Questões de Concurso sobre Positivismo

 
 
Disciplina
Assunto 1
Banca
Instituição
Cargo
Ano
Carreira
Área de formação
Escolaridade
Dificuldade
 
Comentários:
Professores
Alunos
Meus Comentários
Vídeo
 
Minhas questões:
Resolvidas
Não resolvidas
Certas
Erradas
 
Tipo de questão:
Certo e errado
Múltipla escolha
Incluir questões:
Anuladas
Desatualizadas
 
Questões:
Todas as questões
 
Filtro simplificado
 
Questões
Todas as questões
 
113 questões encontradas
Questões por página
20
Mais recentes
 

Mas, logo em seguida, adverti que enquanto eu queria assim pensar que tudo era falso, cumpria necessariamente que eu, que pensava, fosse alguma coisa. E, notando que esta verdade: eu penso, logo existo, era tão firme e tão certa que todas as mais extravagantes suposições dos céticos não seriam capazes de abalar, julguei que podia aceitá-la, sem escrúpulo, como o primeiro princípio da Filosofia que procurava.

(DESCARTES. Discurso do método. Col. Os Pensadores. Trad. J. Guinsburg e Bento Prado Júnior. São Paulo: Nova Cultural, 1991, p. 46.)


O texto citado corresponde a uma das passagens mais marcantes da filosofia de Descartes, um filósofo considerado por muitos intérpretes como o pai do racionalismo. Com base no texto e na ideia geral de racionalismo, é correto afirmar:


A

O racionalismo tem como garantia de verdade a experiência


B

Descartes é um filósofo empirista, visto que faz experiências de pensamento.


C

Descartes inaugura um tipo de busca pela verdade que se ampara no exercício.


D

A expressão “penso, logo existo” é uma das suposições dos céticos sobre o conhecimento.


E

Descartes não buscava um princípio seguro, pois duvidava de todas as coisas.

Uma das sentenças mais conhecidas da história da filosofia foi formulada pelo filósofo francês René Descartes: “Penso, logo existo”. Para chegar a essa sentença, Descartes põe em dúvida o conhecimento da realidade. Mas, com essa sentença, ele garante que

A
o ser que existe tem existência anterior ao ato de pensar, pois o pensamento só é possível num ser que existe.

B
pensar é ter certeza de que a realidade pensada é verdadeira, porque pensar implica não pôr em dúvida a existência da realidade.

C
o ser que duvida se mantém no caminho da dúvida indefinidamente, pois o ato de pensar põe em dúvida a existência.

D
o limite da dúvida é pôr em dúvida tudo que existe, mas ao pôr tudo que existe em dúvida não se pode duvidar do próprio ato de pensar.

E
o limite do pensamento é admitir não haver conexão entre pensamento e realidade, já que só existe realidade no próprio ato de pensar.

Em relação ao pensamento de René Descartes, é INCORRETO afirmar que


A

Descartes chega à existência do mundo corpóreo aprofundando o conceito de ideias inatas.


B

o Universo é uma grande máquina composta de matéria e movimento


C

o corpo humano é uma máquina, assim como os corpos de todos os animais.


D

Descartes considera como secundárias qualidades como cor, sabor, peso, som.

Descartes queria apresentar regras certas e fáceis que, sendo observadas exatamente por quem quer que seja, tornassem impossível tomar o falso por verdadeiro e, sem qualquer esforço mental inútil, mas aumentando sempre gradualmente a ciência, levando ao conhecimento verdadeiro de tudo o que se é capaz de conhecer. São regras do método de Descartes, EXCETO:

A
Regra da análise.

B
Regra da síntese.

C
Regra da evidência.

D
Regra da conclusão.
David Hume teve destacada influência no empirismo moderno. Considerando a teoria do conhecimento humano, em Hume, é INCORRETO afirmar que

A
o hábito e a crença são os fundamentos das ligações de causa e efeito.

B
a identidade do ‘eu’ não é objeto de conhecimento e sim de crença.

C
não há ideias inatas: nós só temos ideias a partir de impressões.

D
a existência das coisas fora de nós é objeto de conhecimento e não de crença.
Conforme a filosofia cartesiana, de modo semelhante ao que propõe a física cartesiana, o ponto de partida mais seguro para exprimir as leis mencionadas no texto é o trabalho experimental.

C
Certo

E
Errado
Para Comte, as ciências humanas deveriam compreender as leis que constituem e regem as interações entre indivíduos e fenômenos no mundo social, independentemente do tempo ou do espaço no qual se encontram.

C
Certo

E
Errado

Leia o texto a seguir:

“Hume questiona a realidade objetiva da causalidade. Para ele, o conhecimento dessa relação não se obtém em nenhum caso pelo raciocínio a priori, mas apenas pela experiência, quando descobrimos que objetos particulares estão em conjunção uns com os outros e, por força do hábito, consideramos que diante de um objeto, sempre teremos o outro” (MARCONDES, Danilo. Iniciação à História da Filosofia. Rio de Janeiro: Jorge Zahar, 2004, p. 183. Adaptado).

Segundo o texto acima, Hume considera que a causalidade não é um princípio a priori universal e necessário existente nos objetos, mas o resultado de


A
conjunção repetitiva entre eventos distintos resultando em um nexo causal universal.

B
experiências particulares de eventos sucessivos repetitivos a ponto de formar um hábito.

C
raciocínios metafísicos sobre a natureza ontológica dos objetos constitutivos de causa e efeito.

D
regra racional geral obtida através da abstração do nexo causal de eventos sucessivos.

E
tradições culturais firmadas ao longo de muito tempo constitutivas de hábitos.

Desde meados do século XIX, a Filosofia, na concepção de um certo filósofo, passou a ser considerada apenas como reflexão sobre o significado do trabalho científico, isto é, uma análise e uma interpretação dos procedimentos ou das metodologias usadas pelas ciências e uma avaliação dos resultados científicos. O filósofo que reduz a Filosofia à teoria do conhecimento científico é


A

Edmund Husserl, com a fenomenologia.


B

Immanuel Kant, com o criticismo.


C

Augusto Conte, com o positivismo.


D

Ludwig Wittegenstein, com a filosofia analítica.


E

Merleau-Ponty, com a filosofia da linguagem.

Em Descartes, a racionalidade se exprime, em grande medida, pelo uso ou pela aplicação das ideias claras e distintas na Epistemologia — entendida como Teoria do Conhecimento —, na Matemática e na Física.

C
Certo

E
Errado
Francis Bacon, especialmente na obra apresentada, enfatiza a importância do método experimental no estudo da natureza.

C
Certo

E
Errado
O percurso de Descartes relatado no texto 6A3AAA é denominado dúvida hiperbólica e radical. Essa denominação está relacionada ao fato de que, para Descartes,

A
somente adotando-se esse tipo de pensamento é que o saber conquistado consegue se impor em sua radicalidade última.

B
somente adotando-se esse tipo de pensamento é que a lógica consegue se impor como evidência da razão e funda-se a ciência.

C
a postura cética evita um novo modo de fazer ciência.

D
somente adotando-se esse tipo de pensamento é que emerge uma base sólida para uma forma sólida de fazer ciência.

E
a dúvida tem uma finalidade em si mesma em um mundo sem verdades últimas.
O empirismo e o racionalismo foram as mais importantes correntes teóricas na modernidade, tendo cada uma, a seu modo, buscado fundamentar a produção de conhecimento pela ciência.

C
Certo

E
Errado
O projeto cartesiano que leva à descoberta de verdades científicas inicia-se como é relatado no texto 6A3AAA. Para Descartes,

A
a verdade dos dogmas resiste ao pensamento racional.

B
o conhecimento dado pelos sentidos é a primeira conquista indubitável da ciência.

C
a descoberta do cogito cartesiano é a primeira verdade certa e indubitável conquistada pela razão.

D
a persuasão aportada pela razão é a primeira opinião obscura e confusa aceita pelo trabalho do cogito.

E
o trabalho da razão na ciência é auxiliado pelas verdades dadas pelos sentidos.

Leia os trechos abaixo “Ele examina o que é a verdade: e quanto a mim eu jamais duvidei dela, parecendo-me que é uma noção tão transcendentalmente clara que é impossível ignorá-la. Com efeito, existem meios de examinar uma balança antes de usá-la, mas não existiriam meios de aprender o que é verdade se nós não a conhecêssemos naturalmente. Pois, que razão teríamos para aceitar o que delas nos fosse ensinado, se nós não conhecêssemos já a verdade? Assim, pode-se explicar àqueles que não compreendem a língua e lhes dizer que a palavra verdade, na sua significação própria, denota a conformidade do pensamento com o objeto, mas que quando ela é atribuída às coisas que existem fora do pensamento isto significa somente que estas coisas podem servir de objetos a pensamentos verdadeiros, seja aos nossos, seja aos de Deus, mas não se pode dar qualquer definição lógica que ajude a conhecer a sua natureza”. (DESCARTES, René. Correspondências. Carta CLXXIV. Descartes comenta o Livro do Barão de Cherbury e escreve ao amigo Mersenne).


“Tenho certeza de que sou uma coisa pensante; mas não saberei também, portanto, o que é requerido para ter certeza de uma coisa? Nesse primeiro conhecimento encontra-se apenas uma clara e distinta percepção daquilo que conheço [..,] acredito que já posso determinar como regra geral que todas as coisas que concebo mui clara e distintamente são verdadeiras”. (DESCARTES, René. Meditações. Terceira meditação, § 2)


Leia as afirmações sobre a verdade em Descartes.


I) A definição de verdade é expressa pelo princípio de correspondência, a saber, a conformidade do pensamento com o objeto.

II) Clareza e distinção são os critérios para determinar como verdadeiro o que se concebe.

III) O conceito de verdade não é ignorado, porque sua construção pode ser confirmada com uma fácil demonstração.

IV) A definição de verdade é resultado de uma convenção, que qualquer pessoa ao apreender uma língua passa, assim, ter a definição como padrão.


Assinale a alternativa que apresenta os itens CORRETOS a respeito da posição de Descartes sobre a verdade.


A

I, II e IV.


B

I e II.


C

I, III e IV.


D

I e IV.


E

I, II e III.

   
Gerar simulado