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O termo “desvio fonológico evolutivo” ou “ desordem fonológica” é utilizado comumente para refletir crianças com dificuldade específica para o aprendizado da linguagem, afetando a produção da fala na ausência de fatores etiológicos conhecidos e detectáveis, tais como dificuldade geral de aprendizagem, déficit intelectual, desordens neuromotoras, distúrbios psiquiátricos ou fatores ambientais. As características clínicas clássicas dessas crianças estão descritas abaixo. Assinale a alternativa que não corresponde à alternativa correta.
Uma fala espontânea apresentando erros resultantes, principalmente de desvios consonantais da pronuncia adulta alvo.
Mais de 4 anos, pois essa é a idade em que a fala da criança normalmente já é inteligente para pessoas que não fazem parte do seu ambiente social imediato.
Nenhuma disfunção neurológica detectável relevante para a produção da fala.
Audição anormal para a fala.
Na clínica de Voz, os protocolos de autoavaliação têm como objetivos avaliar e quantificar o impacto de um distúrbio de voz na percepção do paciente. Considere as seguintes afirmações:
I. Avalia a percepção de desvantagem vocal na vida de uma pessoa com disfonia.
II. Analisa os sintomas vocais e consegue diferenciar sujeitos disfônicos e não disfônicos.
III. Investiga o impacto de um problema de voz na qualidade de vida.
Indique quais são os protocolos I, II e III, nesta ordem:
QVV, ESV, IDV.
IDV, EDSV, QVV .
QVV, ISV, IDV.
IDV, ESV, QVV.
O que deve ser levado em conta na intervenção fonoaudiológica nos distúrbios da fala de origem fonética?
Alterações da forma da arcada dentária, somadas à hiperfunção da língua, são os principais fatores associados ao ceceio anterior e lateral.
Distorções, imprecisões, reduções e travamentos articulatórios são as principais alterações de origem musculoesquelética.
A abordagem de tratamento nos desvios fonéticos centrada na realização de exercícios motores orais desenvolve as habilidades neurais requeridas para a fala.
Aumento ou diminuição da quantidade de saliva, tamanho da língua e presença de piercings linguais podem estar relacionados com o problema de fala.
A fala desviada é produto de um articulador mal posicionado.
A voz é ar sonorizado, logo, temos necessidade de um trabalho respiratório, porque a respiração deve possibilitar uma pressão aérea suficiente, mas também sustentada, de forma que se aproveite totalmente o ar expirado, convertendo-o em som e mantendo uma dinâmica correta.
Neste sentido, tem-se que as bases da respiração NÃO contemplam:
Conseguir uma coordenação fonorrespiratória correta.
Possibilitar as diferenças entre os sons nasais e os orais.
Instaurar uma respiração costodiafragmática que permita um controle muscular do sopro sem repercutir em outros aspectos fonéticos.
Controlar o ar expirado.
Sobre "Etiopatogenia das Disfonias Funcionais", marque a alternativa INCORRETA.
A disfonia funcional é definida como uma alteração da função vocal.
A disfonia funcional é provocada eventualmente por uma perturbação da atitude vocal.
A etiologia das disfonias funcionais é sempre múltipla.
A disfonia funcional pode complicar-se com lesões orgânicas da laringe, provocadas pelo esforço vocal (nódulos) ou por alterações orgânicas transitórias (laringite).
A voz humana precisa ser bem usada sob vários aspectos a que ajudarão a preservá-la, evitando-se prejuízos que podem ser irreversíveis. (...) A voz usada inadequadamente poderá causar o aparecimento de:
Nódulos nas cordas vocais.
Fibroma.
Papiloma.
Dislelia ou disglossia.
As dificuldades encontradas pelos fonoaudiólogos no estabelecimento de uma conduta orientada para a diferenciação entre as dificuldades de ordem fonética daquelas de motivação fonológica (ao se avaliar crianças com queixa de trocas de sons na fala), mostra a importância de um criterioso e detalhado processo diagnóstico para o sucesso do planejamento terapêutico. Quais as principais diferenças entre alterações fonéticas e fonológicas, ao se referir à produção dos sons da fala e à organização fonológica destes no sistema linguístico?
Quando há uma produção fonológica, que consiste na perda da diferença semântica, demonstra que a organização fonética não está adequada.
O impacto da inteligibilidade na fala será maior quanto menor for a variabilidade de produção que a criança apresentar e/ou menor constrastividade do sistema fonológico.
Alterações fonéticas, que requerem intervenção com enfoque articulatório, apresentam distorção na produção de sons e impactam na contrastividade de significado das palavras.
Em relação ao inventário fonético, deve-se avaliar quais sons fazem parte da fala espontânea, se todos os fones esperados são produzidos pelo paciente e se há algum som ou sons faltantes.
De acordo com Marchesan (2004), “os distúrbios da fala são causados por problemas nas estruturas ósseas, nas cartilagens e/ou nos músculos envolvidos na produção de fala.” Essas alterações são de origem:
Musculoesquelética.
Neurológica.
Muscular.
Fisiológica.
Exógena.
O tratamento fonoaudiológico das disfonias envolve procedimentos de diversas naturezas visando desenvolver a melhor comunicação oral, com redução do esforço e adequação do padrão fonatório às necessidades do indivíduo. Considerando as técnicas de reabilitação das disfonias, é INCORRETO afirmar que:
A técnica de empuxo consiste na realização de movimentos de esforço simultaneamente à fonação, tendo como objetivo a aproximação de estruturas laríngeas. Tal técnica pode ser indicada para paralisia unilateral de prega vocal, grandes fendas glóticas, disfonias hipercinéticas e disfagias discretas.
A técnica de sons disparadores consiste em realizar repetidas emissões de sons sem significado ou de sons geralmente produzidos nas funções vegetativas de laringe, tais como pigarro, tosse, espirro, bocejo e suspiro. Tal técnica tem indicação para disfonia psicogênica com fala articulada ou sussurrada.
A técnica de firmeza glótica é realizada através da oclusão quase que total da boca com emissão sonorizada, sustentada de modo prolongado. Com o trato vocal semiocluído ocorre o fenômeno de ressonância retroflexa, havendo expansão de toda a área do trato vocal, da boca à laringe. Tal técnica pode ser indicada quando há envolvimento indesejável das estruturas supraglóticas. Além disso, sua utilização melhora a coaptação glótica, estimula a elevação do palato mole e favorece os ajustes da musculatura laríngea.
A sequência de arrancamento é um procedimento agressivo e aplicado de modo intensivo, especificamente indicada para granulomas de laringe, de aspecto preferencialmente pediculado, de preferência pós-intubação ou após cirurgias ablativas de laringe. Busca-se amputar a lesão produzindo microtraumatismos de repetição na base do granuloma, por meio da realização de exercícios de empuxo sonorizados associados a um forte apoio do tronco e fluxo respiratório máximo com emissões fortes e curtas para promover atrito.
A técnica de deglutição incompleta sonorizada atua no fechamento da laringe, aproveitando a constrição que ocorre na passagem da fase faríngea para a esofágica da deglutição. Para sua execução, deve-se emitir uma sequência de sons sonoros ao iniciar o ato de deglutir. Assim, ocorre uma associação entre início da deglutição, em que a laringe está cerrada e elevada, e a emissão de um som com a coaptação forçada das pregas vocais. Tal técnica pode ser indicada para quadros de paralisias uni ou bilaterais de pregas vocais, laringectomias parciais e grandes fendas glóticas.
Os ataques vocais podem ser suaves, isocrônicos ou equilibrados quando a coaptação e a vibração das pregas vocais ocorrem sincronicamente à expiração. Os ataques vocais são considerados bruscos quando se observa adução glótica intensa ou precoce, com consequente aumento da pressão subglótica e ruído de impacto antes do início do som. Considerando as técnicas que podem ser utilizadas no treinamento vocal em casos de ataque vocal brusco, analise as alternativas a seguir.
I. Ataque vocal soproso; som de um fonema fricativo surdo e, em seguida, o sonoro.
II. Voz salmodiada; suspiro; som basal; e, sons plosivos.
III. Suspiro e sons nasais associados à emissão de monossílabos que iniciem com vogais.
Está correto o que se afirma em
I, II e III.
I, apenas.
I e II, apenas.
I e III, apenas.
II e III, apenas.
O distúrbio fonológico é definido como uma dificuldade de fala, caracterizado pelo uso inadequado dos sons de acordo com a idade.
Sobre a intervenção fonoaudiológica nesses casos, é correto afirmar que:
No Modelo de Ciclos, a criança é confrontada com vários sons simultaneamente, dentro de um inventário fonológico alterado, a fim de reduzir os homônimos na fala.
A abordagem articulatória, na qual os fonemas eram tratados isoladamente, depois em sílabas, palavras e frases, finalizando com a fala espontânea não é o mais adequado, pois não considera os aspectos organizacionais da língua.
O principio básico é que não há regularidade na linguagem falada, ou seja, os padrões de pronúncia não são regidos por regras e são imprevisíveis.
No Modelo de Oposições Múltiplas, a abordagem de intervenção fonológica baseia-se em processos fonológicos, sendo os dois procedimentos básicos a estimulação e a produção.
O Metaphon é um procedimento terapêutico que tem por objetivo promover mudanças no sistema fonológico, considerando a hierarquia implicacional de traços distintivos.
Em relação à técnica de modulação de frequência e intensidade, assinalar a alternativa CORRETA:
A técnica de modulação de frequência e intensidade visa a reunir condições mínimas para obter uma plasticidade vocal adequada e saudável. É uma técnica universal.
Utiliza monoaltura ou monointensidade na fala habitual, além de uma psicodinâmica vocal negativa; pode provocar um desgaste no aparelho fonador, apesar de não gerar fadiga vocal. Portanto, variações de frequência e intensidade geram um melhor desempenho do sistema fonatório.
Como material de fala podem ser utilizadas frases simples, sequências automáticas, pequenas poesias e reflexões de músicas conhecidas; pode ser também associada à técnica de voz salmodiada. Esses recursos são úteis para uma melhor plasticidade vocal.
Os objetivos da técnica são o controle da fonte glótica, a redução das constrições no trato vocal, a melhora do padrão articulatório, a estabilização da qualidade vocal e a conscientização vocal.
No processo da articulação dos sons da fala, a ação do músculo orbicular dos lábios proporciona a articulação correta do som plosivo bilabial presente na palavra
casa.
país.
gata.
sala.
Existe uma relação direta entre voz normal e simetria laríngea. A assimetria laríngea normalmente está presente nos exames de indivíduos com voz grave e crepitante.
Certo
Errado
Reeducação das Puberfonias - A alteração do processo da mudança vocal, por falta de rebaixamento da laringe, exigirá uma orientação fonoaudiológica e psicológica, já que muitos pacientes apresentam problemas de identificação com o modelo vocal masculino. O tratamento fonoaudiológico será baseado em um trabalho corporal, envolvendo: postura, respiração, ressonadores, entre outros.
No trabalho com ressonadores, temos abordagens diferentes, excetuando-se:
Fazendo com que o paciente escute um tom grave de piano e incentivando a reproduzi-lo.
Executando no paciente, um rebaixamento mecânico da laringe embora com uso de boa suavidade, para facilitar a busca de sons agudos.
Utilizando um exercício de força simples e fazendo-o emitir uma vogal sobre um tom grave.
Dando uma risada, fazendo com que o paciente sustente a vogal alongada.
“As alterações posturais das pregas vocais dizem respeito às chamadas fendas glóticas.” Assinale (V) para as afirmativas verdadeiras e (F) para as falsas.
( ) A fenda triangular médio-posterior é a fenda típica da disfonia por tensão muscular.
( ) Na fenda triangular ântero-posterior predomina a hipocontração ou hipocinesia da laringe.
( ) A maioria das fendas glóticas, especialmente as triangulares, responde positivamente à fonoterapia.
( ) A fenda triangular anterior está restrita à região da área respiratória da laringe.
A sequência correta de cima para baixo é:
V, V, V, V.
F, V, V, F.
V, V, V, F.
F, V, F, V.
F, F, F, V.
O músculo cricoaritenóideo posterior também conhecido como CAP é responsável por:
Alongar as pregas vocais.
Encurtar e espessar as pregas vocais.
Tensionar e aduzir as pregas vocais.
Aduzir as pregas vocais.
Aduzir e abaixar as pregas vocais.
Analise as sentenças a seguir, a respeito dos distúrbios fonéticos da fala.
I. Alterações da forma da arcada dentária, assim como hipofunção da musculatura da língua, tendem a ser os fatores associados mais frequentes nos quadros de ceceio anterior e lateral.
II. As posições de ataque inicial e medial são facilitadoras na produção do fonema /
III. O /
Está(ão) correta(s) a(s) afirmativa(s)
I, apenas
I e II, apenas.
II e III, apenas.
I, II e III.
Sobre a "Fonação da voz cantada", marque a característica INCORRETA.
Quociente de fechamento da projeção vocal (PV) maior que o de abertura.
Série mais rica de harmônicos e com intensidade menos forte.
Ampla extensão de frequências.
Atrito da mucosa das PV reduzido, sem início de sonorização brusco, mas sim com mudança da tensão das estruturas.
Laringe com permanência da posição baixa e estabilizada, mesmo nas frequências mais altas, (mas nem sempre para o canto popular).
O método de ativação vocal, que se baseia em técnicas variadas para eliciar a sonorização necessária para uma produção vocal glótica ou vicariante, é chamado:
Técnica de sons das plosivas.
Técnica de ataques vocais.
Técnica de firmeza glótica.
Técnica de sons disparadores.