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Nas “Meditações”, Descartes adverte que apesar de só nos juízos é que se pode encontrar “falsidade formal e verdadeira”, pode encontrar-se nas ideias uma falsidade material.
Assinale a alternativa que apresenta exemplos de ideias materialmente falsas segundo Descartes.
As ideias de situação e movimento.
As ideias de duração e de número.
As ideias de frio e calor.
As ideias de infinito e substância.
As ideias de Deus e perfeição.
“O espiritualismo foi uma corrente filosófica que existiu entre os séculos XIX e XX. Em primeiro lugar, deve-se dizer logo que a preocupação mais premente do espiritualismo, em suas várias manifestações, é a de estabelecer a irredutibilidade do homem à natureza. Esse programa voltou-se para a identificação de grupos de acontecimentos (valores estéticos, valores morais, liberdade da pessoa, finalismo da natureza, transcendência de Deus) que constituem o mundo do espírito e para a elaboração de caminhos ou procedimentos típicos para indagar e falar sobre o mundo do espírito, caminhos ou procedimentos irredutíveis aos que são próprios das ciências da natureza.”
É sabido que o espiritualismo surgiu enquanto uma reação a determinada corrente filosófica. Que corrente foi essa?
Empirismo.
Liberalismo.
Positivismo.
Existencialismo.
Há já algum tempo eu me apercebi de que, desde meus primeiros anos, recebera muitas falsas opiniões como verdadeiras, e de que aquilo que depois eu fundamentei em princípios tão mal assegurados não podia ser senão muito duvidoso e incerto; de modo que me era necessário tentar seriamente, uma vez em minha vida, desfazer-me de todas as opiniões a que até então dera crédito, e começar tudo novamente desde os fundamentos, se quisesse estabelecer algo de firme e de constante nas ciências.
(DESCARTES, René. Meditações Metafísicas (1ª Meditação). In: MARCONDES, Danilo (org.). Textos básicos de filosofia. Rio de Janeiro: Jorge Zahar, 2007, p. 74.)
Na primeira Meditação, René Descartes (1596-1650) desenvolveu a dúvida metódica e a possibilidade de se alcançar o conhecimento seguro. É correto afirmar que, também nesta meditação, o filósofo apresentou
a ideia de uma vontade limitada, que desalinhada ao entendimento, nos conduziria ao erro.
um argumento ontológico para a existência de Deus a partir das ideias inatas.
o questionamento dos sentidos como fonte confiável de conhecimento.
o argumento do cogito como primeira verdade indubitável.
Influenciado pela evolução das ciências da natureza em sua época, Descartes almejava um método que explicasse os problemas filosóficos com a mesma exatidão. Para isso, ele
se inspirou no funcionamento dos sistemas naturais como ar, relevo, hidrografia e biosfera.
se baseou nas experiências sensoriais humanas, que são a única forma de entendimento do mundo.
vislumbrou aplicar o “método matemático” à reflexão filosófica para se provar as verdades a partir da razão.
acreditou no “de vir” como instrumento metodológico eficaz diante de uma realidade metafórica e proselitista.
Parece, então, que a ideia de uma conexão necessária entre os eventos surge de uma quantidade de situações similares, que decorrem da conjunção constante desses eventos. Tal ideia não pode nunca ser sugerida por qualquer dessas situações, inspecionada em cada posição e sob todas as abordagens possíveis. Mas não existe nada, em uma quantidade de situações, diferente de qualquer situação singular supostamente similar às outras; exceção feita apenas ao fato de, após uma repetição de situações similares, a mente ser levada pelo hábito a esperar, quando um evento aparece, aquilo que costuma acompanhá-lo, acreditando que esse acompanhamento vai acontecer.
(HUME, David. Uma investigação sobre o entendimento humano. In: MARCONDES, Danilo. Textos básicos de filosofia. Rio de Janeiro: Jorge Zahar, 1999, p. 106)
De acordo com Hume, a crença de que um fenômeno X causa um fenômeno Y
é derivada da análise de cada um desses fenômenos separadamente.
surge pela observação empírica da conexão necessária entre X e Y.
justifica-se racionalmente pela conjunção constante desses fenômenos.
dá-se na mente acostumada à frequência com que Y se segue de X.
“Por sistema filosófico entendo uma filosofia de base, cujo objetivo é encontrar respostas para todas as questões filosóficas importantes.”
(Gaarder, 1995:253.)
Descartes iniciou um sistema filosófico que deu uma nova cara à filosofia, este que foi aprofundado e complementado posteriormente por:
Bacon; Marx; Hegel; e, Santayana
Spinoza; Locke; Berkeley; Hume; e, Kant.
Montesquieu; Housseau; Hobbes; e, Sartre.
Santo Agostinho; São Tomás de Aquino; e, Nietzsche.
O projeto filosófico de Descartes pode ser considerado como:
Uma defesa do ceticismo proposto por Montaigne e Hume.
Uma defesa da escolástica inspirada em Aristóteles e sistematizada por Tomás de Aquino.
Uma defesa do empirismo elaborado por Bacon e Locke.
Uma crítica filosófica ao modelo cosmológico de Copérnico, Kepler e Galileu.
Uma defesa do novo modelo de ciência inaugurado por Copérnico, Kepler e Galileu.

Nesse texto, René Descartes submete à crítica o conhecimento derivado dos sentidos e com isso justifica a assim chamada “dúvida metódica”. Esta última consiste em
Positivismo deriva do termo “positivo”, definido por Augusto Comte em seu Discurso preliminar sobre o espírito positivo, a partir das características do novo espírito filosófico.
Na perspectiva do positivismo comtiano, “positivo” significa
histórico em oposição a fantástico, e reflete o interesse do positivismo pela elaboração de uma visão filosófica da história.
real em oposição a fictício, e reflete o interesse do novo espírito filosófico pela pesquisa experimental.
absoluto em oposição a relativo, e reflete a concepção da ciência como único saber válido frente à teologia e à metafísica.
livre em oposição a determinado, e reflete a autonomia de trabalho científica na perquirição das respostas à curiosidade do espírito humano.
concreto em oposição a abstrato, e reflete a subordinação da imaginação aos enunciados gerais da lógica.

da iluminação da alma humana pela alma divina.
do esclarecimento do cogito pelo gênio maligno.
de meditações intuitivas e inconscientes.
da utilização de um método adequado para o pensamento.
da formulação de silogismos aristotélicos.

uma reformulação moderna da filosofia metafísica clássica.
um estilo filosófico baseado na crítica da razão pura de Kant.
uma filosofia conhecida por ter propagado a existência de ideias inatas.
uma filosofia para a qual o conhecimento depende de percepções sensíveis.
um estilo filosófico de natureza escolástica baseado em Tomás de Aquino.
“O pensamento pedagógico positivista consolidou a concepção burguesa de educação. […] Para os pensadores positivistas, a liberação social e política passava pelo desenvolvimento da ciência e da tecnologia, sob o controle das elites. (GADOTTI, Moacir. História das ideias pedagógicas. São Paulo: Ática, 1997).
São representantes do pensamento positivista:
Émile Durkheim, Augusto Comte e Michel de Montaigne.
Johann Pestalozzi, Émile Durkheim e Augusto Comte.
Augusto Comte, Herbert Spencer e Émile Durkheim.
Émile Durkheim, John Dewey e Augusto Comte.
Augusto Comte, Maria Montessori e John Dewey.
“Nosso método [...] Consiste no estabelecer os graus de certeza, determinar o alcance exato dos sentidos e rejeitar, na maior parte dos casos, o labor da mente, calcado muito de perto sobre aqueles, abrindo e promovendo, assim, a nova e certa via da mente, que, de resto, provém das próprias percepções sensíveis”.
Assinale o método ao qual o excerto acima faz menção:
Experimental.
Dúvida hiperbólica.
Fenomenológico.
Materialismo dialético.
Dialético.
À medida que Descartes desenvolve sua ideia de um sistema de conhecimento, observamos surgir um componente importante, a saber, a ênfase na unidade do sistema, de maneira a ser possível propor a noção de que todas as coisas que se incluem no alcance do conhecimento humano, estão interligadas. Nesse sentido, é possível pensar que a concepção cartesiana de ciência busca
uma visão fragmentada, dividida em pacotes epistêmicos que espelham um modelo disciplinar de conhecimento.
um critério distintivo de refutabilidade para a definição do que é e do que não é cientifico.
uma articulação englobando todos os objetos de cognição humana.
uma metodologia de verificação lógica para atestar a verdade ou a falsidade de proposições científicas através da dúvida metodológica.
a ideia de que a mente surge já com categorias pré-formadas está de acordo com os preceitos do racionalismo.
o verdadeiro conhecimento é uma espécie de intuição intelectual, de acordo com o racionalismo.
o empirismo nega a possibilidade de a razão ter acesso ao conhecimento, mesmo quando usa os materiais fornecidos pelos sentidos.
o racionalismo consiste na atitude de quem sustenta o conhecimento de verdades necessárias e a infalibilidade da razão.
o modelo empirista é antiespeculativo e antimetafísico.