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As regiões pulmonares não dependentes da gravidade recebem um maior fluxo de sangue em relação às regiões pulmonares dependentes da gravidade.
Certo
Errado
São fatores de risco para o desenvolvimento da síndrome pós-terapia intensiva (PICS), EXCETO:
Catabolismo elevado.
Hipo e hiperglicemia.
Deficiência nutricional.
Idade <40 anos.
A ventilação não invasiva (VNI) é um método de suporte ventilatório que dispensa a intubação endotraqueal, utilizando interfaces como máscaras nasais ou oronasais para fornecer pressão positiva às vias aéreas. São todas indicações da VNI, exceto:
DPOC agudizada.
Asma grave.
Apneia obstrutiva do sono.
Lesão pulmonar aguda.
Pneumotórax não drenado.
Paciente A.C.D, 61 anos, sexo masculino, apresentando diagnóstico clínico de Insuficiência Cardíaca Congestiva (ICC), Classe IV, na lista de espera para o Tx (transplante) cardíaco, internado há 02 semanas na Clínica Médica, por apresentar instabilidade hemodinâmica e piora clínica: fadiga aos pequenos e médios esforços, FE (fração de ejeção) de 23% e dispneia. Após investigação e início de tratamento visando a sua estabilização e melhora clínica foi identificado por meio de exame de imagem e exame físico a presença de Edema Agudo de Pulmão. De acordo com o pressuposto, assinale a afirmativa correta.
A Cinesioterapia com exercícios ativos de MMSS (membros superiores) deve ser escolhida como conduta ao paciente com ICC grau 4, associando-a à respiração diafragmática para aumentar a ventilação pulmonar prejudicada pelo acúmulo de plasma dentro das paredes dos alvéolos.
O uso de CPAP para qualquer fase intra-hospitalar que se encontre o paciente com ICC é inadequado, pois promoverá aumento do trabalho ventilatório causando piora da sensação de dispneia, algo que é muito frequente nesses casos.
Ao se colocar o paciente com ICC na posição de Trendelemburg, há possibilidade de piorar o quadro pelo fato de, abruptamente, se aumentar o retorno venoso, elevando-se, principalmente, a pós-carga cardíaca.
A pressão positiva no final da expiração (PEEP) trata-se de um recurso que deve ser usado no tratamento da ICC, porque além de melhorar a capacidade residual funcional ventilatória, diminui o retorno venoso, facilitando, dessa forma, o trabalho cardíaco.
A prescrição do exercício físico na UTI deve levar em consideração a avaliação adequada dos pacientes e o tipo de protocolo a ser utilizado. Para um adequado controle da relação dose/intensidade, alguns critérios podem ser utilizados durante a prática do exercício no ambiente de UTI.
Esses critérios são:
escala modificada de Borg, que deveria estar entre 5 e 6; FC entre 60 e 70% da máxima predita pela idade (FCmáx = 220 − idade) ou com valor mínimo de 40 bpm e valor máximo de 140 bpm e pressão arterial média entre 90 e 120 mmHg.
escala modificada de Borg, que deveria estar entre 5 e 6; FC entre 70 e 80% da máxima predita pela idade (FCmáx = 220 − idade) ou com valor mínimo de 50 bpm e valor máximo de 120 bpm e pressão arterial média entre 90 e 120 mmHg.
escala modificada de Borg, que deveria estar entre 5 e 6; FC entre 60 e 70% da máxima predita pela idade (FCmáx = 220 − idade) ou com valor mínimo de 50 bpm e valor máximo de 120 bpm e pressão arterial média entre 60 e 90 mmHg.
escala modificada de Borg, que deveria estar entre 3 e 5; FC entre 70 e 80% da máxima predita pela idade (FCmáx = 220 − idade) ou com valor mínimo de 40 bpm e valor máximo de 140 bpm e pressão arterial média entre 90 e 120 mmHg.
escala modificada de Borg, que deveria estar entre 3 e 5; FC entre 50 e 70% da máxima predita pela idade (FCmáx = 220 − idade) ou com valor mínimo de 40 bpm e valor máximo de 140 bpm e pressão arterial média entre 60 e 90 mmHg.
A Terapia com Cânula Nasal de Alto Fluxo (CNAF) permite o fornecimento de alto fluxo contínuo de gás por meio de uma cânula nasal especialmente desenhada para o encaixe confortável nas narinas, oferta de uma fração de oxigênio inspirado (FIO₂) com precisão e alcançando até 100% se indicado. Em relação a utilização da CNAF é correto afirmar:
Ocorre a diminuição da depuração de CO2 da via aérea superior, redução do efeito do espaço morto anatômico e redução do trabalho e da frequência respiratória.
Considerar como características favoráveis para a utilização do CNAF o nível de consciência adequado com escore de coma de Glasgow maior igual a 12, estabilidade hemodinâmica com pressão arterial sistólica (PAS) maior que 90 mmHg, frequência respiratória maior que 24 rpm e hipoxemia evidenciada por SpO2 menor que 90% ou PO2 menor que 60 mmHg em ar ambiente ou relação SpO2/
Monitorizar e avaliar a resposta a terapia com o CNAF por meio do índice de ROX sendo que valores acima de 4,88 em duas, seis e 12h se associam a um menor risco de falha e menor necessidade de intubação orotraqueal.
O fluxo máximo tolerado deve ser mantido por pelo menos 48h e a redução da taxa de fluxo deve ser iniciada independente da FIO2 ajustada levando em consideração apenas a melhora clínica.
Em pacientes com doença pulmonar obstrutiva crônica (DPOC) grave, a ventilação não invasiva (VNI) é amplamente utilizada como uma técnica complementar à fisioterapia respiratória. Contudo, os parâmetros de ajuste da VNI são críticos para a eficácia do tratamento. Um paciente com DPOC classe IV (GOLD) apresenta acidose respiratória moderada e hipoxemia persistente, mesmo em repouso. Considerando as recomendações baseadas em evidências e os mecanismos de ventilação assistida, qual dos seguintes ajustes seria o mais adequado para corrigir a hipoxemia e melhorar a troca gasosa?
Aplicação de VNI em modo pressão de suporte ventilatório (PSV), com pressão inspiratória ajustada para 20 cmH2O e pressão expiratória (PEEP) de 10 cmH2O, visando reduzir o trabalho respiratório e aumentar a pressão parcial de oxigênio arterial (PaO2).
Utilização de pressão positiva contínua nas vias aéreas (CPAP) de 12 cmH2O, com monitoramento de saturação de oxigênio e níveis de dióxido de carbono, visando a manutenção do volume corrente e redução da acidose respiratória.
Ajuste da VNI com pressão inspiratória de 18 cmH2O e PEEP de 6 cmH2O, associado à reeducação diafragmática e treino muscular respiratório, para aumentar a complacência pulmonar e promover o recrutamento alveolar.
Início de VNI com PEEP de 15 cmH2O e pressão inspiratória de 25 cmH2O, utilizando protocolo de hiperventilação intermitente para acelerar a eliminação de dióxido de carbono e prevenir o desenvolvimento de acidose metabólica.
Ajuste da VNI em modo ventilação com volume garantido (VG), com pressão inspiratória ajustada para 25 cmH2O e PEEP de 8 cmH2O, mantendo a frequência respiratória acima de 20 ciclos por minuto para aumentar a perfusão alveolar.
De acordo com o Manual de Cuidados Paliativos, sobre o tratamento de dispneia e outros sintomas respiratórios, assinale a alternativa CORRETA.
Em comparação com a ventilação ambiente, não há melhora da dispneia em pacientes não hipoxêmicos com a oxigenoterapia.
A aspiração de vias aéreas deve ser realizada sempre após a aplicação de técnicas de higiene brônquica.
Para conforto ventilatório, mantém-se o uso de ventilação não invasiva (VNI) mesmo em pacientes com rebaixamento do nível de consciência.
Para avaliação da dispneia, não é indicado considerar fatores emocionais associados, como ansiedade e depressão.
A ventilação não invasiva (VNT) é definida como o fornecimento de assistência ventilatória sem o uso de uma via aérea artificial invasiva. A principal vantagem da VNI é evitar complicações associadas a intubação e a ventilação mecânica invasiva (VM). Ao evitar a intubação, a VNI deixa as vias aéreas superiores intactas, preserva as defesas das vias aéreas e, durante os intervalos, permite que os pacientes comam, vocalizem normalmente e expectorem secreções das vias aéreas. A principal desvantagem da VNI é o retardo da intubação nos pacientes nos quais o método falha, precoce ou tardiamente, causando aumento de morbimortalidade. A VNI pode ser aplicada utilizando diferentes interfaces e modalidades de ventilação, resultando em diferentes efeitos fisiológicos. De acordo com as orientações práticas em Ventilação Mecânica AMIB e SBPT de 2024, assinale a alternativa CORRETA.
Falha de extubação em DPOC, doenças neuromusculares agudizadas, trauma e fibrose cística não são indicações de VNI.
As principais indicações de VNI são DPOC exacerbada com hipercapnia e acidemia (pH < 7,35); Edema agudo de pulmão cardiogênico e pós-extubação em pacientes de alto risco de reintubação (VNI preventiva).
As principais indicações de VNI são parada cardíaca ou respiratória e Escore de coma de Glasgow menor que 8.
As principais contra-indicações de VNI são asma exacerbada, síndrome de hipoventilação da obesidade e apneia obstrutiva do sono e doenças torácicas restritivas.
De acordo com Johnston (2018), quais são os parâmetros iniciais a serem utilizados em ventilação não invasiva em pediatria?
IPAP: 8-12cmH20, EPAP: 4-6cmH20, FR: 8-12irpm, sensibilidade: 0,5 a 1L/min.
IPAP: 10-15cmH2O, EPAP: 4-6cmH20, FR: 12-20irpm, sensibilidade: 0,5 a 1L/min.
IPAP: 6-8cmH20, EPAP: 8-10cmH2O, FR: 8-12irpm, sensibilidade: 0,5 a 1L/min.
IPAP: 8-12cmH20, EPAP: 8-10cmH2O, FR: 8-12irpm, sensibilidade: 0,5 a 1L/min.
IPAP: 10-15cmH2O, EPAP: 8-10cmH20, FR: 12-20irpm, sensibilidade: 0,5 a 1L/min.
A insuficiência cardíaca pode ser definida como a incapacidade do coração, como bomba, oferecer um fluxo sanguíneo adequado para a manutenção das funções orgânicas. Em relação ao uso da ventilação mecânica na insuficiência cardíaca congestiva descompensada, assinale a alternativa correta.
A pressão positiva intratorácica aumenta o retorno venoso e, por consequência, a pré-carga, a pressão transmural em parede de ventrículo esquerdo e a pós-carga.
O uso da VNI em pacientes com insuficiência cardíaca descompensada, sem desconforto ou insuficiência respiratória, está relacionado a um melhor prognóstico e menor tempo de internação hospitalar.
O apoio pressórico inspiratório diminui o consumo de oxigênio da musculatura respiratória, que, em condições basais, é de 5% e passa a até 40 a 50% do débito cardíaco em condições de estresse, reduzindo o trabalho cardíaco.
Há evidências robustas da superioridade da utilização da ventilação não invasiva com dois níveis de pressão quando comparada a VNI por meio da pressão positiva contínua nas vias aéreas (CPAP).
O uso da ventilação não invasiva (VNI), em pediatria, permite a redução do risco de infecções nosocomiais, especialmente com relação às pneumonias associadas à ventilação mecânica (PAV), uma vez que se reduz a necessidade de intubação orotraqueal (IOT).
Os efeitos gerais da VNI são:
diminuição dos volumes e capacidades pulmonares, manutenção da complacência pulmonar e das trocas gasosas, aumento do trabalho respiratório.
aumento dos volumes e capacidade pulmonares, manutenção da complacência pulmonar e das trocas gasosas, diminuição do trabalho inspiratório.
diminuição dos volumes e capacidade pulmonares, melhora da complacência pulmonar e das trocas gasosas, aumento do trabalho inspiratório.
aumento dos volumes e capacidades pulmonares, melhora da complacência pulmonar e das trocas gasosas, aumento do trabalho respiratório.
aumento dos volumes e capacidades pulmonares, melhora da complacência pulmonar e das trocas gasosas, diminuição do trabalho respiratório.
A principal diferenciação entre ventilação mecânica não invasiva (VNI) e ventilação mecânica invasiva (VMI) está justamente no uso de interfaces em máscaras, ao invés de uma via aérea artificial invasiva, o que proporciona uma condição mais próxima do fisiológico, tendo em vista que não demanda suporte medicamentoso e não expõe a um risco quando evitável. Diante do exposto, são interfaces para uso de ventilação mecânica não invasiva (VNI), exceto:
nasal: adapta-se sobre o nariz, tem menor risco de broncoaspiração, permite expectoração, gera menor sensação de claustrofobia, permite fala e alimentação, geralmente de fácil manuseio e com menor espaço morto.
facial: adapta-se sobre nariz e boca, com menor vazamento oral e, é considerada mais apropriada em condições agudas ao permitir fluxos e pressões maiores.
tubo orotraqueal (TOT): envolve toda a face, sendo relativamente mais confortável para uso prolongado, de fácil ajuste, com menor risco de lesão de pele e apresenta mínimo vazamento.
capacete: envolve toda cabeça, é mais confortável e não oferece risco de lesão facial.
A hipertensão pulmonar faz com que o ventrículo cardíaco esquerdo se dilate, o que gera insuficiência cardíaca esquerda e compromete a oxigenação para o lado direito do coração, resultando no aumento da resistência vascular pulmonar.
Certo
Errado
Paciente do sexo masculino, 9 anos, deu entrada na emergência de um hospital acompanhado pela mãe. O paciente apresenta taquipneia, tosse produtiva há 3 dias, episódios de febre e adinamia. Na ausculta pulmonar ele apresenta roncos e discreto sibilos inspiratórios. Assinale a alternativa que indica a conduta mais adequada nesse caso.
Expansão pulmonar com VNI em modo Bilevel.
Aumento da pressão pleural com uso do EPAP.
Exercícios respiratórios.
Inspiração sustentada máxima.
Ciclo ativo da respiração e tosse dirigida.
São contraindicações da mobilização precoce:
I. Hipertensão arterial sistólica maior que 170 mmHg.
II. SpO2 >90%.
III. Queda de 5% na FC durante a mobilização precoce.
Quais estão corretas?
Apenas I.
Apenas II.
Apenas I e II.
Apenas II e III.
I, II e III.
Assinale a alternativa que está de acordo com os critérios clínicos para a indicação de uma terapia de higiene de vias aéreas.
Deve ser indicada quando houver presença de secreção mesmo com tosse e eliminação eficientes e independentemente de sintomas.
Deve ser indicada rotineiramente em pacientes hospitalizados como profilaxia respiratória.
Deve priorizar técnicas invasivas e complexas para maior efetividade.
Pode ser utilizada como intervenção padrão, mesmo sem definição de metas clínicas.
Deve ser baseada na dificuldade do paciente em eliminar secreções e impacto na mecânica respiratória.
Sobre os fundamentos de fisioterapia aplicados em alterações cardiorrespiratórias, marque a alternativa correta:
A ventilação não invasiva é contraindicada em todos os casos de insuficiência respiratória aguda.
A reabilitação pulmonar deve priorizar exercícios aeróbicos de alta intensidade em pacientes com DPOC moderada.
A reexpansão pulmonar pode ser facilitada por técnicas como compressão torácica durante a expiração.
O fortalecimento da musculatura respiratória auxilia na melhora da dispneia e da capacidade funcional.
O volume corrente monitorado durante a VNI é de ≈ 4 mL kg⁻¹ (300 mL em paciente de 70 kg). Qual ajuste deve ser realizado primeiro para garantir ventilação alveolar adequada?
Elevar a pressão de suporte (IPAP) em 2-3 cmH₂O e reavaliar o volume corrente.
Reduzir a EPAP de 5 cmH₂O para 3 cmH₂O a fim de facilitar a insuflação.
Aumentar a FiO₂ para 60 % mantendo as pressões constantes.
Suspender a VNI e proceder à intubação traqueal de rotina.
A Portaria nº 825/2016 define critérios e responsabilidades distintas para cada uma das modalidades de Atenção Domiciliar (AD1, AD2 e AD3). Com base nessas definições, qual alternativa descreve corretamente característica ou condição de elegibilidade para uma dessas modalidades?
A modalidade AD1 é designada para usuários que requerem cuidados paliativos com acompanhamento clínico no mínimo semanal ou que necessitam de reabilitação intensiva, sendo o atendimento coordenado pelo Serviço de Atenção Domiciliar (SAD).
A modalidade AD2 abrange usuários com afecções agudas ou crônicas agudizadas que precisam de cuidados sequenciais (como tratamentos parenterais e reabilitação), ou com condições crônico-degenerativas ou paliativas que demandem acompanhamento ao menos semanal para evitar ou reduzir hospitalização, sob responsabilidade do SAD.
Para ser elegível à modalidade AD2, o usuário deve obrigatoriamente necessitar de equipamentos de suporte à vida, como ventilação mecânica ou nutrição parenteral, além de acompanhamento semanal pelo SAD.
O Serviço de Atenção Domiciliar (SAD) é responsável pelo atendimento de todas as modalidades (AD1, AD2 e AD3), garantindo desde os cuidados de menor frequência (AD1) até os mais complexos (AD3).
A modalidade AD3 diferencia-se da AD2 unicamente pela necessidade de visitas diárias da equipe multiprofissional, não havendo relação com a complexidade dos procedimentos (ex: paracentese) ou uso de equipamentos específicos.