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As formas mais prevalentes de dislipidemias não apresentam sinais e sintomas evidentes na maioria dos casos, sendo a determinação do perfil lipídico a maneira mais apropriada para diagnóstico desses casos. Analise o resultado de perfil lipídico do quadro abaixo.
Variáveis lipídicas | Resultado em mg/dL (miligrama por decilitro) |
Colesterol total | 140 |
HDL – colesterol | 52 |
Triglicérides | 150 |
Assinale a alternativa correta.
Com base nos dados do quadro é possível verificar o valor de LDL - colesterol, mas não do VLDL - colesterol
O valor de VLDL - colesterol é de 50 mg/dL
Em pacientes com hipertrigliceridemia superior a 400 mg/dL a dosagem de LDL - colesterol deve ser obtida por dosagem direta e não por meio da equação de Friedewald
O valor de VLDL - colesterol pode ser verificado considerando o resultado do colesterol total
Segundo a Diretriz Brasileira de Diabetes (2019-2020), a escolha do tratamento farmacológico de pacientes com diabetes mellitus do tipo 2 (DM2) baseia-se nos seguintes aspectos: mecanismos de resistência à insulina, falência progressiva da célula beta, múltiplos transtornos metabólicos (disglicemia, dislipidemia e inflamação vascular) e repercussões micro e macrovasculares que acompanham a história natural do DM2. Sobre o manejo e tratamento do diabetes mellitus do tipo 2, é correto afirmar:
A primeira opção de tratamento é a glibenclamida, pois promove redução de eventos cardiovasculares, perda de peso e possui um baixo custo.
Os inibidores do SGLT-2, como a dapaglifozina, promovem redução de eventos cardiovasculares.
Segundo a Sociedade Brasileira de Diabetes, a meta terapêutica de HbA1C para pacientes diabéticos é <6,0%.
A hipoglicemia é uma das reações adversas associadas ao uso de sulfonilureias, como a pioglitazona.
Os análogos do GLP-1 promovem ganho de peso.
Preencha as lacunas e assinale a alternativa correta. Paciente do sexo masculino, 58 anos, hipertenso e diabético, em consulta de rotina, apresentou colesterol total de 260mg/dL. O médico então prescreveu uma estatina para o tratamento de dislipidemia. A escolha do médico foi _____________________ que apresenta tempo de meia-vida de cerca de 20 horas. Além disso, o efeito adverso mais comum das estatinas que é a ________________ é diminuído com esse fármaco.
sinvastatina / rabdomiólise
sinvastatina / dor de cabeça
ciprofibrato / miopatia
rosuvastatina / dor de cabeça
rosuvastatina / rabdomiólise
Sobre os fármacos utilizados no tratamento de dislipidemias, assinale a alternativa correta:
As estatinas são os agentes mais efetivos e mais bem tolerados para o tratamento da dislipidemia. Atuam como agonistas da 3-hidroxi-3-metilglutaril coenzima A (HMG-CoA) redutase, que catalisa a biossíntese do colesterol .
A sinvastatina é um pró-fármaco, que é modificada no fígado na forma ativa de lactona. Seus efeitos máximos sobre os níveis plasmáticos de colesterol são alcançados em 7 a 10 dias.
O risco de miopatia e rabdomiólise associado às estatinas não está relacionado com as concentrações plasmáticas destas.
Os fibratos são indicados no tratamento de hipertrigliceridemia, objetivando a prevenção de pancreatite aguda.
A ezetimiba reduz os níveis de colesterol por inibir a absorção de colesterol pelos enterócitos no intestino delgado, não devendo ser associada às estatinas.
Sobre as estatinas, fármacos utilizados no tratamento das dislipidemias, é correto afirmar:
I) A incidência de miopatia associada às estatinas é baixa (cerca de 0,001%), sendo que o risco de miopatia e de rabdomiólise não tem relação com as concentrações plasmáticas de estatinas.
II) A síntese hepática de colesterol é máxima entre meia-noite e 2 h da manhã. Por conseguinte, as estatinas com meias-vidas de 4 h ou menos (todas, exceto atorvastatina e a rosuvastatina) devem ser tomadas à noite.
III) A dose inicial aprovada de sinvastatina para a maioria dos pacientes é de 20 mg ao deitar, a não ser que a redução necessária do LDL-colesterol ultrapasse 45% ou o paciente seja de prevenção secundária de alto risco, quando se indica uma dose inicial de 40 mg. A dose máxima é de 80 mg, e o fármaco deve ser tomado ao deitar.
Somente I está correta.
Somente II está correta.
Somente I e II estão corretas.
Somente II e III estão corretas.
I, II e III estão corretas.
J.A.F, 50 anos, sexo masculino, previamente hígido, há uma semana recebeu o diagnóstico médico de dislipidemia com o seguinte perfil lipídico: triglicerídeos 200 mg/dL, colesterol total 220 mg/dL, LDL-colesterol 140 mg/dL, HDL-colesterol 35 mg/dL. Paciente classificado com risco cardiovascular baixo. Considerando os dados apresentados e as orientações de manejo apresentadas na Atualização da Diretriz Brasileira de Dislipidemias e Prevenção da Aterosclerose, a conduta nesse caso é o encaminhamento ao médico:
para acompanhamento e orientações sobre medidas não farmacológicas, como atividades físicas e alimentação saudável.
sugerindo o início de uma estatina para tratamento da hipercolesterolemia.
sugerindo o início de um fibrato para tratamento da hipertrigliceridemia.
sugerindo o início de um fibrato para tratamento da hipertrigliceridemia e de uma estatina para tratamento da hipercolesterolemia.
sugerindo o início de um fibrato para tratamento da hipertrigliceridemia e de niacina para tratamento do HDL colesterol baixo.
Uma mulher de 58 anos de idade tem hiperlipidemia, recebendo prescrição de atorvastatina na última consulta com o médico. A atorvastatina reduz o colesterol plasmático por meio do processo:
diminuição da absorção do colesterol pelo intestino.
inibição da biossíntese de Apo B100.
inibição da biossíntese do colesterol.
inibição da absorção do colesterol.
interferência na reabsorção de ácidos biliares.
A hipercolesterolemia associada à HA é fator agravante para a ocorrência de eventos cardiovasculares danosos. As estatinas caracterizam-se atualmente como drogas antiaterosclerose. Atorvastatina, fluvastatina, lovastatina e pravastatina são estatinas disponibilizadas pelo SUS por meio do componente especializado da assistência farmacêutica.
A hipercolesterolemia pode ser tratada com vários fármacos distintos, conforme apresentados na Coluna I. Estabeleça a correta correspondência com o mecanismo de ação na Coluna II.
Coluna I
1 rosuvastatina
2 colestipol
3 ezetimibe
4 genfibrozila
5 niacina
Coluna II
( ) ativação do PPAR-alfa
( ) inibição da NPC1L1 nos enterócitos
( ) resina sequestradora de ácidos biliares
( ) inibição da HMG-CoA redutase
( ) inibição da lipólise do triglicéride
A sequência numérica correta, de cima para baixo, é:
2, 3, 4, 5 e 1.
4, 3, 2, 1 e 5.
5, 4, 3, 2 e 1.
2, 4, 5, 1 e 3.
3, 5, 4, 2 e 1.
Alguns dos medicamentos mais utilizados no controle dos níveis sé ricos de lipoproteínas são conhecidos como estatinas. O mecanismo de ação desses medicamentos se baseia na sua atuação direta na enzima que limita a velocidade de síntese do colesterol conhecida como:
Acetil-CoA fosfatase
Acetil-CoA fosfatase
HMG-CoA redutase
Anidrase carbônica
Atualmente algumas modificações foram incorporadas na determinação do perfil lipídico. Sobre estas novas recomendações, pode-se citar:
A verificação de todos os testes ainda necessita obrigatoriamente do jejum pelo paciente, porém, diminuiu de 12 para 6 horas.
As triglicérides é um valor do perfil lipídico que não sofre modificação estando o paciente em jejum ou não e tais valores. Para estes pacientes, devem ser mantidos os mais baixos segundo as recomendações atuais.
Pacientes com alto risco são classificados nessa categoria devido a seus baixos níveis de colesterol total e colesterol HDL.
Para valores de LDL colesterol e colesterol não HDL foi incorporada a categoria de risco, sendo este risco podendo ser baixo, intermediário, alto e muito alto.
Os valores de colesterol HDL são maiores quando o paciente está alimento do que quando o paciente está em jejum.
O consenso clínico atual estabelece como classificação laboratorial de dislipidemias
as dislipidemias do tipo I, II, III e IV.
a hipercolesterolemia familiar, a hipertrigliceridemia familiar e a hiperlipidemia de origem alimentar.
a obesidade abdominal e corporal, a esteatose hepática e hipercolesterolemia, a hipertrigliceridemia.
a hipercolesterolemia isolada, a hipertrigliceridemia isolada, a hiperlipidemia mista e HDL-c baixo.
Os medicamentos hipolipemiantes são utilizados no tratamento das dislipidemias. Na hipercolesterolemia isolada, os medicamentos recomendados são as estatinas, que podem ser administradas em associação:
Somente com o Ezetimiba.
Somente com a Colestiramina.
Somente com o Ácido nicotínico.
Somente com os fibratos.
Como todas as classes citadas nas alternativas anteriores.
A Atualização da Diretriz Brasileira de Dislipidemias e Prevenção da Aterosclerose, de agosto de 2017 , passa a recomendar, além do alcance de metas, o uso preferencial de medicamentos nas doses utilizadas nos grandes ensaios clínicos e que demonstraram benefício clínico. Esquematicamente, os regimes terapêuticos podem ser classificados de acordo com sua intensidade em reduzir percentualmente o LDL-c (colesterol da lipoproteína de baixa densidade). Para o subgrupo de indivíduos com risco cardiovascular muito alto, a meta de LDL-c deve ser < 50 mg/dL. Conforme recomenda o referido documento, os medicamentos (com a dose em mg) que entram na meta de LDL-c < 50 mg/dL são:
Lovastatina 40; Sinvastatina 20-40; Pravastatina 40-80.
Lovastatina 20; Sinvastatina 10; Pravastatina 10-20.
Atorvastatina 40-80; Pravastatina 10-20; Sinvastatina 40/ezetimiba 10.
Atorvastatina 40-80; Sinvastatina 10; Pravastatina 10-20.
Atorvastatina 40-80; Rosuvastatina 20-40; Sinvastatina 40/ezetimiba 10.
No quadro de hipercolesterolemia comum a alteração metabólica característica é:
produção aumentada de quilomícron e/ou diminuição do catabolismo de quilomícron.
produção aumentada de VLDL e/ou diminuição do catabolismo de VLDL.
produção aumentada de HDL e/ou diminuição do catabolismo de HDL.
produção aumentada de LDL e/ou diminuição do catabolismo de LDL.
Algumas doenças podem induzir a elevação de lipídios no sangue, as quais são denominadas de dislipidemias secundárias a doenças. Uma doença que pode induzir um quadro clínico-laboratorial de dislipidemia secundária a doenças é a(o)
Síndrome Nefrótica.
Síndrome de Turner.
Hipertireoidismo.
Esteatose Hepática.
O lipidograma de paciente masculino de 46 anos apresentou os seguintes resultados: triglicídeos = 150 mg/dL; colesterol total = 306 mg/dL; LDL = 190 mg/dL e HDL-colesterol = 50 mg/dL.
Pode-se concluir que o resultado laboratorial está relacionado com o surgimento de:
Aterosclerose.
Sopro no coração.
Anemia.
Hiperplasia.
As estatinas são agentes de primeira escolha no tratamento de hipercolesteronemia e prevenção da doença coronariana. Marque a opção que identifica as desvantagens do uso das estatinas.
Causam glossite e microalbuminemia;
Causam miosite e mialgia;
Causam hipercalcemia e insuficiência renal;
Causam desconforto intestinal e hiponatremia;
Causam alcalose metabólica e ototoxicidade.
As lipoproteínas permitem a solubilização e o transporte dos lípides, substâncias geralmente hidrofóbicas, no meio aquoso plasmático. Existem quatro grandes classes de lipoproteínas separadas em dois grupos. As lipoproteínas ricas em triglicerídeos são as Lipoproteína(s)
de densidade baixa.
de densidade alta.
de densidade intermediária.
A.
de densidade muito baixa.
D. G., 52 anos, sexo masculino, apresenta o seguinte perfil lipídico: colesterol total de 270 mg/dL, HDL colesterol de 35 mg/dL e triglicerídeos de 540 mg/dL. Considerando esses dados, o parâmetro adequado para a definição de metas terapêuticas para esse paciente é: