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Mas, logo em seguida, adverti que enquanto eu queria assim pensar que tudo era falso, cumpria necessariamente que eu, que pensava, fosse alguma coisa. E, notando que esta verdade: eu penso, logo existo, era tão firme e tão certa que todas as mais extravagantes suposições dos céticos não seriam capazes de abalar, julguei que podia aceitá-la, sem escrúpulo, como o primeiro princípio da Filosofia que procurava.
(DESCARTES. Discurso do método. Col. Os Pensadores. Trad. J. Guinsburg e Bento Prado Júnior. São Paulo: Nova Cultural, 1991, p. 46.)
O texto citado corresponde a uma das passagens mais marcantes da filosofia de Descartes, um filósofo considerado por muitos intérpretes como o pai do racionalismo. Com base no texto e na ideia geral de racionalismo, é correto afirmar:
O racionalismo tem como garantia de verdade a experiência
Descartes é um filósofo empirista, visto que faz experiências de pensamento.
Descartes inaugura um tipo de busca pela verdade que se ampara no exercício.
A expressão “penso, logo existo” é uma das suposições dos céticos sobre o conhecimento.
Descartes não buscava um princípio seguro, pois duvidava de todas as coisas.
Em relação ao pensamento de René Descartes, é INCORRETO afirmar que
Descartes chega à existência do mundo corpóreo aprofundando o conceito de ideias inatas.
o Universo é uma grande máquina composta de matéria e movimento
o corpo humano é uma máquina, assim como os corpos de todos os animais.
Descartes considera como secundárias qualidades como cor, sabor, peso, som.
Leia o texto a seguir:
“Hume questiona a realidade objetiva da causalidade. Para ele, o conhecimento dessa relação não se obtém em nenhum caso pelo raciocínio a priori, mas apenas pela experiência, quando descobrimos que objetos particulares estão em conjunção uns com os outros e, por força do hábito, consideramos que diante de um objeto, sempre teremos o outro” (MARCONDES, Danilo. Iniciação à História da Filosofia. Rio de Janeiro: Jorge Zahar, 2004, p. 183. Adaptado).
Segundo o texto acima, Hume considera que a causalidade não é um princípio a priori universal e necessário existente nos objetos, mas o resultado de
Desde meados do século XIX, a Filosofia, na concepção de um certo filósofo, passou a ser considerada apenas como reflexão sobre o significado do trabalho científico, isto é, uma análise e uma interpretação dos procedimentos ou das metodologias usadas pelas ciências e uma avaliação dos resultados científicos. O filósofo que reduz a Filosofia à teoria do conhecimento científico é
Edmund Husserl, com a fenomenologia.
Immanuel Kant, com o criticismo.
Augusto Conte, com o positivismo.
Ludwig Wittegenstein, com a filosofia analítica.
Merleau-Ponty, com a filosofia da linguagem.
Leia os trechos abaixo “Ele examina o que é a verdade: e quanto a mim eu jamais duvidei dela, parecendo-me que é uma noção tão transcendentalmente clara que é impossível ignorá-la. Com efeito, existem meios de examinar uma balança antes de usá-la, mas não existiriam meios de aprender o que é verdade se nós não a conhecêssemos naturalmente. Pois, que razão teríamos para aceitar o que delas nos fosse ensinado, se nós não conhecêssemos já a verdade? Assim, pode-se explicar àqueles que não compreendem a língua e lhes dizer que a palavra verdade, na sua significação própria, denota a conformidade do pensamento com o objeto, mas que quando ela é atribuída às coisas que existem fora do pensamento isto significa somente que estas coisas podem servir de objetos a pensamentos verdadeiros, seja aos nossos, seja aos de Deus, mas não se pode dar qualquer definição lógica que ajude a conhecer a sua natureza”. (DESCARTES, René. Correspondências. Carta CLXXIV. Descartes comenta o Livro do Barão de Cherbury e escreve ao amigo Mersenne).
“Tenho certeza de que sou uma coisa pensante; mas não saberei também, portanto, o que é requerido para ter certeza de uma coisa? Nesse primeiro conhecimento encontra-se apenas uma clara e distinta percepção daquilo que conheço [..,] acredito que já posso determinar como regra geral que todas as coisas que concebo mui clara e distintamente são verdadeiras”. (DESCARTES, René. Meditações. Terceira meditação, § 2)
Leia as afirmações sobre a verdade em Descartes.
I) A definição de verdade é expressa pelo princípio de correspondência, a saber, a conformidade do pensamento com o objeto.
II) Clareza e distinção são os critérios para determinar como verdadeiro o que se concebe.
III) O conceito de verdade não é ignorado, porque sua construção pode ser confirmada com uma fácil demonstração.
IV) A definição de verdade é resultado de uma convenção, que qualquer pessoa ao apreender uma língua passa, assim, ter a definição como padrão.
Assinale a alternativa que apresenta os itens CORRETOS a respeito da posição de Descartes sobre a verdade.
I, II e IV.
I e II.
I, III e IV.
I e IV.
I, II e III.