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Na área da reabilitação, as próteses e órteses desempenham papéis distintos, mas complementares. Qual das seguintes afirmações é verdadeira sobre a diferenciação entre próteses e órteses e sua aplicação clínica?
Ambas as próteses e órteses são usadas exclusivamente para melhorar a estética dos pacientes.
A principal diferença entre próteses e órteses é o material de fabricação, sendo as próteses tipicamente feitas de metal e as órteses de materiais plásticos.
Próteses são frequentemente utilizadas em lesões neuromusculares, enquanto órteses são mais comuns em casos de amputação
Próteses são projetadas para uso temporário, enquanto órteses são para uso vitalício.
Próteses são dispositivos que substituem membros ausentes ou partes do corpo, enquanto órteses são usadas para melhorar a função de membros intactos.
Paciente de 14 anos, sexo feminino, com o diagnóstico de escoliose toracolombar, com os exames realizados como: ângulo de Cobb e sinal Risser. Nesse caso, é CORRETO afirmar que a órtese mais indicada, para realizar as correções posturais da afecção referenciada, é:
Putti.
Minerva.
Knight.
Milwaukee.
Um dos grandes desafios na reabilitação do paciente com Traumatismo Raquimedular é a deambulação. Tecnologias assistivas, como os dispositivos ortóticos, contribuem no processo de reabilitação destes pacientes. Nos casos de lesão medular completa em nível de T12, que tipo de dispositivo é indicado para que o paciente possa realizar deambulação terapêutica?
Órtese tornozelo e pé - AFO.
órtese joelho, tornozelo e pé - KAFO.
órtese de quadril,joelho, tornozelo e pé - HKAFO.
Órtese joelho, tornozelo e pé articulada - KAFO articulado.
Órtese de tronco, quadril, joelho, tornozelo e pé - THKAFO.
Homem, 34 anos, com neuropatia periférica do nervo fibular comum por hanseníase, apresentou lesão definitiva com a Síndrome do Pé Caído.
Para evitar que, ao tentar deambular, este paciente sofra lesões secundárias, a conduta fisioterapêutica a ser tomada é:
órtese de tornozelo para manutenção do pé em dorsiflexão;
cinesioterapia com o objetivo de fortalecimento dos músculos do compartimento anterior da perna;
exercícios terapêuticos para fortalecimento do core, estabilizando a cintura pélvica;
órtese crurossural para evitar sobrecarga no joelho homolateral;
prótese podálica, com sandália adaptada com palmilha ortopédica.
O uso de órteses está relacionado à prevenção de deformidades. Para um paciente adolescente com escoliose não estruturada, a órtese mais indicada é
Colete de Jewett.
Colete de Putti Baixo.
Colete de Milwaukee.
Colete de Putti Alto.
Sobre as órteses de membro inferior, em relação aos calçados, numerar a 2ª coluna de acordo com a 1ª e, após, assinalar a alternativa que apresenta a sequência CORRETA:
(1) Cabedal.
(2) Salto.
(3) Reforço.
(4) Forma.
(_) Localizado em pontos estratégicos, preserva a forma do calçado. A couraça na gáspea protege os dedos de topadas e traumas verticais.
(_) É a porção do calçado adjacente à sola externa, embaixo do calcanhar. Quando largo e baixo, proporciona mais estabilidade e distribui a força entre a parte de trás e a parte da frente do pé.
(_) É o molde sobre o qual é feito o calçado.
(_) A parte do calçado sobre o dorso do pé. Consiste em um componente anterior, denominado gáspea, e a parte posterior, o traseiro.
1 - 2 - 3 - 4.
4 - 3 - 2 - 1.
3 - 1 - 4 - 2.
2 - 3 - 1 - 4.
3 - 2 - 4 - 1.
Paciente O.L.V, 83 anos, sexo feminino, busca reabilitação funcional de membro inferior após fratura de terço distal de tíbia. Relata que possui história pregressa de doença labiríntica, mas que está em remissão. Para manter a deambulação segura e evitar atrofia de demais estruturas osteomioarticulares, deve-se indicar para auxílio da marcha um(a)
bengala.
muleta axilar.
cadeira de rodas.
andador de quatro apoios.
muleta de antebraço (canadense).
Sobre o apoio lateral do tronco no paciente com cadeira de rodas, assinale a afirmativa INCORRETA:
O apoio lateral favorece a neutralização da coluna vertebral e pélvico na cadeira de rodas, sendo indicado para pacientes com lesão medular a nível torácico.
Favorece a funcionalidade e a expansibilidade do tórax e alinhamento do esôfago ao neutralizar o tronco.
Permite controlar a flexibilidade anterior do tronco.
Melhora o controle do tronco e facilita o posicionamento dos membros superiores.
Em relação as considerações pré-prescrição de próteses, é INCORRETO afirmar que:
Próteses são contraindicadas para pacientes com demência grave, depressão ou doença cardiopulmonar avançada.
Algumas pessoas com amputações altas, especialmente desarticulação do quadril, acham que uma prótese é desnecessariamente complicada; eles preferem deambular com um par de muletas ou depender de uma cadeira de rodas.
Embora todo mundo que usa uma prótese tenha uma amputação do membro ou uma deficiência comparável, o inverso não é verdadeiro.
Um paciente com amputação bilateral que passou por uma amputação unilateral anteriormente e foi incapaz de vestir e caminhar com uma prótese unilateral, não é um candidato para um par de próteses.
A reabilitação protética bem-sucedida independe da correspondência de características físicas e psicossociais do indivíduo com uma prótese composta por componentes cuidadosamente selecionados.
Em pessoas com lesão medular, a intervenção fisioterapêutica deve transcender a manutenção de amplitudes articulares e o fortalecimento muscular acima do nível da lesão, visando otimizar a funcionalidade e promover a independência. O uso de órteses pode ser indicado pelo fisioterapeuta para evitar a instalação das deformidades ortopédicas nesses casos, e se constitui uma importante estratégia de prevenção secundária. Sobre o uso de órteses em indivíduos lesados medulares, é INCORRETO afirmar que:
Para os membros superiores, podem ser utilizadas órteses de posicionamento ou estabilizadores de punho, principalmente para indivíduos com tendência à contratura em flexão de punho e dedos ou só de punho, respectivamente.
Extensores de cotovelo podem ser prescritos na tentativa de evitar as deformidades em flexão deste segmento associada à supinação do antebraço, relativamente comuns em pacientes com lesões em T1 e T2, devido ao discinergismo entre agonistas (flexores de cotovelo) e antagonistas (extensores de cotovelo e pronadores).
Nos casos de contratura já instalada, tanto uma ortetização seriada com tala gessada ou de termomoldável, quanto o uso de extensores dinâmicos ou com distrator para o cotovelo, pode ser avaliado.
Uma série de aparelhos como abdutores de polegar, órtese para tenodese, barra lumbrical, estabilizador de punho dorsal, etc. também podem ser prescritos e/ou confeccionados, para os diferentes níveis de lesão, caso os profissionais da equipe julguem necessário.
Especificamente para pacientes que tenham capacidade para realizar a tenodese ativa (uso da extensão ativa do punho e concomitante flexão passiva dos dedos para a função), o uso de uma luva flexora para dedos pode ser avaliado. Tal estratégia visa favorecer uma “contratura funcional” dos dedos em semiflexo, situação que facilita a realização das pinças e da preensão cilíndrica durante a execução de atividades manuais.
Assinale a alternativa CORRETA que corresponde a uma órtese, que cobre parte do tórax, bem como os membros inferiores.
Órtese quadril-joelho-tornozelo-pé.
Órteses para pés.
Órtese joelho-tornozelo-pé.
Órtese tronco-quadril-joelho-tornozelo-pé.
Órtese de joelho.
A órtese é um dispositivo que auxilia o paciente em uma determinada função, assinale a assertiva que NÃO representa uma das indicações de órteses.
Estabilizar/suportar/sustentar/imobilizar.
Substituir um membro do corpo para reestabelecer a sua função.
Prevenir/corrigir deformidades.
Auxiliar/restaurar a função.
De acordo com as siglas das órteses, assinale a assertiva que representa corretamente a sigla KO.
Órtese de joelho.
Órtese de marcha recíproca.
Órtese de mão.
Órtese de pé.
Em um pós-operatório de artroplastia de quadril, devido a uma fratura de fêmur, a reabilitação na fase inicial baseia-se na independência funcional para, posteriormente, o paciente conseguir desenvolver suas Atividades de Vida Diária – AVD. Neste caso, sugere-se, EXCETO:
Muletas para locomoção.
Órtese para imobilização.
Eletroestimulação de quadríceps evitando atrofia muscular por desuso.
Evitar flexão excessiva de quadril acima de 90°; adução de quadril; e, cruzar a perna operada sobre a outra.
Em relação ao treino de marcha com órteses, é INCORRETO afirmar que:
Além de andar para a frente, o paciente precisa ser capaz de andar para um lado e fazer curvas e manobras em diferentes superfícies, como tapetes, cascalho, grama e através de portas.
As várias marchas com muleta diferem na sequência de passos e no uso da muleta.
Os padrões variam somente em velocidade e quantidade de energia necessária.
O paciente deve aprender tantas marchas quanto for possível, de modo a modificar a marcha quando caminhar em uma multidão, em longas distâncias e em situações em que é desejada a velocidade.
Os estabilizadores estáticos são comumente utilizados para manter indivíduos que não deambulam na postura em pé, sendo seu objetivo primário para com o paciente:
Estimularem a circulação sanguínea.
Aliviarem a pressão em glúteos.
Aliviarem a pressão em membros inferiores.
Fornecerem descarga de peso com alinhamento biomecânico adequado.
Favorecerem a interação com o ambiente de vida do indivíduo.
A lesão medular é um acometimento que atinge a medula provocando sequelas irreversíveis e alterações importantes na qualidade de vida do indivíduo acometido. Paciente A.M.S, 52 anos, com diagnóstico de TRM (à nível de T11), após sofrer acidente automobilístico. Durante o processo reabilitativo evolui para treino de marcha em barra paralelas. Acerca do dispositivo auxiliar de marcha a ser utiliado por essa paciente é correta a escolha de:
Por ser independente em todas as atividades que envolvem locomoção pode ser prescrita uma órtese longa modelo KAFO rígida.
Por ser independente em todas as atividades que envolvem locomoção pode ser prescrita uma órtese longa modelo KAFO articulada.
Por ser independente em todas as atividades que envolvem a musculatura intrínseca da mão pode ser prescrita uma órtese longa modelo KAFO articulada.
Por ser independente em todas as atividades que envolvem a musculatura intrínseca da mão pode ser prescrita uma órtese longa modelo KAFO rígida.
Por ser independente em todas as atividades que envolvem locomoção pode ser prescrita uma órtese longa modelo AFO articulada.
Órteses e próteses foram criadas para suprir ou corrigir alterações em órgãos e membros ou a deficiência de funções do corpo humano, possuindo papéis fundamentais na melhoria da qualidade de vida de muitas pessoas.
Indique a alternativa que apresenta exclusivamente exemplos de próteses.
prótese mamária, stents e colar cervical.
ligamento artificial, dreno e implante dentário.
perna mecânica, pele artificial e colete Boston.
coração artificial, implante dentário e pele artificial.
A principal indicação para o uso de uma órtese de tornozelo-pé é:
Instabilidade do joelho.
Fraqueza dos músculos dorsiflexores.
Lesão do ligamento cruzado anterior.
Artrite reumatoide no quadril.
A respeito das orientações ao paciente amputado na fase pós cirúrgica imediata, é correto dizer que:
Em pacientes com amputações de membros inferiores, as articulações de quadril e/ou de joelho devem fornecer apoios para o posicionamento do membro em flexão.
No período de 72 horas após a cirurgia de amputação, o coto de amputação deve ser mantido imobilizado para se manter a integridade da ferida cirúrgica.
No enfaixamento, é importante salientar que a maior compressão esteja proximal ao coto e essa pressão deve ser gradativamente aumentada em direção distal ao segmento amputado.
Deve-se orientar a pessoa amputada à não execução de exercícios isométricos na musculatura do coto, independentemente do nível de amputação.
Deve-se orientar o paciente a como dessensibilizar o coto, utilizando técnicas de massagem e diversos estímulos sensoriais, como água quente e fria e diferentes texturas.