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Aristóteles criticou Platão por ter postulado, de maneira desnecessária, duas realidades distintas: a sensível e a inteligível.
Quando ele próprio afirma que a essência se encontra na substância individual, demonstra que
passou a adotar uma ontologia focada nas composições dos corpos.
desenvolveu uma metafísica mais aproximada da realidade imanente.
rompeu com a necessidade teórica de desenvolver uma filosofia primeira.
retornou às ideias daqueles que primeiro se indagaram sobre a natureza.
abandonou a possibilidade de estabelecer a verdade sobre os seres.
As relações humanas constituem profundamente a existência do homem. Esse arcabouço existencial levou o filósofo Aristóteles a afirmar que o homem é um:
I. Animal político por natureza sendo que a “Eudaimonia” só é possível ser configurada na relação de convivência na cidade.
II. Ser pensante que consegue desenvolver suas habilidades por três espécie de almas: alma vegetal, alma animal e alma humana.
III. Escravo por natureza, necessitando, assim, relacionar-se com o inteligível para libertar-se da escravidão, pois somente o primeiro motor da alma do homem ajudará, o mesmo, a libertar-se do seu estado natural de submissão.
IV. Ser racional com a consciência subjetiva do espírito do absoluto, no qual a essência do “ser-em-si” estabelece um processo de unidade imediata, potencializando a negação do desenvolvimento racional.
Quais estão corretas?
Apenas I e II.
Apenas II e III.
Apenas III e IV.
Apenas I, II e III.
Apenas II, III e IV.
No juízo de alguns, a teoria das quatro causas em Aristóteles estaria já em sua origem comprometida por uma séria confusão. Se faz sentido falar em quatro causas, é porque as quatro, não obstante suas diferenças recíprocas, podem ser contadas sob um mesmo conceito-chave, ou seja, é porque, não obstante o fato de serem tipos diferentes de causas, partilham certas características comuns que as fazem ser, de todo modo, causas. Essa exigência, que é por si mesma sensata, também condiz com a filosofia de Aristóteles. Para poder contar objetos, isto é, para poder aplicar-lhes os predicados numéricos “um”, “dois”, “três” etc., temos de tomar os objetos como pertencentes a uma mesma família homogênea: os objetos contados têm de possuir ao menos uma propriedade comum que os tornam suscetíveis de serem contados numa mesma enumeração. Hierarquia das causas. [...]
(Anais de Filosofia Clássica, vol. V nº 10, 2011. ISSN 1982-5323. Angioni, Lucas. As quatro causas na filosofia da natureza de Aristóteles.)
Um aspecto fundamental dessa teoria da causalidade consiste no fato de que as quatro causas não possuem o mesmo valor, nessa hierarquia, segundo Aristóteles, existe a causa menos valiosa ou menos importante e a causa mais valiosa ou mais importante. Trata-se, respectivamente:
Da causa final e da causa material.
Da causa eficiente e da causa final.
Da causa formal e da causa eficiente.
Da causa material e da causa formal.
Na filosofia de Aristóteles, o conhecimento das causas é um elemento essencial para a compreensão do ser. Com base nesse pressuposto, as quatro causas propostas por Aristóteles definem-se como
primordial, intelectual, eficiente e final.
material, eficiente, formal e final.
natural, divina, eficiente e primordial.
intelectual, formal, eficiente e final.
material, acidental, substancial e formal.
“A lógica aristotélica é um marco histórico, pois foi a primeira vez que se formulou a noção de forma lógica, se distinguiu claramente a verdade da validade e se sistematizaram as relações lógicas entre proposições” (MURCHO, Desidério. O lugar da lógica na filosofia. Lisboa: Plátano, 2003.).
Acerca da lógica aristotélica, conforme Murcho (2003) apresenta, é correto afirmar que:
Os resultados corretos da lógica aristotélica foram excluídos da lógica clássica.
Todos os resultados corretos da lógica aristotélica estão integrados na lógica clássica.
A lógica aristotélica apresenta um número astronomicamente maior de resultados corretos que a lógica clássica.
Devido à estrutura da lógica aristotélica, é possível integrar nela a lógica proposicional.
Não confunde sujeitos e predicados, ao passo que a lógica clássica confunde estas noções centrais.
Muitas foram as contribuições de Aristóteles para a Filosofia. Destaca-se a Ética a Nicômaco, que veio a ser, segundo os historiadores da filosofia, o primeiro tratado de ética da filosofia ocidental. A noção de felicidade é central à ética aristotélica que, por esse motivo, é caracterizada como ética eudaimônica. A partir de seus conhecimentos sobre Ética em Aristóteles, marque a alternativa correta entre as proposições a seguir:
I. Assim como postulava Platão, Aristóteles concorda que a virtude é inata e participa da essência do homem.
II. Aristóteles defende que a vida virtuosa leva à eudaimonia, que significa levar uma vida ética.
III. É a prudência que leva a decisão pelo meio-termo, conceito aristotélico que significa a justa medida, um dos princípios fundamentais de sua ética.
IV. A Eudaimonia entendida como felicidade, ou bem-estar, pode ser classificada como prazer, o que torna a ética aristotélica um hedonismo sofisticado.
Marque a alternativa que melhor representa a validade das proposições acima:
V, F, V, F
V, V, F, F
F, V, V, F
F, V, F, F
F, V, F, V
Na abertura da Metafísica encontramos a primeira das mais famosas afirmações de Aristóteles: “Todos os homens desejam por natureza saber”. Mais adiante, nesse mesmo primeiro livro, Aristóteles afirma que os homens começam e começaram sempre a filosofar movidos pelo(a)
medo.
espanto.
curiosidade.
sabedoria.
amor.
Aristóteles elencou a democracia como uma forma de governo corrupta, ao lado da tirania e da oligarquia.
Certo
Errado
Termos ou categorias são, pois, os gêneros das palavras tomadas quando ainda não combinadas com outras e que são a condição de tudo quanto dizemos ou pensamos, levando Aristóteles a dizer na Metafísica que “o ser se diz de muitas maneiras”. Sobre as categorias aristotélicas, considere os exemplos listados a seguir e assinale a alternativa correta.
1. Homem.
2. Dois metros de comprimento.
3. Branco.
4. O dobro, a metade.
5. Em casa.
6. Ontem.
7. Sentado.
8. Está armado, ou seja, tem armas.
9. Corta.
10. Está cortado.
1, 2 e 3 são, respectivamente, exemplos de substância, quantidade e relação.
4, 5, e 6 são, respectivamente, exemplos de lugar, tempo e posição.
7, 8, 9 e 10 são, respectivamente, exemplos de posse, ação, passividade e relação.
1, 4, 6 e 8 são, respectivamente, exemplos de substância, relação, tempo e posse.
3, 4, 7 e 9 são, respectivamente, exemplos de qualidade, quantidade, lugar e tempo.
Com base na visão de Aristóteles sobre o conceito de ética, assinale a alternativa INCORRETA.
A ética é um saber prático, com o uso correto da razão, da boa conduta, uma atividade conforme a razão, realizando-se a virtude na convivência da cidade, algo característico do ser humano.
É praticando as ações justas que nos tornamos justos, praticando as ações moderadas que nos tornamos moderados e praticando as ações corajosas que nos tornamos corajosos.
A virtude ética é, precisamente, mediania entre dois vícios, dos quais um é por falta e o outro é por excesso. A virtude pertence ao campo do determinado e do limitado, enquanto o excesso ou a falta (vícios) pertencem ao indeterminado ou ao ilimitado.
A virtude é guiada segundo a razão e sua essência estabelece a sua natureza, uma mediania, tendo como base a relação ao bem e à perfeição, ela, a virtude, é o ponto mais elevado, ou seja, o bem maior, tendo como finalidade a felicidade.
Virtudes éticas são dons da natureza, essência presente ao ser humano; em outras palavras, o homem é uma potência que configura sua essência sem a necessidade de práticas virtuosas, já que, para ser ético, basta agir segundo a lei da natureza humana, desequilibrando as faculdades que não são virtudes.
Quanto às implicações dos julgamentos éticos, julgue os itens a seguir.
I Para Aristóteles, a melhor faculdade de julgamento é o instinto, que é a porção natural da alma humana e que, afastado do raciocínio frio e distanciado, fornece decisões rápidas e valorosas.
II Os julgamentos éticos implicam o reconhecimento e a adesão aos valores morais da comunidade, de modo a qualificar o julgamento ético de modo distanciado, desapaixonado e consciente.
III Para Aristóteles, o critério último para o julgamento ético é a busca da felicidade; a felicidade é boa por si mesma e, por isso, superior às coisas e ideias que são válidas pelo que oferecem.
IV Para Aristóteles, o modo de obter capacidade de julgamento depende da elevação da porção racional da alma para orientar a ação conforme a razão, de acordo com a natureza humana.
Estão certos apenas os itens
I, II e III.
I, II e IV.
I, III e IV.
II, III e IV.
No início do período colonial, diferentes visões de mundo e de valores entre europeus e indígenas impuseram como correta a conduta dos “civilizados”, mesmo que suas práticas fossem incompreensíveis para os indígenas, como a transformação da propriedade de terras em bem particular voltado para o acúmulo de riquezas. Outro exemplo clássico desse choque cultural foi a questão da antropofagia. Os europeus que chegaram à América ficaram escandalizados com o canibalismo praticado por vários povos indígenas, enquanto para estes o ato de devorar o inimigo revestia-se de homenagem simbólica às qualidades dele, as quais se desejava incorporar. Como seria vista uma pessoa que praticasse hoje o canibalismo? Como seria uma análise ética desse caso, em vários períodos da história?
(Dimesnstein, 2008.)
A ética em Aristóteles é voltada para a razão prático-teleológica, no sentido da busca de todas as coisas por um bem, e sendo esta a busca também das ações humanas, este deve ser o melhor dos bens, cuja finalidade encontra-se em si mesmo. Já em Sócrates, a ética:
Só pode acontecer quando nós damos ouvido ao nosso lado racional, devidamente trabalhado a partir da cultura, o qual nos ajuda a tomar decisões mais justas e consonantes com a coletividade.
Fundamentalmente, tem que ser alcançada e percebida mesmo que às custas do exercício da força física e da coação psíquica, mesmo contrária a si, contrária aos seus interesses e desejos, pois é externa ao indivíduo.
Seria alcançada em conjunto com os demais valores igualmente fundamentais como o corpo, por exemplo, a vida, a saúde, o vigor físico, a beleza; os ligados aos aspectos externos do homem como a riqueza, o poder, a fama.
Deveria ser introjetada no interior do homem como um valor supremo, tornando-o, assim, um indivíduo virtuoso. Pressupõe o autoconhecimento do ser humano, o conhecimento de si mesmo como um processo para atingir a virtude.
As transformações socioeconômicas por que a Grécia passou nos séculos VII e VI a.C., com o abandono de formas aristocráticas de governo, deram ensejo a certas condições – como o amor pela liberdade – que adiaram o surgimento da filosofia na Grécia.
Certo
Errado
O método é um instrumento racional para adquirir, demonstrar ou verificar conhecimentos. A Filosofia conheceu diferentes concepções de método. Sobre o tema, assinale a alternativa INCORRETA.
Platão considerava que o melhor caminho para o conhecimento verdadeiro era o que permitia ao pensamento libertar-se do conhecimento sensível, isto é, das imagens e das aparências das coisas. Esse método ou caminho era chamado por Platão de dialética.
Aristóteles definiu o procedimento filosófico-científico como um método demonstrativo que se realiza por meio de silogismos. Trata-se de um método indutivo no qual, de duas premissas, deduz-se uma conclusão.
Galileu julgou que o método matemático deveria ser usado em todos os conhecimentos da Natureza, pois, dizia ele, “A Natureza é um livro escrito em caracteres matemáticos”.
Descartes julgou que um só e mesmo método deveria ser empregado pela Filosofia e por todas as ciências, uma mathesis universalis, ou o conhecimento da ordem necessária das ideias, válida para todos os objetos de conhecimento.
Hoje, sobretudo com a fenomenologia de Husserl e com a corrente do pensamento conhecida como estruturalismo, considera-se que cada campo do conhecimento deva ter seu método próprio.
As organizações públicas exigem posicionamentos éticos de seus colaboradores. Os filósofos helênicos estabeleceram os preceitos éticos na Grécia antiga, esses preceitos persistem até os nossos dias. Três filósofos se ocuparam intensamente nesse tema. Assinale a alternativa correta:
Nietzsche Xenófanes e Demócrito.
Ptolomeu, Rousseau e Arístocles.
Sócrates, Platão e Aristóteles.
Tales, Heráclito e Pitágoras.
Diógenes, Kant e Parmênides.
"Narrar a história da filosofia no século XIII, época clássica da filosofia medieval, é definir as atitudes diversas que foram adotadas nos diferentes meios filosóficos em relação ao aristotelismo. De fato, não só centros de estudos como as universidades de Paris e, mais tarde de Toulouse e de Oxford, que acabavam de se constituir, mas também as grandes ordens religiosas, como os dominicanos e os franciscanos, desempenhavam um papel decisivo na interpretação da filosofia de Aristóteles" (GILSON; Étiene. A filosofia na idade média. Tradução de Eduardo Brandão. São Paulo: Martins Fontes, 2013, p. 476).
Sobre a recepção inicial do pensamento de Aristóteles na Idade Média, que antecedeu o período ao qual o fragmento acima faz referência, a partir daquilo que os sírios e bizantinos haviam transmitido aos pensadores árabes como Alfahabi, Avicena e Algazali, é correto afirmar:
foi uma recepção islamizante marcada pela influência da Shariah e de uma leitura fundamentalista do Corão.
Foi uma recepção judaizante marcada pelas leituras feitas por Moisés de Maimônides da Torah judaica.
Foi uma recepção clássica, marcada por uma leitura de Aristóteles sem influências externas ao texto do original grego.
Foi uma recepção neoplatonizada marcada pela influência de Proclo e Plotino exercida sobre os pensadores árabes e bizantinos.
Foi uma recepção puramente escolástica, marcada pela influência da teologia cristã de São Tomás de Aquino e pela força da contrarreforma católica.
Os filósofos helenistas, classificados como pós-socráticos, também podem ser chamados de herdeiros de Aristóteles por desenvolverem uma filosofia voltada para a eudaimonia. As escolas helenistas desenvolveram regras para o bem viver através de meios distintos, mas que chegavam ao mesmo fim – a ataraxia, ou tranquilidade da alma, identificada com a felicidade. Muitas foram as contribuições das escolas desse período. Leia as proposições que seguem e assinale a alternativa correta.
A posição cética caracteriza-se pela suspensão do juízo (époche) quanto a possibilidade de algo ser considerado verdadeiro ou falso.
Encontramos traços do epicurismo na doutrina cristã, que prega autocontrole, submissão e austeridade, consequência do determinismo ético do epicurismo.
O estoicismo considera que não há conflito entre razão e paixão. Ao realizar suas necessidades de forma equilibrada, é possível para o homem alcançar a ataraxia.
O ceticismo enquanto pensamento filosófico pode ser reduzido a um dogmatismo negativo uma vez que considera impossível alcançar a verdade.
Para o estoicismo, a ataraxia não é possível, mas ainda assim deve ser buscada. Como decorrência, temos que os estoicos em geral recusam a felicidade.
A escola moral mais antiga é a de Aristóteles, conhecida como moral das virtudes ou do caráter. Para ele, ao longo da vida individual e da vida coletiva dos povos, desenvolvemos hábitos e costumes que nos definem como seres morais.
Luiz Felipe Pondé. Filosofia para corajosos. Ed. Planeta, 13.ª ed., 2018, p. 106.
Considerando-se o pensamento de Aristóteles e a passagem precedente, é correto afirmar que
a ética é uma prática desenvolvida a partir de atos.
os hábitos estão relacionados ao divino.
a moral é imutável e teórica.
a virtude é sempre íntima, particular.
Leia o texto a seguir:
“Portanto, é preciso adquirir a ciência das causas primeiras. Com efeito, dizemos conhecer algo quando pensamos conhecer a causa primeira. Ora, as causas são entendidas em quatro diferentes sentidos” (ARISTÓTELES. Metafísica. São Paulo: Loyola, 2002, p. 15).
A filosofia de Aristóteles foi um marco fundamental para o desenvolvimento dos princípios da ciência, sobretudo em relação à teoria da causalidade. Marque a alternativa que apresenta corretamente a teoria da causalidade de Aristóteles.
Segundo Aristóteles, há uma hierarquia na classificação das quatro causas e, no desenvolvimento de sua teoria, ele considerou a causa material como sendo o princípio primordial de todas as coisas existentes na natureza. A partir deste princípio determinante, todos os seres naturais entram em um movimento cíclico de geração e corrupção e alcançam, no final deste ciclo, a perfeição ou o Ato Puro.
Aristóteles classificou, em sua teoria da causalidade, as causas primeiras como causa formal, o princípio imaterial ou o pensamento que modela a matéria; a causa material ou a matéria-prima que compõe as substâncias da natureza; a causa motriz ou a causa do movimento e, por fim, a causa final ou a meta a ser alcançada pelo processo de transformação gerado pelo movimento dos seres existentes na terra e no céu.
Aristóteles desenvolveu a sua teoria da causalidade ou teoria das quatro causas, também conhecidas como causas primeiras como princípios explicativos das substâncias existentes na natureza. E, para o Estagirita, a ideia ou a causa formal é o princípio primordial que determina a existência de todos os seres naturais. Esta concepção aristotélica é reconhecida como concepção realista natural.
Segundo Aristóteles, os quatro diferentes sentidos das causas referem-se à causa material, que representa o princípio indeterminado dos seres; à causa motriz, responsável pela geração do movimento; à causa potencial ou modeladora dos seres existentes na natureza; e à causa final ou a meta de toda transformação dos seres naturais, também definida como sendo o Primeiro Motor ou Ato Puro.
“Todo homem é mortal./Sócrates é homem./Sócrates é mortal.” é um clássico exemplo de silogismo. Com base na lógica aristotélica, assinale a alternativa correta.
O silogismo dedutivo, representado no exemplo, é aquele em que as premissas são hipotéticas e a conclusão não é necessariamente verdadeira.
O silogismo científico, representado no exemplo, é aquele que admite contradição.
O silogismo dialético, representado no exemplo, é aquele em que tanto as premissas quanto a conclusão são necessariamente verdadeiras.
O silogismo categórico, representado no exemplo, é aquele que tem três proposições: as duas primeiras servem como premissas e a última, como conclusão.
Não existem diferentes tipos de silogismo. O exemplo apresentado é, portanto, um silogismo dedutivo, único que Aristóteles expõe em sua lógica.