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Bebês acompanhados em unidade neonatal, apresentando alterações sob o ponto de vista oromotor e da situação de alimentação em si, são encaminhados para avaliação fonoaudiológica, e pode-se optar por um trabalho de desenvolvimento do padrão oromotor através de sucção não nutritiva (SNN) ou sucção nutritiva (SN). Sobre a atuação fonoaudiológica na unidade neonatal, analise a seguir:
I- Um trabalho de SNN só deve ser iniciado a partir da melhora do quadro respiratório, quando o bebê está estável e apresenta melhores condições para uma sucção mais efetiva sem se desorganizar.
II- A SNN é contraindicada para bebês com problemas respiratórios crônicos ou cardíacos. Deve-se aguardar a melhora da doença para iniciar a atuação.
III- Estratégias para favorecer uma maior propriocepção oral e respostas mais efetivas na situação de alimentação, podem ser incorporadas ao programa terapêutico sempre que necessário, como variação de temperatura, textura, utilização de cotonetes, gaze e outros.
É CORRETO afirmar que:
Apenas I está correta.
Apenas II está correta.
I e III estão corretas.
II e III estão corretas.
Ana, uma bebê a termo e saudável, foi trazida ao consultório de fonoaudiologia por sua mãe para realizar uma consultoria em amamentação. Com relação aos reflexos relacionados à deglutição, presentes em recém-nascidos a termo saudáveis, pode-se afirmar que
o reflexo de GAG é disparado com o toque em bochechas.
o reflexo tônico cervical simétrico é básico para a sobrevivência e característico de bebês saudáveis.
o reflexo de busca é eliciado com o toque nos cantos da boca, sendo considerado normal até os 7 meses de idade.
o reflexo de sucção é estimulado com o toque do bico na boca, ou na ponta da língua e é considerado normal até os 3 a 6 meses.
Uma alimentação saudável é iniciada com o aleitamento materno, que, isoladamente, é capaz de nutrir, de modo adequado, a criança nos primeiros 6 meses de vida.
Assinale a opção que indica a técnica de amamentação adequada
A mãe não pode ouvir o bebê deglutindo.
As bochechas estão achatadas (encovadas) ou arredondadas contra a mama.
A cabeça do bebê está acima do nível da mama da mãe e o queixo está tocando-a.
As sucções são rápidas e profundas: o bebê suga, sem pausar e suga novamente (sucção, deglutição e respiração).
O corpo do bebê está totalmente voltado para o corpo da mãe (posição de barriga com barriga) e um dos braços está ao redor do corpo da mãe.
A Triagem Auditiva Neonatal Universal (TANU), implementada pela Lei Federal nº 12.303/2010, foi um marco importante para a identificação precoce da deficiência auditiva, bem como para a saúde auditiva infantil. Os programas de saúde auditiva neonatal visam à realização de ações que minimizam as consequências causadas por perdas auditivas congênitas e permanentes em lactentes. São ações que envolvem a triagem auditiva, o diagnóstico médico e audiológico e a intervenção terapêutica, quando necessária, a fim de garantir o desenvolvimento da fala e da linguagem em lactentes com deficiência auditiva. Sobre a TANU, analise as afirmativas a seguir.
I. As habilidades auditivas são funções primordiais para que a criança possa desenvolver adequadamente a fala e a linguagem. A interrupção total ou parcial dessas funções poderá causar atraso no desenvolvimento da criança. Portanto, o diagnóstico precoce da deficiência auditiva, acompanhada de imediata e adequada intervenção fonoaudiológica, poderá evitar atrasos não só no processo da alfabetização de crianças, mas também no seu desenvolvimento psicossocial. O Joint Committee on Infant Hearing (JCIH) recomenda os métodos de triagem, diagnóstico e acompanhamento audiológico, considerando as perdas auditivas neonatais, progressivas, de aparecimento tardio e, ainda, o espectro da neuropatia auditiva.
II. A triagem auditiva deve ser um processo rápido e simples, utilizando-se exames fisiológicos, para identificação de possíveis alterações auditivas em neonatos. A metodologia difere para as crianças com e sem indicadores de risco para a perda auditiva. Para crianças sem indicadores de risco para a perda auditiva são utilizadas as emissões otoacústicas e para aquelas com indicadores de risco, devido à maior probabilidade de apresentar o espectro da neuropatia auditiva, é utilizado o potencial evocado auditivo de troncoencefálico.
III. São considerados indicadores de risco para a perda auditiva: histórico familiar de perdas auditivas precoces, progressivas ou de início tardio; UTI neonatal por mais de cinco dias; hiperbilirrubinemia com exsanguíneo transfusão; aminoglicosídeos por mais de cinco dias; asfixia/hipóxia; oxigenação extracorpórea; infecções intrauterinas, como herpes, rubéola, sífilis, toxoplasmose, citomegalovírus e zika vírus congênita; anomalias craniofaciais, incluindo microtia/atresia, displasia auricular, fissura oral; microcefalia congênita e hidrocefalia congênita ou adquirida; anomalias no osso temporal; síndromes associadas a perdas auditivas; infecções virais e bacterianas, sendo elas, herpes virais, varíola, meningites ou encefalites; traumatismo do osso temporal; quimioterapia; preocupação da família sobre o desenvolvimento de linguagem da criança.
IV. As três etapas do programa de saúde auditiva neonatal – identificação, diagnóstico e intervenção – devem ser integradas e de forma subsequente, com a estipulação de metas no tempo de realização. O Joint Committee on Infant Hearing (JCIH) nomeou esse processo de etapas 1-6-12, ou seja, a etapa 1 de triagem deve ser realizada até o primeiro mês de vida; a etapa 6 é o diagnóstico sendo concluído, preferencialmente, até o sexto mês de vida; e a etapa 12 é a intervenção auditiva, que não deve ultrapassar o primeiro ano de vida.
Está correto o que se afirma em
I, II, III e IV.
I e II, apenas.
III e IV, apenas.
I, II e III, apenas.
Segundo o Joint Committee on Infant Hearing (2019), estão entre as metas da detecção e intervenção precoce da audição as citadas abaixo, EXCETO:
Todos os bebês devem ser submetidos à triagem auditiva após o nascimento, prioritariamente antes da alta hospitalar até o primeiro mês de vida.
Todos os bebês que rodarem no teste e algum reteste subsequente devem passar por avaliação audiológica apropriada para confirmação do resultado até os 6 meses de idade.
Todos bebês e crianças, de acordo com o resultado da triagem auditiva, devem ser monitorados pelo serviço de saúde com periodicidade de acordo com os marcos de desenvolvimento da linguagem.
Programas de intervenção precoce devem amparar-se em práticas bem estruturadas e embasadas em evidência, tradições linguísticas e crenças culturais das famílias que atendem.
Com relação aos benefícios oriundos da amamentação, assinale a alternativa correta a respeito desses benefícios, às orientações de como amamentar e a sua importância:
Fortalecimento do vínculo mãe e filho.
Apesar dos benefícios para o bebê as mães passam a ter maior risco de câncer de mama, útero e ovário.
O posicionamento do bebê, durante a amamentação não tem relevância para que haja uma pega correta e não machuque os mamilos.
Segurar a mama com os dedos em formato de tesoura é uma das orientações dadas às mães para que facilite a saída do leite durante a mamada.
Ressaltar quanto à importância de leites artificiais complementares para aumento da nutrição e imunidade do bebê.
A deficiência auditiva em recém-nascidos é a alteração congênita mais prevalente. De modo a identificar de maneira precoce as alterações auditivas, o Ministério da Saúde publicou, em 2013, as diretrizes nacionais de Atenção da Triagem Auditiva Neonatal (TAN), que recomenda a utilização inicial da avaliação para RN de baixo risco denominada como:
Audiometria com Reforço Visual (ARV)
Avaliação do Reflexo Cócleo-Palpebral (RCP)
Emissões Otoacústicas (EOA)
Potencial Evocado Auditivo do Tronco Encefálico (PEATE)
Reação de sobressalto (STARTLE)
Relacione as alterações mais frequentes na atuação com as díades mães-bebês na fase puerperal, na amamentação com suas características:
1. Aspectos anatômicos do bebê
2. Problemas na pega
3. Problemas na dinâmica da ordenha
4. Aspectos anatômicos da mama ou mamilos
( ) Boca com pouca abertura durante o reflexo de procura; retração labial.
( ) Cirurgias plásticas redutoras e prótese de silicone.
( ) Boca pequena, retração mandibular exacerbada, micrognatia, frênulo da língua curto.
( ) Reflexos orais incoordenados, exacerbados ou incompletos, padrão mordedor.
Assinale a opção que indica a relação correta, na ordem apresentada.
2 – 1 – 4 – 3.
2 – 4 – 1 – 3.
4 – 2 – 1 – 3.
4 – 2 – 3 – 1.
2 – 4 – 3 – 1.
De acordo com as Diretrizes de Atenção da Triagem Auditiva Neonatal (TAN), que oferece orientação às equipes multiprofissionais para o cuidado da saúde auditiva na infância, assinale a afirmativa CORRETA:
O Exame de Emissões Otoacústicas Evocadas (EOAE) que não obtiver resposta satisfatória (falha), deverá ser repetido por duas vezes subsequentes, antes de qualquer diagnóstico.
O EOAE é um teste rápido, não invasivo, com alta sensibilidade, especificidade e capaz de identificar perdas retrococleares.
Uma vez que o EOAE falhe, após duas tentativas, o ideal é que neonatos e lactentes com indicadores de risco façam o teste de Potencial Evocado Auditivo de Tronco Encefálico (PEATE) e os sem indicadores de risco sejam acompanhados por otorrinolaringologista.
Os parâmetros das idades nas diretrizes se referem à idade corrigida, ou seja, descontando a prematuridade, principalmente no que se refere ao acompanhamento/ monitoramento e desenvolvimento da função auditiva e linguagem.
Na realização da etapa do reteste que deve acontecer no período de até 30 dias do teste, não existe orientação nas Diretrizes de Atenção da Triagem Auditiva Neonatal para fazer novamente o exame de EOAE na orelha que não apresentou falha, embora seja o ideal.
Na unidade neonatal, a atuação fonoaudiológica destaca-se pelo apoio ao desenvolvimento da alimentação oral em bebês prematuros. Qual a principal abordagem adotada para facilitar esse processo?
Introdução precoce de alimentos sólidos para fortalecer a musculatura orofacial.
Administração imediata de mamadeira com bico ortodôntico.
Estímulo à sucção não nutritiva para promover o desenvolvimento da coordenação da sucção-deglutição-respiração.
Uso de chupetas específicas para bebês prematuros.
Início imediato da alimentação por sonda para acelerar o ganho de peso.
O Método Canguru pode ser caracterizado como um modelo de atenção perinatal que reúne estratégias de intervenção biopsicossocial em um meio que promove o cuidado ao recémnascido e à sua família. Baseado nisso, uma das vantagens do método canguru é:
possibilitar ao recém-nascido adequação do controle térmico
facilitar a realização dos procedimentos e cuidados neonatais
favorecer a reabilitação fisioterápica ao neonatal
potencializar os cuidados médicos e familiares
O fonoaudiólogo que trabalha nas maternidades precisa ter o conhecimento sobre anatomofisiologia da lactação, composição do leite humano, ordenha, neurofisiologia do sistema sensório motor oral do neonato de modo a atuar na díade de mães/bebês. Desse modo, uma possível alteração encontrada nesse período é:
mães muito agitadas
mães muito sonolentas
bebês muito sonolentos
bebês grandes
bebês gemelares
No contexto da triagem auditiva neonatal universal sugere-se que a identificação de uma alteração auditiva ocorra, preferencialmente:
no primeiro ano de vida
no terceiro mês de vida
no primeiro mês de vida
no sexto mês de vida
no quarto mês de vida
Na atuação fonoaudiológica na Unidade de Terapia Intensiva Neonatal, independente do uso da dieta, alguns sinais importantes devem ser observados e avaliados durante a estimulação, como:
se o neonato estiver sonolento, será preciso realizar uma manipulação intensa, principalmente se for prematuro, para mantê-lo ativo em todo o processo
se houver a presença de dificuldade respiratória, a estimulação deve ser cessada quando a saturação atingir uma queda de 50% da saturação
se houver sinais de tremor de língua é sinal que o neonato está em fase ativa de canolamento lingual e apto para sugar o seio materno
se houver presença de choro “molhado” é sinal de presença de secreção na região laríngea, que pode ser monitorada por ausculta cervical
se o neonato estiver com uso de ventilação mecânica, a estimulação de aspectos orais deve ocorrer somente após a retirada do tubo auxiliar para evitar apneias excessivas
O sistema auditivo humano começa a funcionar a partir da 22ª semana de gestação. Sobre o tema, assinale a alternativa INCORRETA.
Os componentes estruturais da orelha interna (labirinto ósseo coclear) já estão formados por volta da 15ª semana.
O desenvolvimento gradual dos mapas tonotópicos cocleares se dá, inicialmente, nas baixas frequências, cuja maturação é anterior às altas.
Tanto a cóclea quanto o sistema auditivo central são totalmente maduros ao nascimento.
Os sons da mãe e do seu ambiente são determinantes para o registro das primeiras vivências auditivas do bebê.
Segundo recomendações nacionais e internacionais, é importante que a triagem auditiva neonatal universal (TANU) aconteça logo após o nascimento. Sobre o tema, analise as assertivas abaixo e assinale V, se verdadeiras, ou F, se falsas.
( ) Quando encontrada alguma alteração nos testes, o ideal é que a perda auditiva seja diagnosticada até o segundo ou terceiro mês de vida.
( ) Nos casos de uma real alteração auditiva, a intervenção clínico-terapêutica deve ser iniciada até o primeiro ano de vida.
( ) Emissões otoacústicas evocadas são o teste mais aplicado na TANU de lactentes sem indicadores de risco para deficiência auditiva.
( ) A recomendação do uso do potencial evocado auditivo de tronco encefálico (PEATE) na TANU deve acontecer nos lactentes com indicadores de risco para a deficiência auditiva ou nos casos de falha nas emissões otoacústicas evocadas.
A ordem correta de preenchimentos dos parênteses, de cima para baixo, é:
V – F – V – F.
V – F – V – V.
V – V – F – F.
F – V – F – V.
F – F – V – V.
A deglutição, como função vital, já está presente antes mesmo do nascimento do bebê, tendo suas primeiras ocorrências por volta da 13ª semana de gestação. Quanto às alterações da sucção e deglutição em bebês assinale a alternativa correta:
No recém-nascido, a sucção débil pode ser causada por anormalidades estruturais ou funcionais, como a imaturidade no mecanismo de sucção dos bebês prematuros.
A prematuridade é considerada uma das principais etiologias relacionadas com a disfagia em neonatos e lactentes.
Na avaliação funcional da deglutição, a prontidão para o estímulo é um aspecto a ser observado pelo examinador, como reflexos de procura e sucção, levar a mão à linha média, levar as mãos à face, preensão palmar e protusão de língua.
Todas as alternativas estão corretas.
Na intervenção fonoaudiológica precoce em unidades neonatais, o manejo da alimentação em neonatos pré-termo requer técnicas especializadas para promover a segurança e a eficácia da nutrição. Aponte qual das seguintes afirmações melhor descreve uma prática recomendada na preparação para a transição do neonato pré-termo da alimentação enteral para a oral:
Iniciar a alimentação oral assim que o neonato atingir a idade gestacional de 34 semanas, independentemente de sinais de prontidão neuromotora.
Esperar a remoção do suporte ventilatório invasivo para começar qualquer tentativa de alimentação oral, evitando completamente a estimulação oral até esse ponto.
Utilizar exclusivamente mamadeiras com fluxo rápido para diminuir o tempo de alimentação e minimizar o gasto energético do neonato.
Implementar a estimulação oral tátil e gustativa antes da introdução da alimentação oral, para preparar o sistema sensoriomotor para a sucção eficiente.
Priorizar a introdução de alimentos sólidos sobre líquidos para estimular o desenvolvimento muscular oral mais rapidamente.
O leite humano é considerado como a melhor e ideal fonte de nutrição dos bebês, sendo recomendado desde a primeira hora de vida do recém-nascido, de maneira exclusiva durante os primeiros seis meses e complementar à alimentação infantil até os dois anos ou mais. Considerando a contribuição da atuação fonoaudiológica para estabelecimento do aleitamento materno, analise as afirmativas a seguir.
I. O cuidado com o posicionamento do corpo do bebê para a mamada amplia a compreensão de uma pega, que não se resume somente à boca do bebê, considerando que compensações na mecânica da sucção necessária para a extração láctea podem ocorrer quando não há estabilidade e alinhamento suficientes.
II. A avaliação da puérpera deve incluir a observação do seu estado físico e clínico, bem como os aspectos emocionais e avaliação de suas mamas e mamilos. É importante considerar que as mulheres apresentam diferentes tipos de mama e mamilos, como também que o bebê na mamada abocanha mamilo e parte da aréola por meio de uma pega assimétrica no complexo aréolo-papilar.
III. O alinhamento biomecânico, queixo do bebê encostado na mama da lactante, boa amplitude de boca do bebê ao abocanhar a mama, iniciar a pega abocanhando a mama de baixo para cima, com nariz apontando para o mamilo, são sinais que auxiliam no reconhecimento de uma pega adequada, que, por sua vez, evita os riscos de surgimento de fissuras mamilares e ingurgitamento mamário.
Está correto o que se afirma em
I, II e III.
I, apenas.
I e II, apenas.
I e III, apenas.
Há evidências da relação da amamentação com a saúde física, mental e psíquica da criança e da mulher que amamenta, além da prevenção de mortes infantis. O aleitamento materno é recomendado nos primeiros seis meses de vida da criança de forma exclusiva e deve ser mantido até os dois anos de idade, ou mais, de forma complementar. A atuação da Fonoaudiologia no atendimento ao recém-nascido tem o papel de avaliar e incentivar o aleitamento materno, favorecer o desenvolvimento dos órgãos fonoarticulatórios e favorecer a relação mãe-filho. Assim, a atuação do fonoaudiólogo relacionada à amamentação abrange orientações para as mães, identificação de hábitos orais inadequados do bebê e terapia fonoaudiológica. Sobre a amamentação e a atuação fonoaudiológica, assinale a afirmativa INCORRETA.
Algumas das habilidades verificadas durante a avaliação da prontidão e da amamentação do recém-nascido para amamentação estão relacionadas à sucção, posição dos lábios durante a amamentação no seio, apreensão do mamilo, entre outros aspectos. Para que a amamentação seja bem-sucedida, necessita-se de adequação de vários fatores relacionados ao recém-nascido e à puérpera. A literatura aponta que a inexperiência materna e a falta de informação pode ser uma das causas do desmame precoce.
O contato físico pele a pele tem sido estimulado principalmente por meio da técnica do Método Canguru. Esta prática apresenta relação com o estabelecimento de laços de união entre mãe e filho. A comunicação da mãe com o bebê incluindo os sinais de vínculo e laços afetivos são descritos na literatura como complementares no processo de amamentação. Sabe-se que dificuldades no estabelecimento do vínculo podem dificultar o processo, embora não implique na eficiência das mamadas e na alta hospitalar, uma vez que os aspectos fisiológicos estejam íntegros e em equilíbrio.
A amamentação promove o desenvolvimento craniofacial do bebê pelos movimentos adequados da musculatura orofacial. Os receptores táteis dos lábios do bebê detectam o mamilo e levam os músculos labiais a se contraírem em torno do complexo aréola-mamilar, caracterizando um selamento hermético. O colo do mamilo é o primeiro a ser comprimido, entre o rebordo gengival superior e a ponta da língua, cobrindo o rebordo gengival inferior com uma depressão da mandíbula e da língua, o que requer o trabalho dos músculos linguais. Então, ocorre a movimentação mandibular, momento em que a sucção é exercida por diminuição da pressão intraoral, que se torna negativa. Alteração nas estruturas orofaciais pode resultar em desequilíbrio e o aleitamento materno oferece ao bebê um adequado desenvolvimento ósseo e muscular.
O posicionamento do recém-nascido facilita a pega, proporciona melhor interação mãe/bebê, além de evitar que o leite se direcione para a tuba auditiva, provocando risco de alterações na orelha média, tais como otites de repetição. Disfunções das habilidades motoras orais, bem como a pega incorreta podem levar à interferência na amamentação, aumentando as dificuldades para que a ordenha no seio seja efetiva, comprometendo a eficiência da mamada. Observar o movimento adequado da musculatura facial e oral é essencial para a avaliação, uma vez que tais aspectos são importantes para que o bebê consiga extrair a quantidade de leite necessária, evitando traumas e lesões nas mamas. O aleitamento materno também tem efeito positivo sobre o crescimento e o desenvolvimento do sistema estomatognático. Ao sugar, o bebê coloca a língua na posição correta dentro da cavidade oral, as arcadas, bochechas e língua movimentam-se harmoniosamente e toda a função neuromuscular da boca desenvolve-se de forma equilibrada.