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O movimento da Reforma Psiquiátrica no Brasil surgiu
a partir dos anos 1980, em meio a uma crise no campo das
ciências, inclusive na saúde, gerando uma transição de
paradigmas. Segundo o Ministério da Saúde, a Reforma
Psiquiátrica trata-se de uma ampla mudança de atendimento
público em saúde mental, garantindo o acesso da população
aos serviços e o respeito a seus direitos e liberdade.
A Portaria/GM nº 336, de 19 de fevereiro de 2002, estabelece os serviços substitutivos ao antigo modelo, caracterizando os por porte e clientela.
Enumere a COLUNA B utilizando elementos da COLUNA A conforme o disposto na Portaria/GM nº 336.
COLUNA A
I. CAPS I
II. CAPS II
III. CAPS III
IV. Hospital dia
V. Serviços Residenciais Terapêuticos
COLUNA B
( ) Serviço de atenção psicossocial com capacidade operacional para atendimento em municípios com população entre 70.000 e 200.000 habitantes, com funcionamento de 8:00 às 18:00 horas, em 02 (dois) turnos, durante os cinco dias úteis da semana, podendo comportar um terceiro turno funcionando até às 21:00 horas.
( ) Constitui-se em serviço ambulatorial de atenção contínua, durante 24 horas diariamente, incluindo feriados e finais de semana. Possui os seguintes profissionais em sua equipe técnica mínima para atuação por turno: 02 (dois) médicos psiquiatras; 01 (um) enfermeiro com formação em saúde mental; 05 (cinco) profissionais de nível superior entre as seguintes categorias: psicólogo, assistente social, enfermeiro, terapeuta ocupacional, pedagogo ou outro profissional necessário ao projeto terapêutico; 08 (oito) profissionais de nível médio: técnico e/ou auxiliar de enfermagem, técnico administrativo, técnico educacional e artesão.
( ) Serviço de atenção psicossocial que possui os seguintes profissionais em sua equipe técnica mínima para atuação: 01 (um) médico com formação em saúde mental; 01 (um) enfermeiro; 03 (três) profissionais de nível superior podendo ser: psicólogo, assistente social, terapeuta ocupacional, pedagogo ou outro profissional necessário ao projeto terapêutico; 04 (quatro) profissionais de nível médio: técnico e/ou auxiliar de enfermagem, técnico administrativo, técnico educacional e artesão.
Marque a opção que apresenta a sequência CORRETA.
II – IV – III.
I – V – II.
III – IV – II.
III – V – I.
II – III – I.
Sobre o nascimento dos manicômios, a relação da sociedade com a loucura e a Reforma Psiquiátrica, FOUCAULT, Michel (História da loucura na idade clássica. São Paulo: Editora Perspectiva, 2000); AMARANTE, Paulo (Loucos pela vida: a trajetória da reforma psiquiátrica no Brasil – Rio de Janeiro: Fiocruz, 1995) e MIRANDA, Cristina Loyola (O parentesco imaginário: história da representação social nas relações do espaço asilar – São Paulo: Cortez, Rio de Janeiro: Editora da UFRJ, 1994), fazem as seguintes afirmações. Marque a alternativa INCORRETA:
Os antigos leprosários abandonados foram transformados em manicômios, por isso, a denominação parentesco imaginário (hanseníase e loucura).
Do louco asilado não se sabia nada: a idade, o sexo, a profissão, as causas da internação, nem quais tratamentos estariam recebendo para alcançar a cura acenada. Concretamente, o que se sabe é que ele foi excluído da sociedade.
MIRANDA afirma que: “o doente mental teve a infelicidade de nascer com “três pês”: pobre, psicótico e preto”, e que o Enfermeiro atua como vigilante: “um enfermeiro de alienados deve casar a severidade com a doçura, a coragem com a prudência, discrição e caridade, uma certa espera intelectual para entender o médico e o doente”
A psiquiatria preventiva determina intervenções precoces, primária e secundária, evitando surgimento e desenvolvimento de doenças.
O movimento em saúde mental no Brasil, identificado como movimento de luta antimanicomial, não contou com a participação de técnicos da saúde mental.
Os autores GOFFMAN, Erving (Manicômios, prisões e conventos – São Paulo: Perspectiva, 2010) e ARBEX, Daniela (Holocausto brasileiro – São Paulo: Geração Editorial, 2013), denunciam a forma desumana como os portadores de transtornos mentais eram tratados durante a hospitalização. Com base nessa afirmação, marque a alternativa INCORRETA:
A instituição hospitalar psiquiátrica promove uma ruptura social, com barreiras que separam o indivíduo de seu ambiente (casa, trabalho), com regras e horários comuns.
Os internos em clínicas e hospitais psiquiátricos tendem a sentir-se inferiores, fracos, censuráveis e culpados.
Durante a hospitalização em hospitais psiquiátricos os pacientes não eram despojados de seus pertences, sendo respeitada sua liberdade.
Os hospitais psiquiátricos representavam uma realidade de superlotação e atendimento desumanizado.
O tratamento em clínicas e hospitais psiquiátricos incluía o eletrochoque, aplicado indiscriminadamente, levando muitas vezes à morte.
No que diz respeito à reforma psiquiátrica brasileira, é correto afirmar:
Trata-se de uma política nacional que prioriza a melhoria da assistência nos hospitais. Estas instituições, no passado, causavam segregação dos pacientes e o cuidado desumano que as caracterizava promovia maus tratos aos pacientes internados.
Trata-se de uma estratégia governamental de finalização da assistência em hospitais psiquiátricos. Atualmente, o mais indicado é que as internações sejam de longa duração em enfermarias de hospitais gerais.
Trata-se de uma política federal que reorganiza a assistência em saúde mental por meio da implantação de ambulatórios especializados de qualidade. Os ambulatórios são serviços que atendem situações de emergência, fazem dispensação de medicação e promovem um atendimento psicossocial ao doente mental.
É a política nacional que busca descentralizar a assistência em saúde mental. Trata-se de uma assistência em rede psicossocial intersetorial, visando à reabilitação psicossocial e à reinserção social.
É uma política nacional que prevê a expansão da rede psiquiátrica de qualidade. Busca-se, a longo prazo, a melhoria da assistência por meio da acreditação hospitalar, priorizando a humanização assistencial nas instituições psiquiátricas.
A partir da segunda metade do século XX, iniciou-se uma radical crítica e transformação do saber, do tratamento e das instituições psiquiátricas: a Reforma Psiquiátrica. Sobre esse movimento, analise as afirmativas abaixo:
I. O movimento da Reforma Psiquiátrica inicia-se na Inglaterra, tendo repercussões em todo o mundo e muito particularmente no Brasil.
II. A Reforma Psiquiátrica propõe a construção de uma rede de serviços e estratégias territoriais e comunitárias, solidárias, inclusivas e libertárias.
III. A Reforma Psiquiátrica inscreve-se no contexto de redemocratização do país e na mobilização político-social que ocorre na época.
IV. No Brasil, a Reforma Psiquiátrica inicia-se no final da década de 90 com a mobilização dos profissionais da saúde mental e dos familiares de pacientes com transtornos mentais.
V. Em 1990, o Brasil torna-se signatário da Declaração de Caracas, a qual propõe a reestruturação da assistência psiquiátrica.
Estão CORRETAS
apenas II, III, IV e V.
apenas I e II.
apenas II, III e V.
apenas II e III.
I, II, III, IV e V.
Com a reforma psiquiátrica no Brasil, passou a ser recomendado que o indivíduo com transtorno psiquiátrico em fase aguda ou crônica recebesse atendimento em hospitais especializados de psiquiatria, o que implicou a abertura de novas unidades especializadas nesse tipo de serviço, bem como o aumento do número de leitos para atender a essa demanda.
Os serviços de saúde mental, existentes na maioria das cidades brasileiras, têm se dedicado com ainco à desinstitucionalização de pacientes cronicamente asilados. (M.S., 2007). Neste contexto, o caminho indicado para uma desinstitucionalização eicaz é:
o incentivo à hospitalização prolongada.
o resgate das relações sociais comprometidas pelos longos períodos de internação e a capacitação da pessoa para exercer o seu direito à cidadania.
a promoção de um distanciamento social.
a extinção de projetos terapêuticos individuais.
o estímulo ao modelo hospitalocêntrico.
No artigo “A Reforma Psiquiátrica No Brasil: Contextualização e Reflexos Sobre o Cuidado com o Doente Mental na Família”,foram analisadas algumas das conseqüências da reforma psiquiátrica brasileira sobre o cuidar do doente mental na família e a importância da mulher, enquanto cuidadora, na consolidação da reforma psiquiátrica.Um destaque é dado ao processo de desinstitucionalização e dos problemas co-relacionados a esta ação. Neste contexto família, reforma psiquiátrica e desinstitucionalização, com base em dados deste artigo, marque a opção INCORRETA.
Na reforma psiquiátrica espera-se, muito mais, o resgate ou o estabelecimento da cidadania do doente mental, o respeito a sua singularidade e subjetividade, tornando-o sujeito de seu próprio tratamento sem a idéia de cura como o único horizonte. Espera-se, assim, a autonomia e a reintegração do sujeito à família e à sociedade.
A reforma psiquiátrica no Brasil vem configurando-se como um movimento com diferentes graus de adesão e entendimento por parte dos profissionais e de alguns segmentos da sociedade.
Segundo o conceito defendido pela reforma psiquiátrica, a desinstitucionalização se restringe à substituição do hospital por um aparato de cuidados externos envolvendo prioritariamente questões de caráter técnico- administrativo- assistencial como a aplicação de recursos na criação de serviços substitutivos.
O termo desistitucionalização vem sendo compreendido por diferentes atores como desospitalização, desassistência ou desconstrução, conforme interesses ou pontos de vista impregnados de poder ideológico.
A reforma psiquiátrica propõe a desinstitucionalização da loucura, com a diminuição dos leitos psiquiátricos existentes e a substituição progressiva das internações pelo tratamento em centros especializados.
A reforma psiquiátrica tem como uma das vertentes principais a desinstitucionalização e consequente desconstrução do manicômio e dos paradigmas que o sustentam.
A política nacional de saúde mental propõe que as práticas de saúde mental, na atenção básica e na saúde da família, sejam substitutivas ao modelo tradicional e não medicalizantes ou produtoras da psiquiatrização e psicologização do sujeito e de suas necessidades.
O Programa De Volta Para Casa dispõe acerca da regulamentação do auxílio-reabilitação psicossocial, para assistência, acompanhamento e integração social, fora da unidade hospitalar, de pessoas acometidas de transtornos mentais, com história de longa internação psiquiátrica.
As residências terapêuticas compreendem um espaço de habitação em que são prestados serviços de saúde por equipe multidisciplinar, possibilitando à pessoa em sofrimento mental o acolhimento e tratamento nos moldes de clínica psiquiátrica.
Idéias niilistas, comuns em pacientes que apresentam pensamento paranóide ou naqueles com quadros de mania, podem ser identificadas durante a avaliação do conteúdo do pensamento.
A técnica de focalização envolve a utilização de questões ou afirmações que ajudam o paciente a ir além do assunto de interesse e tem como valor terapêutico a possibilidade de o paciente discutir temas centrais e manter direcionado o objetivo da comunicação.
A integração pessoal melhorada e o senso claro da identidade pessoal são alguns dos objetivos do relacionamento terapêutico direcionados ao crescimento do paciente.