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O tratamento ofertado a pacientes com queixas de dores na articulação temporomandibular e mastigação comprometida pode incluir uso de calor úmido, laserterapia e manobras como massagens suaves ou profundas que aumentem o fluxo sanguíneo e reduzam os pontos de tensão.
Certo
Errado
A realização do exame instrumental da deglutição deve ser fundamentada em evidências científicas e o protocolo-base deve ser estruturado a partir dos aspectos abaixo, EXCETO:
Anamnese detalhada.
Exames objetivos, que são soberanos sobre sinais clínicos.
Informações sobre as vias de alimentação.
Utensílios variados, como copo, copo com regulagem para fluxo, copo recortado, colheres.
Durante a avaliação de um paciente com suspeita de disfagia orofaríngea, o fonoaudiólogo realiza testes clínicos e solicita exames complementares para um diagnóstico mais preciso. A avaliação instrumental mais indicada para visualizar diretamente o processo de deglutição é:
Videofluoroscopia, pois permite a observação dinâmica das fases da deglutição e a identificação de aspiração silenciosa.
Oximetria de pulso, que analisa a saturação de oxigênio e pode indicar a presença de disfagia silenciosa.
Manometria esofágica, pois avalia a peristalse e o funcionamento do esfíncter esofágico superior.
Audiometria tonal liminar, utilizada para investigar déficits auditivos associados à disfagia neurogênica.
Observe, a seguir, a imagem de uma videofluoroscopia.

(Magalhães e Magnoni, Disfagia orofaríngea
no adulto e no ambiente hospitalar)
Assinale a alternativa que corretamente a caracteriza.
Osso hióideo em repouso.
Movimento do hióideo. A cabeça do bolo atinge a valécula.
Presença do bolo na hipofaringe inferior.
Presença do bolo em recessos piriformes.
Presença do bolo na cárdia.
Na reabilitação interdisciplinar pós-laringectomia total, a indicação de prótese traqueoesofágica primária tem como principal contraindicação absoluta:
Histórico de radioterapia cervical prévia.
Alteração da motilidade faringoesofágica.
Extensão da ressecção para hipofaringe.
Reconstrução com retalho miocutâneo.
Estenose do segmento faringoesofágico.
Durante o screening de deglutição em paciente traqueostomizado com cânula metálica e ventilação mecânica na UTI adulto, a presença de escape precoce posterior, mesmo em consistência pudim, indica prioritariamente:
Redução imediata do aporte nutricional enteral.
Deflação completa do cuff para teste com azul.
Avaliação da pressão de barreira do esfíncter.
Mensuração da pressão expiratória máxima.
Investigação do reflexo de adução glótica.
As funções estomatognáticas incluem, EXCETO:
Mastigação.
Deglutição.
Respiração.
Digestão química.
O câncer de cabeça e pescoço é um termo coletivo usado para definir as neoplasias que acometem o trato aerodigestivo superior, no qual se incluem as regiões de cavidade oral, faringe, laringe e tireoide. Os fatores de risco genéticos e ambientais contribuem para sua etiologia, como o consumo de álcool e tabaco, que são os fatores de risco mais relacionados ao acometimento do trato aerodigestivo superior. Sobre esse tema, analise as afirmativas a seguir.
I. Em tumores nos quais existe a necessidade de remoção da laringe em sua totalidade ou em casos de tumores da hipofaringe com necessidade de remoção da laringe, o fechamento da faringe remanescente pode, na maioria dos casos, ser feito de forma primária, sendo realizado de duas formas – transversal ou em T.
II. Na fase preparatória oral, a disfagia pode se manifestar devido aos efeitos do tratamento radioterápico na motilidade orofaríngea, pela ausência ou falta de elementos dentários e pela adaptação do jogo pressórico dos músculos constritores médios e inferiores. Os efeitos da radioterapia, como a alteração do paladar, a redução da produção de saliva e fibrose muscular associadas à falta de elementos dentários podem interferir no status da fase preparatória-oral e comprometê-la.
III. A bolsa de parede anterior é uma alteração que pode contribuir para a presença de disfunções na fase faríngea. Alguns pacientes apresentam estases sintomáticas/assintomáticas na região da bolsa, regurgitação e dificuldade no clareamento desses resíduos e consequente aumento do tempo de trânsito faríngeo. Entretanto, é importante considerar que a mera presença de alteração anatômica não indica uma disfunção.
Está correto o que se afirma em
I, II e III.
I, apenas.
II, apenas.
III, apenas.
II e III, apenas.
Sobre a Disfagia, é correto afirmar que:
I. Disfagia orofaríngea é a dificuldade de esvaziar o material da orofaringe no esôfago; resulta de função anormal proximal ao esôfago. Pacientes se queixam de dificuldade para iniciar a deglutição, regurgitação nasal e aspiração traqueal seguida de tosse.
II. Disfagia esofagiana consiste na dificuldade da passagem do alimento pelo esôfago. Pode resultar de obstrução mecânica ou distúrbio motor.
III. A disfagia orofaríngea pode levar à aspiração traqueal do material ingerido, de secreções orais ou ambos.
IV. A aspiração pode causar pneumonia aguda; a aspiração recorrente pode acabar levando a uma doença pulmonar crônica.
V. A disfagia esofágica pode levar à perda ponderal, desnutrição, aspiração traqueal do material ingerido e, em casos graves, impactação alimentar.
Estão CORRETOS:
I, II, III, IV, V.
I, II, III apenas.
I, III, V, apenas.
II, III apenas.
I, II, IV apenas.
A videofluoroscopia da deglutição é uma avaliação radiográfica dinâmica que possibilita a visualização das estruturas envolvidas na deglutição e das áreas adjacentes. Na visão anteroposterior, visualizam-se a simetria da descida do bolo alimentar e a presença ou não de estases.
Durante a fase oral, na consistência líquida, quando o bolo é transferido com a interposição da língua entre os dentes é considerado do tipo
Tipper.
Dipper.
Tipper adaptado.
Dipper adaptado.
com escape intraoral.
Diante de casos de disfagia neurogênica em idosos, entre os principais achados estão:
Engasgo, tosse e escape extra oral.
Pega incorreta, sucção ineficiente e fissuras mamilares.
Aperto na garganta, inspiração laborosa e ruidosa.
Alteração do processamento auditivo, dificuldade no uso da linguagem oral e escrita.
Dificuldade na interação com ouvintes e dificuldades na aquisição da linguagem escrita.
Para responder às questões 39 e 40, considere que a deglutição constitui um processo contínuo e sincrônico, com ação integrada de estruturas na cavidade oral, faríngea, laríngea e esofágica. Alterações em uma ou mais dessas fases caracterizam a disfagia.
Em relação às alterações nos quadros de disfagia orofaríngea, analise as assertivas abaixo e assinale V, se verdadeiras, ou F, falsas.
( ) Nas alterações da fase oral da deglutição, observa-se vedamento labial incompleto, resíduos orais e alteração na sensibilidade da cavidade oral.
( ) A penetração laríngea e/ou aspiração laringotraqueal ocorre quando há presença de alimento ou líquido acima ou abaixo das pregas vocais.
( ) A fase oral da deglutição ocorre quando há redução no fechamento velofaríngeo, tendo como resultado o escape de alimento para a cavidade nasal.
A ordem correta de preenchimento dos parênteses, de cima para baixo, é:
V – V – V.
V – V – F.
V – F – F.
F – V – V.
F – F – V.
A disartria encontrada em pacientes com Paralisia Supranuclear progressiva é chamada de disartria:
hipercinética
mista
atáxica
espástica
hipocinética
Qual dos músculos NÃO faz parte dos músculos da faringe nasal?
Músculo tensor do véu palatino.
Musculo da úvula.
Músculo palatoglosso.
Músculo masseter.
A aspiração de alimentos ocorre em 80% dos pacientes traqueostomizados. A fixação da traqueia no pescoço, a diminuição do reflexo de tosse, a modificação da pressão subglótica, a diminuição do movimento anterior da laringe e a consequente diminuição da elevação do complexo hiolaríngeo aumentam consideravelmente a chance de aspiração dos alimentos e da saliva.
Entre os inúmeros procedimentos complementares para a investigação da função da deglutição, o procedimento que serve de triagem e avaliação clínica da biodinâmica da deglutição e é de realização exclusiva para pacientes traqueostomizados, é o teste
do cuff insuflado.
do cuff desinsuflado.
do cuffômetro.
do dinamômetro.
do corante azul.
O câncer de laringe ocorre predominantemente em homens acima de 40 anos de idade, sendo um dos mais comuns entre os que atingem a região de cabeça e pescoço. Na cirurgia de hemilaringectomia ampliada, o paciente poderá apresentar importante quadro de aspiração alimentar, pois haverá comprometimento do esfíncter glótico e a falta da aritenoide facilitará a penetração do bolo alimentar, principalmente de líquidos.
Certo
Errado
Paciente do gênero feminino, 12 anos de idade, encaminhada pelo ortodontista para avaliação fonoaudiológica devido a mau posicionamento da língua. Na avaliação, observou-se: hipofunção dos músculos da mastigação, amassamento do alimento contra o palato e dificuldade em manter o vedamento labial. O quadro ora descrito pode ser possível causa de alteração da
mastigação rápida.
mastigação ruidosa.
mastigação unilateral.
mastigação com limitação mandibular.
A atuação fonoaudiológica se faz de extrema importância nos distúrbios da deglutição em neonatos. Considerando isso, assinale a alternativa que indica de forma CORRETA as principais etiologias relacionadas à disfagia em neonatos e lactentes.
Pneumonia, prematuridade, anomalias de vias respiratórias e alterações neurológicas.
Prematuridade, anomalias de vias respiratórias/digestiva, defeitos anatômicos adquiridos e alterações neurológicas.
Pneumonia, baixo grau de sucção, defeitos anatômicos adquiridos e alterações neurológicas.
Prematuridade, baixo grau de sucção, engasgos e alterações neurológicas.
O refluxo gastroesofágico (RGE) provoca o retorno do conteúdo gástrico para o esôfago. Quando o refluxo gastroesofágico gera sintomas ou determina lesões caracteriza-se por doença do refluxo gastroesofágico (DRGE) e quando o material refluído do esôfago entra na região da laringe, este evento é chamado de refluxo laringofaríngeo (RLF).
Assinale a opção que apresenta algumas manifestações clínicas geradas pelo RLF.
Laringoespasmo, morte súbita infantil, sinusite e apneia do sono.
Tosse, chiado, carcinoma de laringe, laringite de refluxo e nódulos.
Perda de apetite, pneumonia, pólipo, rinite, apneia do sono e ronco.
Fadiga vocal, voz tensa, sensação de bolo na garganta, tosse e engasgos.
Sulco vocal, cisto vocal, ponte de mucosa, vasculodisgenesia e nódulos.
A maior parte dos pacientes disfágicos chega para a avaliação fonoaudiológica com algum tipo de via alternativa de alimentação. As sondas nasoenterais ou nasogástricas são as mais utilizadas. Assinale a alternativa que aponta para um momento em que as sondas podem ser removidas.
Quando for detectado que o paciente consegue manter seu peso adequado por mais de 15 dias.
Após seguras avaliações, quando o paciente não apresentar alterações importantes das funções respiratórias.
No momento em que o paciente consiga fazer a ingestão por via oral da forma mais segura possível e manter o suporte nutricional.
Quando o paciente for capaz de realizar determinado tipo de ingesta (líquida, pastosa ou sólida) a despeito do suporte nutricional.
Quando o paciente apresentar casos de hemorragia digestiva alta devidamente comprovado por exames.