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Na fase do balanço terminal, o movimento do pé e o controle muscular das estruturas envolvidas promovem a diminuição do impacto do peso corporal sobre o pé de apoio, produzindo o mecanismo de absorção de choque através dos seguintes movimentos:
eversão subtalar e flexão dos artelhos
inversão subtalar e extensão dos artelhos
eversão subtalar e dorsifl exão mediotársica
rolamento do antepé e dorsifl exão mediotársica
O ponto final da unidade motora é:
O nervo;
O axônio;
A junção neuromuscular;
O músculo esquelético.
Sobre a biomecânica aplicada à fisioterapia, um paciente com uma disfunção do quadríceps femoral apresenta alterações significativas na marcha. Durante a análise biomecânica, observa-se uma redução do tempo de contato do pé no solo e um encurtamento da fase de balanço. Considerando os princípios biomecânicos, qual dos seguintes tratamentos seria mais adequado para restaurar o padrão de marcha, de acordo com a biomecânica avançada?
Treinamento de flexibilidade dos músculos isquiotibiais, com foco em alongamento dinâmico para restaurar a amplitude de movimento articular na fase de apoio da marcha.
Fortalecimento do quadríceps com exercícios isométricos de alta intensidade, visando a estabilização da articulação do quadril durante a fase de propulsão da marcha.
Treinamento de força excêntrica dos flexores plantares para compensar a redução do tempo de contato do pé no solo, auxiliando na fase de desaceleração da marcha.
Reeducação da marcha utilizando técnicas de facilitação neuromuscular proprioceptiva (PNF) para restaurar os padrões biomecânicos normais durante a fase de balanço.
Protocolo de eletroterapia com estimulação elétrica funcional (FES) no músculo tibial anterior, visando melhorar a dorsiflexão do pé na fase de médio apoio.
A perda da continuidade óssea causada pela torção excessiva do osso caracteriza qual tipo de fratura?
Fratura em fissura.
Fratura cominutiva.
Fratura transversal.
Fratura oblíqua.
Fratura espiral.
Relacione o tipo de marcha patológica, listadas a seguir, às suas características.
1. Marcha de Trendelenburg
2. Marcha equina
3. Marcha atáxica
4. Marcha do quadríceps
( ) na fase inicial do apoio médio, há o toque da parte anterior do pé para iniciar o ciclo e flexão plantar prematura, consequência de contraturas miotáticas excessivas do tríceps sural, da contração dinâmica excessiva dos flexores plantares do tornozelo ou a combinação dos dois fatores.
( ) Pode aparentar marcha normal quando em superfícies niveladas, mas, dificuldade ao caminhar em superfícies duras ou inclinadas e em escadas, não consegue correr. O movimento à frente é propagado pela circundução das pernas.
( ) Perda da estabilização normal da pelve apresentando inclinação lateral excessiva, na qual o tronco é impulsionado lateralmente na tentativa de manter o CG sobre a perna de apoio.
( ) Ampla, inconstante e cambaleante, com oscilação irregular, não conseguindo caminhar com um pé à frente do outro ou em linha reta, com balanço brusco.
Assinale a opção que indica a relação correta, segundo a ordem apresentada.
1, 2, 4 e 3.
2, 4, 1 e 3.
3, 2, 1 e 4.
2, 3, 4 e 1.
4, 2, 3 e 1.
Assinale a alternativa que indica corretamente a “propriedade intrínseca dos tecidos corporais que determina a amplitude de movimento alcançável sem lesão em uma articulação ou em um grupo de articulações”.
Flexibilidade
Flexibilidade estática
Flexibilidade dinâmica
Amplitude de movimento
Mobilidade articular
Qual dos movimentos pode ser classificado como uma alavanca interfixa ou de primeira classe?
Flexão plantar.
Flexão de cotovelo.
Extensão da coluna vertebral.
Dorsiflexão.
Abdução de ombro.
No corpo humano, as alavancas ósseas são classificadas de acordo com a posição do eixo, da força (potência) e da resistência. O sistema de alavanca de terceira classe (interpotente), que é o mais comum no sistema musculoesquelético, como na flexão do cotovelo pelo bíceps braquial, tem como principal vantagem mecânica:
Favorecer a produção de força máxima, permitindo levantar grandes cargas com pouco esforço muscular.
Proporcionar apenas equilíbrio estático, sem gerar movimento significativo.
Favorecer a amplitude de movimento e a velocidade da extremidade distal, em detrimento da força.
Reduzir a velocidade de contração muscular para proteger as articulações.
A articulação entre ossos, junturas, músculos, vasos e nervos constitui a base da organização funcional do sistema musculoesquelético e influencia diretamente a biomecânica, a estabilidade e o controle motor. Considerando aspectos anatômicos e fisiológicos envolvidos nesse conjunto estrutural, analise as afirmativas abaixo.
I.Nas articulações sinoviais, a cartilagem hialina que recobre as superfícies articulares não possui vasos sanguíneos, sendo nutrida principalmente pelo líquido sinovial por difusão.
II.Os músculos esqueléticos apresentam organização interna em feixes de fibras envolvidas por epimísio, perimísio e endomísio, estruturas fundamentais para a transmissão de força e para a condução de vasos e nervos até o interior do músculo.
III.Os nervos periféricos que acompanham estruturas musculoesqueléticas geralmente formam plexos ou ramos mistos, contendo fibras motoras somáticas, fibras sensitivas somáticas e fibras autonômicas simpáticas que regulam o tônus vascular local.
Está correto o que se afirma em:
III apenas.
II apenas.
I e II apenas.
I, II e III.
I e III apenas.
Um paciente, vítima de acidente vascular encefálico à direita, apresenta hemiparesia esquerda com padrão de marcha ceifante. A análise biomecânica desse padrão de marcha revela que o movimento de circundução do membro inferior esquerdo é uma estratégia compensatória para
a fraqueza dos músculos dorsiflexores do tornozelo associada à fraqueza dos extensores do quadril.
a perda de propriocepção na articulação do joelho, do tornozelo e quadril.
a espasticidade dos músculos adutores do quadril associada à rigidez articular.
a incapacidade de flexão do joelho e dorsiflexão do tornozelo durante a fase de balanço.
Ao avaliar um paciente com queixa de alteração da marcha, o fisioterapeuta nota que na fase de impulso (apoio terminal) não há elevação do calcanhar. Com base na descrição da alteração da marcha, qual musculatura ou grupo muscular apresenta fraqueza?
Abdutores do quadril.
Adutores do quadril.
Tibial anterior.
Tríceps sural.
Trapézio.
Durante a avaliação fisioterapêutica de um paciente com déficit de força muscular e alterações no padrão de marcha, o fisioterapeuta utiliza conceitos da cinesiologia para analisar o movimento humano.
Sobre os princípios básicos da cinesiologia aplicados à fisioterapia, assinale a alternativa CORRETA:
A cinesiologia estuda exclusivamente a fisiologia da contração muscular, não sendo aplicada na análise de padrões de movimento humano.
O conceito de cadeias cinéticas se refere apenas à análise de movimentos realizados de forma isolada por cada articulação, desconsiderando a interação entre os segmentos corporais.
O conhecimento dos planos anatômicos e dos eixos de movimento é fundamental para a correta descrição e execução dos movimentos terapêuticos.
As contrações musculares do tipo isotônica concêntrica e excêntrica não têm aplicação prática na fisioterapia, sendo restritas ao campo da educação física.
A análise biomecânica é pouco relevante na fisioterapia, visto que o foco principal da profissão é exclusivamente o fortalecimento muscular.
O deslocamento pélvico lateral ocorre em todas as fases da marcha, de maneira a manter o centro de gravidade na linha média do corpo.
Certo
Errado
A amplitude de movimento vertebral é medida com o paciente realizando os movimentos ativamente e passivamente. O instrumento adequado para mensurar a amplitude de movimento vertebral, que verifica o deslocamento angular relativo à gravidade é:
fita métrica
inclinômetro
estesiômetro
dinamômetro
A capacidade de um músculo em aumentar seu comprimento quando uma força externa é aplicada é chamada de:
irritabilidade
elasticidade
contratilidade
extensibilidade
Na avaliação cinético-funcional, são analisados padrões de movimento, amplitudes articulares e coordenação motora para embasar o plano de tratamento. Assinale a alternativa CORRETA:
A análise da marcha se restringe aos passos iniciais, pois o restante do percurso não traz informações adicionais.
A ausência de palpação impede a identificação de pontos dolorosos, o que torna os testes de resistência pouco confiáveis.
A investigação das amplitudes de movimento e da força muscular direciona intervenções específicas, considerando prioridades como dor e funcionalidade.
A coleta de dados cinéticos exclui a participação do paciente, pois o avaliador obtém todos os parâmetros por observações visuais.
A respeito do padrão de marcha de crianças e idosos, assinale a opção correta.
O padrão de marcha das crianças e dos idosos difere do padrão de marcha dos adultos exclusivamente por alterações cognitivas.
As crianças apresentam contrarrotação mínima ou inexistente de cabeça, pescoço e tronco em relação à pelve.
Em crianças de 3 a 5 anos de idade, o contato inicial do pé com o solo é feito com o calcanhar, assim como nos adultos, pois assim é garantida a estabilidade durante a marcha.
Em idosos, a marcha mantém-se idêntica à do adulto jovem, pois alterações de equilíbrio e massa muscular não afetam o padrão de marcha.
Os joelhos das crianças pré-escolares se estendem menos do que os de adultos durante todas as subfases da marcha, especialmente no apoio médio.
No que diz respeito aos determinantes da marcha e aos deslocamentos pélvicos, assinale a opção correta.
Durante a rotação da pelve, um lado da pelve cai para baixo devido à falta de apoio, enquanto o outro se mantém estável.
Existem seis determinantes da marcha, sendo quatro deles relacionados ao movimento horizontal da pelve e dois relacionados aos movimentos verticais.
O deslocamento pélvico lateral é maior durante o apoio terminal, nos momentos em que o centro de gravidade está sobre o membro de apoio.
O deslocamento pélvico lateral ocorre em todas as fases da marcha, inclusive durante o apoio duplo.
A rotação da pelve ocorre em um plano horizontal, de modo que cada lado da pelve se move de forma alternada para frente durante a marcha.
Após um traumatismo cranioencefálico (TCE), um dos aspectos fundamentais a ser avaliado é o equilíbrio. Nos casos de TCE, o instrumento utilizado para tal deve avaliar habilidades de equilíbrio de nível superior normalmente associadas à mobilidade na comunidade.
O instrumento utilizado especificamente nesses casos é
a escala de equilíbrio de Berg.
a medida de independência funcional.
a escala de mobilidade e equilíbrio da comunidade.
a escala Mayo-Portland Adaptability Inventory.
o sistema observacional da marcha (AOM) Rancho Los Amigos.
Qual o prognóstico de marcha, de acordo com o nível neurológico apresentado?
Deambulação comunitária com necessidade de órteses e uso de cadeira de rodas para longas distâncias.
Deambulação comunitária, sem órteses (às vezes, palmilha).
Deambulação domiciliar com órteses e uso de cadeira de rodas em ambiente interno e externo.
Deambulação domiciliar com necessidade de órteses e uso de cadeira de rodas somente em ambientes externos e para longa distância.
Deambulação não funcional, limitada apenas à terapia, na escola e em casa, mobilidade realizada com uso de cadeira de rodas.