

Seu próximo nível começa aqui
Com a Assinatura Ilimitada, você tem tudo que precisa para sua aprovação.
Com a Assinatura Ilimitada, você combina prática, teoria e método em uma única assinatura com tudo que você precisa para sua aprovação.
O processo de redução de leitos em hospitais psiquiátricos e de desinstitucionalização de pessoas com longo histórico de internação ocorre por meio da expansão e do fortalecimento de serviços substitutivos em atenção psicossocial, articulando políticas públicas, diretrizes e normativas do Ministério da Saúde e transformações culturais e subjetivas na sociedade.
Certo
Errado
No contexto da reforma psiquiátrica, deve-se pensar o campo da saúde mental e atenção psicossocial não como modelo ou sistema, mas sim como um:
reordenamento institucional
processo social complexo
conjunto de dispositivos
consenso possível
A desinstitucionalização e a efetiva reintegração de doentes mentais graves na comunidade são uma tarefa a que o SUS vem se dedicando com especial empenho nos últimos anos. Juntamente com os programas De Volta Para Casa e Programa de Reestruturação dos Hospitais Psiquiátricos, o Serviço Residencial Terapêutico (SRT) vem concretizando as diretrizes de superação do modelo de atenção centrado no hospital psiquiátrico. Analise as afirmativas a seguir sobre o Residencial Terapêutico, e assinale a alternativa INCORRETA.
Os SRTs devem ser acompanhados pelos CAPS ou ambulatórios especializados em saúde mental, ou, ainda, equipe de saúde da família (com apoio matricial em saúde mental).
Os SRTs são equipamentos destinados a todo tipo de usuário com transtorno mental grave, com prejuízos significativos na sua autonomia, sendo sua família protagonista no cuidado junto com os CAPS.
As residências terapêuticas constituem-se como alternativas de moradia para um grande contingente de pessoas que está internada há anos em hospitais psiquiátricos por não contarem com suporte adequado na comunidade.
Os recursos financeiros que financiavam os leitos psiquiátricos agora desativados, deverão ser realocados para os tetos orçamentários do Estado ou Município responsável pela assistência ao paciente.
Moradores de rua com transtornos mentais severos, quando inseridos em projetos terapêuticos especiais acompanhados nos CAPS.
Considere o que se informa em Brasil, 2005
(BRASIL. Ministério da Saúde. Secretaria de Atenção à Saúde.DAPE. Coordenação Geral de Saúde Mental. Reforma psiquiátrica e política de saúde mental no Brasil. Documento apresentado à Conferência Regional de Reforma dos Serviços de Saúde Mental: 15 anos depois de Caracas. OPAS. Brasília: Ministério da Saúde, 2005)
O processo de reforma psiquiátrica, especialmente a partir dos anos 90, foi acompanhado no país por um intenso debate entre os diversos atores sociais. Alguns avanços no combate ao estigma foram alcançados, especialmente naquelas situações onde programas promovem concretamente a inclusão social dos pacientes. Contudo ainda existem obstáculos a serem transpostos na contemporaneidade para efetivação da Reforma Psiquiátrica Brasileira.
Um desses obstáculos é:
Acessibilidade, equidade e formação de recursos humanos.
Produção cientifica, gestão de serviços de saúde e fixação de profissionais em local de trabalho.
Debate cientifico da psiquiatria, baixa demanda de usuários para serviços oferecidos e locação de imóvel para funcionamento de serviços assistenciais.
Banalização dos serviços terapêuticos, efeitos adversos das medicações de uso controlado.
Inadimplência nas residências terapêuticas, desinteresse profissional pela área e agressividade dos usuários da rede.
A Reforma Psiquiátrica no Brasil deixou a posição de "proposta alternativa" e se consolidou como o marco fundamental da política de assistência à saúde mental oficial. Mais do que isso, a influência do seu ideário vem se expandindo no campo social, no universo jurídico e nos meios universitários que formam os profissionais de saúde. Com relação à Reforma Psiquiátrica no Brasil:
I. Nomes como Franco Basaglia, Joel Birman e Jurandir Freire Costa foram muito importantes nesse processo.
II. O termo Reforma Psiquiátrica passou a ser utilizado na virada dos anos 1980 para 1990, no mesmo período em que a Reforma Sanitária começa a ser adotada.
III. Os primeiros movimentos relacionados à assistência psiquiátrica brasileira surgiram nos anos 1990 por psiquiatras recém-formados.
IV. A rede composta pelos mais de mil Centros de Atenção Psicossocial (CAPs) espalhados pelo país vêm substituindo, progressivamente, o modelo hospitalocêntrico e manicomial, de características excludentes, opressivas e reducionistas.
A alternativa em que todas as assertivas estão corretas é:
I, II e III.
I, II e IV.
II e IV.
I e IV.
I, II, III e IV.
A depressão abrange sintomas psicológicos, comportamentais e físicos que podem variar de acordo com cada pessoa. São manifestações do estado de humor, neurovegetativa e cognitiva:
isolamento social, dores inespecíficas e diminuição da inteligência.
ideação suicida, aumento de peso e maior envolvimento em atividades.
inapetência, dificuldade de concentração e alegria
baixa da autoestima, inapetência e dificuldade de concentração.
Segundo Amarante (1995, p 121), “[...] o movimento em saúde mental no Brasil, ora identificado como movimento de luta antimanicomial, ora como movimento pela reforma psiquiátrica ou de alternativas à psiquiatria, e assim por diante, com suas propostas revolucionárias ou utópicas em alguns momentos, pragmáticas e normativas em outros[...]”, foi um processo que surgiu mais concretamente a partir da conjuntura da redemocratização em finais da década de 70. Ao longo de décadas, muitos atores e sujeitos políticos, divididos em grupos muitas vezes bastante heterogêneos, atuaram com a práxis de uma nova política de saúde mental e a construção de olhares diferentes sobre a loucura, dentre eles as associações de usuários e familiares que passam a expandir as suas atividades nos espaços de construção de políticas públicas e a edificar um sentido de cidadania que jamais lhes foi permitido.
Com base nas informações acima, a alternativa que melhor expressa o olhar sobre o usuário de saúde mental no processo da reforma psiquiátrica brasileira a partir dos anos 80 é
Indivíduo sem atuação nos espaços de construção de políticas públicas.
Ator no surgimento de novas formas de expressão política, ideológica, social, de lazer e de participação.
Preencha, corretamente, as lacunas referentes ao texto abaixo sobre o Método Clínico Centrado na Pessoa (MCCP) (STEWART, 2017).
Uma anamnese completa / o exame físico e diagnóstico / o indivíduo / ecomapa
O primeiro componente do MCCP / entendendo a pessoa como um todo / o indivíduo e a família / contexto
Uma anamese e um exame físico completos / tomada de decisão compartilhada / genograma/ ecomapa
O Método Clínico Centrado na Pessoa / exame físico, diagnóstico e terapêutica / vida familiar / determinantes sociais da saúde
Considere o que informa Emmanuel-Tauro, D.Ve Foscaches, D.A.L. (2018)
(EMMANUEL-TAURO, D.V.; FOSCACHES, D.A.L. As atuais políticas de saúde mental no Brasil: reflexões à luz da obra de Cornelius Castoriadis. Mental, v.12, n.22, p. 90-112, 2018)
Sobre a Reforma Psiquiátrica no Brasil, é INCORRETO afirmar:
No final da década de 1970, iniciou-se no Brasil o Movimento dos Trabalhadores em Saúde Mental (MTSM), impulsionado por trabalhadores da área que visavam à reforma da assistência psiquiátrica no país, objetivando transformações eminentemente técnicas.
Os ideais da Reforma Psiquiátrica no Brasil foram permeados pelas diretrizes e pelos princípios do SUS.
Em 1841, no Rio de Janeiro, o Imperador D. Pedro II assinou o decreto de fundação do primeiro hospital psiquiátrico, que foi inaugurado somente em 1852 e dirigido até 1880 por religiosos da Santa Casa de Misericórdia.
Os Centros de Atenção Psicossocial, definidos como unidades de saúde regionalizadas e com uma população adscrita, que tinham como objetivo prestar atendimentos de cuidados psicossociais intermediários foram criados oficialmente em 1992.
A Rede de Atenção Psicossocial para pessoas com sofrimento ou transtorno mental e com necessidades decorrentes do uso de álcool e/ou outras drogas foi instituída em 2011.
A pessoa com depressão apresenta como sintomas: redução da energia, diminuição das atividades antes exercidas e perda da capacidade de experimentar prazer, que vem acompanhada de queixas ou aparência de tristeza profunda.
Sobre as intervenções ao paciente com episódio depressivo, informe se é verdadeiro (V) ou falso (F) o que se afirma a seguir.
( ) Utilizar frases animadoras como “Vamos lá! Essa tristeza passa”; “Vamos, ânimo!”.
( ) Se internado, manter o paciente próximo ao posto de enfermagem.
( ) Utilizar frases curtas, objetivas e no nível de compreensão do paciente.
( ) Verificar sempre se o paciente ingeriu a medicação.
Assinale a alternativa que apresenta a sequência correta.
(V); (F); (V); (V).
(F); (V); (V); (V).
(F); (V); (F); (F).
(V); (F); (F); (F).
O movimento de reforma psiquiátrica trouxe consigo uma nova modalidade do cuidado em saúde mental, resgatando a cidadania e a inserção social do portador de transtorno mental. Sobre a Política Nacional de Saúde Mental (Portaria Nº 10.216, de 6 de abril de 2001), analise as assertivas abaixo e marque com V as afirmativas que forem Verdadeiras e com F as que forem Falsas.
( ) I. É direito da pessoa com transtorno mental ter livre acesso aos meios de comunicação disponíveis, além de receber o maior número de informações a respeito de sua doença e de seu tratamento.
( ) II. É permitida a internação de pessoas com transtor-nos mentais em instituições com características asilares.
( ) III. Entende-se por internação compulsória aquela que se dá sem o consentimento do usuário e a pedido de terceiro.
( ) IV. A pessoa com transtorno mental deve ser tratada, preferencialmente, em serviços comunitários de saúde mental.
Assinale a alternativa correta, de cima para baixo.
V, F, F, V.
V, F, V, F.
F, V, V, V.
F, F, V, F.
A Reforma Psiquiátrica Brasileira, iniciada na década de 1980, provocou uma mudança na produção de cuidado do usuário do serviço de saúde mental, deslocando o viés biologicista para um olhar humanístico. Além de trazer à cena os aspectos das relações familiares e as noções de dinâmica de grupo, essa mudança foi importante para a enfermagem por possibilitar:
o resgate da subjetividade do sujeito
maior interação entre os serviços de saúde
maior permanência nas internações hospitalares
a flexibilização da lógica de referência e contrarreferência
A reforma psiquiátrica brasileira propõe uma reformulação da práxis em saúde mental, com vistas a promover o movimento antimanicomial. No contexto dessa reforma, uma série de mudanças foram propostas por meio de dispositivos legais, a exemplo da Resolução n° 32, de 14 de dezembro de 2017, da Comissão Intergestores Tripartite. Essa resolução estabelece as diretrizes para o fortalecimento da Rede de Atenção Psicossocial (RAPS) por meio da
substituição das modalidades Hospitais Dia e Serviços Residenciais Terapêuticos (SRT) tipo I e II, pelas unidades de acolhimento (Adulto e infanto-juvenil).
autorização do aumento da capacidade já instalada de leitos psiquiátricos em hospitais especializados, conforme o registro do Conselho Nacional de Saúde (CNS).
criação da nova modalidade de Centro de Atenção Psicossocial de Álcool e outras Drogas do tipo VI (CAPS AD VI), com funcionamento semanal.
ampliação da oferta de leitos hospitalares qualificados para a atenção a pessoas com transtornos mentais e/ou decorrentes do uso de crack, álcool e outras drogas.
Segundo Vasconcelos (2008), a Reforma Psiquiátrica brasileira dividiu-se em três grandes fases. A terceira grande fase resume o período da consolidação da hegemonia reformista e da rede de atenção psicossocial e foi demarcada pelos seguintes acontecimentos:
ampliação da agenda política em saúde mental; divisão do movimento da luta antimanicomial em tendências; impacto das limitações neoliberais; aprovação da Lei da Reforma Psiquiátrica
mobilização social e crítica do sistema hospitalar e asilar; entrada no aparelho de Estado; primeiras experiências de humanização; controle da hospitalização e da rede ambulatorial em saúde mental
implementação da estratégia de desinstitucionalização; consolidação do movimento da luta antimanicomial; impacto do avanço neoliberal; II Conferência Nacional de Saúde Mental Intersetorial
redemocratização e mobilização na sociedade civil contra o asilamento genocida; mercantilização da loucura; protoformas das “ações integradas de saúde” em São Paulo e Minas Gerais (1978-1982) e Rio de Janeiro (1978-1980)
Os marcos históricos do processo de desinstitucionalização da reforma psiquiátrica brasileira são:
ampliação de leitos; avaliação anual dos hospitais; programa de família acolhedora; serviços de moradia comunitária
avaliação quadrienal dos hospitais; programa de volta para casa; redução de leitos; serviços de moradia comunitária
avaliação anual dos hospitais; programa de volta para casa; redução de leitos; serviços residenciais terapêuticos
ampliação de leitos; avaliação quadrienal dos hospitais; programa de família acolhedora; serviços residenciais terapêuticos
De acordo com o documento “Reforma psiquiátrica e política de saúde mental no Brasil”, apresentado à Conferência Regional de Reforma dos Serviços de Saúde Mental: 15 anos depois de Caracas pelo Ministério da Saúde (2005), as características históricas do início do processo de Reforma Psiquiátrica no Brasil, são:
mudança dos modelos de atenção e gestão nas práticas de saúde; defesa da saúde coletiva; equidade na oferta dos serviços; protagonismo dos gestores e administradores dos serviços de saúde nos processos de gestão e produção de cuidado
mudança dos modelos de atenção e gestão nas práticas de saúde; defesa da saúde coletiva; equidade na oferta dos serviços; protagonismo dos trabalhadores e usuários dos serviços de saúde nos processos de gestão e produção de cuidado
manutenção dos modelos de atenção e gestão nas práticas de saúde; defesa da saúde coletiva; seletividade na oferta dos serviços; protagonismo dos trabalhadores e usuários dos serviços de saúde nos processos de gestão e produção de cuidado
manutenção dos modelos de atenção e gestão nas práticas de saúde; defesa da saúde coletiva; seletividade na oferta dos serviços; protagonismo dos gestores e administradores dos serviços de saúde nos processos de gestão e produção de cuidados
As leis federais que são consideradas as principais da reforma psiquiátrica brasileira são as de números:
9.867/1999, 10.216/2001 e 10.708/2003
9.867/1999, 10.639/2003 e 12.288/2010
10.216/2001, 10.708/2003 e 11.340/2006
10.216/2001, 10.639/2003 e 11.340/2006
Segundo Vasconcelos (2008), entre as novas estratégias de desinstitucionalização estão:
a desconstrução dos saberes, a reinvenção da cidadania e as novas abordagens do doente mental
o cuidado descontínuo, a reforma do saber médico e as novas abordagens do doente mental
a sustentação da visão sanitarista, a reforma do saber médico e a reinvenção da cidadania
a construção de novos saberes, a sustentação da visão sanitarista e o cuidado contínuo