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Uma importante atuação do fisioterapeuta em obstetrícia é favorecer uma gestação saudável. Durante a anamnese deve-se questionar quanto saúde da gestante e aspectos obstétricos para avaliar se ela está apta à prática de exercício na gestação. Quanto à prática de exercício físico durante a gestação, marque a alternativa CORRETA:
I. São contraindicações absolutas para prática de exercício na gravidez: cardiopatias, incompetência istmo cervical, placenta pérvia, trabalho de parto prematuro e sangramento via vaginal.
II. A gestante que era ativa antes de engravidar pode manter suas atividades durante o 1º trimestre gestacional com atividade de moderada a alta intensidade.
III. Diante das adaptações musculoesqueléticas que ocorrem ao longo da gestação alguns exercícios não podem faltar durante o programa para a gestante, como o alongamento da musculatura paravertebral, o estímulo ao retorno venoso, fortalecimento dos músculos do assoalho pélvico e o fortalecimento do músculo reto abdominal com exercícios isotônicos.
IV. Gestantes com hipertensão ou diabete gestacional controlada são beneficiadas pela prática de exercícios aeróbicos durante a gestação, os quais ajudariam no controle pressórico de aumento da captação de glicose pelas células.
Durante a gravidez ocorrem algumas alterações no sistema respiratório. Sobre essas alterações, é correto afirmar:
O útero aumentado provoca menor elevação do diafragma, resultando em respiração predominantemente abdominal.
A hiperventilação resulta em níveis diminuídos de dióxido de carbono alveolar, o que favorece a difusão de dióxido de carbono da circulação fetal para a materna.
A dispneia no primeiro e segundo trimestre é causada pelo baixo volume na corrente respiratória.
A dispneia no primeiro e segundo trimestre é causada pelo baixo volume na corrente respiratória.
O exercício físico desencadeia respostas cardiovasculares maternas, por isso, ele deve ser prescrito por um profissional devidamente habilitado. Com base nessa temática, marque a alternativa correta:
Durante o exercício, o fluxo sanguíneo uterino aumenta acentuadamente.
O exercício regular durante a gravidez melhora a reserva cardiovascular materna, os mecanismos maternos para dissipação do calor e o crescimento e a função placentária.
O exercício realizado de forma regular não interfere na duração do trabalho de parto.
A frequência respiratória não se altera durante exercícios na bicicleta e musculação.
Com a progressão da idade, a mulher multípara pode sofrer com incontinência urinária de esforço, cistocele, uterocele e retocele. Para enfrentar esse problema o fisioterapeuta deve atuar no fortalecimento da musculatura
do assoalho pélvico.
da bexiga urinária.
do diafragma.
da vagina.
do reto.
A respeito do uso da TENS em lombalgia e dor pélvica em gestantes após a 32a semana de gestação, é correto afirmar que
não pode ser utilizada, uma vez que apresenta efeitos colaterais na mãe e no recém-nascido.
pode ser utilizada, uma vez que não apresenta efeitos colaterais na mãe nem no recém-nascido.
pode ser utilizada, uma vez que não apresenta efeitos colaterais na mãe; porém, apresenta efeitos no recém-nascido.
pode ser utilizada, uma vez que apresenta efeitos colaterais leves na mãe e nenhum no recém-nascido.
pode ser utilizada, uma vez que não apresenta efeitos colaterais na mãe e apenas efeito leves no recém-nascido.
Suponha-se que a idade gestacional seja desconhecida. O valor da profundidade da inserção da cânula a ser inserido na traqueia seria de:
6,0.
6,5.
7,0.
7,5.
A prescrição de exercícios físicos na gravidez deve ser cautelosa, considerando os limites de segurança principalmente aos sistemas cardiovascular, metabólico e respiratório. Marque a alternativa que elucida o que ocorre na “síndrome da veia cava” em mulheres após 4 (quatro) meses de gestação.
Redução do débito cardíaco em posição supina.
Déficit de débito cardíaco ao permanecer por períodos mais longos em decúbito lateral.
Diminuição do retorno venoso devido à compressão das veias cavas inferior e superior.
Sobrecarga ao miocárdio da gestante por aumento do retorno venoso ao assumir posição supina.
De acordo com o RX apresentado, são diagnósticos que justificam a ausculta respiratória diminuída à esquerda:
atelectasia à esquerda.
surfactante seletivo.
pneumotórax à esquerda.
derrame pleural à esquerda.
A Fisioterapia na Saúde da Mulher é uma especialidade reconhecida pela RESOLUÇÃO COFFITO nº. 372, de 06 de novembro de 2009. Destaca-se atuação da fisioterapia em mulheres com as Disfunções do Assoalho Pélvico (DAP), inclusive sendo a primeira linha de tratamento para alguma dessas disfunções, como a incontinência urinária e prolapso dos órgãos pélvicos. No entanto, é crescente atuação em outras disfunções como: a disfunção sexual, endometriose, dor pélvica crônica e síndrome da bexiga dolorosa, dentre outras. Sobre as DAP assinale a alternativa CORRETA:
I. A dor pélvica crônica tem etiologia é multifatorial e seu quadro álgico pode ter origem, ginecológica, intestinal, ou musculoesquelética, sendo a fisioterapia indicada apenas quando a origem da dor é musculoesquelética.
II. A síndrome da bexiga dolorosa é uma disfunção na qual a paciente apresenta dor ao enchimento vesical, urgência, aumento da frequência urinária e disúria, sendo sua abordagem inicial a terapia comportamental principalmente com objetivo de evitar alimentos irritativos à bexiga.
III. Na endometriose, as consequências mais marcantes são dor e infertilidade. A fisioterapia pode atuar com técnicas gerais de relaxamento muscular e recursos específicos com objetivo de melhorar ambas as consequências.
IV. O vaginismo e dispareunia são sintomas relacionados a disfunção sexual, que podem ser tratados através de massagem perineal e uso de dilatadores vaginais.
Considerando que o linfedema pode ser uma das consequências das mastectomias com esvaziamento axilar nos casos de câncer de mama, quanto à escala clínica, a característica do linfedema em estágio 3+ é a seguinte:
o edema é apenas visível.
uma extremidade que pode ser duas vezes maior que o tamanho real.
uma extremidade que pode ser até quatro vezes maior que o tamanho real.
uma depressão leve que é visível quando se pressiona a pele.
um sinal digital profundo que volta ao normal em um período de 5 a 30 segundos.
Antes do nascimento, a placenta é responsável pelas funções nutricional, respiratória, digestiva e renal do feto. Quando o feto e a placenta se separam ao nascimento, devem ocorrer várias alterações pulmonares, tais como:
o líquido pulmonar é eliminado dos pulmões, permitindo a insuflação de ar. A eliminação completa desse líquido ocorre pela compressão torácica no canal de parto.
os gradientes de pressão transpulmonar muito baixos são desenvolvidos durante as primeiras respirações para substituir o líquido pulmonar remanescente por ar que estabelece a capacidade residual funcional (CRF).
a CRF de repouso do neonato é obtida com três a quatro respirações, com aumento gradativo do volume pulmonar a cada respiração, até alcançar a CRF.
a interrupção do fluxo umbilical provoca redução rápida da resistência vascular periférica e desvio do fluxo para as artérias pulmonares com fechamento imediato do canal arterial.
Mariana, 30 anos, primigesta, na última consulta do pré-natal apresentou diástase do músculo reto abdominal, o que permaneceu até o 3º mês após o nascimento de seu bebê. O que deve ser contraindicado pela fisioterapia a Mariana após o parto?
Realizar autoteste de diástase durante ou após o terceiro dia após o parto, para ter maior precisão.
Realizar exercícios corretivos para a diástase do reto abdominal, evitando outros exercícios abdominais, até que a separação tenha diminuído para 2 cm.
Realizar exercícios abdominais quando a diástase atingir 1 cm.
Realizar qualquer exercício abdominal até que a separação tenha diminuído para 2 cm.
Avaliar a integridade da linha Alba, que deve ser monitorada para certificar-se que a diástase continua diminuindo.
Uma vez que o grau de hipotonia global varia de acordo com a idade e a paciente completou 32 semanas de IG, a fisioterapeuta responsável, naquele momento, deverá encontrar, ao exame físico:
movimentos mais suaves e de maior flexão global, com o início da flexão dos membros inferiores
hipotonia acentuada, com os membros inferiores em extensão e os membros superiores mantidos na posição em que forem colocados
maior número de surtos espontâneos de atividade, movimentos amplos e que envolverão totalmente os membros
postura e movimentos com sinais de tônus flexor, com flexão dos quadris e os membros superiores em extensão
A Paralisia obstétrica é uma lesão do plexo braquial ao nascimento, que pode ocasionar disfunções do membro comprometido, muitas vezes frequentes e duradouras. A paralisia de Erb-Duchene, também denominada paralisia alta, corresponde a 80% dos casos e compromete as raízes C5-C6.
Nesse caso, o recém-nascido apresenta ausência do seguinte movimento: