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A equipe hospitalar entra em contato com a fonoaudióloga NASF para que ela dê continuidade ao trabalho desenvolvido na área hospitalar. A fonoaudióloga NASF explica o trabalho a ser realizado por ela no NASF.
Das afirmativas dadas pela Fonoaudióloga NASF, todas estão corretas, EXCETO:
Capacitar, orientar e dar suporte às ações dos Agentes Comunitários de Saúde (ACS)
Realizar fonoterapia semanal em ambiente ambulatorial
Realizar ações de prevenção de deficiências e das necessidades de reabilitação
Realizar ações que facilitem a inclusão escolar, no trabalho ou social
Favorecer ações na primeira semana de cuidados integrais de puérperas e crianças
A classificação da afasia desse paciente corresponde à seguinte alternativa:
Transcortical sensorial
Anômica
Wernick
Transcortical motora
Broca
Idoso de 70 anos encontra-se internado na Unidade de Terapia Intensiva, com diagnóstico de infarto agudo do miocárdio e acidente vascular encefálico. Diante das condições clínicas do paciente, de estabilidade hemodinâmica, ventilação em ar ambiente e alerta, a equipe médica solicitou avaliação fonoaudiológica quanto ao início de dieta por via oral. Um dos objetivos principais do atendimento fonoaudiológico a esse paciente grave é:
reduzir o trabalho respiratório
prevenir pneumonia comunitária
propiciar condutas nutricionais adequadas
verificar a proteção das vias aéreas inferiores
A equipe médica necessita da definição da avaliação clínica da deglutição realizada pelo fonoaudiólogo sobre as condições, ou não, de o paciente receber dieta por via oral, porém esse profissional não contribuirá no que se refere a indicações de sondas de alimentação nem na orientação sobre a melhor forma de retirada desses tubos.
Certo
Errado
Analise as informações, considerando as situações clínicas mais específicas sobre a atuação do fonoaudiólogo no âmbito hospitalar:
I - A avaliação fonoaudiológica na UTI tem como objetivo identificar o desempenho do paciente nos aspectos relacionados à deglutição e, para isso, é necessária a utilização de itens, como o teste da água, a oximetria de pulso e a ausculta cervical.
II - É possível que, no ambiente da UTI, o fonoaudiólogo precise avaliar as condições comunicativas do paciente, principalmente quando são sequelas de uma lesão neurológica. Como conduta prevista, está a avaliação, planejamento e discussão com os demais profissionais da equipe acerca dos aspectos que podem favorecer a comunicação linguístico-cognitiva.
III - A intubação orotraqueal é realizada pelo fonoaudiólogo apenas nos pacientes graves que necessitam de auxílio para manter a respiração; como sequela, pode ser necessário algum procedimento cirúrgico após a retirada do “tubo”, já que pode causar danos ao trato respiratório superior.
IV - Na atual situação da pandemia de Covid-19, o fonoaudiólogo tem uma importante atuação como parte da equipe interdisciplinar da instituição hospitalar: o foco da sua atuação com o paciente internado está relacionado à intervenção nas alterações da deglutição, considerando o provável risco de broncoaspiração.
V - A atuação do fonoaudiólogo hospitalar em pacientes internados por queimaduras da face é ampla e significativa, já que as alterações morfológicas podem comprometer funções do sistema estomatognático, principalmente a sucção, mastigação, deglutição e fala.
Com base no exposto, marque a alternativa CORRETA:
Estão corretas apenas as alternativas II, III, IV e V.
Estão corretas apenas as alternativas I, II e III.
Estão corretas apenas as alternativas III e V.
Estão corretas apenas as alternativas I, II, IV e V.
Atualmente, os traumas na face representam um problema de saúde pública. Frequentemente, acarretam prejuízos funcionais, principalmente por seu comprometimento no complexo craniofacial, como também podem ocasionar lesão traumática na inervação. Assinale o principal objetivo da intervenção fonoaudiológica nos traumas de face.
Mitigar as perdas funcionais e estabelecer as possibilidades terapêuticas desde o momento em que houve o acidente, independentemente das condições clínicas do caso.
Restabelecer a mobilidade mandibular e o equilíbrio das funções estomatognáticas, a partir das possibilidades anatomofuncionais presentes.
Estabelecer as limitações funcionais, ratificando as compensações existentes.
Favorecer a formação da anquilose temporomandibular, utilizando técnicas terapêuticas como a bandagem elástica.
Promover, logo após a cirurgia, a prontidão para a alimentação por via oral, através de exercícios mastigatórios, principalmente em casos com comprometimento mandibular.
A Fonoaudiologia Hospitalar foi reconhecida como área de especialidade da Fonoaudiologia pela Resolução 604 do CFFa.
A esse respeito, analise os itens a seguir, referentes às atividades a que está apto o profissional especialista em Fonoaudiologia Hospitalar.
I. realizar triagem, avaliação, diagnóstico, prognóstico, terapia, gerenciamento, encaminhamento e orientações dos aspectos da comunicação, deglutição, equilíbrio e outros procedimentos de competência do fonoaudiólogo, de acordo com a doença-base do paciente no âmbito hospitalar;
II. realizar aspiração das vias aéreas; manejo de traqueostomia (higienização – orientação à equipe e aos cuidadores sobre higienização de cânula; manipulação do cuff e adaptação de válvulas fonatórias e de deglutição, além de ser inserido nas adaptações de próteses traqueoesofágicas; manejo de traqueostomias com ou sem fenestras de acordo com a necessidade/indicação de decanulação);
III. prescrever consistência de alimentos e espessante.
Está correto o que se indica em
I e II, somente.
I e III, somente.
II e III, somente.
I, II e III.
A Fonoaudiologia Hospitalar é uma das áreas de especialidade da Fonoaudiologia reconhecida por meio da RESOLUÇÃO CFFª Nº 604, de 10/03/2021, que capacita o profissional fonoaudiólogo, especialista na referida área, a realizar diversos procedimentos. Analise as condutas apresentadas nas alternativas e marque aquela cujas informações referentes à atuação do fonoaudiólogo NÃO estão totalmente adequadas.
Realizar aspiração das vias aéreas e manejar as traqueostomias com ou sem fenestras, além de adaptar próteses traqueoesofágicas.
Construir e aplicar protocolos clínicos em Fonoaudiologia, desde que esses documentos sejam construídos e validados pela equipe interdisciplinar da instituição hospitalar.
Prescrever espessantes e determinar quais consistências de alimentos são indicadas para cada situação clínica.
Atuar de acordo com a doença-base do paciente nos aspectos relacionados à comunicação, deglutição, equilíbrio e outros procedimentos inerentes à Fonoaudiologia.
A intubação orotraqueal possibilita a redução do índice de mortalidade em pacientes críticos, porém, o tempo prolongado de ventilação mecânica pode contribuir para alterações da deglutição após a extubação. Acerca desse assunto, assinale a alternativa correta.
Os tubos endotraqueais podem alterar a anatomia e fisiologia da faringe e esôfago.
É comum a disfagia pós-extubação associada a menor tempo de permanência hospitalar.
A disfagia pós-extubação pode levar a complicações como desidratação, desnutrição, aspiração e morte.
A disfagia é uma doença neurológica que se apresenta de forma isolada ou associada.
Os receptores que desencadeiam o reflexo de deglutição não sofrem alteração na intubação.
Vários estudos apontam a intubação orotraqueal prolongada como a principal causa da disfagia orofaríngea em pacientes com Covid-19. Sobre essa temática, analise as assertivas abaixo:
I. A avaliação clínica é mais subjetiva e usada para identificar os pacientes com risco de disfagia.
II. A avaliação instrumental é objetiva e utilizada para diagnosticar a deficiência e determinar o planejamento terapêutico.
III. Videofluoroscopia da deglutição é um exemplo de avaliação clínica.
Quais estão corretas?
Apenas II.
Apenas I e II.
Apenas I e III.
Apenas II e III.
I, II e III.
Informe se é verdadeiro (V) ou falso (F) para o que se afirma e assinale a alternativa correta.
( ) Define como recém-nascido pré-termo, ou prematuro aquele nascido com idade gestacional abaixo de 37 semanas e, como criança de baixo peso, toda aquela nascida viva com peso menor de 2.500 gramas no momento do nascimento.
( ) Define como recém-nascido pré-termo, ou prematuro aquele nascido com idade gestacional abaixo de 36 semanas e, como criança de baixo peso, toda aquela nascida viva com peso menor de 1.500 gramas no momento do nascimento.
( ) Os bebês prematuros estão sob maior risco para déficit de desenvolvimento e condições de incapacidade que os bebês nascidos a termo.
( ) Embora grande parte dos recém-nascidos prematuros não desenvolva alterações neurológicas graves, estes estão mais propensos a apresentarem alterações e/ou desvios em suas aquisições e desenvolvimento.
( ) O distúrbio motor quando presente irá interferir na maturidade global da criança, em função da qualidade da exploração ambiental e das possibilidades interativas que norteiam o desenvolvimento dos processos de socialização, autocuidados, cognição e linguagem.
V – F – V – V – F.
F – V – V – F – V.
V – F – V – V – V.
F – V – F – V – F.
V – F – F – V – V.
As sequelas mais perceptíveis na fala do paciente foram fala fluente, porém com dificuldades para elaboração de frases com sentido e contexto.
Certo
Errado
O Sistema Único de Saúde (SUS) preconiza a atenção domiciliar para o paciente, visto que não há necessidade de monitorização contínua.
Certo
Errado
O fonoaudiólogo na traqueostomia atuará avaliando a mobilidade e postura da musculatura orofacial, tanto em repouso quanto durante a deglutição, verificando possíveis riscos de penetração e aspiração laringotraqueal, seja de saliva ou de dieta. A respeito dessa atuação assinale a alternativa INCORRETA:
Auxiliar em formas alternativas de comunicação.
Nos casos em que for possível a manutenção da dieta por via oral, adequar consistência, temperatura, utensílios, se é necessário a utilização de manobras protetivas de vias aéreas durante ou após deglutição, adequados a cada caso.
Em casos possíveis, atuar, junto à equipe, no processo de utilização de válvula de fala, com um intuito de facilitar a comunicação e reduzir riscos de bronco aspiração.
Em casos de disfagia onde é possível retorno da alimentação por via oral, atuar na reabilitação, minimizando sequelas.
Os conhecimentos sobre a deglutição e os mecanismos de proteção das vias respiratórias contra a aspiração são fundamentais para compreender o processo fisiopatológico da disfagia em Unidade de Terapia Intensiva (UTI), para o diagnóstico funcional e o gerenciamento adequado de cada caso. Sobre esses conhecimentos imprescindíveis ao fonoaudiólogo, podemos afirmar:
A disfagia orofaríngea e a aspiração aumentam o risco de infecções pulmonares, a desnutrição e a mortalidade. Em casos de penetração, definida como presença de saliva ou alimento abaixo do nível das pregas vocais, muitas vezes ocorrem complicações pulmonares e nutricionais elevando o grau de enfermidade e mortalidade nessa população.
A traqueostomia pode impor limitações morfofuncionais ao processo de deglutição devido à obstrução esofageana, além de redução da pressão respiratória subglótica e da elevação e da anteriorização da laringe. É considerada fator de alto risco para a broncoaspiração, que geralmente é silente; ou seja, sem sinais clínicos, principalmente sem uso de cuff.
O uso prolongado de ventilação mecânica pode acarretar incoordenação entre deglutição e respiração e prejuízos, como: alteração no trânsito oral e na formação do bolo; retardo do disparo de deglutição; resíduos em faringe e recessos piriformes; aumento da adução glótica durante a deglutição; diminuição da elevação laríngea; dessensibilização da faringe e da laringe.
A presença do tubo orotraqueal por tempo superior a 48 horas pode alterar mecanorreceptores e quimiorreceptores da mucosa faríngea e laríngea, causando alteração no reflexo de deglutição e transtornos na função laríngea, modificando a competência glótica, comprometendo mecanismos protetores e aumentando o risco de invasão de alimentos e saliva nas vias respiratórias.
A laringectomia é, geralmente, a única forma de tratar e remover os tumores malignos que se desenvolvem na laringe. Embora esse procedimento provoque mudanças no corpo e altere o dia a dia do paciente, é possível ter qualidade de vida após sua realização.
Assinale a alternativa correta:
No caso da laringectomia total, todo o tumor é removido, mas apenas uma parte do órgão é retirado. O objetivo é deixar o máximo possível de laringe sadia e funcionante, permitindo que o paciente mantenha suas funções de fala e deglutição normais.
No caso da laringectomia total a conexão entre garganta e esôfago é modificada, o que permite que a ingestão de alimentos e líquidos.
A remoção parcial da laringe é indicada nos casos em que o estadiamento do tumor é classificado de T1 e T2 e alguns T3.
Nos casos de laringectomia total, os pacientes não perdem suas capacidades de comunicar, mas a sua voz é alterada e deixa de ser esofágica para ser laríngea.
As precauções para a prevenção do atendimento fonoaudiológico no ambiente hospitalar considera como mecanismo de prevenção evitar a transmissão por aerossóis, o que significa evitar
a propagação de germes evaporados por meio de núcleos de gotículas do ar ou pó no mesmo quarto ou a uma distância longa, como através da respiração.
a disseminação de germes evaporados através da respiração em ambientes fechados como quartos e enfermarias de hospitais.
a transmissão por meio e gotículas que transferem os microorganismos através do ar quando a fonte ou o doente encontram-se a uma distância inferior ou igual a um metro.
a transmissão de pessoa a pessoa durante a prestação de cuidados como o aperto das mãos, palpação e cuidados de higiene ou por um objeto contaminado.
Disseminação que ocorre através de gotículas que propagam germes evaporados no ar ou pós até um metro de distância e pelos objetos contaminados por essas gotículas.
A respeito tratamento fonoaudiológico em hospital oncológico – disfagias em câncer de cabeça e pescoço relacionado a radioterapia assinale alternativa CORRETA:
O tratamento fonoaudiológico é feito para a causa, e não para os sintomas. A terapia é feita através de exercícios que visam a melhorar a sensibilidade e o controle motor, aumentar a adução de tecidos laríngeos e faríngeos e estimular o refl exo de deglutição.
O tratamento fonoaudiológico usa condutas terapêuticas, dentre elas: reabilitação da deglutição e adaptação da consistência dos alimentos, o uso de próteses ortodônticas, o uso de vias alternativas de alimentação e o suporte nutricional.
O Fonoaudiólogo tenta minimizar o efeito desta e melhorar a deglutição por meio de terapias.
Na avaliação fonoaudiológica do paciente é fundamental observar o funcionamento do sistema estomatognático, partindo da respiração.
A fonoaudiologia hospitalar atua na reabilitação de pacientes queimados e a preocupação inicial de toda a equipe é o controle da dor. A intervenção fonoaudiológica deve ser iniciada na fase:
Inicial, no reestabelecimento do quadro respiratório.
Aguda e/ou tardia, após a estabilização do quadro clínico.
Tardia, pós estabilização do quadro clínico.
Pós período de alta.
As Unidades de Cuidado Intermediário Neonatal Canguru (UCINCa) são serviços, em unidades hospitalares, que acolhem mãe e filho para a prática do método canguru e para repouso e permanência no mesmo ambiente 24 horas por dia, até a alta hospitalar.
Certo
Errado