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Segundo Schujmann e Fu (2019), existem critérios de segurança para mobilização e reabilitação precoce em pacientes internados na unidade de terapia intensiva. Assim, assinale a opção que apresenta uma contraindicação para a mobilização precoce.
Marcapasso com ritmo adequado.
Hemodiálise.
Tubo orotraqueal ou traqueostomia.
Delirium.
Bradicardia com medicação.
Na fisioterapia respiratória de pacientes pós-cirurgia cardíaca, é comum a presença de complicações como a redução da capacidade vital e o desenvolvimento de atelectasias. Um estudo controlado randomizado aponta que a utilização de ventilação não invasiva (VNI) associada a técnicas de mobilização precoce pode reduzir significativamente o tempo de internação e as complicações respiratórias. Considerando a aplicabilidade clínica dessas intervenções, analise as proposições e assinale a mais apropriada para um paciente submetido a uma revascularização do miocárdio:
A VNI deve ser utilizada com pressão inspiratória positiva contínua (CPAP) de 12 cmH2O associada à mobilização passiva dos membros superiores e inferiores, com o objetivo de prevenir hipoxemia e melhorar a perfusão tecidual.
O uso de pressão positiva ao final da expiração (PEEP) de 10 cmH2O durante a VNI é eficaz na reexpansão pulmonar, devendo ser aplicada de forma intermitente em pacientes com comprometimento cardiorrespiratório para evitar fadiga muscular.
A mobilização precoce associada à VNI com níveis de CPAP acima de 15 cmH2O é a intervenção de escolha para aumentar a capacidade vital em pacientes com ventilação prolongada, sendo necessário evitar a mobilização ativa durante as primeiras 48 horas pós-operatórias.
A aplicação de VNI com pressão inspiratória (IPAP) de 14 cmH2O e pressão expiratória (EPAP) de 6 cmH2O, associada a exercícios de expansão torácica, é recomendada para melhorar a ventilação alveolar e prevenir complicações respiratórias.
A VNI deve ser evitada em pacientes com função cardíaca comprometida, pois o aumento da pressão torácica pode levar à redução do retorno venoso e ao aumento da pressão pulmonar, exacerbando a insuficiência cardíaca.
São indicações de troca gasosa extracorpórea, EXCETO:
SARA com PEEP ≥10 cm H2O.
Possibilidade de reversão da lesão pulmonar.
Doença pulmonar de início agudo.
Coma – paciente sem sedativo pós-PCR.
Paciente ≥18 anos.
A gravidade dos pacientes com doença pulmonar obstrutiva crônica (DPOC) é obtida pelo volume expiratório forçado no primeiro segundo (VEF1).
Um paciente com DPOC, que apresenta VEF1 reduzido para menos de 1 litro, pode ser corretamente classificado como:
muito leve.
leve.
moderado.
grave.
muito grave.
Qual a principal técnica fisioterapêutica para prevenir complicações pulmonares no pós-operatório de cirurgias abdominais?
Treinamento muscular respiratório associado à deambulação precoce.
Imobilização prolongada para evitar dor torácica.
Uso exclusivo de ventilação não invasiva para todos os pacientes.
Restrição da ingestão hídrica para reduzir secreções pulmonares.
Durante a internação, o paciente está sujeito ao imobilismo. Uma vez instalado, ocorrem alterações nos sistemas, que podem levar a complicações com maior suscetibilidade em idosos, pessoas com necessidades especiais e em pessoas com doenças crônicas. A posição de sedestação pode ser adotada para os pacientes. É CORRETO afirmar que a sedestação pode desencadear:
melhora do transporte mucociliar.
diminuição dos volumes e das capacidades pulmonares.
diminuição da ventilação alveolar.
prejuízo na eficiência da desobstrução das vias aéreas e da tosse.
aumento do volume diastólico final e de ejeção.
Augusto, 15 anos, com diagnóstico de DMD, encontra-se no estágio 4 de evolução da doença, portanto, é cadeirante desde os 10 anos, quando perdeu a marcha. Ele realiza avaliações fisioterapêuticas a cada 6 meses.
Um dos fatores em que o fisioterapeuta e o médico se baseiam para indicar a ventilação não invasiva noturna
é a saturação de O₂ menor que 95% ou pCO2 (gasometria)/ETCO2 (capnografia) maior que 45% na vigília.
são os sinais e sintomas de hipoventilação nos pacientes com CVF abaixo de 50% do previsto.
são 4 ou mais episódios de saturação de O2 < 95% ou quedas na saturação de O2 de, pelo menos, 4% por hora durante o sono.
é a saturação de O2 menor que 90% ou pCO2 (gasometria)/ETCO2 (capnografia) maior que 50% na vigília.
são sinais e sintomas de hipoventilação nos pacientes com CVF abaixo de 40% do previsto.
Um paciente idoso, em pós-operatório de cirurgia abdominal alta, evolui com hipoventilação devido à dor incisional e ao posicionamento restrito no leito. Na ausculta pulmonar, são identificados murmúrios vesiculares diminuídos difusamente, e a radiografia de tórax sugere a presença de atelectasias laminares em bases pulmonares. O fisioterapeuta precisa selecionar uma técnica de terapia de expansão pulmonar para reverter este quadro, considerando que o paciente está lúcido, orientado e colaborativo. Assinale a alternativa que apresenta a intervenção mais apropriada para este cenário.
Técnica de expiração forçada (huffing) associada à drenagem postural em Trendelenburg, para mobilizar as secreções retidas nas bases pulmonares, que são a causa primária da hipoventilação e do colapso alveolar.
Ventilação não invasiva (VNI) com dois níveis de pressão (BIPAP) em modo espontâneo, com pressões elevadas (IPAP > 20 cmH2O), aplicada de forma contínua por 24 horas para garantir a reexpansão completa dos pulmões.
Exercícios diafragmáticos com resistência manual aplicada sobre o abdome durante a fase inspiratória, visando exclusivamente o fortalecimento do diafragma para que ele possa superar a restrição imposta pela dor.
Espirometria de incentivo a fluxo ou a volume, instruindo o paciente a realizar inspirações lentas e profundas, seguidas de uma pausa inspiratória de 2 a 3 segundos, com o objetivo de otimizar a ventilação colateral e aumentar o gradiente de pressão transpulmonar para a reabertura de unidades alveolares colapsadas.
A bronquiolite viral aguda (BVA) é uma síndrome infecciosa viral aguda que se apresenta, inicialmente, no trato respiratório superior e que progride com manifestações no trato respiratório inferior, afetando sobretudo os bronquíolos. No caso de BVA, além de idade inferior a 6 meses, as indicações para hospitalização compreendem dificuldade respiratória
moderada a intensa (frequência respiratória durante o sono de 50 a 60 ou mais alta), hipoxemia (PaO₂ < 60 mmHg ou SatO₂ < 92% em ar ambiente), ocorrência de apneia, incapacidade de tolerar a alimentação oral e indisponibilidade de cuidados apropriados em casa.
moderada a intensa (frequência respiratória durante o sono de 40 a 50), hipoxemia (PaO₂ < 70 mmHg ou SatO₂ < 90%), ocorrência de apneia, capacidade de tolerar a alimentação oral e indisponibilidade de cuidados apropriados em casa.
grave (frequência respiratória durante o sono de 50 a 60), hipoxemia (PaO₂ < 70 mmHg ou SatO₂ < 92% em ar ambiente), ocorrência de apneia, capacidade de tolerar a alimentação oral e disponibilidade de cuidados apropriados em casa.
leve a moderada (frequência respiratória durante o sono de 50 a 60 ou mais alta), hipoxemia (PaO₂ < 60 mmHg ou SatO₂ < 92% em ar ambiente), ocorrência de apneia, incapacidade de tolerar a alimentação oral e indisponibilidade de cuidados apropriados em casa.
leve (frequência respiratória durante o sono de 40 a 50), hipoxemia (PaO₂ < 70 mmHg ou SatO₂ < 92%), sem ocorrência de apneia, capacidade de tolerar a alimentação oral e indisponibilidade de cuidados apropriados em casa.
A Ventilação Não Invasiva (VNI) é uma forma de suporte ventilatório indicado na presença de insuficiência respiratória aguda ou crônica.
Em relação ao uso da VNI, assinale a afirmativa incorreta.
Está indicada na exacerbação da DPOC.
Pode ser utilizada na insuficiência respiratória aguda, exigindo vigilância profissional contínua.
A instabilidade hemodinâmica com critérios de choque não é contraindicação para o uso da VNI.
Está indicada no desmame da ventilação mecânica invasiva em situações específicas, reduzindo as taxas de insucesso.
Seu uso em pacientes com edema agudo de pulmão reduz a necessidade de intubação.
A tetralogia de Fallot é uma cardiopatia congênita que afeta a circulação sanguínea, dentre seus sintomas estão a presença de cianose e sopro cardíaco. Assinale a alternativa que indica corretamente as alterações cardíacas presentes nessa patologia.
Defeito do septo atrial, estenose da valva aórtica, hipertrofia ventricular direita e dextroposição da aorta.
Defeito do septo ventricular, insuficiência da valva pulmonar, hipertrofia ventricular esquerda e dextroposição da aorta.
Defeito do septo atrial, estenose da valva semilunar, hipertrofia ventricular esquerda e dextroposição da aorta.
Defeito do septo ventricular, estenose da valva pulmonar, hipertrofia ventricular direita e dextroposição da aorta.
Defeito do septo ventricular, insuficiência da valva pulmonar, hipertrofia ventricular esquerda e dextroposição da aorta.
Em relação ao desmame ventilatório, assinale a opção correta.
O sucesso no teste de respiração espontânea (TRE) é geralmente definido pela estabilidade clínica e ausência de sinais de fadiga durante 60 a 120 minutos.
A realização do teste de respiração espontânea (TRE) é restrita a pacientes sem doença pulmonar crônica.
O índice de respiração rápida e superficial (índice de Tobin) > 105 resp/min/L prediz o sucesso no desmame.
O método mais comum de teste de respiração espontânea (TRE) é a ventilação controlada por volume com alta frequência respiratória.
Em pacientes de alto risco (idosos, portadores de doença pulmonar obstrutiva crônica ou insuficiência cardíaca), a aplicação de ventilação não invasiva (VNI) imediatamente após a extubação pode reduzir o risco de reintubação.
São mecanismos que podem contribuir para a obstrução do fluxo aéreo na Doença Pulmonar Obstrutiva Crônica (DPOC), EXCETO:
Inflamação.
Perda da elasticidade.
Broncoespasmo.
Baixa complacência.
Na reabilitação de pacientes com patologias crônicas restritivas, a fisioterapia desempenha um papel importante na melhora da qualidade de vida. Sobre as estratégias aplicadas, está CORRETO o que se afirma na opção
O uso de expansores pulmonares é contraindicado em pacientes com fibrose pulmonar avançada.
Exercícios aeróbicos de alta intensidade são prioritários em todos os estágios da doença.
A ventilação mecânica invasiva é a única abordagem eficaz para reduzir a dispneia em doenças restritivas.
O treinamento físico deve ser combinado com técnicas de respiração diafragmática para otimizar a ventilação.
Técnicas manuais são aplicadas, exclusivamente, para drenagem de secreções em quadros agudos.
A avaliação da gravidade da crise asmática é um processo difícil; porém, de fundamental importância no manejo dessa situação na sala de emergência, uma vez que visa a identificar o paciente de maior risco, que requer monitoração e tratamento mais agressivo, para evitar a insuficiência respiratória. Sobre a condução do tratamento da asma, é CORRETO afirmar que:
caso os pacientes necessitem de suporte maior de oxigênio, recomenda-se a adaptação de máscara facial simples ou máscaras de Venturi.
a oxigenoterapia deve ser administrada imediatamente para todos os pacientes com asma aguda que apresentem SpO2 maior que 95%, preferencialmente ofertado através do cateter nasal, ajustando o fluxo de oxigênio.
para que o tratamento farmacológico possa ser administrado às vias aéreas inferiores, a aerossolterapia não é uma via de eleição considerada, pois as respostas são mais lentas.
o fisioterapeuta poderá realizar ventilação não invasiva na crise asmática com o objetivo de controlar a hipercapnia e aumentar o trabalho respiratório do paciente, evitando a fadiga muscular.
o sucesso da terapêutica com a ventilação não invasiva não está associado com a colaboração do paciente, visto que o paciente deve sempre estar levemente sedado, a fim de não permitir escape após instalada a interface.
A VNI está indicada em situações de insuficiência respiratória hipercápnica aguda.
Certo
Errado
Em geral, o volume corrente deve ser ajustado pela altura e sexo dos indivíduos, iniciando‑se com 6 a 8 ml/kg de peso predito.
Certo
Errado
Analise as afirmações a seguir:
I. O treinamento para ganho de força deve-se utilizar uma intensidade baixa e altos números de repetições.
II. Para ganho de força, a maioria dos estudos científicos descreve o treinamento sendo realizado de três a sete vezes por semana, com duração de 10 a 30 minutos.
III. O treinamento linear, além de ser fluxo-independente, possibilita uma melhor relação de tempo inspiratório e expiratório.
IV. O treshold é um equipamento, de baixo custo, cuja sobrecarga é do tipo spring loaded (mola), que impõe uma carga de trabalho aos músculos expiratórios, proporcionando aumento transitório da dispneia.
Sobre o treinamento muscular respiratório, estão corretas, apenas:
I e II.
II e IV.
II e III.
I e IV.
São critérios hemodinâmicos para a interrupção da sessão de mobilização, EXCETO:
PAS >180 mmHg e PAD >110 mmHg.
Presença de arritmia.
Elevação >20% da FC de repouso.
50% da FC max(predito pela idade).
A maior parte das bronquiolites virais aguda (BVA) é tratada ambulatoriamente, mais frequentemente com medidas sintomáticas. O tratamento ambulatorial da BVA inclui manter um estado de hidratação correta (orientando o fracionamento da alimentação) e assegurar a permeabilidade das vias aéreas superiores por meio da instilação de solução fisiológica nas narinas.
A oxigenoterapia está indicada, impondo a hospitalização do paciente, se a saturação de O2 for menor que
96%
95%
94%
93%
92%