

Seu próximo nível começa aqui
Com a Assinatura Ilimitada, você tem tudo que precisa para sua aprovação.
Com a Assinatura Ilimitada, você combina prática, teoria e método em uma única assinatura com tudo que você precisa para sua aprovação.
O território não é apenas um suporte físico para empreendimentos, mas um espaço de relações de poder e identidades em disputa no licenciamento ambiental federal. Acerca do assunto, registre WV, para as afirmativas verdadeiras, e F, para as falsas:
(_)A multiescalaridade do território implica que o planejamento ambiental deve articular as demandas locais rurícolas com as diretrizes de desenvolvimento nacional, reconhecendo a sobreposição de territorialidades distintas no mesmo espaço físico.
(_)A vocação do solo, no contexto do ordenamento territorial, é uma característica puramente geológica e imutável, sendo vedado ao Plano Diretor Municipal alterar o zoneamento urbano-industrial para fins de preservação ambiental.
(_)A "desterritorialização" causada por grandes obras de infraestrutura refere-se não apenas ao deslocamento compulsório de famílias, mas à ruptura dos laços de pertencimento e das estratégias de sobrevivência vinculadas ao ecossistema local.
(_)O Zoneamento Ecológico-Econômico (ZEE) atua como um instrumento consultivo desprovido de força normativa, de modo que suas diretrizes sobre o uso do solo podem ser ignoradas pelo Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (IBAMA) na emissão da Licença Prévia (LP).
Após análise, assinale a alternativa que apresenta a sequência correta, de cima para baixo:
F, V, F, V.
F, F, V, V.
V, V, V, V.
V, F, V, F.
Na construção de uma sequência didática sobre “o lugar onde vivo”, o professor articula mapas mentais, entrevistas com moradores antigos e análise de imagens de satélite do bairro. Nesse caso assinale a afirmação que mostra um entendimento CORRETO do tratamento didático das categorias geográficas.
O plano aciona lugar ao aproximar memórias e mapas mentais, e aciona espaço ao inserir esse recorte em redes mais amplas de fluxos e de usos.
O foco em representações pessoais indica perda de relevância da categoria região, já que recortes territoriais seguem divisões administrativas.
O uso de imagens de satélite e entrevistas desloca o trabalho de cartografia, pois contato com mapas prontos tende a confundir a turma.
A ênfase em vivências locais limita a leitura de paisagem, pois paisagens de estudo precisam vir de áreas naturais preservadas.
A articulação entre memórias e imagens externas substitui o estudo de território, que fica reservado a capítulos específicos de livros didáticos.
Analise as afirmativas a seguir sobre o desenvolvimento do raciocínio geográfico no Ensino Fundamental - Anos Finais e assinale a alternativa correta.
( ) Espera-se, assim, que o estudo da Geografia no Ensino Fundamental – Anos Finais possa contribuir para o delineamento do projeto de vida dos jovens alunos, de modo que eles compreendam a produção social do espaço e a transformação do espaço em território usado.
( ) O uso de diferentes representações cartográficas limita a análise territorial, pois restringe a interpretação a uma única escala.
( ) Anseia-se, também, que entendam o papel do Estado-nação em um período histórico cuja inovação tecnológica é responsável por grandes transformações socioespaciais, acentuando ainda mais a necessidade de que possam conjecturar as alternativas de uso do território e as possibilidades de seus próprios projetos para o futuro.
V – V – V
V – V – F
V – F – V
F – V – V
F – F – F
Considerando a discussão realizada por Wanderley Messias da Costa, acerca do estatuto da Geografia Política, e a relação entre os elementos que lhe circunscreve, assinale a alternativa correta.
Toda sociedade que delimita um espaço de vivência e vivência produz também um espaço político, entendido como projeção cultural de suas relações econômicas, sociais, culturais e políticas; à medida que aumenta a complexidade da organização social e política, tais relações tendem a tornar-se mais explícitas.
Toda sociedade que delimita um espaço de vivência e produção produz também um espaço político, entendido como projeção cultural de suas relações econômicas, sociais, culturais e políticas; à medida que diminuí a complexidade da organização social e política, tais relações tendem a tornar-se mais implícitas.
Toda sociedade que delimita um espaço de vivência e produção produz também um espaço político, entendido como projeção social de suas relações econômicas, sociais, culturais e políticas; à medida que aumenta a complexidade da organização social e política, tais relações tendem a tornar-se mais explícitas.
Toda sociedade que delimita um espaço de vivência e produção produz também um espaço político, entendido como projeção territorializada de suas relações econômicas, sociais, culturais e políticas; à medida que aumenta a complexidade da organização social e política, tais relações tendem a tornar-se mais explícitas.
Toda sociedade que delimita um espaço de vivência e produção produz também um espaço político, entendido como projeção territorializada de suas relações econômicas, sociais, culturais e políticas; à medida que diminuí a complexidade da organização social e política, tais relações tendem a tornar-se mais implícitas.
Considerando a discussão realizada por Rogério Haesbaert acerca da relação entre mobilidade e desterritorialização, é correto afirmar que:
podemos afirmar que assim como mobilidade não significa, compulsoriamente, territorialização, imobilidade ou relativa estabilidade significa, obrigatoriamente, territorialização.
podemos afirmar que assim como imobilidade não significa, compulsoriamente, territorialização, mobilidade ou relativa estabilidade também não significa, obrigatoriamente, desterritorialização.
podemos afirmar que assim como mobilidade não significa, compulsoriamente, territorialização, imobilidade ou relativa estabilidade também não significa, obrigatoriamente, desterritorialização.
podemos afirmar que assim como imobilidade não significa, compulsoriamente, desterritorialização, mobilidade ou relativa estabilidade também não significa, obrigatoriamente, reterritorialização.
podemos afirmar que assim como mobilidade não significa, compulsoriamente, desterritorialização, imobilidade ou relativa estabilidade também não significa, obrigatoriamente, reterritorialização.
A Base Nacional Comum Curricular (BNCC) estabelece, para o componente curricular de geografia dos anos finais do ensino fundamental, uma competência específica que orienta o desenvolvimento do pensamento espacial, articulando sociedade, natureza e múltiplas escalas. A referida competência fundamenta-se na noção de que
a compreensão dos fenômenos geográficos exige a identificação de processos e dinâmicas que se manifestam de forma interdependente entre diferentes escalas espaciais.
deixando em segundo plano a análise relacional entre as escalas temporais e espaciais.
o desenvolvimento do pensamento espacial abstrai o uso de tecnologias digitais e de geotecnologias no processo de aprendizagem.
o foco principal do pensamento espacial está na observação empírica direta, independentemente das representações cartográficas.
a análise do espaço geográfico deve privilegiar fenômenos de âmbito local, uma vez que relações globais são tratadas em outras áreas do conhecimento.
Leia o trecho a seguir:
"Em termos das condições naturais, o território brasileiro é composto de um mosaico de biomas [...]. Numa visão de macro-unidades do relevo se pode identificar [...] domínios morfoclimáticos [...]. A rede hidrográfica do Brasil é extensa e caudalosa [...]. No que toca à pedologia, quase toda a extensão do território brasileiro é passível de exploração agropecuária [...]."
(MORAES, A. C. R. Geografia histórica do Brasil: capitalismo, território e periferia. São Paulo: Annablume, 2011. Adaptado.)
A partir da leitura do trecho e da interpretação geográfica da organização territorial brasileira, assinale a alternativa correta:
A identificação de potencialidades naturais do território brasileiro deve ser compreendida como condição necessária, porém, não suficiente para explicar seus padrões de uso e ocupação.
A diversidade de biomas, associada à elevada disponibilidade hídrica, configura um quadro de relativa homogeneidade funcional do território, favorecendo padrões semelhantes de uso do solo.
A presença de amplas áreas com aptidão agropecuária indica que as limitações ao uso do território brasileiro decorrem predominantemente de fatores naturais.
A expressiva rede hidrográfica e a diversidade morfoclimática implicam, necessariamente, maior equilíbrio regional no desenvolvimento econômico.
A caracterização do território brasileiro a partir de seus atributos naturais permite explicar, de forma suficiente, a atual organização espacial das atividades econômicas.
Na obra Território: globalização e fragmentação, organizada por Milton Santos, Maria Adélia A. de Souza e Maria Laura Silveira, no capítulo “O retorno do território”, Milton Santos discute o território usado, as redes, as horizontalidades e as verticalidades, observando que as redes constituem apenas uma parte do espaço. Nesse contexto, afirma que o “acontecer simultâneo”, tornado possível pela ciência, cria solidariedades: a possibilidade de um “acontecer solidário”, malgrado as diferenças entre pessoas e lugares. Considerando a classificação e a distinção formuladas pelo autor para os modos como este “acontecer solidário” ocorre, assinale a alternativa correta.
O acontecer solidário se apresenta como acontecer técnico, acontecer político e acontecer econômico; nos dois primeiros, o território é regulado localmente, enquanto o terceiro depende da ação direta do Estado.
O acontecer solidário se apresenta como acontecer local, acontecer regional e acontecer global; nos dois primeiros, predominam regras externas, enquanto o terceiro decorre da vida cotidiana compartilhada.
O acontecer solidário se apresenta como acontecer horizontal, acontecer vertical e acontecer reticular; no primeiro, há comando local, enquanto os demais resultam da informação generalizada no território.
O acontecer solidário se apresenta como acontecer homólogo, acontecer complementar e acontecer hierárquico; nos dois primeiros, há um cotidiano compartilhado, e no terceiro, um cotidiano imposto de fora.
O acontecer solidário se apresenta como acontecer produtivo, acontecer circulatório e acontecer informacional; nos dois primeiros, há hierarquia técnica, e no terceiro, solidariedade localmente construída.
Os rios que drenam o território de Campo Alegre/SC pertencem à vertente do interior e integram as bacias hidrográficas dos rios:
Itajaí e Tubarão.
Tijucas e Itapocu.
Uruguai e Iguaçu.
Pelotas e Araranguá.
Apesar de ser o menor Estado da Região Sul em extensão territorial, Santa Catarina apresenta uma diversidade climática, geográfica e socioeconômica que poucos Estados brasileiros conseguem reunir em um único território. Sobre essa diversidade, assinale a alternativa que descreve corretamente as características gerais do território catarinense (extensão, divisão regional, clima e relevo):
Santa Catarina possui cerca de 95,4 mil km², é dividido em oito regiões geográficas, predomina o clima tropical semiúmido e o litoral concentra as maiores altitudes do Estado.
Santa Catarina possui cerca de 95,4 mil km², é dividido em três grandes regiões (Litoral, Vale e Planalto), predomina o clima subtropical úmido e a neve é registrada em todo o território.
Santa Catarina possui cerca de 95,4 mil km², é dividido em oito regiões geográficas, predomina o clima subtropical úmido e a Serra Geral, com altitudes próximas a 600 metros, raramente registra neve.
Santa Catarina possui cerca de 95,4 mil km², é dividido em oito regiões geográficas, predomina o clima subtropical úmido e o Planalto Serrano concentra a maior ocorrência de neve no Brasil.
Santa Catarina possui cerca de 23 mil km², é dividido em oito regiões geográficas, predomina o clima subtropical úmido e o Planalto Norte concentra a maior ocorrência de neve no Brasil.
Repartição das atividades entre lugares, a divisão territorial do trabalho pode nos dar apenas uma visão mais ou menos estática do espaço de um país, um retrato onde cada porção do espaço revela especializações mais ou menos nítidas, nascidas à luz de processos antigos e modernos. Mas para entender o funcionamento do território é preciso captar o movimento, daí a proposta de uma abordagem que traz uma visão dinâmica, apontando a maneira como os fluxos perpassam o território.
(SANTOS, M.; SILVEIRA, M.L. O Brasil: território e sociedade no início do século XXI. Rio de Janeiro: Record, 2001. Adaptado)
A abordagem proposta pelos autores, neste contexto, analisa o território a partir
da formação socioespacial.
dos circuitos espaciais da produção.
do meio técnico-científico-informacional.
das rugosidades.
da fragmentação do espaço.
Quando são observadas as novas territorialidades em redes de transportes, energia e comunicação, é possível nos posicionar sobre uma base territorial, ou seja, a respeito da categoria território como uma importante análise, identificando territórios toda vez que uma coletividade humana se apropria de um lugar e passa a estabelecer relações de posse e domínio. Essa concepção considera que um território é apropriação e estabelece relações de poder em seu interior. Também sugere que um território é mais definido pelas relações do que pela apropriação concreta de um determinado lugar. Os territórios são relações de poder que se materializam no espaço social. É a materialidade do território que influencia as novas territorialidades em redes, que são concebidas por
predominar a análise da dimensão econômica, social e tecnológica, numa concepção de um novo arranjo territorial em diferentes escalas como unidade geográfica.
predominar um projeto de desenvolvimento territorial organizado em uma escala local, descartando a possibilidade das diversas escalas geográficas.
constatar relações de produção na configuração do território, medidas por relações políticas e envolvendo os conflitos de diferentes grupos socioculturais.
constatar que, ao conquistar territórios por meio de guerras, configura-se o poder do Estado-nação, transformando o princípio da nacionalidade em princípio de ordem universal capaz de estruturar a comunidade internacional.
"tudo aquilo que nós vemos, o que nossa visão alcança" (SANTOS, 1998).
Qual importante conceito geográfico está definido na frase do geográfo Milton Santos?
Paisagem.
Território.
Geografia.
Globo Terreste.
Analise a afirmativa a seguir.
A espacialidade da Geografia possui possibilidade de análise conforme sua escala. Sendo assim, a categoria _______ foi identificada como aquela porção territorial que transmite maior conforto emocional, que possui maior ligação afetiva e que traduz o sentimento de pertencimento.
Marque a opção que preenche corretamente a lacuna.
região
território
paisagem
lugar
espaço
Os onas, povo indígena que vivia no extremo sul da América do Sul e na ilha chamada Terra do Fogo, costumavam fazer incursões na Antártida, conforme indicam vários registros. Como eles viviam em uma área pertencente aos territórios do Chile e da Argentina, esses países reivindicaram o controle territorial da Antártida, utilizando como argumento o princípio da precedência de ocupação.
RIBEIRO, W. A ordem ambiental internacional. São Paulo; Contexto, 20025. p.56
Sobre o pleito em questão, julgue os itens a seguir.
I. A existência de acordos geopolíticos anteriormente estabelecidos inviabilizaram o reconhecimento da soberania dos povos requerentes.
II. O requisito da proximidade geográfica excluía as duas grandes potências do mundo bipolar, que buscavam ampliar suas áreas de influência.
III. A evocação do Princípio da Segurança, para evitar ocupações territoriais, pode trazer consequências catastróficas para a dinâmica natural da Terra.
Está correto o que se afirma em
I, apenas.
II, apenas.
III, apenas.
I e III, apenas.
II e III, apenas.
O território, na perspectiva da Geografia crítica, é compreendido pela:
homogeneidade natural e ausência de conflitos.
simples delimitação cartográfica de uma superfície terrestre.
relação de poder e controle exercida sobre um espaço.
distribuição regular da população em áreas urbanas.
neutralidade política das fronteiras espaciais.
Ao elaborar um plano de desenvolvimento para uma região marcada por diversidade ecológica, intensa pressão urbana e desigualdade no acesso à terra, uma equipe técnica propõe a adoção do conceito de geossistema como referência para a organização do território. Essa decisão parte do reconhecimento de que o planejamento deve considerar as múltiplas interações entre natureza e sociedade. Com base nessa perspectiva, assinale a alternativa que apresenta corretamente a fundamentação teórica e metodológica da proposta.
O geossistema é um instrumento técnico de mapeamento físico-ambiental, voltado prioritariamente à compartimentação geológica e ao diagnóstico de riscos, não sendo aplicável ao ordenamento territorial participativo.
A lógica do geossistema fundamenta-se na análise compartimentalizada dos elementos naturais e antrópicos, o que possibilita intervenções territoriais eficientes, mas desarticuladas da totalidade espacial.
O geossistema, ao conceber o espaço geográfico como um agregado de componentes físico-naturais, permite o planejamento com base na fragmentação funcional das paisagens, priorizando setores econômicos dominantes.
A abordagem geossistêmica se restringe à escala local, sendo insuficiente para subsidiar políticas públicas regionais que articulem desenvolvimento econômico e gestão ambiental.
O conceito de geossistema reconhece o território como uma unidade dinâmica e integradora de fluxos naturais e sociais, orientando estratégias de planejamento baseadas na sinergia entre sustentabilidade ambiental e equidade territorial.
O território brasileiro apresenta seis grandes biomas. Um deles é caracterizado por clima semiárido, vegetação xerófila e forte irregularidade pluviométrica. Trata-se:
Pantanal.
Pampa.
Cerrado.
Caatinga.
As categorias de análise da Geografia − espaço natural, espaço humanizado, território, paisagem, lugar e região − têm sido objeto de ressignificações nas abordagens contemporâneas, as quais enfatizam as complexas interações entre os aspectos naturais, sociais, culturais e simbólicos que constituem o espaço geográfico. Com base nessa perspectiva, assinale a alternativa que melhor reflete as novas interpretações dessas categorias na Geografia atual:
O espaço natural é aquele que permanece intocado pelas atividades humanas, sendo uma categoria que se opõe diretamente ao espaço humanizado nas análises contemporâneas da Geografia.
A paisagem é uma categoria que privilegia apenas os aspectos visuais do espaço geográfico, sendo uma análise que exclui os elementos culturais e simbólicos do ambiente.
O conceito de território nas abordagens atuais está limitado ao uso político e administrativo, ignorando as relações de poder e os usos sociais que o caracterizam.
A categoria lugar nas novas abordagens destaca a subjetividade das experiências humanas, incluindo as relações afetivas e simbólicas que conectam os indivíduos ao espaço.
No ensino de Geografia, é fundamental distinguir as diferentes categorias de análise do espaço. Quando um geógrafo analisa uma porção do espaço definida por relações de poder, apropriação e controle, onde existem limites (visíveis ou invisíveis) estabelecidos por quem exerce soberania ou influência sobre aquela área, ele está utilizando o conceito de:
Paisagem.
Lugar.
Território.
Região.