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A participação de jovens oficiais brasileiros, como os tenentes Saldanha da Gama e Júlio de Noronha, que demonstraram bravura, foi importante nos combates corpo a corpo entre tripulações em um dos episódios mais dramáticos da Guerra do Paraguai, quando se renderam 1.300 paraguaios. Nesse episódio, fiotilha de escaleres, lanchas e canoas bloqueavam a passagem dos fugitivos pela “Lagoa de Verá”, evitando assim que os derrotados se juntassem ao exército paraguaio. Esse episódio trata-se especificamente do final da:
Guerra do Paraguai.
Guerra Cisplatina.
Passagem de Humaitá.
Batalha Naval do Riachuelo.
fuga paraguaia para a região montanhosa.
Leia o texto a seguir.
"Repetindo aqui as próprias palavras do Chefe-de-Divisão Barroso, na parte que transmitiu ao Visconde de Tamandaré, assim se deu a batalha (grafia de época):
-.... Subi, minha resolução foi de acabar de uma vez, com tôda a esquadra paraguaya, que eu teria conseguido se os quatro vapôres que estavam mais acima não tivessem fugido. Pus a prôa sôbre o primeiro, que o escangalhei, ficando inutilisado completamente, de agoa aberta, indo pouco depois ao fundo. Segui a mesma manobra contra o segundo, que era o Marques de Olinda, que inutilisei, e depois o terceiro, que era o Salto, que ficou pela mesma fórma. Os quatro restantes vendo a manobra que eu praticava e que eu estava disposto a fazer-lhes o mesmo, trataram de fugir rio acima. Em seguimento ao terceiro vapor destruído, aproei a uma chata que com o choque e um tiro foi a pique" (BITTENCOURT, 2006).
Qual o nome da batalha naval decisiva na Guerra do Paraguai?
Batalha Naval do Rio da Prata.
Batalha Naval de Curupaiti.
Batalha Naval de Humaitá.
Batalha Naval do Riachuelo.
Batalha Naval da Jutlândia.
“– Não gosto que a cantes, não, Isaura. Hão de pensar que és maltratada, que és uma escrava infeliz, vítima de senhores bárbaros e cruéis. Entretanto passas aqui uma vida, que faria inveja a muita gente livre. Gozas da estima de teus senhores. Deram-te uma educação, como não tiveram muitas ricas e ilustres damas, que eu conheço. És formosa e tens uma cor linda, que ninguém dirá que gira em tuas veias uma só gota de sangue africano
[...]
– Mas senhora, apesar de tudo isso que sou eu mais do que uma simples escrava? Essa educação, que me deram, e essa beleza, que tanto me gabam, de que me servem?... São trastes de luxo colocados na senzala do africano. A senzala nem por isso deixa de ser o que é: uma senzala.
– Queixas-te de tua sorte, Isaura?
– Eu não, senhora: apesar de todos esses dotes e vantagens, que me atribuem, sei conhecer o meu lugar”
(GUIMARÃES, B. A escrava Isaura. São Paulo: Ática, 1976, p.13.)
O racismo consiste numa das mais graves violações aos direitos humanos e ainda é uma prática muito comum na sociedade brasileira. Com a leitura do texto acima, pode-se afirmar que racismo no Brasil:
é um fenômeno que marca estruturalmente a distribuição desigual das políticas de Estado, no acesso a oportunidades, informações e recursos, assim como desumaniza as pessoas.
apesar de condenável, não interfere na participação de todos nas atividades sociais, nem impede que a partir de suas diferenças se possa construir uma democracia efetiva.
no passado costumava abalar muito o desenvolvimento da autoestima e da autoconfiança da população negra bem como de outros grupos sociais discriminados.
é uma prática social discriminatória, que hierarquiza socialmente grupos sociais, que ocorre apenas naquelas sociedades que experimentaram a escravidão moderna.
é predominantemente étnico, ou seja, pouco importa a sua aparência, o seu fenótipo, é a sua ancestralidade que define como será a discriminação social.
Sobre A Guerra do Paraguai, analise as assertivas e assinale a alternativa que aponta as corretas.
I. Segundo a propaganda lopizta, o exército brasileiro era formado por macacos (negros) que pretendiam escravizar o povo paraguaio.
II. No Paraguai, a escravidão já havia sido abolida e, por isso mesmo, os paraguaios estranhavam a grande quantidade de escravizados no exército brasileiro.
III. O Brasil precisou criar, no início da guerra, pelo decreto imperial de 1865, os Voluntários da Pátria. Dessa forma, como o próprio nome diz, o exército brasileiro era formado somente por voluntários.
IV. Muitas mulheres, conhecidas como vivandeiras, acompanhavam as tropas nas batalhas da Guerra do Paraguai, por opção, para acompanhar seus maridos, filhos e parentes ou por necessidade.
Apenas II e III.
Apenas III e IV.
Apenas I e II.
Apenas II e IV.
Apenas I e IV.
Leia o texto a seguir.
Entretanto, violenta contradição foi criada com a implantação desta lei. Ainda que a finalidade precípua da referida pauta alfandegária fosse garantir a ampliação da receita do Estado, a sua implementação acabou convertendo-se em legislação protecionista. A tributação atingiu 2919 artigos de importação, a maioria passou a pagar o dobro do que anteriormente pagava, uma vez que o imposto alfandegário antes cobrado era de 15% e passou a ser de 30% ad valorem. Muitos artigos tiveram de pagar 40%, 50% e mesmo 60% do seu valor.
(Aquino, Rubim Santos de,[et ai.] Sociedade brasileira: uma história través dos movimentos sociais: da crise do escravismo ao apogeu do neoliberalismo. 7ª ed. - Rio de Janeiro: Record, 2011, p.40. Adaptado)
A medida econômica relatada no texto refere-se:
à Tarifa Alves Branco, um recurso utilizado pelo governo imperial para solucionar o déficit das finanças públicas. No entanto, essa medida não conseguiu promover a autossuficiência da economia brasileira.
à tarifa Silva Ferraz, que estabeleceu impostos alfandegários mais baixos para máquinas, ferramentas e ferragens, o que prejudicou a ainda incipiente produção nacional desses equipamentos.
à reforma financeira implantada pelo ministro da Fazenda Rui Barbosa que foi chamada de "encilhamento". Essa reforma provocou uma grande inflação devido à grande emissão de dinheiro.
à política implantada pelo presidente Campos Sales, denominada funding loan, que consistiu num grande empréstimo feito aos banqueiros ingleses para combater a grave crise econômica.
ao Tratado de Comércio e Navegação assinado com a Inglaterra e que deu vários privilégios a esse país nas relações comerciais com o Brasil, por exemplo taxas alfandegárias inferiores às cobradas de Portugal.
“Por volta da década de 1880, era óbvio que a abolição estava iminente. O Parlamento, reagindo ao abolicionismo de dentro e de fora do país, vinha aprovando uma legislação gradualista. As crianças nascidas de mães escravas foram declaradas livres em 1871, e em 1885 a liberdade foi garantida para os escravos com idade superior a 65 anos. O movimento abolicionista tornou-se irresistível nas áreas cafeeiras, onde quase dois terços da população escrava estava concentrada. Com uma nova consciência de si mesmos e encontrando apoio em segmentos da população que simpatizavam com a causa abolicionista, grandes números de escravos fugiram das fazendas. A escravidão tornou-se uma instituição desmoralizada. Quase ninguém opunha-se à idéia de abolição, embora alguns reivindicassem que os fazendeiros deviam ser indenizados pela perda de seus escravos.”
(Emília Viotti da Costa. Da monarquia à república: momentos decisivos)
Considerando o excerto e o que se sabe sobre o assunto discutido, é correto afirmar que
o abolicionismo foi uma forma de excluir a participação de negros alforriados da vida pública brasileira, negando à população negra o direito ao trabalho, saúde e educação.
um recurso inteligente e eficaz de controle político das províncias trazia como diferencial o ideal abolicionista que pregava a igualdade entre todos os seres humanos.
a contestação do poder central criou um processo de libertação indiscriminado de negros escravizados que trouxe à sociedade brasileira da época um colapso tanto econômico quanto social.
os princípios democráticos, republicanos e de liberdade, construídos de maneira rápida e eficaz, foram difundidos nas províncias distantes e isoladas do vasto território imperial.
o abolicionismo corresponde a uma conjugação de ideias e valores contrários à perpetuação da escravidão em uma sociedade que se pretendia moderna.
Assinale a opção que apresenta o marco zero da história dos Fuzileiros Navais do Brasil.
As guerras napoleônicas.
Achegada da Nau Príncipe Real à Bahia.
O desembarque da Brigada Real da Marinha.
A Revolta Nativista de 1817.
A proclamação da independência do Brasil.
As ideias separatistas nasciam do profundo desequilíbrio entre o poder político e o poder econômico que se observava nos fins do Império, oriundo do empobrecimento das áreas de onde provinham tradicionalmente os elementos que manipulavam o poder e concomitantemente do desenvolvimento de outras áreas que não possuíam a devida representação no governo.
As transformações econômicas e sociais que se processam durante a segunda metade do século XIX acarretam o aparecimento de uma série de aspirações novas provocando numerosos conflitos. [...]
(Emília Viotti da Costa. Da Monarquia à República: momentos decisivos. Fund. Ed. Unesp, 1999)
Para Emília Viotti da Costa, o tal “desequilíbrio entre o poder político e o poder econômico” refere-se
à fragilização econômica dos barões do café do Vale do Paraíba, que, ainda assim, detinham um forte poder político, e ao Oeste Paulista, que se tornou, a partir de 1880, a região mais dinâmica do país, embora com uma participação política relativamente pequena.
ao novo patamar econômico atingido pelas províncias de São Paulo e de Minas Gerais que, desde 1870, produziam café essencialmente com a mão de obra livre do imigrante europeu, em contraposição às províncias do Norte, que reforçavam a escravidão com a compra de escravos do Sul.
à província de Minas Gerais, produtora agropastoril com a mão de obra cativa e forte opositora às políticas do Império, condição diversa de São Paulo que, com o avanço da produção cafeeira, usou a sua grande bancada de parlamentares para defender a transformação do escravo em trabalhador livre.
à perda da importância política das províncias do Centro-Sul em virtude da Reforma Eleitoral de 1883 e, ao mesmo tempo, a uma reorganização econômica das províncias do Norte, a partir da produção de açúcar e algodão, e com o uso da mão de obra oriunda da imigração subsidiada.
à bancada do Partido Liberal das províncias decadentes economicamente desde 1850, caso de Minas Gerais e Bahia, que defendiam a manutenção da escravatura, em contraponto ao vigoroso apoio do Partido Conservador aos projetos que encaminhassem o fim da escravidão.
Observe a imagem abaixo:

Escravos numa plantação de café – Marc Ferrez, 1882.
A foto, de 1882, ainda registra o trabalho de africanos escravizados em fazendas de café na região Sudeste do Brasil. No entanto, à época, a crise do sistema escravista no Brasil Império agravava-se cada vez mais, contrastando com o pleno processo de expansão da economia cafeeira no país.
Sobre a conjuntura brasileira nesse período, marcada de um lado, pela crise escravista e, por outro, pela expansão cafeeira, pode-se afirmar corretamente que:
a Monarquia brasileira pouco se abalava com a crise da escravidão, pois os altos lucros obtidos pelas elites cafeicultoras, em especial as do Sudeste, acabavam ajudando na manutenção do Império brasileiro por mais algumas décadas
a chegada da cafeicultura no Velho e, posteriormente, no Novo Oeste paulista, baseada nas relações capitalistas, contribuiu ainda mais para agravar a crise geral do Império brasileiro, culminando com sua queda em 1889
a imigração, predominantemente europeia, com destaque para os italianos, acabou sendo a única opção para satisfazer a falta de braços escravos nas fazendas de café, então em pleno processo de expansão pela região sudeste
o caráter gradualista da crise escravista no Brasil, sob o reinado de D. Pedro II, contribuiu para consolidar as bases de sustentação do trono, seja consolidando o apoio do Exército brasileiro, seja fortalecendo a aliança com a Igreja Católica
Foi considerada a primeira sublevação ocorrida no período regencial, no Grão-Pará, que se generalizou em 1835, com a ocupação da capital da província, Belém:
Guerra dos Farrapos
Cabanagem.
Sabinada.
Balaiada.
Revolta Praieira.
Sobre a história do Brasil, com relação ao segundo reinado analise as afirmativas abaixo:
I- Corresponde ao período de 23 de julho de 1840 a 15 de novembro de 1889, em que o Brasil esteve sob reinado de D. Pedro II (1825-1891).
II- Foi caracterizado como um período de relativa paz entre as províncias brasileiras, a abolição gradual da escravidão e a Guerra do Paraguai.
III- Este período histórico se encerrou com o golpe republicano em 15 de novembro de 1889.
Assinale a alternativa CORRETA.
Apenas I e II.
Apenas III.
I, II e III.
Nenhuma das alternativas.
Diante de uma questão de tal vulto, não se podem entender as novas leis do Império de forma isolada. Com efeito, a Lei de Terras, a abolição do tráfico e a reforma da Guarda Nacional são medidas vinculadas. A polêmica Lei de Terras de 1850, apresentada pela primeira vez em 1843, visava a organizar o país para o fim eventual do trabalho escravo — tendo sido aprovada poucos dias após a interrupção do tráfico —, enquanto a centralização da Guarda buscava fortalecer a posição do governo perante os proprietários, cuja reação ao final do tráfico e às tentativas de regulamentação da posse da terra teria sido negativa. Sobre a Lei de Terras, analise as afirmativas a seguir.
I. O modelo consolidado pela Lei de Terras constituiu obstáculo jurídico central ao desenvolvimento da pequena propriedade agrícola no Brasil, durante o século XIX, tornando-se um empecilho histórico à democratização do solo, com decorrências futuras para o país.
II. A interpretação flexível do Art. 3º, inciso IV, da Lei de Terras (que admitia e legitimava a posse concretizada antes da promulgação da Lei), ensejou a aquisição fraudulenta de terrenos públicos mediante legitimação, por ofício, de posse alegadamente anterior, principalmente cometidas por pequenos lavradores. A prática resultou na ocorrência de falsas posses em todo o país.
III. Nas áreas cafeicultoras, o destino da maioria das terras roxas devolutas incorporadas ao domínio particular favoreceu a persistência do sistema de latifúndio. No Oeste Paulista, entre 1850 e 1890, o avanço de posseiros e matadores de índios, sobre territórios habitados por indígenas kaingangs, guaranis e terenas deixou como marca as expulsões, o morticínio e o desmantelamento de suas sociedades.
IV. A nova legislação de terras sintetizava a diretriz restritiva, definidora do papel social do imigrante como mão de obra agrícola a se empregar nos latifúndios. Em paralelo à opção de continuísmo da escravidão, a permanente necessidade de novos suprimentos de braços para a cafeicultura levou à caracterização do trabalhador estrangeiro que se desejava atrair.
Estão corretas as afirmativas
I, II, III e IV.
I e III, apenas.
II e IV, apenas.
I, III e IV, apenas.
Leia o texto a seguir.
"A livre navegação nos rios e os limites entre o Brasil e o norte do Paraguai era um motivo de discordância entre os dois países. Não se chegou a um acordo satisfatório até a conclusão da Guerra da Tríplice Aliança" (BITTENCOURT, 2006, pg. 104).
Um dos atos de hostilidade do Paraguai que levou o Brasil a assinar o Tratado da Tríplice Aliança em 1 ° de Maio de 1865 foi:
a invasão de território do Chile por tropas paraguaias, em 13 de Abril de 1865, ocupando a cidade de Corrientes.
o apresamento do vapor brasileiro Marquês de Olinda, que viajava para Mato Grosso transportando o novo presidente dessa província, em 12 novembro de 1864, em Assunção
o torpedeamento dos navios mercantes brasileiros Gualeguay e 25 de Mayo, em 13 de Abril de 1865, por navios paraguaios.
a invasão de território brasileiro por tropas uruguaias, em 13 de Abril de 1865, ocupando a cidade de Corrientes
o apresamento do vapor argentino Marquês de Olinda, que viajava para Mato Grosso transportando o novo presidente dessa província, em 12 novembro de 1864, em Assunção.
No século XIX, mais precisamente em 1838, o Império do Brasil fundou o Instituto Histórico e Geográfico Brasileiro (IHGB). Instituição que existe até o presente e que foi importante para o desenvolvimento das ciências humanas no País, em especial no período anterior à formação de historiadores e geógrafos nas Universidades. Isso posto, entre as produções historiográficas intimamente ligadas à fundação do IHGB no século XIX, está:
Como se Deve Escrever a História do Brasil- Spix e Martius
Brasil, País do Futuro- Stefan Zweig
Porque me ufano do meu país- Afonso Celso
Brasil, Terra de Contrastes- Roger Bastide
Formação Econômica do Brasil- Celso Furtado
“Desde a segunda metade do século XIX, alguns brasileiros, sobretudo nordestinos fustigados por sucessivas secas em suas áreas instalam-se na bacia do rio Acre, para se dedicar à atividade extrativista...”.
(https://www.infoescola.com/historia/tratado-de-petropolis/) Acessado em março de 2020
Sobre a migração nordestina, analise as afirmativas abaixo e assinale a alternativa correspondente.
I - Com o início do "Primeiro Ciclo da Borracha" nos fins dos anos 1970 nordestinos migraram para a região Amazônica para trabalharem na extração do látex, fugidos da seca local;
II - Para consolidar os projetos de mineração de ferro foram necessários imensos investimentos por parte de empresas mineradoras e também do governo brasileiro;
III - A extração do látex, obtido das seringueiras, árvores nativas do lugar teve grande importância para a economia do estado.
Somente a alternativa I está correta
Somente a alternativa II está correta
Somente a alternativa III está correta
Somente as alternativas I e III estão corretas
Somente as alternativas I, II e III estão corretas
Durante a Guerra da Tríplice Aliança contra o governo do Paraguai, os meios navais do Brasil, para avançar ao longo do Rio Paraguai, tiveram que vencer diversas passagens fortificadas, destacando-se entre elas:
Cuevas, Curupaiti e Corrientes.
Riachuelo, Curuzu e Araquari.
Araquari, Corrientes e Humaitá.
Curuzu, Mercedes e Cuevas.
Curupaiti, Humaitá e Curuzu.
“Geralmente as causas das guerras tendem a ser explicadas em termos da ação de “grandes forças”, mas muitas vezes derivam menos de processos macro-históricos que de questões mais imediatas, ligadas às ambições pessoais dos líderes ou a problemas no exercício de sua autoridade, potencialmente prejudicada por contexto de crises. Durante a década de 1860, os paraguaios foram vítimas de ambos: mudanças na estrutura política da região e transformações na formulação da política externa guarani. Essas circunstâncias foram preponderantes para as catastróficas decisões tomadas pelo terceiro ditador da república, Francisco Solano López (1827-1870), levando o Paraguai a uma guerra que não tinha condição de vencer.”
(Vitor Izecksohn. A Guerra do Paraguai, (in) O Brasil Imperial, volume lI: 1831-1870/organização Keila Grinberg e Ricardo Salles)
Sobre o conflito exposto, é correto afirmar que
as repúblicas da Argentina e do Uruguai, juntamente com o Brasil imperial, uniram-se para enfrentar o governo Paraguaio de Solano Lopez e suas aspirações estratégicas e comerciais na região da bacia platina, que pretendia controlar a navegação dos principais rios da região.
o conflito foi aguçado por questões políticas ligadas à ascensão de partidos e setores liberais ao poder no Brasil, havendo oposição dos paraguaios que apoiavam a monarquia brasileira.
a guerra do Paraguai envolveu questões políticas nacionalistas ligadas à formação de um país único na região platina. O projeto encabeçado pelo Brasil encontrou resistência paraguaia, sendo este o principal motivo do início do conflito.
o Império brasileiro agiu no combate aos anseios de Solano Lopez, principalmente motivado pela diplomacia inglesa, que guardava interesses fortes no enfraquecimento do Paraguai no contexto comercial da bacia do Prata.
a participação argentina e brasileira no conflito seguia na direção de uma vendeta contra os paraguaios que haviam vencido conflitos anteriores de definição das fronteiras da região dos rios Paraguai e Paraná, no início do século XIX.
Em 1844, no Brasil, foi criada uma nova tarifa alfandegária sobre produtos importados, que, variando entre 30% e 60%, favoreceu a criação de indústrias, bancos, ferrovias, mineradoras etc. Ela ficou conhecida pelo nome de seu criador, que era, então, o Ministro da Fazenda:
Rui Barbosa.
Alves Branco.
Barão de Mauá.
Eusébio de Queirós.
Barão de Tefé.
A História do Brasil é, ao contrário do que muitos pensam, repleta de eventos marcados por revoltas sociais de massa avassaladoras, nas quais destacam-se o papel repressivo do estado brasileiro desde sua origem. Leia o trecho a seguir:
Todo esse quadro, apesar de desarticulado, chegaria a produzir alguns frutos. Em 1839, os revoltosos conseguiram tomar a vila de Caxias e lá instituíram um governo provisório, decretando o fim da Guarda Nacional e expulsando indivíduos de origem portuguesa. Esse último fato revelaria dois importantes vieses do movimento. Primeiro, a presença ainda forte de ideias geradas durante os conflitos que se travaram contra tropas fiéis à coroa portuguesa durante o processo de independência, que levavam a maior parte da população a repudiar a presença dos antigos colonizadores. Em segundo lugar, o caráter sertanejo da revolta, que procurava “limpar” o sertão da presença das elites que herdaram as antigas estruturas latifundiárias que tiveram início na posse de terras por colonos portugueses.
Fonte: APPAI. Disponível em: APPAI https://www.appai.org.br/a-balaiadamais- uma-revolta-camponesa-no-brasil/ Acesso em 07 out 2020.
A revolta narrada acima, denominada de Balaiada, revela
o desacerto entre a população pobre sertaneja e a população rica do meio norte.
a insatisfação geral determinada pelo fim do Império do Brasil.
a estrutura desigual da distribuição de terras no Brasil, princípio primordial da pobreza sertaneja nordestina.
o aumento do desemprego no sertão maranhense e cearense, que levou à condição de recesso econômico e pobreza no sertão, no século XX.
Observe a imagem abaixo:
Escravos numa plantação de café- Marc Ferrez, 1882.
A foto, de 1882, ainda registra o trabalho de africanos escravizados em fazendas de café na região Sudeste do Brasil. No entanto, à época, a crise do sistema escravista no Brasil Império agravava-se cada vez mais, contrastando com o pleno processo de expansão da economia cafeeira no país. Sobre a conjuntura brasileira nesse período, marcada de um lado, pela crise escravista e, por outro, pela expansão cafeeira, pode-se afirmar corretamente que:
a Monarquia brasileira pouco se abalava com a crise da escravidão, pois os altos lucros obtidos pelas elites cafeicultoras, em especial as do Sudeste, acabavam ajudando na manutenção do Império brasileiro por mais algumas décadas
a chegada da cafeicultura no Velho e, posteriormente, no Novo Oeste paulista, baseada nas relações capitalistas, contribuiu ainda mais para agravar a crise geral do Império brasileiro, culminando com sua queda em 1889
a imigração, predominantemente europeia, com destaque para os italianos, acabou sendo a única opção para satisfazer a falta de braços escravos nas fazendas de café, então em pleno processo de expansão pela região sudeste
o caráter gradualista da crise escravista no Brasil, sob o reinado de D. Pedro II, contribuiu para consolidar as bases de sustentação do trono, seja consolidando o apoio do Exército brasileiro, seja fortalecendo a aliança com a Igreja Católica