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A Política Nacional de Atenção à Saúde Auditiva propõe a organização de uma rede hierarquizada, regionalizada e integrada na atenção básica, de média e alta complexidade, para atendimento ao portador de deficiência auditiva.
Em uma das visitas domiciliares do profissional fonoaudiólogo que trabalha no Núcleo de Atenção à Saúde da Família (NASF), a família questionou sobre a voz de um dos membros da casa, um rapaz de 25 anos de idade. Nesse caso, o fonoaudiólogo, em primeiro lugar, deve
pedir aos membros da família que descrevam os hábitos vocais do rapaz e seu comportamento em casa, além de solicitar um exame laríngeo.
ouvir atentamente a voz do rapaz para determinar sua frequência, intensidade, jitter e shimmer.
solicitar ao rapaz e à família informações pormenorizadas sobre o desenvolvimento de sua voz na infância.
solicitar ao rapaz que inspire e expire lentamente, para avaliar seu tipo e modo respiratórios.
ouvir a voz do rapaz, em fala espontânea e/ou encadeada, e em vogal sustentada, relacionando a qualidade da voz à idade e ao sexo do falante.
A Saúde Coletiva é um campo de estudo e ação multidisciplinar. Atuar nesta área significa desenvolver uma prática que transcende a doença e mesmo a formação específica do profissional. Nessa área, o fonoaudiólogo é desafiado a desenvolver práticas destinadas à coletividade no contexto do Sistema Único de Saúde (SUS) e a considerar os vários atos em saúde na produção do cuidado, o que engloba compreender o processo de trabalho em saúde no cotidiano dos serviços de saúde. A atuação fonoaudiológica na atenção básica inclui
triagem auditiva e de linguagem, além de palestras sobre desenvolvimento auditivo e de linguagem nas salas de espera das unidades básicas de saúde.
adaptação de aparelho auditivo de amplificação sonora individual e cirurgias de implante coclear.
avaliação e cirurgia de pacientes com fissuras lábio palatinas, além de orientações sobre frênulo lingual.
diagnóstico e reabilitação dos transtornos neurológicos e de pacientes queimados.
Dentre as várias atribuições, cabe à fonoaudiologia no Programa Saúde da Família, EXCETO:
Participar de reuniões integradas com as equipes de saúde e de reuniões com a comunidade.
Contribuir para o diagnóstico da situação de saúde da área de abrangência, incluindo aspectos que podem interferir na comunicação humana (ruído, poluição do ar, falta de vacinação, de pré-natal, presença de maus hábitos orais, respiração oral etc.).
Desenvolver atividades coletivas de promoção e proteção à saúde em geral e da comunicação humana (aleitamento, desenvolvimento infantil, saúde auditiva, vocal, idosos etc.), na unidade, instituições e comunidade, a partir do levantamento das necessidades locais.
Realizar visitas domiciliares, para detecção de fatores ambientais e familiares que possam gerar agravos à saúde geral e da comunicação humana.
Atuar e Participar diretamente da Educação Continuada (capacitação dos agentes comunitários de saúde e agentes multiplicadores, tais como auxiliares de desenvolvimento infantil, professores, líderes comunitários e familiares).
A presença do fonoaudiólogo na escola é de grande importância no processo educacional. Além do acompanhamento com os alunos é realizado um trabalho com os educadores, no sentindo de utilizar metodologias que os auxiliem de maneira diferenciada na prática. Conhecendo a atuação escolar do fonoaudiólogo, é correto afirmar:
O fonoaudiólogo pode participar da equipe técnica, desempenhando o papel de assessor e consultor, onde passará informações referentes a sua área aos outros profissionais e participará do planejamento anual, além de oferecer sugestões técnicas aos professores.
O foco principal da triagem escolar é a linguagem oral, sendo esta reavaliada a cada início do período escolar ou sempre que solicitado pelo professor/coordenação pedagógica.
O fonoaudiólogo, dentro de sua competência profissional, deve preferencialmente realizar terapia fonoaudiologia, em grupo ou individual, durante turno do aluno do ensino infantil.
Os objetivos básicos do trabalho do fonoaudiólogo na escola é orientar pais e professores e detectar alunos com dificuldade de linguagem, não saindo de sua competência para implantar ou implementar programas educacionais, estes desenvolvidos pela equipe docente da escola.
A Portaria n.º 2.073/2004, que trata da Política Nacional de Atenção à Saúde Auditiva, em seu Art. 3º, descreve os serviços a serem ofertados à população nos componentes fundamentais de
atenção básica, média complexidade e alta complexidade.
regulamentação suplementar e complementar.
educação e avaliação da pessoa com deficiência auditiva.
capacitação e inclusão de dados populacionais.
potencialização de processos de protetização auditiva e incorporação tecnológica.
O fonoaudiólogo do Núcleo de Apoio à Saúde da Família (NASF) desempenha o papel de apoiador da gestão e da atenção à saúde. Para isso, ele faz uso de ferramentas tecnológicas na elaboração conjunta de projetos terapêuticos, projetos de saúde no território e pactuação do processo de trabalho. Esse profissional atua como fronteira entre o campo clínico e o campo social, por isso sua atuação deve considerar equipamentos sociais presentes no território, como escolas, creches, igrejas, grupos de gestantes e idosos, entre outros, vinculados ou não às equipes de saúde da família. A atuação fonoaudiológica no NASF deve se fundamentar no conceito de
apoio terceirizado.
referência de média complexidade.
apoio matricial.
tratamento fonoterápico, apenas.
referência exclusiva de cuidado.
O trabalho do fonoaudiólogo com base no modelo atual de assistência em saúde mental deve:
Priorizar o atendimento individual para amenizar o impacto dos agravos psiquiátricos apresentados pelos pacientes.
Basear-se nos relatos dos familiares para a definição do planejamento terapêutico.
Substituir a escuta dos sintomas fonoaudiológicos individuais para os sintomas coletivos dos pacientes, quando em atendimento nos Centros de Atenção Psicossocial (CAPS).
Oferecer espaços mobilizadores de comunicação como estratégia que concorre para o não adoecimento mental.
Priorizar a aplicação de técnicas de reabilitação da linguagem/comunicação para sanar ou amenizar a doença.
O fonoaudiólogo do NASF é considerado um apoiador matricial; sendo assim, desenvolve ações:
na dimensão técnico-pedagógica como nas visitas domiciliares.
na dimensão assistencial como nas visitas domiciliares e nos atendimentos compartilhados.
na dimensão assistencial como a ação clínica direta de seu núcleo nos atendimentos específicos.
na dimensão assistencial como a ação clínica direta de seu núcleo na troca de experiências entre os profissionais.
que compartilham as dimensões assistencial e técnico-pedagógica como a ação clínica direta de seu núcleo nos grupos terapêuticos.
A gestão da Saúde Pública no Brasil é fragmentada e organizada em níveis de atenção. Um modelo foi adotado para dividir os serviços ofertados pelo Sistema Único de Saúde (SUS) por categorias determinadas pela Organização Mundial de Saúde (OMS) e que buscam promover, restaurar e manter a saúde dos indivíduos.
O nível primário desse sistema é caracterizado por:
Profissionais da saúde (médicos) que se articulam para atuarem apenas na UBS, e por profissionais de saúde (enfermeiros, técnicos de enfermagem e agentes comunitários de saúde) que atuam nos diversos espaços da comunidade, além de fazerem visitas domiciliares às famílias.
Unidades de Pronto Atendimento (UPAs), hospitais e outras unidades de atendimento especializado, inclusive de urgência e emergência.
Hospitais regionais, onde procedimentos para a manutenção dos sinais vitais são realizados, dando suporte para a preservação da vida sempre que preciso.
Ser porta de entrada no SUS, onde estão as Unidades Básicas de Saúde (UBSs) em que são marcadas consultas e exames básicos, como hemogramas, além da realização de procedimentos simples, como curativos.
Hospitais universitários, onde existem tecnologias médicas e profissionais capazes de atender a situações que, nos outros níveis , não puderam ser tratadas por serem casos mais raros ou complexos.
As discussões sobre Redes de Atenção à Saúde (RAS) têm auxiliado na organização da atenção às doenças agudas e às doenças crônicas no Brasil. Entende-se por Redes de Atenção à Saúde organizações ____________ de conjuntos de serviços de saúde, vinculados entre si, que permitem ofertar uma atenção contínua e integral à determinada população, coordenada pela atenção ____________________, cuja organização acontece em territórios sanitários definidos pelos fluxos sanitários da __________________.
A alternativa que preenche, correta e sequencialmente, as lacunas do trecho acima é
hierárquicas / primária à saúde / regionalização
hierárquicas / especializada / população em busca de atenção
poliárquicas / primária à saúde / população em busca de atenção
hierárquicas / primária à saúde / população em busca de atenção
A Política Nacional de Atenção Integral à Saúde da Criança (PNAISC) estabelece uma série de princípios e diretrizes no cuidado em saúde das crianças para a garantia do direito à vida e à saúde. Entre eles, está considerar as vulnerabilidades, bem como os efeitos dos determinantes sociais e condicionantes nos processos de adoecimento. A intersetorialidade
permite um olhar integral para as crianças com deficiências, em situação de rua, entre outras, nas redes de atenção à saúde, por tirar dos serviços de saúde a responsabilidade no cuidado de crianças.
é uma estratégia em que o fonoaudiólogo possui pouca entrada, uma vez que lida com aspectos patológicos que possuem pouca determinação social e estão pouco relacionados às vulnerabilidades sociais.
deve ser aplicada apenas para a inclusão das crianças deficientes nas redes de atenção à saúde, já que elas estão em atendimento na saúde e são mais vulneráveis à exclusão e à marginalização em instituições como as de educação, cultura, lazer e assistência social.
é fundamental para a inclusão de crianças nas redes de atenção à saúde, com destaque para crianças com deficiência ou em situações específicas e de vulnerabilidade, por mobilizar a atuação de diferentes setores, como educação, cultura, lazer, assistência social e saúde.
deve ser articulada por equipamentos como os de cultura, lazer e assistência social, já que possuem maior domínio sobre as questões ligadas ao contexto de vulnerabilidade social ou das determinações sociais, cabendo aos equipamentos de saúde um papel de apoio dessas ações.
Qual das alternativas abaixo corresponde ao método utilizado no artigo Atendimento fonoaudiológico em grupo?
Foi realizado um estudo com aplicação de questionário para fonoaudiólogos que realizam atendimento em grupo no Sistema Único de Saúde.
Foram analisados textos publicados em revistas científicas da área, nos últimos 15 anos, e os capítulos de livros e dissertações que se detiveram em tematizar a questão em estudo.
Os pesquisadores realizaram estudo comparativo com três grupos diferenciados por: critérios de formação, função do fonoaudiólogo no grupo e prevalência do atendimento em grupo em relação ao individual.
Estudo experimental, qualitativo, realizado a partir da teoria de Grupo Paritário, desenhado para que os resultados pudessem confirmar a efetividade do atendimento fonoaudiológico em grupo.
No que diz respeito à atuação do fonoaudiólogo na saúde pública, é fundamental o conhecimento das políticas públicas de saúde.
Considerando as políticas públicas de saúde, que envolvem o fazer fonoaudiológico, é correto afirmar:
A Política Nacional de Saúde da Pessoa com Deficiência (Portaria MS/GM n° 1.060, de 05/06/2002) está voltada para a inclusão das pessoas com deficiência já instalada, em toda a rede de serviços do Sistema Único de Saúde (SUS), isentando-se da prevenção de novas deficiências.
A Política Nacional do Idoso (Lei n° 8.842, de 04/01/1994) tem como um de seus princípios o dever do Estado em assegurar ao idoso todos os direitos da cidadania, garantindo sua participação na comunidade, defendendo sua dignidade, bem-estar e o direito à vida, uma vez que o processo de envelhecimento não diz respeito à sociedade em geral.
A Política Nacional de Atenção Básica (Portaria MS/GM n° 2.436, de 21/09/2017) tem a Saúde da Família como estratégia única e exclusiva para expansão e consolidação da Atenção Básica.
A Política Nacional de Atenção à Saúde Auditiva (Portaria MS/GM n° 2.073, de 28/09/2004) visa organizar uma linha de cuidados integrais que perpasse todos os níveis de atenção promovendo assistência multiprofissional e interdisciplinar.
A Política Nacional de Atenção Oncológica (Portaria MS/GM n° 2.439, de 08/12/2005) envolve a promoção da saúde, a prevenção, o diagnóstico, o tratamento e a reabilitação do câncer, sendo os cuidados paliativos competência de outra política pública, que não esta.
Um dos objetivos do fonoaudiólogo na saúde pública é prevenir problemas de saúde e promover saúde.
Considerando tal fato, assinale a alternativa correta.
A promoção da saúde traz em sua base o conceito ampliado de saúde, que ressalta a centralidade da genética e dos distúrbios orgânicos.
A promoção da saúde é tradicionalmente mais vinculada a uma visão biologicista e comportamentalista do processo saúde e doença.
A prevenção das doenças remete a uma visão mais holística do processo saúde e doença.
A promoção da saúde deve ser centralizada num único setor do governo, visto que a intersetorialidade facilmente dissipa os esforços em prol do tema.
A promoção da saúde tem como conceito principal as noções de estilo de vida e de ação intersetorial.
No caso de crianças em fase escolar, a equipe multiprofissional deve acompanhar o fonoaudiólogo da atenção básica para que ele averigue os possíveis sinais de alteração da linguagem oral.
Com respeito à implantação das Redes de Atenção à Saúde, é correto afirmar que:
As Redes de Atenção à Saúde preveem a fragmentação do sistema de saúde brasileiro e a concorrência dos serviços.
Entende-se que a implantação das Redes de Atenção à Saúde representa um retrocesso na organização do Sistema Único de Saúde.
Não há evidências mundiais ou brasileiras quanto ao custo-efetividade da implantação das Redes de Atenção à Saúde.
O processo de implementação das Redes de Atenção à Saúde tem ocorrido com facilidade em todo o país, especialmente pela integralidade já prevista no Sistema Único de Saúde.
A implantação das redes temáticas de Atenção à Saúde objetiva o fortalecimento da Atenção Básica.
No trabalho com saúde da família, é possível promover ações de reabilitação fonoaudiológica específica de forma individual ou coletiva, com base no levantamento de necessidades específicas relacionadas à linguagem oral ou escrita, à voz, à audição, à motricidade orofacial e às funções estomatognáticas.
Desenvolver atividades de promoção à saúde referentes à comunicação, por meio da abordagem de temas como saúde materna e desenvolvimento infantil, saúde mental, saúde vocal e saúde do idoso, são exemplos de campos de atuação do fonoaudiólogo.
Leia as afirmativas a seguir:
I. A fonoaudiologia é a ciência que tem como objeto de estudo a comunicação humana escrita, apenas.
II. No ambiente escolar, o fonoaudiólogo pode contribuir para a inclusão efetiva dos alunos com necessidades educacionais especiais, promovendo a acessibilidade na comunicação.
Marque a alternativa CORRETA: