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A partir da metade dos anos 60 do século passado, no Brasil, a consciência de seu caráter de continente periférico, alheio às decisões mundiais, apêndice dos blocos de poder, substituiu a euforia desenvolvimentista. Sua marginalidade, agravada, a partir dos anos 80, pela recessão econômica, só parece compatível com as estritas análises político-econômicas (...). O tratamento filosófico das questões era confundido com o ecletismo e o antiexperimentalismo da época colonial, sendo então tomado como traço de letrados tradicionais e incapazes de contribuir para a solução prática dos problemas (...). Essa alergia à reflexão filosófica se mostra, na conjuntura atual, pela incapacidade de lidar com a interpretação da cultura senão como prolongamento da conjuntura político-econômica.
Luiz Costa Lima. Apud F. Ceppas. Anotações sobre a formação filosófica no Brasil e o ensino de filosofia. In: S. Gallo, M. Danelon e G. Cornelli. Ensino de filosofia: teoria e prática. Ed. Unijuí, 2004 (com adaptações).
A partir das idéias apresentadas no texto acima, assinale a opção correta.
O desprezo histórico da filosofia no Brasil é resultado de sua origem na época colonial.
Os filósofos são incapazes de contribuir à solução prática dos problemas de um país em desenvolvimento.
O filósofo, no Brasil, é considerado, pela cultura majoritária, um elemento moderno da cultura, capaz de contribuir com o desenvolvimento do país.
A cultura é interpretada, no Brasil, como prolongamento da conjuntura econômica.
Realizar a contextualização sociocultural do conhecimento filosófico implica tanto estudar a origem específica do conhecimento filosófico quanto estudá-lo nos planos pessoal-biográfico, sociopolítico, histórico, cultural, sociocientífico e tecnológico.
As artes plásticas são as comumente entendidas como arquitetura, escultura e música.
As artes plásticas são arquitetura, escultura e cinema.
A função de catarse da arte opera-se na medida em que há uma sintonia com os elementos da arte que são vivenciados com intensidade pelo sujeito.
"Toda arte, toda filosofia, pode ser considerada como meio de cura e de auxílio a serviço da vida que cresce, que combate: pressupõe sempre sofrimento e sofredores. Mas há duas espécies de sofredores, primeiro os que sofrem de abundância de vida, que querem uma arte dionisíaca e, do mesmo modo, uma visão e compreensão trágicas da vida – e depois os que sofrem de empobrecimento de vida, que procuram por repouso, quietude, mar liso, redenção de si mesmo pela arte e pelo conhecimento, ou então a embriaguez, o espasmo, o ensurdecimento, o delírio".
Essa passagem, extraída de A Gaia Ciência, de Nietzsche, evoca a relação do autor com o trágico e o dionisíaco. A mesma relação foi tratada em outro livro de Nietzsche, O Nascimento da Tragédia.
Assinale a alternativa que expõe corretamente algum aspecto dessa relação em algum dos livros.
Em A Gaia Ciência, tal relação implica necessariamente assumir um pessimismo romântico.
Em O Nascimento da Tragédia, tal relação é pensada exclusivamente a partir da metafísica de Schopenhauer.
Em ambos os livros, tal relação mantém o mesmo vínculo com a noção de apolíneo.
Em A Gaia Ciência, tal relação é pensada como teorização da música de Wagner.
Em ambos os livros, tal relação funciona como critério para valores estéticos.
Segundo a Enciclopédia das Ciências Filosóficas, de Hegel, a arte
é uma das figuras do espírito absoluto.
é uma das figuras do espírito subjetivo.
é uma das figuras do espírito objetivo.
não é uma figura do espírito.
é um mero dado da intuição.
As partes constitutivas da música como arte são duas: harmonia e ritmo. Desse modo, a música só existe enquanto dura em um tempo determinado; fora disso, é escrituração musical.
Toda arte é bela se agradar ao órgão da visão e não por concretizar uma idéia de modo excelente.
Para Baumgarten, a estética é o estudo das sensações (sentidos) e das percepções (intelectuais).
A secção áurea, desde a Idade Média, consiste em um desvio estético da harmonia geométrica regular, ou, geralmente, implica desprezo das proporções fornecidas pelo mundo natural.
A função pragmática da arte diz respeito a sua utilidade. Desse modo, a arte não é valorizada em si mesma, mas como meio para se alcançar uma outra finalidade.
Arte mimética é aquela que gera um efeito purificador e de distensão produzido naqueles que assistem. Um exemplo são as tragédias.
As artes podem ser plásticas ou dinâmicas. A pintura é a bidimensional das artes dinâmicas. Nisto difere-se da arquitetura que é uma arte tridimensional.
A função formalista da arte busca a essência integradora da obra de arte na sociedade na medida em que serve como utilidade ornamental.
A arte de elite confunde-se com a arte popular, porque ambas procuram a expressão do belo por meio das belas artes, e tanto uma como outra produzem sensações de emoção estética pela percepção da harmonia e integridade das suas obras.
A função naturalista refere-se ao interesse pelo que a obra retrata, em detrimento de sua forma ou modo de apresentação, como, por exemplo, uma pintura ou escultura para evocar algo ou alguém com certa importância.
A arquitetura é chamada “a arte maior”, pois, de certo modo, abriga e influencia as demais, enquanto que a música não é uma arte plástica, sendo a mais dinâmica das artes de movimento.
A imagem poética é algo inesperado, puro, impossível de ser traduzido em outra linguagem que não a linguagem poética.