Questões de Concurso sobre Avaliação e Intervenção Fonoaudiológica nos Distúrbios da voz

 
 
Disciplina 1
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São as únicas lesões orgânicas localizadas fora da borda livre das pregas vocais. Ocorrem na região posterior das cordas vocais, na porção cartilaginosa. Geralmente estão associadas com alguns fatores, como: refluxo gastroesofágico, trauma por entubação, abuso vocal ou a combinação destes.

O trecho acima refere-se a


A
nódulos de pregas vocais.

B
cistos de pregas vocais.

C
edema de Reimke.

D
pólipo de corda vocal.

E
granulomas e úlceras de contato do processo vocal.

I problema emocional.

II imitação.

III aprendizagem incorreta.

IV perturbação na relação pais-filho.

A quantidade de itens certos é igual a


A

1


B

2


C

3


D

4

Os ataques vocais correspondem à maneira como se inicia a adução glótica durante a fonação. O ataque vocal aspirado pode ser produzido por


A

adução glótica suave e sincrônica com a expiração controlada.


B

três situações: adução intensa, adução precoce e fluxo expiratório excessivo diante de adução normal.


C
adução deficiente ou atrasada.

D

ar suplementar ao da expiração normal que, utilizado até o final, gera também tensão laríngea.


E

ar que permanece nos pulmões, mesmo após a expiração máxima.

Qual das opções abaixo relaciona técnicas vocais que têm por objetivo o abaixamento da laringe?


A

coordenação fono-respiratória, vibração de mucosa e exercícios mastigatórios


B

sons hiperagudos, som basal e emissão de boca aberta


C

sons fricativos, técnica sueca do /b/ prolongado e manipulação digital da laringe


D

sons fricativos surdos, sons vibrantes e técnica do bocejo


E

técnica sueca do /b/ prolongado, fonação inspiratória e manipulação digital da laringe

De acordo com Behlau e Pontes (1990 e 1995), as disfonias podem ser classificadas em:


A

funcionais e comportamentais primárias e secundárias


B

comportamentais e estruturais primárias e secundárias


C

funcionais, organo-funcionais e orgânicas


D

funcionais e orgânicas primárias e secundárias


E

estruturais e orgânicas primárias e secundárias

Nódulos nas pregas vocais, podem ser classificados no grupo patológico


A

malformação congênita.


B

disfonia psicogênica.


C

disfonia funcional com alteração orgânica secundária.


D

disfonia funcional.


E

alteração fonética.

Sulco vocal, cisto epidermóide e ponte de mucosa são alterações estruturais mínimas da laringe consideradas como desarranjo estrutural que ocorre durante a embriogênese.


C
Certo

E
Errado

Analise as seguintes afirmativas:

1. A qualidade vocal pastosa está associada a uma articulação imprecisa.

2. O ventrículo laríngeo e as pregas vestibulares têm a função de lubrificar a laringe.

3. A disfonia é um sintoma.

4. A qualidade vocal rouca está ligada à rigidez da mucosa das pregas vocais, ao passo que a qualidade vocal áspera está relacionada ao movimento muco-ondulatório assimétrico das mesmas.

A opção CORRETA é:


A

São falsas as afirmativas 2 e 4.


B

São verdadeiras as afirmativas 1, 2 e 3.


C

São verdadeiras as afirmativas 1, 3 e 4.


D

Todas as afirmativas são verdadeiras.

Somente nos casos em que há certeza de que a amplificação sonora na orelha pior compromete o desempenho da melhor, opta-se pela amplificação


A

binaural


B

monoaural


C

máxima


D

intermediária

A higiene vocal é o cuidado para manter a qualidade da voz e conservar a saúde das estruturas que a produzem. São dicas básicas de higiene vocal infantil todas as abaixo, exceto:


A

Fale sempre articulando bem. Com a boca fechada o som sairá abafado.


B

Procure falar de forma suave para não ficar cansado.


C

Se precisar falar baixo sussurre para diminuir o volume da voz.


D

Fale pouco quando sentir que sua voz não está boa.


E

Procure beber água sempre que sentir um pouco de sede ou quando estiver falando muito.

A fonoterapia, nos casos pós-remoção de tumores do soalho da boca, deve


A

utilizar, quando houver sutura da língua e distorções na produção dos sons apicais e/ou velares, exercícios de mobilidade de língua e desenvolver compensações de lábios ou bochechas.


B

exercitar a musculatura do platisma para compensar a dificuldade de vedamento labial e melhorar o padrão de mastigação, com exercícios de sobrearticulação dos sons da fala.


C

enfatizar a estimulação tátil-térmica para o início da fase faríngea da deglutição e as manobras de proteção das vias aéreas inferiores.


D

maximizar a elevação laríngea, a constrição da faringe e a sobrearticulação dos sons da fala, visando ao aumento da oralidade e à melhora da qualidade vocal.


E

utilizar exercícios para a estimulação das paredes laterais e posterior da faringe, principalmente as técnicas de esforço, como por exemplo, a associação de sons plosivos com socos no ar e deglutição incompleta sonorizada.

Assinale a alternativa correta em relação à ressonância nasal.


A

Geralmente é devida à tensão exagerada dos pilares faríngeos.


B

A utilização da voz sussurrada sempre acentua a nasalidade.


C

A hipernasalidade deve-se somente à incompetência velofaríngea.


D
O excesso de oralidade pode causar o surgimento de nódulos vocais.

E

Quanto maior for a precisão articulatória, menor o grau de nasalidade.

São disfonias representadas por lesões de laringe, nas quais o comportamento vocal tem maior ou menor envolvimento na gênese da alteração:


A

Disfonias Organofuncionais.


B

Disfonias Orgânicas congênitas


C

Disfonias Orgânicas Endocrinológicas.


D

Disfonias Orgânicas Psiquiátricas.


E

Disfonias Orgânicas por Câncer de Cabeça e Pescoço

Em relação à reabilitação vocal nas neoplasias, é correto afirmar que na(s)


A

laringectomia parcial vertical – cordectomia, a fonoterapia deve ter foco na deglutição.


B

laringectomia total, a ênfase deve ser na fonte glótica, na estabilização da emissão e no trabalho de ressonância


C

laringectomia near total (ou quase total), a fonoterapia deve enfatizar a melhora da deglutição e a elevação da laringe.


D

cordectomias (tipo I, II, III), laringectomia frontal anterior, frontolateral, hemilaringectomia, o foco deve ser diminuição do espaço glótico e aumento da vibração.


E

laringectomia supracricóide com cricohioidoepiglotopexia, a ênfase será na emissão supraglótica, com aumento a soprosidade.

As alterações posturais das pregas vocais dizem respeito às chamadas fendas glóticas, por vezes chamadas de hiatos glóticos. Sobre elas afirma-se que:


A

um fechamento glótico normal e adequado, também denominado coaptação glótica completa, é aquele que não deixa à mostra nenhum espaço entre as pregas vocais, principalmente no sexo feminino.


B

todos os tipos de fendas glóticas são resultados de inadaptações funcionais.


C

em alguns casos de fenda triangular posterior, percebe-se uma diminuição do fluxo aéreo na produção vocal e tempos máximos de fonação reduzidos.


D

as fendas duplas apresentam duas regiões de coaptação insuficiente, formando um pequeno fuso na região anterior e um triângulo na região posterior.

O pólipo tem como qualidade vocal característica


A

rouquidão com freqüência fundamental grave, podendo haver restrição na modulação da voz, pelas adaptações do trato vocal, tipo de inserção, tamanho e presença ou não de lesão contralateral.


B

variável entre áspera e rouco-áspera, dependendo da altura em que a lesão se encontra, ou ainda bitonal, quando ocorre assimetria de vibração da onda de mucosa, freqüência fundamental aguda, pitch pode ser agudizado.


C

rouquidão com freqüência fundamental aguda, pitch agudo, dependendo da compensação do trato vocal e ressonância de foco alto.


D
freqüência fundamental grave quando a lesão está próxima à área de vibração da mucosa, mas a maioria dos pólipos pode não apresentar sintomas vocais.

E

aspereza pela restrição e retenção na vibração da mucosa, freqüência fundamental aguda, bitonalidade e quebra de sonoridade pela assimetria de vibração da onda de mucosa.

Na produção da fala é comum a hipernasalidade, com emissão nasal do ar audível. Qualidade vocal soprosa, rouquidão, loudness reduzida, pitch grave, tosse fraca e vocal fry em alguns casos. Ocorre imprecisão articulatória, caracterizada por pouca pressão intra-oral, devido à incompetência velofaríngea e/ou imobilidade dos lábios e língua, causada por lesões nos nervos facial e hipoglosso. Comumente, os reflexos de gag e tosse estão reduzidos, podendo haver fasciculações e atrofia de língua e movimentos lentos. Essas alterações são freqüentemente encontradas na disartria


A
e apraxia.

B

atáxica


C

hipercinética.


D

espástica.


E

flácida

Foco de ressonância refere-se


A

às características de vibração das pregas vocais.


B

à região do trato vocal onde predomina a amplificação da voz.


C

à produção do tom fundamental.


D

à intensidade vocal.


E

à região da glote que sofre maior adução durante a produção vocal.

Em relação aos exercícios vocais, o fonoaudiólogo deve considerar que


A

quando a soprosidade está presente, como nas paralisias de pregas vocais, faz-se necessário realizar exercícios que envolvam emissão suavizada por meio de sons vibrantes, nasais ou fricativos, utilizando, também, escalas ascendentes e descendentes.


B

a técnica do huming (emissão do "hum") é um dos exercícios vocais mais utilizados para suavizar o ataque vocal brusco, pois promove o aumento da constrição supraglótica e a maior mobilidade laríngea no sentido vertical.


C

quando a qualidade vocal é tensa, faz-se necessário utilizar exercícios vocais que favoreçam a subida da laringe para uma posição mais elevada no pescoço, como a técnica do som basal e do /b/ prolongado


D

os pacientes com qualidade vocal rouca devido ao aumento de massa das pregas vocais, beneficiam-se de exercícios vocais que visem ampliar a vibração da mucosa das pregas vocais, como as técnicas de sons vibrantes ou os fonemas fricativos sonoros.


E

nos casos de pacientes portadores de disfonia hipercinética, a utilização da fonação inspiratória deve ser feita, pois promove maior coaptação glótica e desloca o foco de ressonância para a cavidade nasal, promovendo uma maior projeção vocal.

 
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