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Para Heidegger, conhecem-se o ôntico e o ontológico das coisas. O ôntico é o que se refere à estrutura ou à essência das coisas, à sua existência. Entre as estruturas ônticas, há aquelas sobre as quais se emitem juízos de valores, formando-se pares de opostos com qualidade positiva ou negativa. Entre os valores emitidos, há aquilo que se classifica como belo ou como feio, e que se denomina arte.
A partir do texto precedente, assinale a opção que apresenta um pensamento coerente com as ideias de Heidegger sobre a arte.

O excerto precedente trata da produção de sentido pela obra de arte, conforme Gadamer. Assinale a opção que apresenta uma afirmação sobre a pintura coerente com a ideia desse autor.
Há posições diversas sobre a função da arte na vida dos seres humanos. Uma dessas discussões diz respeito à sua função social. Afirma-se, em certas posições que a arte não tem função além dela própria. A arte é pela arte. Em outras que ela tem a função consciência crítica a respeito do que não é justo, por exemplo, nas sociedades. Segundo Chauí (2003, p. 288) “As duas concepções são problemáticas. A primeira porque imagina o artista e a obra de arte como desprovidos de raízes no mundo e livres das influências da sociedade sobre eles – o que é impossível. A segunda porque corre o risco de sacrificar o trabalho artístico em nome das “mensagens” que a obra deve enviar à sociedade para mudá-la, dando ao artista o papel de consciência crítica do povo oprimido”.
Segundo o texto,
ASSINALE A ALTERNATIVA INCORRETA:
No plano ético-substantivo, uma sociedade constituída por uma pluralidade de visões de mundo conterá um dissenso persistente sobre questões difíceis.
O que identifica sujeitos coletivos como os povos indígenas e quilombolas não é um patrimônio cultural estável, de conteúdos fixos, e sim a autopercepção, por parte de seus membros, de compartilhar uma história comum, que vem de um passado e se dirige a um futuro, ainda que através de situações de dissenso interno e conflitividade.
O multiculturalismo deve ser interpretado como o direito de grupos preservarem tradições culturais autênticas.
A formulação do planejamento como instrumento de reforma urbana serve, dentre outros objetivos, a promover, no âmbito de cada território, a produção de um sentido coletivo de sua destinação.

O autor afirma que

Considere, à luz do enunciado acima, as afirmações abaixo.
I. As artes são formas importantes de manifestação da sensibilidade humana.
II. Estética, como área da investigação filosófica, preocupa-se com problemas relacionados à sensibilidade humana.
III. A afetividade diz respeito à sensibilidade e, portanto, ao campo de estudos e reflexões da estética.
IV. Sensibilidade é, juntamente com a racionalidade, um caminho necessário de entendimento da realidade para os seres humanos.
V. Pode-se dizer que, através da arte, pode-se captar de maneira mais global do que em outras formas de entendimento, os sentimentos e a própria realidade.
Está correto o que se afirma em
Aqui, nesse perigo supremo da vontade, aproxima-se a arte, como feiticeira salvadora, como feiticeira da cura; somente ela é capaz de converter aqueles pensamentos nauseantes acerca do terrível ou absurdo da existência em representações com as quais se pode viver: são elas o sublime enquanto aplacamento artístico do terrível, e o cômico enquanto descarga artística da náusea do absurdo.
NIETZSCHE, O nascimento da tragédia. In: DUARTE, Rodrigo. O belo autônomo. Belo Horizonte: Autêntica/Crisálida, 2012. p.247.
Considerando o texto, pode-se afirmar que, para Nietzsche, a arte
ilude o pensamento sobre o sublime e o cômico da existência, desmotivando o desejo de viver.
é desnecessária e indesejável para a vontade forte que suporta o terrível e o absurdo da existência.
despreza as representações do sublime e do cômico por corresponderem aos pensamentos sobre o terrível e o absurdo da existência.
converte em representações, como a de sublime e a de cômico, os pensamentos sobre o terrível ou o absurdo do ser, os quais são o perigo supremo da vontade.
Uma referência bastante acessível: se encontra no capítulo Símbolos da ausência, do livro: ALVES, Rubem A O que é religião? São Paulo: Brasiliense, 1981. Coleção, Primeiros Passos. Trata-se de um excelente texto para ajudar na construção do conceito de Cultura, assim como para lançar o problema da relação / oposição com a Natureza. Linguagem fácil e poética.
Analise as afirmativas abaixo e depois marque a alternativa correta.
I. Outra boa referência, fácil e instigante, sem ser simplista: Capítulo: O que se entende por Cultura, do livro: SANTOS, José Luiz. O que é Cultura. São Paulo: Brasiliense, 1983.
II. O livro aborda o problema dos pontos de vista da Sociologia e da Antropologia Cultural. É atual, na medida em que leva em conta os debates teóricos mais recentes (pós-marxistas e ecologistas, por exemplo).
III. Os dois livros tem posição ética conflitante, indo além do relativismo exacerbado: devemos respeitar a diversidade cultural, sim, mas todas as posições, e todos os modos de agir e viver são igualmente aceitáveis (eg. racismo, nazismo, etc.).Ver outras referências na OP - Natureza e cultura II - O mito de Prometeu.
I e II estão erradas;
I e III estão certas;
Todas estão certas;
I e II estão corretas e III está errada.
A relação entre as esferas da Natureza e da Cultura é uma das matrizes da filosofia ocidental desde os gregos. Tomar consciência de sua diferença e tentar compreender os modos como se relacionam são tarefas que geram uma série de questões e debates, recebendo múltiplas versões e formulações ao longo da História da Filosofia.
Assinale a alternativa correta sobre o assunto.
A posição e o enfrentamento filosófico desses problemas não definem o sentido da existência humana no mundo.
O enfrentamento filosófico não contribui para torná-la viável, tanto no plano instrumental (técnico e operacional), como no plano comunicativo (moral e político).
Uma referência, mais elaborada, principalmente para o professor: Verbete: Natureza. Natureza e Naturalismo, escrito por Catherine Larrère. In: CANTO-SPERBER, Monique (Org.). Dicionário de Ética e Filosofia Moral. Trad. Ribeiro-Althoff, A. M. e outros. São Leopoldo: Ed. Unisinos, 2003.
Os autores fazem um histórico do problema, destacando os comportamentos humanos típicos ou predominantes com relação à natureza, em três momentos: Observar (modernidade), Experimentar (antiguidade) e Respeitar (época Contemporânea).
Sabemos que a ideia de “raças” e de “culturas inferiores” foi muito estimulada no período colonial e do imperialismo, a serviço do projeto de dominação dos povos na América e na Ásia.
A partir da ideia do pequeno texto acima, marque a alternativa incorreta.
Contra esta tendência, a antropologia mostra que há muitas formas diferentes de humanidade e que as práticas mais estranhas, se olhadas com preconceito, não têm sentido no interior de uma sociedade.
O diferente não é nem irracional nem inferior.
Enfim, o grande ensino da antropologia cultural é que a humanidade é um fenômeno complexo e diverso.
Só uma mentalidade estreita ou movida por interesses outros (econômicos, por exemplo) julga e condena.
Em A origem da obra de arte, Heidegger preocupa-se com a caracterização da obra de arte e com a diferença que há entre arte e as coisas em geral. Para essa investigação, Heidegger analisa uma pintura de Van Gogh na qual está figurado um par de sapatos de uma camponesa, que é considerado um utensílio. Desse modo, ele conclui que a pintura de Van Gogh é “a abertura do que o utensílio na verdade é”. Considerando a estética de Heidegger, é correto afirmar que o exemplo dos sapatos da camponesa ilustra que a obra de arte
imita a essência geral das coisas.
imita a utensilidade do utensílio.
desoculta a utilidade dos sapatos.
desoculta a confiabilidade da arte.
desoculta a essência geral das coisas.

Para ambos os autores citados no texto, a arte, primariamente, não tem o sentido de imitar ou de reproduzir o visível, mas o de tornar visível o que é vislumbrado no segredo, o sentido de desvelar.
Para Klee e Heidegger, a obra de arte é meramente uma expressão da subjetividade das vivências do artista.
Heidegger trata da obra de arte de modo estético, ou seja, levando em consideração a questão do belo e das vivências do belo por parte do artista e daquele que aprecia e julga a obra em relação à sua beleza.
A arte, na concepção de Heidegger, é algo de irracional; portanto, não tem vinculação com a verdade e não deve interessar ao filósofo.
De acordo com Paul Klee e Heidegger, a arte consiste na imitação do real, ou seja, na reprodução do visível.
Tradicionalmente, considera-se que a experiência estética tem valor em si mesma, logo essa experiência só é possível se houver uma atitude desinteressada na relação com os objetos. Com relação à atitude desinteressada, assinale a opção correta.
A atitude desinteressada transforma o objeto em meio a serviço de um fim.
A atitude desinteressada é uma atitude instrumental e cognitiva.
Na atitude desinteressada, a relação com o objeto tem valor moral e ativo.
Na atitude desinteressada, a atenção é mobilizada sem nenhuma intenção instrumental.
A atitude desinteressada é uma atitude indiferente com valor teleológico.
De acordo com Hegel, a arte é uma manifestação do espírito (geist). Em uma obra de arte, o belo manifesta o espírito sensivelmente, sendo produto do espírito. O espírito é superior à natureza, logo o belo natural é inferior ao belo artístico. Com base na teoria estética hegeliana, é correto afirmar que
a arte manifesta o espírito do belo natural sensivelmente.
a arte é uma das vias pelas quais o homem se integra à natureza.
a arte é uma das vias pelas quais a natureza se eleva ao nível do espírito.
a arte é uma das vias pelas quais o homem se separa da natureza.
a arte manifesta o espírito imitando sensivelmente a natureza.
O prognóstico sobre o fim da arte surgiu, inicialmente, em um sistema filosófico no qual a arte é vista como destinada a ser superada pela religião revelada e pela filosofia. De acordo com esse sistema, a religião e a filosofia são menos dependentes do sensível e do material que a arte, constituindo-se em momentos puramente espirituais. Desse modo, assinale a opção em que é apresentado o nome do filósofo que defende essas ideias.
Adorno
Kant
Hegel
Horkheimer
Platão
Nietzsche, no ensaio Richard Wagner em Bayreuth (1876), criticou os valores modernos, a hipocrisia e a decadência. Nesse ensaio, Nietzsche propôs uma releitura do mito da caverna de Platão, associando a sociedade moderna à caverna e o artista a um homem superior, que tem acesso à luz e à verdade, livre das amarras da caverna. Com base nas teorias de Nietzsche, é correto afirmar que
a arte eleva o homem aos valores modernos.
o homem assimila o mundo subterrâneo da caverna por meio da arte.
o homem assimila os valores da vida moderna por meio da arte.
a arte liberta o homem da trivialidade da vida moderna.
a arte possibilita o acesso à luminosidade do mundo moderno.
A experiência estética é, segundo Kant, puramente contemplativa. Isso significa que a experiência estética é livre de qualquer forma interessada de relação com os objetos, sejam eles naturais ou artísticos. Observar uma pintura ou uma paisagem, ouvir uma música ou assistir a um filme podem ser experiências estéticas, dependendo da atitude do indivíduo diante de cada um desses atos. Assim sendo, nas opções a seguir são descritos motivos pelos quais diferentes pessoas se colocam diante de obras de arte. Desse modo, assinale a opção em que é apresentada uma experiência estética conforme a teoria kantiana.
Um jovem assiste a uma montagem da peça Esperando Godot, de Samuel Beckett, para produção de uma resenha para as aulas de história da arte.
Uma senhora assiste a um filme considerando que sua experiência possui valor em si mesma e por si mesma.
Um homem rico assiste a um concerto beneficente, patrocinado por ele, para mostrar à sociedade que é um filantropo.
Uma senhora lê Mrs. Dalloway, um romance de Virginia Woolf, no idioma original, para aprimorar seu domínio do inglês.
Um geólogo observa uma fotografia de paisagem, buscando localizar determinadas formações rochosas.