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Para a consagrada filosofia, no que se relaciona à ética e à liberdade, certo é que o homem por ser livre:
é responsável por tudo o que faz
não é responsável por nada que faz
deve negociar sua liberdade com o Estado
só deve negociar sua liberdade com o Estado em caso de guerra cibernética
Analise a seguinte afirmação do filósofo Merleau-Ponty: “nascer é ao mesmo tempo nascer do mundo e nascer no mundo. O mundo já está constituído, mas também não está nunca completamente constituído”. Considerando o pensamento do filósofo e sua relação com demais pensadores sobre o tema da liberdade, analise as assertivas abaixo e assinale a alternativa correta.
I. Quando o pensador fala que “nascemos do mundo”, quer dizer que, desde cedo, existe um campo aberto de possibilidades à nossa disposição, que pode nos permitir sermos livres ou não.
II. Podemos compreender que o filósofo está buscando explicar o significado e o conceito de liberdade com base em dois aspectos: o da construção e o da liberdade situada. Em ambos os aspectos, o mundo abre caminhos, mas também impõem limites para a vivência da liberdade.
III. Pode-se compreender a nossa existência com base em dois fundamentos: que nunca há determinismo e que nunca há escolhas absolutas, “pois nunca somos consciência nua”, algo pronto, acabado, somos seres abertos a uma infinidade de possibilidades.
IV. O pensador está concordando com o pensamento de Rousseau, que afirma: “o homem no seu estado natural não é livre”, porque já nasce pronto. Segundo o filósofo, o homem é “o lobo do próprio homem”. Para ambos os pensadores, é a sociedade que torna o homem livre bondoso e virtuoso. Em outras palavras, é a sociedade que constrói a essência humana.
Todas estão corretas.
Todas estão incorretas.
Apenas I está correta.
Apenas I, II e III estão corretas.
Apenas II, III e IV estão corretas.
“O curso dos acontecimentos deu ao gênio da época uma direção que ameaça afastá-lo mais e mais da arte do Ideal. Esta tem de abandonar a realidade e elevar-se, com decorosa ousadia, para além da privação; pois a arte é filha da liberdade e quer ser legislada pela necessidade do espírito, não pela privação da matéria. Hoje, porém, a privação impera e curva em seu jugo tirânico a humanidade decaída. A utilidade é o grande ídolo do tempo; quer ser servida por todas as forças e cultuada por todos os talentos.”
SCHILLER, Friedrich. A educação estética do homem: numa série de cartas. São Paulo: Iluminuras, 1989.
De acordo com o texto acima, é correto afirmar que o autor
argumenta em favor da atribuição de um valor econômico à arte na modernidade.
afirma que a arte deve se livrar do jugo das necessidades do espírito para alcançar elevação.
critica a arte de seu tempo por se fechar num antropocentrismo exacerbado.
contraria seu tempo ao defender uma menor valorização do espírito em favor da matéria.
reprova seu tempo por negligenciar a liberdade em favor do utilitarismo como valor supremo.
Cecília Meireles escreveu a estrofe abaixo em homenagem à Inconfidência Mineira, que foi um dos primeiros movimentos políticos sociais a buscar a independência do Brasil.
"...Liberdade, essa palavra
que o sonho humano alimenta
que não há ninguém que explique
e ninguém que não entenda…"
Cecília Meireles – Romanceiro da Inconfidência
Dentre os filósofos do século XX, Jean-Paulo Sartre foi um dos que mais se destacou ao colocar o conceito de liberdade como central em seu pensamento. Analise as afirmativas abaixo e dê valores Verdadeiro (V) ou Falso (F), tendo a Filosofia de Sartre como parâmetro.
( ) Segundo Sartre, a má-fé é autocontraditória porque envolve a livre escolha de um indivíduo em acreditar que não é livre.
( ) Sartre argumenta que uma pessoa é, em última análise, livre para agir da maneira que escolher, não importa quais sejam suas inclinações pessoais ou como ela foi criada.
( ) De acordo com Sartre, a escolha em acreditar que não somos livres e que somos determinados por forças sobre as quais não temos controle é em si uma escolha livre.
( ) Embora diga que estamos “condenados a ser livres” e que podemos “transcender” nossa situação social ou pessoal, Sartre reconhece que nem sempre somos responsáveis pelo que fazemos.
Assinale a alternativa que apresenta a sequência correta de cima para baixo.
V - V - V - V
V - V - V - F
V - F - F - V
F - F - V - V
F - V - V - V
“Se fosse tão fácil comandar as almas e as línguas, não haveria qualquer soberano que não reinasse em segurança e não haveria governo violento, pois cada um viveria segundo a compleição dos detentores do poder e somente faria julgamentos em conformidade com seus decretos, de verdadeiro ou de falso, de bem ou de mal, de justo ou de iníquo. Mas não se pode fazer com que a alma de um homem pertença inteiramente a um outro.”
Adaptado de SPINOZA, Baruch. Tratado Teológico-Político. São Paulo: Perspectiva, 2014.
Nesse trecho, Espinosa reflete sobre as relações entre indivíduos e Estado. Assinale a opção que identifica corretamente um princípio coerente com os princípios políticos do pensamento espinosista.
A garantia da liberdade de pensamento e de expressão.
O fim do controle estatal dos assuntos religiosos.
A desobediência civil relativamente à moral pública.
O direito pleno de agir conforme o próprio pensamento.
A abolição do poder soberano do Estado.


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A “liberdade” é um sentimento e um valor que busca evitar que o homem seja submetido ao controle externo ou coerção e permite que ele tome decisões independentes e aja de acordo com sua vontade. A liberdade em um sentido político é livre de subjugação. No sentido econômico, a liberdade significa expressar e trabalhar na área desejada para ganhar a vida; no sentido ético, a liberdade significa tornar alguém livre do controle dos outros. É também a capacidade de as pessoas se expressarem livremente e desenvolverem seu potencial. Refletindo sobre essa questão assinale a alternativa incorreta.
A história da humanidade está cheia de dominação de um homem por outro homem, de uma sociedade por outra sociedade e de uma nação por outra nação. Porém, a história também registra a luta do homem contra tal dominação e pela conquista da liberdade
A noção de liberdade tem sido diferente em diferentes pontos dos tempos históricos. Diferentes considerações socioeconômicas moldaram o significado de liberdade. Às vezes, foi considerada em seu aspecto negativo e em outras vezes um aspecto positivo da liberdade desenvolvida nas mãos de pensadores e filósofos políticos que mantiveram a ênfase na criação de um ambiente propício para o avanço e desenvolvimento adequados da personalidade humana
No ambiente democrático global de hoje, prevalece o aspecto positivo da liberdade, que também permite algumas restrições e coerção razoáveis
O conceito predominante de liberdade, ou seja, o aspecto positivo da liberdade tornou possível o desenvolvimento do indivíduo e também o desenvolvimento da sociedade. O amplo significado de liberdade tornou as pessoas responsáveis e disciplinadas, o que fortaleceu a sociedade interna e externamente
A liberdade não pode permitir nenhum tipo de coerção ou restrições, mesmo àquelas que invadem a privacidade e limitam a liberdade do outro. Uma sociedade livre não possui restrições nem constrangimentos. Mesmo quando essas restrições são razoáveis e com boas intenções e sejam emitidas por autoridades legítimas
Texto I
Conceder a todos os homens uma liberdade ilimitada de expressão deverá ser sempre, no conjunto, vantajoso para o Estado; pois é altamente conveniente aos interesses da comunidade que cada indivíduo goze de liberdade perfeitamente ilimitada de expressar seus sentimentos.
(WHATELY, Richard. Lógica. In.: AUDI, Robert (Org.) Dicionário de Filosofia de Cambridge. São Paulo: Paulus, 2006. p.785.)
Texto II
Nesse tempo, abriram-se-me os olhos para dois perigos que eu mal conhecia pelos nomes e que, de nenhum modo, se me apresentavam nitidamente na sua horrível significação para a existência do povo germânico: marxismo e judaísmo. [...] De um fraco cosmopolita transformei-me (em Viena) num grande antissemita. [...] Somente os judeus sabiam que, com o uso capaz e persistente da propaganda, o próprio céu pode ser apresentado ao povo como ser fosse um inferno, e vice-versa, o tipo de vida mais miserável pode ser apresentado como se fosse o paraíso [...] Só pode ter orgulho uma nação, quando, na mesma, não há nenhuma classe de que seja preciso se envergonhar. [...]
(Minha Luta – Adolf Hítler – Google Livros.)
Nos textos anteriores (textos I e II), encontramos, respectivamente, as falácias:
De conclusão irrelevante e de ambiguidade.
Da autoridade e da generalização apressada.
De causa imprópria e de da responsabilidade social.
De petição de princípio e de argumento contra o homem.
A recusa do livre-arbítrio é expressa pela conjunção das seguintes afirmações:
toda ação é predeterminada; liberdade e predeterminação são incompatíveis
toda ação é predeterminada; liberdade e predeterminação são compatíveis
nenhuma ação é predeterminada; ações livres são possíveis
nenhuma ação é predeterminada; todas as ações são livres
De acordo com a fenomenologia da liberdade proposta por Peter Strawson é correto afirmar que a liberdade
está relacionada à espontaneidade de uma mente regulada por leis não empíricas, a saber, leis da razão teórica e prática.
decorre do caráter ilusório de um self unificado, que inicia o comportamento intencional.
diz respeito ao fato de não sentirmos o papel causal dos nossos próprios estados mentais como força intrusiva.
depende de nossa relação com o mundo inteligível, que se coloca como fundamento do mundo sensível no qual ocorre o comportamento.
é uma ideia da razão transcendental, que se impõe de forma objetiva a todo ser humano.
Quando ouvimos falar em filosofia da existência, em geral, nos remetemos ao movimento filosófico-literário de meados do século XX, conhecido como Existencialismo, termo cunhado pelo seu principal representante, o filósofo e escritor Jean-Paul Sartre (1905-1980). Todavia, é mais justo falar em filosofias da existência (assim no plural); estas possuem origens diversas a partir de pensadores, muitos deles distantes no tempo (o rol de filósofos reunidos sobre a alcunha de ‘existências’ vem desde o século XIX em diante), constituindo cada um deles reflexões que ora se aproximam, ora se distanciam. A perspectiva existencialista em filosofia ganha contornos mais nítidos e maior visibilidade pouco depois do fim da Segunda Guerra Mundial, com a divulgação das ideais de Sartre, que dentre outras idealizações, defendia:
O Estado como única instituição capaz de manter a ordem e o progresso mesmo que a custo da opressão.
A necessidade de se lutar, ainda que fisicamente, com armas e guerras, para a manutenção da existência.
A ideia da liberdade como principal exercício da vida humana, pois, para ele, “o homem é condenado a ser livre”.
A noção de que a existência, assim como a liberdade deveriam ser vistas e vividas como dádivas divinas e, portanto, direitos inalienáveis.


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Assinale a alternativa que completa correta e respectivamente as lacunas.
“O conceito de_______ pode ser pensado a partir de inúmeras perspectivas. Alguns filósofos encetaram uma discussão profunda e até mesmo radical sobre o problema, no sentido de buscar saber se somos ou podemos ser _______ou se a_________seria apenas uma ilusão”.
A sequência correta é:
Vida - Livres - Liberdade
Liberdade - Livres - Liberdade
Vivência - Livres - Prisão
Ilusão - Livres - Prisão
Bem-estar - Gente - Prisão
Um dos grandes temas de estudo da Filosofia moral é o da relação entre ética e liberdade. Sobre esse assunto é correto afirmar que:
a aceitação ética não implica na livre e consciente aceitação da norma estabelecida.
a interiorização da moral exclui a possibilidade da transgressão da norma.
a ampliação do grau de consciência e liberdade não põe em risco a norma estabelecida, já que esta se apoia na herança dos valores recebidos pela tradição.
a observância ou aceitação das normas sociais independe da educação moral dos indivíduos.
a liberdade, entendida como auto determinação pressupõe a capacidade do sujeito moral em controlar seus impulsos e paixões.
Com relação à autonomia e à liberdade, assinale a opção correta.
Para Kant, a liberdade é a dependência do querer da causalidade fenomênica e a sua capacidade de determinar-se pela pura razão, isto é, em desobediência à lei moral.
Para Sartre, porque a essência precede a existência, o homem é totalmente livre, sendo tal qual ele projetou ser.
Tendo em vista a liberdade de pensamento e de ação, um indivíduo pode pensar mal do outro sem razão suficiente, mas não pode suspeitar.
Para Hegel, a liberdade é a autodeterminação da subjetividade, que implica uma vontade livre não apenas em si (no sentido geral), mas para si (no sentido individual).