiquiátricas (SEPs) assumiram um novo papel no funcionamento das redes de serviços em saúde mental. Entre essas mudanças está o(a):
atendimento de casos graves
admissão para novas internações
organização do fluxo de internação
fornecimento de tratamento psicológico
A partir da Reforma Psiquiátrica, a enfermagem passa a atuar no cotidiano dos CAPS produzindo novas relações com a pessoa em sofrimento mental. O cuidado passa pela invenção de saúde, de subjetividade, de afetividade e pela construção de cidadania. Nesse sentido, a cidadania, a par de todo o conceito tradicional, é entendida também como:
um arcabouço político e jurídico que dá subsídio à qualidade de vida das pessoas que têm transtorno mental
o direito do sujeito de ser diferente dos demais e de ser respeitado em sua diversidade
o direito que o doente tem em ter seu tratamento direcionado à cura
um conjunto de direitos sociais do cliente com transtorno mental
Segundo o documento “Reforma psiquiátrica e política de saúde mental no Brasil” apresentado à “Conferência Regional de Reforma dos Serviços de Saúde Mental: 15 anos depois de Caracas”, o processo de desinstitucionalização envolve:
o PVC, os consultórios de rua, as Comunidades Terapêuticas e os abrigos especializados
a redução de leitos, a avaliação anual dos hospitais e as Residências Terapêuticas e o PVC
os abrigos especializados, as comunidades terapêuticas, a redução de leitos e a avaliação anual dos hospitais
as Residências Terapêuticas, os Consultórios de Rua, os centros de convivência, cultura e cooperativa e os manicômios judiciários
Taylor (1992) em “Fundamentos de Enfermagem Psiquiátrica” estabelece que: “A enfermeira deve assumir uma liderança ativa na criação de um ambiente terapêutico, delegando tarefas que anteriormente mantinha-a confinada ao posto de enfermeira em uma função burocrática”. É CORRETO afirmar:
A enfermeira assume a responsabilidade de reconhecer alterações no humor e no comportamento dos pacientes portadores de transtornos mentais e intervir em momentos apropriados.
A enfermeira precisa trabalhar ativamente na equipe multiprofissional com o auxílio do psiquiatra para solucionar muitos dos problemas da unidade de atendimento.
A enfermeira responsabiliza-se pela criação e manutenção de um ambiente terapêutico que proporcione o uso correto da terapia medicamentosa e de eletroconvulsoterapia.
A enfermeira deve responsabilizar-se em promover um ambiente terapêutico para que a equipe psiquiátrica possa atuar junto aos pacientes portadores de transtornos mentais.
A enfermeira deve seguir as regras e o regulamento tradicionais da unidade psiquiátrica e exercer as funções de liderança administrativa.
Segundo TAYLOR, Cecília M. (Manuel de enfermagem psiquiátrica, Porto Alegre: Artes Médicas, 1992), “A criação e condução de um ambiente terapêutico são atribuições importantes da equipe de enfermagem”. O ambiente terapêutico apresenta as seguintes características. Marque a alternativa INCORRETA:
Ajuda a desenvolver o senso de auto-estima.
Oferece proteção quanto a ferimentos a si mesmo e aos outros.
Não se relaciona a oportunidade para observação, orientação e supervisão do cliente.
A enfermeira deve assumir uma liderança ativa na criação do ambiente terapêutico.
Para que um ambiente seja terapêutico faz-se necessária uma equipe de enfermagem sensível, amigável e preocupada com o bem estar de cada paciente.
A reforma psiquiátrica traz, em sua essência, a prática de cuidados que visam à inserção social dos portadores de doença mental através da criação de Centros de Atenção Psicossocial – CAPS. Sobre os CAPS, identifique a alternativa INCORRETA.
A equipe de trabalhadores no Centro de Atenção Psicossocial é composta de psiquiatras, enfermeiros, farmacêuticos, fonoaudiólogos, psicólogos, assistentes sociais, musicoterapeutas, terapeutas ocupacionais, técnicos de enfermagem, monitores e estagiários, entre outros profissionais.
Os CAPS constituem um serviço comunitário que tem como papel cuidar de pessoas que sofrem com transtornos mentais, em especial os transtornos graves e persistentes, no seu território de abrangência.
A atenção do CAPS deve incluir ações dirigidas aos familiares e comprometer-se com a construção dos projetos de inserção social.
Os projetos terapêuticos dos CAPS devem ser singulares, respeitando-se diferenças regionais, contribuições técnicas dos integrantes de sua equipe, iniciativas locais de familiares e usuários e articulações intersetoriais que potencializem suas ações.
Os CAPS trabalham com uma proposta de atender o portador de sofrimento psíquico para que este melhore sua vida dentro da instituição hospitalar.
Sobre o processo de reforma psiquiátrica brasileira, é correto afirmar:
Inicia-se em 2001, com a aprovação da Lei Federal nº 10.216, que prevê a extinção plena dos hospitais psiquiátricos no Brasil.
É disparador da reforma sanitária e da constituição do SUAS – Sistema Único da Assistência Social, em meados da década de 2000.
Foi inspirado pela reforma psiquiátrica americana, que promoveu a desospitalização em todo o país, transferindo a autoridade pelo cuidado dos internos aos seus familiares, na década de 1950.
É contemporâneo do movimento pela reforma sanitária, na década de 1970, e se insere nas discussões pela transformação dos modelos de atenção em saúde centrados no cuidado asilar.
Não se configura, ainda, como uma reforma, visto que apenas iniciativas locais para a eliminação dos hospitais psiquiátricos foram desenvolvidas, especialmente nos grandes centros urbanos.
O processo por meio do qual um grande número de pacientes é liberado de hospitais psiquiátricos públicos de volta para a comunidade, a fim de receber tratamento ambulatorial, é denominado
atenção primária.
prevenção.
hospital dia.
institucionalização.
desinstitucionalização.
A Reforma psiquiátrica teve como objetivo construir um novo estatuto social para o doente mental, garantindo-lhe a cidadania, o respeito a seus direitos e sua individualidade. Considerando a Reforma psiquiátrica no Brasil, assinale a alternativa incorreta.
Os Centros de Atenção Psicossocial (CAPS) não devem ser substitutivos e sim complementares aos hospitais psiquiátricos.
Um dos principais desafios da Reforma Psiquiátrica é a potencialização do trabalho como instrumento de inclusão social dos usuários do serviços.
Os centros de convivência e cultura são dispositivos públicos que compõem a rede de atenção substitutiva em saúde mental e que oferecem às pessoas com transtornos mentais espaços de sociabilidade, produção cultural e intervenção na cidade.
O processo de redução de leitos em hospitais psiquiátricos e de desinstitucionalização de pessoas com longo período de internação passa a tornar-se política pública no Brasil a partir dos anos 90, e tem grande impulso em 2002 com normatizações do Ministério da Saúde.
Na Idade Média, os loucos eram confinados juntamente com desordeiros, inválidos, mendigos. Alguns se mantinham acorrentados. Posteriormente, no século XIX, foi instituído tratamento com práticas psicopedagógicas, uma atitude “revolucionária” para a época. Quase dois séculos depois, surge outro movimento, também “revolucionário”, a luta antimanicomial, raiz do movimento pela reforma psiquiátrica brasileira. Dois nomes da psiquiatria mundial se destacaram nesses dois movimentos. São eles, respectivamente:
Jung e Reich.
Jung e Freud
Pinel e Basaglia
Pinel e Reich.
Jung e Basaglia.
Embora contemporâneo da Reforma Sanitária, o processo de Reforma Psiquiátrica Brasileira tem uma história própria, inscrita num contexto internacional de mudanças pela superação da violência asilar. Fundado ao final dos anos 70, na crise do modelo de assistência centrado no hospital psiquiátrico e na eclosão dos esforços dos movimentos sociais pelos direitos dos pacientes psiquiátricos, o processo da Reforma Psiquiátrica Brasileira é maior do que a sanção de novas leis e normas e maior do que o conjunto de mudanças nas políticas governamentais e nos serviços de saúde. Sobre a temática em curso, assinale a alternativa INCORRETA.
Compreendida como um conjunto de transformações de práticas, saberes, valores culturais e sociais, é no cotidiano da vida das instituições, dos serviços e das relações interpessoais que o processo da Reforma Psiquiátrica avança, marcado por impasses, tensões, conflitos e desafios.
A Reforma Psiquiátrica é processo político e social complexo, composto de atores, instituições e forças de diferentes origens, e que incide em territórios diversos, nos governos federal, estadual e municipal, nas universidades, no mercado dos serviços de saúde, nos conselhos profissionais, nas associações de pessoas com transtornos mentais e de seus familiares, nos movimentos sociais, e nos territórios do imaginário social e da opinião pública.
A experiência russa de desinstitucionalização em psiquiatria e sua crítica radical ao manicômio é inspiradora e revela a possibilidade de ruptura com os antigos paradigmas.
A Lei Federal 10.216 redireciona a assistência em saúde mental, privilegiando o oferecimento de tratamento em serviços de base comunitária e dispõe sobre a proteção e os direitos das pessoas com transtornos mentais.
Este processo caracteriza-se por ações dos governos federal, estadual, municipal e dos movimentos sociais, para efetivar a construção da transição de um modelo de assistência centrado no hospital psiquiátrico, para um modelo de atenção comunitário.
O Método de DICK HEAD em relação ao medo que a mulher sente no parto preconiza o seguinte:
atentar para a sugestão negativa e desamparo psicológico.
usar a penumbra, fazer silêncio e deixar a mulher fechar os olhos para relaxar.
focar em um ponto específico e fazer exercícios respiratórios.
utilizar o reflexo condicionado.
A sociedade brasileira vivencia, atualmente, uma transformação no modelo de assistência ao paciente com transtorno psiquiátrico conhecida nacionalmente, desde a década de 80, como Reforma Psiquiátrica Brasileira. Esta se deve ao conjunto de fatores e atores que buscam:
I – Substituir o modelo asilar e tutelar que tem como centro de atendimento o hospitalar psiquiátrico.
II – Reduzir progressivamente os leitos em hospitais psiquiátricos, expandindo, qualificando e fortalecendo a rede extra-hospitalar pela implementação de serviços substitutivos.
III – Potencializar o uso dos leitos em hospitais psiquiátricos, expandindo, qualificando e fortalecendo a rede.
IV – Implementar os substitutivos - Centros de Atenção Psicossocial (CAPS), Serviços Residenciais Terapêuticos (SRTs) e Unidades Psiquiátricas em Hospitais Gerais (UPHG) -, incluindo as ações de saúde mental na atenção básica.
V – Implementar a política de atenção integral a usuários de álcool e outras drogas, como o programa “De Volta Para Casa”.
Está correta a alternativa:
Considerando os paradigmas da Reforma Psiquiátrica Brasileira, sobre o trabalho em equipe e o processo de trabalho na Saúde Mental, é correto afirmar que:
É da alçada do técnico de referência estabelecer e sustentar o vínculo com o paciente, traçar as linhas de seu projeto terapêutico individual, definir com ele a frequência dos atendimentos e do comparecimento ao serviço.
A equipe deve se organizar em torno do saber da uma categoria profissional, a fim de proporcionar um trabalho hierarquizado, coordenado e organizado.
A lógica de trabalho deve ocupar-se em “dividir” o trabalho, em que cada um deve concentrar-se em fazer bem a sua parte, ficando, assim, assegurado um bom produto final.
As identidades profissionais podem e devem ser preservadas, incondicionalmente, no cotidiano de trabalho, sendo que o diagnóstico e a condução do tratamento devem ser feitas, exclusivamente, pelo médico psiquiatra.
Na década de 2000, com financiamento e regulação tripartite, amplia-se fortemente a Rede de Atenção Psicossocial, que passa a integrar, a partir do Decreto Presidencial nº 7508/2011, o conjunto das redes indispensáveis na constituição das regiões de saúde, que substituíram o modelo manicomial. Perante a Rede de Atenção Psicossocial, as redes que substituem o modelo manicomial, são:
I. Centros de Atenção Psicossocial.
II. Serviços Residenciais Terapêuticos.
III. Centros de Convivência.
IV. Enfermarias de Saúde Mental em hospitais gerais.
V. Oficinas de Geração de Renda.
De acordo com as assertivas acima, quais equipamentos substitutivos ao modelo manicomial são corretos:
Todas as assertivas estão corretas.
As assertivas I, II, IV e V.
As assertivas I, II, III, V.
Apenas as assertivas I e II.