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A democracia ateniense do século V a.C. estabelecia participação direta dos cidadãos em assembleias deliberativas. O órgão político onde cidadãos atenienses votavam leis, declaravam guerra e julgavam casos políticos era denominado:
Senado romano.
Areópago ateniense.
Eclésia ateniense.
Gerúsia espartana.
Bulé ateniense.
As civilizações grega e romana exerceram influência decisiva na formação da cultura ocidental, deixando importantes legados políticos, jurídicos e culturais. Considerando as características dessas civilizações, assinale a alternativa CORRETA.
A cultura romana rejeitou completamente as influências gregas, desenvolvendo instituições políticas, religiosas e artísticas totalmente originais, desvinculadas de referências externas ou de processos de assimilação cultural.
A Grécia Antiga caracterizou-se por forte centralização política sob um único governo imperial, enquanto Roma organizou-se exclusivamente em cidades-Estado autônomas e independentes, sem a formação de uma autoridade central duradoura.
A civilização grega destacou-se pelo desenvolvimento da filosofia, das artes e da participação política direta em algumas pólis, enquanto Roma se notabilizou pela organização jurídica, administrativa e pela expansão territorial.
A principal característica comum entre gregos e romanos foi a adoção de regimes democráticos universais, com ampla participação política de toda a população, independentemente de critérios sociais, econômicos ou jurídicos.
No estudo do processo de formação da Roma Antiga e de suas estruturas sociais e políticas, o componente curricular História propõe que o aluno associe a noção de cidadania às dinâmicas de inclusão e exclusão social. A habilidade específica que trata dessa temática é:
(EF06HI11) Caracterizar o processo de formação da Roma Antiga e suas configurações sociais e políticas nos períodos monárquico e republicano.
(EF06HI12) Associar o conceito de cidadania a dinâmicas de inclusão e exclusão na Grécia e Roma antigas.
(EF06HI17) Diferenciar escravidão, servidão e trabalho livre no mundo antigo.
(EF06HI13) Conceituar “império” no mundo antigo, com vistas à análise das diferentes formas de equilíbrio e desequilíbrio entre as partes envolvidas.
(EF06HI10) Explicar a formação da Grécia Antiga, com ênfase na formação da pólis e nas transformações políticas, sociais e culturais.
Leia o texto a seguir.
No cinema, as representações de Octaviano/Augusto tendem a recuperar e confirmar este tipo de episódios retratados na cultura e nas artes, a partir de visões literárias e pictóricas compostas em torno dos amores de Marco Antônio e de Cleópatra, remetendo invariavelmente a história de Augusto para segundo plano. [...]. É preciso não descurar este aspecto fundamental: o que chegou ao cinema e à televisão é o resultado de ficções e/ou mitos fundados e forjados inicialmente pela própria Cultura Clássica.
MENDES, Elsa Maria Carneiro. Narrativas audiovisuais sobre a Antiguidade Clássica: a representação do Imperador Augusto no cinema e na TV. ICONO14, Julio-diciembre, 2019, Volumen 17, Nº 2, p. 63.
Sobre a reprodução de imagens da Antiguidade na cultura histórica do tempo presente, o excerto evidencia que os mitos são
falseados.
corrigidos.
rejeitados.
reforçados.
A crise do século III d.C. no Império Romano foi um fenômeno multifatorial que alterou as estruturas da Antiguidade Tardia. Um dos eventos jurídicos mais significativos desse período foi a promulgação da Constitutio Antoniniana (212 d.C.). O objetivo primordial desse édito foi:
Instituir o Cristianismo como religião oficial para pacificar as revoltas camponesas na Gália e na Britânia.
Ampliar a base de arrecadação tributária, ao conceder cidadania romana a quase todos os habitantes livres do Império, visando sustentar os crescentes gastos militares.
Abolir a escravidão por dívidas, substituindo-a pelo sistema de colonato de forma imediata em todas as províncias senatoriais.
Reestruturar a administração das províncias sob o modelo da Tetrarquia, dividindo o poder entre dois Augustos e dois Césares.
No contexto da Antiguidade Clássica, a expansão da República Romana pelo Mediterrâneo gerou transformações estruturais profundas na organização social e política de Roma. Sobre esse processo, é correto afirmar que:
A expansão resultou no fortalecimento imediato do campesinato romano, que recebeu as terras conquistadas de forma equitativa.
A formação dos latifúndios e o aumento massivo da mão de obra escravizada desestruturaram a pequena propriedade, gerando tensões sociais intensas.
O controle do Mediterrâneo levou Roma a abandonar o regime republicano imediatamente, adotando o sistema de democracia direta ateniense.
As conquistas militares impediram o contato cultural com a Grécia, preservando a pureza dos costumes latinos originais contra influências externas.
O enriquecimento do Estado romano através das guerras de conquista permitiu a abolição definitiva das distinções de classe entre patrícios e plebeus.
No ano de 751 da Era Cristã, o filho de Carlos Martel, Pepino, o Breve, obtendo o apoio papal, e aproveitando-se do prestígio de seu cargo de prefeito, depôs o último soberano merovíngio, iniciando a dinastia carolíngia, cujo nome se deve a seu maior expoente: Carlos Magno. Tomando como base o referido contexto, analise as afirmativas abaixo:
I. Em 768, Carlos Magno, filho de Pepino, assumiu o trono, governando até 814 e realizando inúmeras guerras de conquista, que expandiram consideravelmente as fronteiras do Reino Franco.
II. Pode-se considerar que o êxito das campanhas militares de Carlos Magno enfraqueceu a igreja e o cristianismo.
III. Após a morte de Carlos Magno em 814, o governo foi exercido por seu filho Luís, o Piedoso, até 841. A sucessão de Luís, gerou uma grande disputa, resultando no Tratado de Verdun (843), que dividiu o Império em três partes.
Em relação as afirmativas acima, é correto afirmar:
Apenas a afirmativa III está incorreta.
Apenas a afirmativa II está incorreta.
Apenas a afirmativa I está incorreta.
Todas as afirmativas estão corretas.
Acerca da Grécia Antiga, é correto afirmar que
as mulheres espartanas tinham maior participação social do que as atenienses, podendo possuir propriedades e administrá-las.
a arquitetura e escultura eram artes valorizadas em detrimento do teatro, que desapareceu no período clássico.
a Guerra do Peloponeso trouxe uma rara união entre as cidades-estados gregas na luta contra o exército macedônico.
os núcleos urbanos se organizavam no modelo de cidades-estados que, apesar de distintas culturalmente, eram governadas por um rei em comum.
a democracia ateniense não fazia distinção de gênero no direito ao voto, porém excluía os escravizados.
As rotas comerciais da Antiguidade, como a Rota da Seda, conectavam o Império Romano à China, mas seu impacto era puramente econômico, limitando-se à troca de mercadorias de luxo, sem servir como canais para a difusão de ideias, tecnologias ou epidemias.
Certo
Errado
As religiões na Antiguidade Clássica, como no Egito e na Grécia, desempenhavam um papel meramente secundário na organização social e política, limitando-se ao âmbito privado dos indivíduos.
Certo
Errado
Durante o período da Antiguidade, diversas civilizações desenvolveram sistemas políticos, sociais e econômicos que influenciaram profundamente a organização do mundo antigo. Por exemplo, enquanto as civilizações orientais, como a Mesopotâmica e a Egípcia, centralizavam o poder em torno de líderes religiosos ou monárquicos e estruturavam sua economia em torno da agricultura irrigada, as civilizações ocidentais, como a Grécia e Roma, desenvolveram instituições políticas mais complexas, incluindo formas de cidadania e direito codificado, além de promoverem inovações culturais e filosóficas que moldaram concepções posteriores de governança e sociedade. Considerando essas características, assinale a alternativa correta:
A economia das civilizações mesopotâmicas e egípcias era fortemente dependente da agricultura irrigada, da centralização administrativa e da tributação sobre camponeses, demonstrando uma interdependência entre poder político e controle dos recursos naturais.
A democracia ateniense da Grécia Antiga permitia a participação política ampla de todos os habitantes, incluindo mulheres, escravizados e estrangeiros residentes, refletindo um modelo de cidadania universal e igualitário.
As civilizações da Antiguidade Oriental desenvolveram sistemas jurídicos baseados em códigos escritos, como o Código de Hamurábi, que refletiam uma tentativa de organizar a sociedade, mas não apresentavam vínculo com a religião, sendo totalmente laicos.
As civilizações orientais, por sua ênfase na religião e nos cultos aos deuses, rejeitaram totalmente o desenvolvimento de cidades planejadas, construindo habitações apenas de maneira esparsa e não organizadas.
Sobre a História Antiga, mais especificamente sobre a transição da República para o Império em Roma, o período conhecido como Pax Romana, iniciado sob o governo de Augusto, caracterizou-se por:
Interromper imediatamente toda e qualquer atividade militar nas fronteiras, visando a paz religiosa com os cristãos.
Pôr fim à escravidão em todo o território romano, substituída pelo trabalho assalariado de cidadãos.
Ser uma era de total democracia, na qual o Senado recuperou todos os poderes perdidos durante as guerras civis.
Fragmentar o Império em pequenos reinos independentes para facilitar a gestão das províncias.
Ser um período de certa estabilidade interna, reorganização administrativa e florescimento cultural, mantido por um exército profissional e pela política de “pão e circo”.
Apesar da situação extrema de opressão sob a qual viviam os escravos, as condições para a organização de uma revolta eram muito difíceis... Nas cidades existiam muitas das condições objetivas favoráveis para a organização de uma revolta, como maior mobilidade, liberdade de movimentos, facilidade para a comunicação [...]; no entanto, as melhores condições de vida e a expectativa de uma vida melhor e da própria obtenção da liberdade não motivavam os escravos a arriscar tudo em uma revolta, o que poria sob risco as chances pacíficas de se obter liberdade, por meio da emancipação.
ROSSI, R. A. As Revoltas de Escravos na Roma Antiga e o seu impacto sobre a Ideologia e a Política da Classe Dominante nos Séculos II a.C. a Id.C.: Os casos da Primeira Guerra Servil da Sicilia e da Revolta de Espártaco. Universidade Federal fluminense (Dissertação de Mestrado em História). Niterói, RJ: UFF, 2011. p.194. (Adaptado).
A análise apresentada no texto-base convida a uma reflexão sobre os determinantes das ações coletivas dos escravos na Antiguidade Romana.
Com base nessa análise e pelos estudos históricos sobre o tema, é correto inferir que
as condições objetivas nas cidades, como a comunicação fácil e a mobilidade, garantiam automaticamente a eclosão de levantes bem-sucedidos naqueles espaços.
a rebelião escrava era um fenômeno de massas homogêneo, impulsionado igualmente pela miséria extrema e pela falta total de expectativas dentro da ordem estabelecida.
a possibilidade de alforria por meios legais atuava como um fator de contenção social, desestimulando a adesão de escravos urbanos a revoltas que poderiam comprometer suas trajetórias individuais de mobilidade.
a rigidez do sistema escravista romano era absoluta, tornando a emancipação uma via praticamente inexistente e transformando a revolta na única alternativa racional para todos os cativos.
a liderança das revoltas era exercida, preferencialmente, por escravos rurais, pois os urbanos careciam completamente da consciência política necessária para tal organização.
"O testemunho mais remoto da antiga cultura aristocrática helênica é Homero, se com este nome designamos as duas epopeias: a Ilíada e a Odisseia. Para nós, ele é ao mesmo tempo a fonte histórica da vida daqueles dias e a expressão poética imutável dos seus ideais. É preciso encarálos sob os dois pontos de vista.
Por um lado, temos de extrair dele a imagem que formamos do mundo aristocrático; por outro, inquirir como o ideal de Homero ganha forma nos poemas homéricos e como a sua estreita esfera de validade originária se alarga e se converte em força de formação de muito maior amplitude."
JAEGER, Werner Wilhelm, 1888-1961. Paideia: a formação do homem grego / Werner Wilhelm Jaeger ; [tradução Artur M. Parreira ; adaptação para a edição brasileira Mônica Stahel ; revisão de texto grego Gilson César Cardoso de Souza]. – 3. ed. – São Paulo : Martins Fontes, 1994.
Considerando A Ilíada e A Odisseia, tradicionalmente atribuídas a Homero, e os debates historiográficos acerca de seu valor para o estudo da Grécia arcaica, assinale alternativa CORRETA:
A análise historiográfica contemporânea reconhece que os poemas preservam estratos temporais distintos, combinando elementos micênicos e traços da sociedade dos séculos VIII–VII a.C.
A Ilíada e a Odisseia devem ser compreendidas como obras literárias, portanto, com pouca ou nenhuma relevância para a reconstrução histórica da sociedade aristocrática grega.
A organização política descrita nos poemas corresponde à pólis clássica do século V a.C., evidenciando maturidade institucional democrática.
A Ilíada e a Odisseia devem ser entendidas como mitos fundadores, sem relação com práticas sociais efetivas da aristocracia arcaica.
A função formativa dos poemas homéricos decorre do fato de que eles articulam exemplaridade heroica e memória coletiva, configurando um modelo de excelência (areté) pouco valorizado na formação do homem grego.
Leia o trecho a seguir.
Cuzco foi outra Roma, e assim pode-se comparar uma com a outra, pois se assemelham nas coisas mais nobres que tiveram. A primeira e principal, por terem sido fundadas por seus primeiros reis. E, nos tantos e tão excelentes varões que geraram e criaram com sua boa doutrina militar. Nisso Roma levou vantagem sobre o Cuzco, não por tê-los formado melhores, mas por ter sido mais afortunada ao alcançar as letras e, por meio delas, eternizar seus filhos.
Adaptado de GARCILASO, Inca. Comentarios reales. 1609. México, DF: Porrúa, 2000. p. 290
Com base no trecho, é correto afirmar que a comparação estabelecida entre Cuzco e Roma tem a função de
recorrer à tradição católica associada ao Império Espanhol como forma de persuadir os colonizadores a adotarem uma postura mais conciliadora em relação aos povos indígenas.
defender que o Império Inca era militarmente superior ao Império Romano, embora inferior no desenvolvimento das letras.
atribuir ao Império Inca o mesmo reconhecimento histórico concedido a Roma, ao evidenciar equivalências intelectuais na produção de conhecimento.
relativizar a importância de Roma, ao afirmar que sua fama decorreu da existência da escrita, enquanto o Império Inca, mesmo sem esse recurso, também alcançou sua grandeza.
valorizar o Império Inca ao compará-lo com Roma antiga, ressaltando as semelhanças quanto às tradições políticas, à formação de seus líderes e à grandeza de seus feitos.
Situação hipotética: Ao comparar Atenas e Esparta no período clássico, um estudante conclui que, apesar de suas diferenças políticas, ambas eram sociedades escravistas nas quais uma parcela significativa da população era excluída da cidadania. Assertiva: A conclusão do estudante está correta.
Certo
Errado
A Idade Antiga foi marcada pelo desenvolvimento de diversas civilizações em diferentes regiões do mundo.
Assinale a alternativa que apresenta corretamente a distinção entre civilizações orientais e clássicas:
As civilizações clássicas referem-se aos povos mesopotâmicos e egípcios, enquanto as orientais referem-se aos gregos e romanos.
As civilizações orientais incluem gregos e romanos, enquanto as clássicas incluem povos africanos e asiáticos.
Não há distinção entre civilizações orientais e clássicas na historiografia tradicional.
As civilizações orientais abrangem povos como egípcios e persas, enquanto as civilizações clássicas referem-se principalmente a gregos e romanos.
A civilização romana construiu um império duradouro ao articular expansão territorial, controle político e integração cultural. Sua economia, sua estrutura social e suas práticas culturais revelam tanto mecanismos de dominação quanto estratégias de incorporação de povos conquistados. Considerando esse contexto, analise as afirmativas a seguir.
I.A economia romana apoiava-se na grande propriedade rural, no trabalho escravizado e na intensa circulação comercial entre Roma e as províncias.
II.A sociedade romana era juridicamente desigual, distinguindo cidadãos, não cidadãos e escravizados, embora a expansão imperial tenha permitido certa mobilidade social.
III.A cultura romana caracterizou-se pela rejeição das influências externas, preservando costumes exclusivamente itálicos ao longo de toda a história do Império.
IV.O direito, a engenharia e a administração pública constituíram pilares culturais romanos, fundamentais para a organização e a manutenção do Império.
As afirmativas I, II, III e IV estão corretas.
Apenas as afirmativas I e II estão corretas.
Apenas as afirmativas I, II e IV estão corretas.
Apenas as afirmativas I e III estão corretas.
Apenas as afirmativas II e IV estão corretas.
O Império Bizantino prolongou-se por séculos após a queda de Roma Ocidental. Em aula de 8º ano, o professor destaca Constantinopla como ponto de encontro entre mundos. Marque a afirmativa que apresenta uma leitura CORRETA desse papel.
A capital teve papel agrícola básico e manteve contato discreto com rotas marítimas, voltando-se a trocas locais.
Constantinopla operou como nó de circulação de produtos, ideias e pessoas, unindo legados romanos, tradições gregas, cristianismo oriental e contatos com povos islâmicos e eslavos.
O Império Bizantino afastou referências cristãs e aproximou-se de práticas religiosas oriundas de reinos africanos.
A posição geográfica reduziu interesse de potências estrangeiras, o que favoreceu cenário de paz prolongada
A cidade assumiu função simbólica e transferiu atividades administrativas para centros vizinhos situados em terra firme.
No contexto da Antiguidade, o surgimento das primeiras civilizações esteve intrinsecamente ligado ao desenvolvimento da agricultura e à fixação das populações em vales fluviais, que propiciavam condições para o excedente de produção e o crescimento demográfico.
Certo
Errado