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Os pacientes agitados e (ou) confusos, que possuam distúrbios neurológicos, que estejam sob efeito de medicações sedativas, são potenciais pacientes com risco de queda, e uma das medidas para prevenção seria atender prontamente ao chamado para necessidade de eliminação fisiológica.
Leia o caso clínico a seguir.
A.R.S., admitido na emergência com quadro de dispneia importante, cianose, estertores inspiratórios finos, infiltrados bilaterais crescentes na radiografia do tórax, edema pulmonar súbito e progressivo. A confirmação do diagnóstico é de síndrome de angústia respiratória aguda (SARA).
Nesse caso, o tratamento ventilatório para a síndrome consiste
na aplicação de pressão positiva ao final da expiração.
na ventilação mecânica realizada em posição dorsal.
na ventilação mecânica realizada em posição lateral.
no uso de grandes volumes correntes para a geração de baixas pressões.
Uma criança com 6 anos de idade está sendo internada na Unidade de Terapia Intensiva Pediátrica. Os pais questionaram o técnico de enfermagem sobre a permanência contínua da mãe na unidade, durante o período de internamento do filho. Por ser uma unidade recém - inaugurada e que atende às orientações do Estatuto da Criança e do Adolescente quanto ao acompanhamento da criança, o profissional deverá informar à família que
apenas a mãe poderá permanecer na unidade em tempo integral.
um dos pais ou responsável poderá permanecer na unidade em tempo integral.
o pai poderá permanecer na unidade apenas no período das 8 horas às 18 horas.
um responsável feminino poderá permanecer na unidade das 8 horas às 18 horas.
Os recém-nascidos prematuros têm a pele mais fina e gelatinosa, com pouca camada do estrato córneo. A pele oferece menor proteção às agressões externas, como toxinas e agentes que podem causar infecções. Em relação ao cuidado da pele do recém-nascido enfermo e prematuro, analise as assertivas abaixo e assinale V, se verdadeiras, ou F, se falsas.
( ) Avaliar as condições da pele uma vez a cada plantão.
( ) Não utilizar lenços umedecidos, somente panos macios ou algodão umedecido em água, em temperatura adequada à pele do recém-nascido.
( ) Nos recém-nascidos extremamente prematuros, pesando 1 kg ou menos, usar protetores ou barreiras de pele.
( ) Mudar o decúbito a cada 2 ou 3 horas de acordo com a estabilidade do recém-nascido.
( ) Pode ocorrer queimadura química com uso de produtos de antissepsia, como a solução de clorexidina a 0,5%, que deve ser usada o mínimo possível e deve ser removida imediatamente após o procedimento, limpando a área com água estéril.
A ordem correta de preenchimento dos parênteses, de cima para baixo, é:
V – V – F – F – V.
F – F – V – V – F.
V – V – V – V – V.
V – V – F – F – F.
F – F – F – V – V.
A síndrome de desconforto respiratório (doença da membrana hialina) é uma patologia que ocorre de forma frequente nos neonatos, com maior incidência em prematuros internados na UTI. Caracteriza-se por deficiência de surfactante, que leva a um colapso progressivo dos alvéolos (atelectasia pulmonar) – e, como consequência, ao aumento da necessidade de oxigênio e estresse respiratório, e ocorre fadiga, que reduz a perfusão nos pulmões. Sendo assim, assinale a alternativa que NÃO corresponde a um sintoma desse quadro clínico.
Neonato apresentou, ao nascer, hipoxemia ou asfixia.
Cianose central.
Aumento progressivo da frequência respiratória > 60 rpm.
Taquicardia.
Retrações esternais e intercostais marcadas.
Durante a permanência em UTI, o indivíduo, em razão de sua doença ou por complicações decorrentes de procedimentos médicos, diagnósticos e/ou terapêuticos, passa por situações de instabilidade hemodinâmica, sendo esses fatores predisponentes para alteração da oxigenação, perfusão capilar periférica e microclima da pele, o que pode causar lesão de pele e/ou tissular em diferentes regiões do corpo. Nesse sentido, assinale a alternativa INCORRETA a respeito das características de uma lesão de integridade tissular.
Tecido destruído.
Ruptura de tecido tegumentar ou da córnea.
Exposição de músculo.
Hipertermia.
Edema.
Da Rotina de Alta da Unidade de Terapia Intensiva, o enfermeiro deve realizar as seguintes ações, EXCETO:
Orientar paciente sobre a alta (destino).
Organizar o prontuário.
Confirmar a liberação da vaga com o enfermeiro da unidade.
Verificar exames e procedimentos que necessitam ser realizados.
Na assistência de enfermagem em uma Unidade de Terapia Intensiva (UTI), são patologias que indicam necessidade de Precaução para Aerossóis:
A ventilação assistida/controlada é aquela em que o ventilador combina os ciclos espontâneos com determinado número de ciclos mecânicos assistidos sincronizando com os esforços respiratórios do paciente.
A IRpA pode ocorrer em decorrência de diferentes condições patológicas, com sintomas e sinais específicos e diversos e, assim, pode apresentar-se, clinicamente, de forma muito variada. Entretanto, independente da etiologia da IRpA, alguns dados são comuns. Assinale a alternativa incorreta a respeito das manifestações clínicas da insuficiência respiratória aguda – IrpA:
A alteração do nível de consciência, que ocorre pela queda da oferta de oxigênio ao sistema nervoso central, que em condições fisiológicas, recebe 20% do oxigênio total.
Cianose central e de extremidades, que ocorre na hipoxemia. A detecção de cianose labial e de extremidades só ocorre com níveis de PaO2.
A presença de tiragens intercostais, batimentos de asas do nariz e a utilização da musculatura acessória da respiração também são achados clínicos comuns na IRpA.
A taquipneia (< 20 respirações/minuto, em adultos) é o dado mais importante no exame físico do paciente com suspeita de IRpA. Este dado é objetivo e obtido, facilmente, com diminuição precoce. Valores, progressivamente, menores correlacionam-se, em geral, com maior gravidade, seu acompanhamento ao longo do tempo é um bom parâmetro de monitorização da evolução da IRpA.
A hipercapnia determina, progressivamente, confusão mental, sonolência e coma.
Em relação à apneia da prematuridade, relacione a Coluna 1 à Coluna 2.
Coluna 1
1. Apneia secundária.
2. Apneia obstrutiva.
3. Apneia central.
Coluna 2
( ) Ocorre quando o esforço respiratório está presente, mas o fluxo de ar encontra-se bloqueado, como, por exemplo, por presença de secreções nas vias aéreas respiratórias.
( ) Ocorre após um período de respiração ofegante, que posteriormente se torna mais lenta e fraca até ocorrer a apneia. Nessa fase, o neonato não responde a estímulos táteis e necessita de reanimação vigorosa.
( ) Ocorre devido à imaturidade do centro respiratório, induzindo alterações no controle da respiração. O estímulo adequado para desencadear a respiração não é transmitido; ocorre cessação total do fluxo de ar, ocasionando a apneia.
A ordem correta de preenchimento dos parênteses, de cima para baixo, é:
1 – 3 – 2.
2 – 1 – 3.
3 – 2 – 1.
2 – 3 – 1.
1 – 2 – 3.
Muitos pacientes de UTI realizam procedimentos cirúrgicos, e a fase de cuidado pós-operatório ocorre dentro da UTI. Considerando que as primeiras duas horas são as mais críticas para avaliar os efeitos pós-anestesia e que a equipe de enfermagem precisa estar atenta para prevenir problemas oriundos desse período, assinale a alternativa INCORRETA a respeito dos cuidados essenciais às primeiras horas na UTI de um paciente pós-operatório de uma cirurgia de grande porte.
Aspirar via aérea e cavidade oral, se houver acúmulo de secreção.
Avaliar drenagem sanguinolenta em drenos; se ocorrer drenagem inesperada, comunicar enfermeiro e/ou médico.
Quando houver drenagem excessiva nos curativos, realizar a troca desses curativos e, após, comunicar enfermeiro e/ou médico.
Aquecer o paciente para manter normotermia.
Quando houver cateter vesical de demora, monitorar e mensurar débito urinário: cor e aspecto da urina.
A hemorragia intracraniana ocorre com mais frequência em recém-nascido pré-termo, com idade gestacional de 32 semanas, em decorrência da predisposição anatômica para esse tipo de hemorragia. A matriz germinal é bem vascularizada e a hemorragia, quando ocorre, estende-se para os ventrículos laterais. Nesse sentido, analise as assertivas abaixo e assinale V, se verdadeiras, ou F, se falsas.
( ) A causa da hemorragia intracraniana é o aumento da pressão venosa, como nos casos de pneumotórax, ventilação mecânica com pressão positiva. Como fatores contribuintes, cita-se a autorregulação dos capilares e fragilidades nas paredes dos capilares.
( ) Contribuem, para que ocorra hemorragia intracraniana em neonatos, o ambiente da UTI neonatal não apropriado e a maneira como os cuidados são prestados, principalmente nos primeiros 28 dias após o nascimento.
( ) O quadro clínico pode apresentar-se classificado em três formas. Uma delas é a forma rápida (catastrófico), em que a deterioração ocorre em minutos ou horas, caracterizando-se por torpor, ou coma, distúrbios respiratórios, convulsões tônicas generalizadas, postura de descerebração, pupilas fixas, hipotensão, entre outros.
( ) Quanto mais grave a hemorragia intracraniana é classificada, maior é o risco de hidrocefalia, paralisia cerebral, desenvolvimento de déficits cognitivos.
( ) O diagnóstico confirmativo é exclusivamente fechado com a realização da punção lombar para verificação do aumento de hemácias, concentração de proteína e glicose no líquor.
A ordem correta de preenchimento dos parênteses, de cima para baixo, é:
V – V – V – V – V.
V – F – V – F – F.
F – V – F – F – V.
V – V – F – V – F.
F – F – F – V – V.
Os defeitos congênitos da coluna vertebral ocorrem por falhas na formação e no fechamento do tubo neural durante o 1º trimestre da gestação. Entre os três tipos principais de espinha bífida, está a mielomeningocele. Sobre ela, assinale a alternativa INCORRETA.
Recomenda-se que a lesão seja protegida com compressas ou gaze estéreis, umedecidas com solução fisiológica 0,9% morna; cobertura com plástico transparente flexível estéril, ou conforme prescrição médica.
É preferencial que o neonato permaneça em posição ventral, favorecendo que a lesão não seja pressionada, além de auxiliar que as fezes e a urina não entrem em contato com a lesão.
A maior complicação que pode ocorrer é a ruptura do saco da lesão, o que propicia a sepse e, como consequência, o choque séptico.
Mudanças na reação das pupilas podem indicar comprometimento neurológico e possível aumento da pressão intracraniana.
A verificação diária do perímetro cefálico é importante para o monitoramento da função de drenagem e aparecimento ou aumento da hidrocefalia.
Entre as complicações do recém-nascido internado em uma UTI neonatal, estão as infecções, as quais são responsáveis por uma taxa de 15 a 45% de mortalidade e morbidade neonatais na maioria dos países. As infecções hospitalares acrescentam o prolongamento do período de internação, elevando ainda mais o custo da internação em UTI neonatal. Nesse sentido, assinale a alternativa correta a respeito de infecções em neonatos em UTI.
Entre os fatores de risco que contribuem para o desenvolvimento de septicemia, está a ventilação mecânica, independentemente do tempo de utilização: poucos dias ou meses.
Os sintomas da infecção variam conforme o sistema que atingem; sendo o sistema circulatório, o neonato irá apresentar: diminuição da perfusão periférica, pele mosqueada, cianose ou palidez, edema generalizado, hipotensão arterial, acidose metabólica e taquicardia.
Na UTI neonatal, pode ser liberada a visita de irmãos de qualquer idade do paciente, porém é necessário não estar com sintomas infecciosos e apresentar a carteira de vacinação para conferência, embora cada hospital siga seus protocolos internos.
Uma das medidas para prevenir pneumonia em pacientes com ventilação mecânica é a troca dos frascos e das conexões de aspiração endotraqueal (quando em uso) no máximo a cada 48 horas.
O cuidado com o cordão umbilical segue a recomendação da Organização Mundial de Saúde, em todos os casos em que o parto foi realizado em ambiente hospitalar no qual o neonato permaneça internado em UTI: deve-se higienizar o coto umbilical com clorexidina para evitar infecção.
Os cuidados de enfermagem na unidade de hemodinâmica devem ser suficientes para que os eventos sejam prevenidos, corrigidos em momento oportuno, e para que todos os aspectos relativos à assistência de enfermagem sejam prontamente diagnosticados, implementados e avaliados pelo enfermeiro dessa unidade. Sobre os cuidados de enfermagem imediatos em casos de pessoas com diagnóstico médico de emergência hipertensiva e acidente vascular encefálico isquêmico, é correto afirmar que
a pressão arterial (PA) não deve ser reduzida após 24 horas de uso do tratamento trombolítico.
o nível ideal da pressão arterial deve ser alcançado se a pressão arterial diastólica inicial for menor que 110 mmHg.
aumentar a pressão arterial em 25%, para aqueles sem tratamento trombolítico, evita sangramento cerebral.
pessoas com indicação de terapia trombolítica e PA inicial > 185/110 mmHg, devem reduzir a PA para < 185/105 mmHg por, no mínimo, nas primeiras 24 horas após trombolítico.
as pessoas com pressão arterial inicial maior que 200/100 mmHg e sem indicação de terapia trombolítica devem ter a pressão diastólica entre 100 e 110 mmHg nas primeiras 24 horas.
Em uma unidade de terapia intensiva (UTI), será necessário transportar um paciente para realizar exames de imagem. Considerando a necessidade da manutenção da segurança do paciente no transporte intra-hospitalar, o enfermeiro deve:
planejar a equipe de transporte para minimizar os possíveis riscos; essa equipe deve ser formada por dois profissionais, sendo um deles o técnico de enfermagem.
estabelecer etapas de modo que a primeira delas deverá envolver a comunicação entre os locais de origem e destino; em seguida, avaliação da condição atual do paciente; escolha da equipe que irá acompanhar o paciente; e preparo dos equipamentos para o transporte.
estabelecer a responsabilização do técnico de enfermagem para o ajuste dos equipamentos no pós-transporte, uma vez que não é necessária observação para estabilização do paciente no pós-transporte.
recusar responsabilização pelo transporte de pacientes que estejam entubados, dependentes de suporte ventilatório, mesmo que tenham se mantido estáveis nas últimas 24 horas.
delegar a função de organizador e participante do transporte intra-hospitalar, especialmente quando se tratar de paciente crítico, ao médico assistente, pois essa atividade de acompanhamento é de responsabilidade desse profissional.