

Seu próximo nível começa aqui
Com a Assinatura Ilimitada, você tem tudo que precisa para sua aprovação.
Com a Assinatura Ilimitada, você combina prática, teoria e método em uma única assinatura com tudo que você precisa para sua aprovação.
A respeito da ética aristotélica, assinale a opção correta.
Para Aristóteles, é suficiente que o homem busque o bem de modo universal, sem se preocupar com o modo como o bem pode se dar na viabilidade da ação, que acontece a cada vez na particularidade de cada situação.
Em uma perspectiva aristotélica, a virtude da prudência é bastante significativa para reger a vida prática do homem, pois ela possibilita descobrir o que pode conduzir o homem à felicidade. É ela que decide sobre o que é ser valoroso e justo, tanto no nível individual quanto no comunitário-social-político.
Para Aristóteles, agir é mais importante que pensar. A vida prática, política, vale mais que a vida teorética, dedicada ao pensamento, à busca da verdade por causa da própria verdade.
Na concepção de Aristóteles, a razão tem um significado apenas teorético, ela não tem um papel diretivo na vida prática do homem.
Na ética aristotélica, as paixões são necessariamente más e, para o homem conduzir uma vida racional, ele deve anular a força das paixões em sua vida.
A felicidade é, portanto, a melhor, a mais nobre e a mais aprazível coisa do mundo, e esses atributos não devem estar separados como na inscrição existente em Delfos “das coisas, a mais nobre é a mais justa, e a melhor é a saúde; porém a mais doce é ter o que amamos”. Todos estes atributos estão presentes nas mais excelentes atividades, e entre essas a melhor, nós a identificamos como felicidade.
ARISTÓTELES. A Política. São Paulo: Cia. das Letras, 2010.
Ao reconhecer na felicidade a reunião dos mais excelentes atributos, Aristóteles a identifica como
busca por bens materiais e títulos de nobreza.
plenitude espiritual e ascese pessoal.
finalidade das ações e condutas humanas.
conhecimento de verdades imutáveis e perfeitas.
expressão do sucesso individual e reconhecimento público.
Aristóteles afirma no Livro V da Ética a Nicômaco:“A justiça é a forma perfeita de excelência moral, porque ela é a prática efetiva da excelência moral perfeita. Ela é perfeita porque as pessoas que possuem o sentimento de justiça podem praticá-la não somente em relação a si mesmas como também em relação ao próximo”. Tendo em vista o conceito de justiça apresentado acima, é correto afirmar que
a justiça deve ser compreendida nos termos das categorias aristotélicas.
o ato justo implica no aprimoramento da noção de cidadania.
um Estado justo necessita do exercício de atitudes que sejam convenientes a todos.
a concepção aristotélica de justiça sustenta-se principalmente na noção de alteridade.
Segundo Aristóteles, o homem é animal gregário, mas se distingue de outros animais de mesma natureza por ser o único a experimentar o sentimento do bem e do mal, do justo e do injusto e outras qualidades morais.
"Com efeito, ao falar do caráter de um homem não dizemos que ele é sábio ou que possui entendimento, mas que é calmo ou temperante. No entanto, louvamos também o sábio, referindo-nos ao hábito; e aos hábitos dignos de louvor chamamos virtudes." (Aristóteles, Ethica Nicomacheia, 1103b 11).
Das alternativas abaixo, NÃO correspondem à doutrina aristotélica da virtude:
Como hábitos, as virtudes são modos constantes de agir que se adquirem pelo exercício, não sendo, assim, inatas.
Sendo a política superior à ética, é em A Política de Aristóteles que encontraremos a síntese das virtudes que constituem a arete, “a virtude ou excelência ética”.
As virtudes intelectuais ou dianoéticas operam na parte racional do homem, isto é, na razão.
As virtudes práticas ou éticas operam na parte irracional do homem, nas suas paixões ou apetites, guiadas racionalmente.
A virtude se define como meio termo ou justa medida entre os extremos da falta e do excesso, sendo a virtude da coragem o justo meio entre os extremos da temeridade e da covardia.
Para Aristóteles, o que diferencia a tékhne (arte, técnica) e os conhecimentos práticos (política e moral)?
A tékhne é superior à política e à moral porque é mais útil.
A política e a moral são conhecimentos, ao passo que a tékhne não é um saber, já que não pode ser nem aprendida e nem ensinada.
Enquanto a política e a moral têm como objeto o próprio agente do saber, o escopo da tékhne está em algo exterior ao agente.
Enquanto a política e a moral não podem constituir objetos de teoria, a tékhne pode.
Aristóteles converge seu pensamento para a sistematização do conhecimento humano. Para tanto, ele classifica os campos de investigação da filosofia em ciências produtivas, ciências práticas e em ciências teoréticas, contemplativas ou teóricas. Assim, segundo a classificação feita por ele, as ciências teóricas definem-se por serem aquelas que
especulam sobre os valores que definem o modo de agir dos homens.
são pertinentes ao uso da racionalidade como fator que distingue os homens dos demais seres vivos.
abordam as coisas que existem independentemente dos homens e de suas ações.
possibilitam a adequação do uso da razão com vistas à transformação da realidade.
A autossuficiência do indivíduo é absoluta apenas quando ele faz filosofia. Para Aristóteles, o filosofar retira do homem o impulso natural de pertencer a uma sociedade.
Aristóteles afirma, na Metafísica, que a sabedoria não deve ser apenas a ciência ou o conhecimento das causas, mas o conhecimento das causas primeiras e mais universais. Nesse contexto, a filosofia surge como um retorno à sabedoria devido ao
desejo de expressar verdades científicas que expressem o formalismo da razão.
espanto (pathòs) primitivo acerca do qual se especula sobre a natureza (physis).
impulso racionalista que obedece às exigências da vida na pólis.
conflito entre a perspectiva mítica e a explicação dos fenômenos a partir da própria natureza.
Para Aristóteles, o discernimento (phronesis, palavra que também pode ser traduzida por prudência)
possui princípios necessários e universais, igualando-se nisto ao conhecimento científico.
não possui nenhuma relação com a verdade e com o saber em geral, ao contrário do conhecimento científico.
não possui nenhuma relação com o agir e com a sabedoria prática.
não admite nenhum parâmetro racional, na medida em que as ações aceitam variações.
estabelece-se como um saber que se diferencia, por um lado, do conhecimento demonstrativo e, por outro, da arte.
A partir do texto acima, depreende-se que
os homens não são livres para determinar as suas ações.
o campo próprio da deliberação não é nem o necessário e nem o impossível, mas o possível.
a deliberação só pode ter como objeto aquilo que é estritamente necessário.
ninguém age em vista do que é bom ou ruim, uma vez que agir é uma finalidade em si.
aquele que delibera e age não é o verdadeiro autor de sua ação na medida em que ele não pode demonstrar os fatores que determinaram a sua escolha.
Em A Política, Aristóteles afirma que a política está, de certa forma, ligada à moral e que o Estado deve levar o homem à virtude e à felicidade. A respeito desse assunto, assinale a alternativa correta.
Esse filósofo afirma que as mulheres devem casar-se novas e precisam amamentar seus filhos com o próprio leite, pois isso é saudável e está de acordo com a natureza.
A vida política, dizia esse filósofo, deve ser exercida por todos os cidadãos, especialmente pelos militares e pelos trabalhadores em geral.
O Estagirita procura ressaltar a formação da cidade e a forma como se dá a coesão social e, ao contrário de Platão, ele acredita que a formação de uma comunidade não está na união familiar, mas na reunião de indivíduos.
Com relação aos escravos, Aristóteles cria uma teoria bastante complexa: sua tese parte dos fatores econômicos para a necessidade natural da escravidão.
Para Aristóteles, o escravo é destituído de humanidade, surge de maneira natural, ou seja, existem homens que nasceram para ordenar e outros para obedecer.
Em sua Metafísica, Aristóteles afirma que “quem possui o conhecimento dos seres enquanto seres deve poder dizer quais são os princípios mais seguros de todos os seres. Este é o filósofo”. Aristóteles, então, formula o princípio “mais seguro de todos” do seguinte modo: “É impossível que a mesma coisa, ao mesmo tempo, pertença e não pertença a uma mesma coisa, segundo o mesmo aspecto”. Pode-se dizer, segundo este último trecho citado, que
somente o pensamento obedece a este princípio.
Na Arte Poética, Aristóteles desenvolve longamente a questão do papel pedagógico das artes, particularmente da tragédia, que, segundo o filósofo, tem a função de produzir a catarse, isto é,
o discurso sensível perfeito.
o sentimento do sublime.
o livre jogo da imaginação e do entendimento.
a serenidade apolínea.
a purificação espiritual dos espectadores.
Na Fundamentação da metafísica dos costumes, Immanuel Kant busca fixar o princípio supremo da moralidade, identificado por ele no imperativo categórico. Nessa obra, Kant sustenta que
o valor moral de uma ação praticada por dever tem de ser medido pelo efeito que dela se espera.
o que impulsiona uma vontade moralmente boa é o desejo de felicidade.
o discernimento do bem e do mal resulta da harmonia entre as inclinações e os princípios da razão.
todos os conceitos morais têm a sua sede e origem completamente a priori na razão.
Em sua obra Poética, Aristóteles investiga, brevemente, a origem da tragédia grega e a associa tanto ao culto ao deus Dioniso quanto à narrativa épica. A despeito de os mitos épicos serem centrais à narrativa trágica, o herói trágico distingue-se do épico
por sua capacidade de rivalizar em excelência com os deuses.
por encontrar na intervenção divina a fonte de sua ruína.
por traduzir a fragilidade da virtude humana ante a fortuna.
por ser capaz de redimir a existência humana da morte mediante uma ação virtuosa.
No livro IV de sua Metafísica, Aristóteles afirma: “De fato, quem diz que tudo é verdadeiro, afirma também como verdadeira a tese oposta à sua; do que segue que a sua não é verdadeira (dado que o adversário diz que a tese dele não é verdadeira). E quem diz que tudo é falso diz que também é falsa a tese que ele mesmo afirma”. Desta passagem, pode-se extrair um argumento que visa a demonstrar que
as concepções relativistas de verdade e conhecimento são consistentes.
as concepções não relativistas de verdade e conhecimento são autorrefutantes.
as concepções não relativistas de verdade e conhecimento são inconsistentes.
as concepções relativistas de verdade e conhecimento são autorrefutantes.
Em uma atividade ou arte, ele [o bem] tem uma aparência, e em outros casos outra. Ele é diferente na medicina, na estratégia, e o mesmo acontece nas artes restantes. (...) Na medicina ele é a saúde, na estratégia é a vitória, na arquitetura é a casa e assim por diante em qualquer outra esfera de atividade, ou seja, o fim visado em cada ação e propósito, pois é por causa dele que os homens fazem tudo o mais. (...) Chamamos aquilo que é mais digno de ser perseguido em si mais final que aquilo que é digno de ser perseguido por causa de outra coisa, e aquilo que nunca é desejável por causa de outra coisa chamamos de mais final que as coisas desejáveis tanto em si quanto por causa de outra coisa, e portanto chamamos de absolutamente final aquilo que é sempre desejável em si, e nunca por causa de algo mais. Parece que a felicidade, mais que qualquer outro bem, é tida como este bem supremo, pois a escolhemos sempre por si mesma, e nunca por causa de algo mais (...).
(Aristóteles. Ética a Nicômaco)
Aristóteles identifica aqui dois conceitos fundamentais de sua filosofia. Quais são eles?
Arte e aparência.
Bem e misericórdia.
Causa final e bem.
Desejo e felicidade.
Medicina e estratégia.
Parece que a felicidade, mais que qualquer outro bem, é tida como este bem supremo, pois a escolhemos sempre por si mesma, e nunca por causa de algo mais; mas as honrarias, o prazer, a inteligência e todas as outras formas de excelência (...), escolhemo-las por causa da felicidade, pensando que através delas seremos felizes.
(Aristóteles. Ética a Nicômaco)
Partindo da citação acima, é INCORRETO afirmar:
A noção de felicidade é central à ética aristotélica, que por esse motivo é caracterizada como ética eudaimônica.
Aristóteles associa a noção de bem com a noção de felicidade.
Para Aristóteles, a felicidade parece ser escolhida por causa dela própria.
Para Aristóteles, escolhemos a felicidade tendo em vista apenas as honrarias, o prazer e a inteligência.
Para Aristóteles, todas as nossas escolhas devem ter por finalidade última a felicidade.