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Mesmo sendo um crítico da perda de sentido da obra de arte, no processo de reprodutibilidade técnica, Walter Benjamin consegue ser otimista quanto ao uso do cinema, por exemplo, como ferramenta que torna possível profundas transformações sociais por meio do alcance do proletariado.
Certo
Errado
Para Walter Benjamin, a produção artística deixa de se realizar como um ritual e passa ser apropriada pela indústria cultural (fabricada), que a reproduz na intenção de que ela possa ser absorvida pelas massas.
Certo
Errado
Para Walter Benjamin, a indústria cultural e reprodutibilidade técnica possibilitaram ao homem contemporâneo criar fenômenos como a estetização da política (própria do fascismo) e a politização da arte (própria do comunismo).
Certo
Errado
Existem duas categorias de seres na exposição de Benjamin: o Anjo e os homens. Por que um anjo? O que ele representa? Sobre os questionamentos apresentados, assinale a alternativa incorreta.
O anjo evoca e figura a luta contra as ideias do historicismo, que aparece aqui como o mito do progresso
O anjo, para Benjamin, simboliza a perspectiva messiânica da história que, manifestando-se, a partir de fora do mundo histórico dos homens, no próprio mundo histórico, chama a atenção da humanidade contra os perigos da alienação e da exploração mítica da narração histórica
O anjo simboliza a perspectiva do tempo evo, que condensa o tempo histórico de instantes isolados e consequentes em um único “tempo” que, ao anjo, é visível em simultaneidade.
O anjo, como símbolo de um ser superior, assume as qualidades de um salvador dos homens que é impedido de agir pelas crenças dos próprios homens em um progresso histórico inevitável e do qual eles mesmos são as causas. O anjo é figura de uma mentalidade aristocrática
Ao discutir o papel do autor como produtor, Walter Benjamin, em sua teoria da Estética, afirma: “... A tendência é a condição necessária, mas jamais suficiente, para uma função organizatória das obras. Essa função exige, além disso, um comportamento orientador, didático, de quem escreve.”
Flávio R. Kothe (Org.). Walter Benjamin. São Paulo: Ática, 1991, p. 197 (com adaptações).
Com relação a esse assunto, assinale a alternativa correta.
Um escritor não ensina nada a outros escritores, nem a ninguém.
A produção escrita deve ter o caráter de modelar, apresentando algo cada vez mais melhorado aos outros produtores.
O teatro épico não pode ser utilizado como exemplo de obra didática na estética de Benjamin.
Ao escritor, não é necessário repensar sua própria posição no processo de produção: o que mais importa é sua capacidade no uso da criatividade.
A melhor tendência afirma-se independentemente de se mostrar uma atitude a ser seguida.