Questões de Concurso sobre Brasil Monárquico - Segundo Reinado 1840- 1889

 
 
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Com o avanço das tropas paraguaias ao longo do Rio Paraná, Tamandaré resolveu designar seu chefe de estado-maior, o Chefe de Divisão Francisco Mancel Barroso da Silva, para assumir o comando da Força Naval brasileira, que subira o rio para efetivar o bloqueio do Paraguai. Ele queria mais ação. Barroso partiu em 28 de abril de 1865, na Fragata Amazonas, e assumiu o cargo em Bela Vista. Assim, onde ocorreu o desembarque das tropas aliadas no dia 25 de maio?


A

Porto de Buenos Aires.


B

Cidade de Corrientes.


C

Porto de Porto Alegre.


D

Cidade de Assunção.


E

Cidade de Curuzu.

O movimento abolicionista no Brasil começou a ganhar contornos mais fortes a partir da metade do século XIX em diante. O Rio Grande do Norte também teve um movimento nesse sentido, sendo que, em uma das cidades potiguar, o movimento abolicionista foi pioneiro quanto a sua organização e teve grande força. Qual foi essa cidade?


A

Assú.


B

Natal.


C

Caicó.


D

Mossoró.


E

Ceará-Mirim.

Qual economia de exportação se destacou no período imperial do Brasil?


A

Laranja.


B

Amêndoa.


C

Café.


D

Leite.


E

Feijão.

Em 1861, o navio Prince of Walles naufragou no litoral do Rio Grande do Sul e teve sua carga saqueada. Esse episódio marcou o início da:


A

Imposição do Bill Aberdeen.


B

Questão Platina.


C

Guerra do Uruguai.


D

Questão Christie.


E

Guerra do Paraguai.

“A família imperial, tão estreitamente ligada a Petrópolis, encontra-se sempre disposta a servir ao seu povo, oferecendo ainda nossas orações e solidariedade a todos os que vêm sofrendo. Rogo a Deus Nosso Senhor, por intercessão do Padroeiro São Pedro de Alcântara, que proteja e dê alento à boa gente petropolitana nesta hora de aflição e necessidade.” O trecho anterior se refere à carta enviada pelos herdeiros da família real brasileira às vítimas do temporal que assolou a cidade de Petrópolis. Entretanto, mesmo o Brasil sendo uma República desde 1889, os residentes na cidade ainda pagam, um imposto criado por Dom Pedro II, o laudêmio, popularmente conhecido como:


A

Taxa do Príncipe.


B

Taxa Princesa Isabel.


C

Preservação Histórico-Real.


D

Imposto Predial e Territorial Urbano.

Analise a tabela.


EXPANSÃO DAS ESTRADAS DE FERRO NO BRASIL (1854-1929)


Anos

Região Cafeeira (km)

Brasil

(km)

1854

14,5

14,5

1859

77,9

109,4

1864

163,2

411,3

1869

450,4

713,1

1874

1.053,1

1.357,3

1879

2.395,9

2.895,7

1884

3.830,1

6.324,6

1889

5.590,3

9.076,1

1894

7.676.6

12.474,3

1899

8.173,9

13.980,6

1904

10.212,0

16.023,9

1906

11.281,3

17.340,4

1929

18.326,1

32.000,3


(Sérgio Silva, Expansão cafeeira e origens da indústria no Brasil. Apud José Miguel Arias Neto, Primeira República: economia cafeeira, urbanização e industrialização. Em: Jorge Ferreira e Lucilia de Almeida Neves Delgado (org.). O Brasil Republicano v.1 - O tempo do liberalismo excludente: da Proclamação da República à Revolução de 1930. Adaptado)

A partir dos dados, é correto afirmar que


A

a presença do transporte ferroviário teve pequena importância para o desenvolvimento da agroexportação de café, que precisava de portos modernos e adequados para navios de grande porte, como se tornou o de Santos.


B

a extensão da malha ferroviária agilizou o transporte de café, ao mesmo tempo em que o alto custo desse meio de transporte fez diminuir o lucro dos cafeicultores, com a consequente queda nos novos investimentos.


C

a expansão ferroviária coincide, do ponto de vista cronológico, com a ampliação das exportações de café, o que comprova que a economia cafeeira dinamizou e simultaneamente foi dinamizada pela melhoria do sistema de transporte.


D

os recursos financeiros que permitiram o forte crescimento da produção cafeeira foram oriundos do lucro das companhias ferroviárias, empresas de capitais majoritariamente estadunidenses e com pequena participação estatal.


E

o alargamento ferroviário dependeu das políticas públicas presentes a partir da Primeira República, porque durante o Império, a Câmara dos Deputados entravou o crescimento das linhas ferroviárias, prejudicando a produção cafeeira.

Assinale a alternativa incorreta, acerca da monarquia no Brasil:


A

Para entender como foi o Segundo Reinado e como ele levou à queda da monarquia, é preciso compreender como se dava a disputa entre conservadores e liberais. Estes foram grupos formados durante a regência e se estenderam até mesmo quando ela terminou.


B

Em 18 de julho de 1841, ocorreu a coroação do novo Imperador Constitucional e Defensor Perpétuo do Brasil: D. Pedro II, com apenas 14 anos de idade, sem que houvesse aprovação do Congresso.


C

Sem dúvida, o café recebeu o maior foco do Segundo Reinado. Havia três grandes regiões produtoras de café no Brasil: Vale do Paraíba (RJ/SP); Oeste Paulista (SP); e, Zona da Mata (MG).


D

A Guerra do Paraguai, no segundo Reinado, foi uma das principais causas pela queda do monarquismo no Brasil.

“Da centralização excessiva de Pedro I, passou-se à descentralização/centralização do período regencial, que não conduzia de modo equilibrado a política no Brasil, além de ter enfrentado revoltas em muitas partes do país, cujos participantes tinham demandas que queriam em pauta para que o heterogêneo território tivesse o pleno reconhecimento de seus súditos/cidadãos, muitos dos quais [...] não participavam ativamente das decisões políticas provinciais e nacionais. A antecipação da coroação do imperador D. Pedro II pareceu uma tentativa extrema de ordenar a monarquia constitucional em meio à efervescência de projetos e demandas não atendidos em razão da ausência de um consenso.”


A partir do texto, pode-se afirmar que a coroação de Dom Pedro II como imperador do Brasil foi antecipada com o intuito de


A

Impedir que Dom Pedro I reassumisse o cargo de imperador brasileiro.


B

Garantir a implementação de um governo de orientação socialista no Brasil.


C

Fazer com que o Brasil voltasse à condição de colônia de Portugal.


D

Estimular a eclosão de revoltas e movimentos populares no país.


E

Resolver a instabilidade política instaurada no Período Regencial.

Durante a “Guerra dos Cabanos” (1835-1840), os revoltosos se denominavam de “patriotas”, querendo forjar para si mesmos uma nova identidade.


O vocábulo “patriota” usado pelos cabanos indicava


A

o sentimento nacionalista das camadas populares do Alto Amazonas, cujo movimento apoiava a integração de sua região à uma nação brasileira independente.


B

o projeto monarquista dos revoltosos, que se identificavam como “portugueses” em oposição aos “brasileiros” da Corte do Rio de Janeiro.


C

a influência do modelo norte-americano de revolução: lutar por um estado federalista e escravocrata, incentivando a expansão da produção para o mercado interno.


D

a emergência de uma identidade comum entre rebeldes de diversas etnias e culturas (indígenas, negros e mestiços), mas que percebiam problemas e luta em comum.


E

o desenvolvimento de uma imagem anti-imperialista entre os setores populares do Império, que se organizavam para lutar contra a exploração dos colonizadores.

[…] A cafeicultura regulava as relações comerciais e também a dinâmica do desenvolvimento industrial. O suprimento de mão de obra para a indústria também estava condicionado à cafeicultura, pois dependia dos imigrantes vindos da Europa, onde muitos já tinham alguma experiência com o trabalho industrial. […] (JR. CATELLI, Roberto. Brasil: do café à Indústria: transição para o trabalho livre. São Paulo: Brasiliense, 2004 (tudo é história; 140). p. 52. Com adaptações).


A partir do processo de industrialização no Brasil, é possível considerar que:


A

Com a realização do primeiro censo industrial realizado no Brasil, apontou-se para a existência de um moderno sistema industrial instalado no estado de São Paulo.


B

Até 1933 ocorreu o primeiro momento de industrialização brasileira, feita pelos imigrantes europeus que contavam com o capital industrial, bem como utilizaram-se do sistema bancário e de políticas econômicas que favoreciam o desenvolvimento industrial brasileiro presente nos estados de São Paulo e Rio de Janeiro.


C

Instalou-se no primeiro momento a indústria leve, visto que as primeiras indústrias produziam principalmente tecidos. Somente mais tarde seriam implantadas as chamadas “indústrias de bens de produção”, de máquinas e equipamentos industriais, siderurgia entre outros.


D

A introdução de novas tecnologias ocorreu logo após as greves de 1917, quando o capital industrial toma definitivamente as rédeas da economia nacional e o Brasil mantém a sua condição de país eminentemente mercantil.


E

A industrialização brasileira promoveu nitidamente a separação entre o desenvolvimento dos mundos rural e urbano, na medida em que a economia cafeeira foi responsável pelas transformações vividas no campo e na cidade, com a introdução de legislação que atendesse às demandas dos trabalhadores rurais e urbanos.

"A Guerra dos Farrapos aconteceu após Porto Alegre ser dominada, em 1835, por Bento Gonçalves. No ano imediatamente posterior, os insurgentes declararam pública e solenemente constituída a República Rio-Grandense, cuja capital instalou-se na vila de Piratini."


Disponível em: https://www.infoescola.com/historia


Estendendo-se pelo sul do país, a Revolução Farroupilha chegou à Santa Catarina onde foi aclamada a:


A

Independência da Região Sul.


B

República Juliana.


C

República Sulista.


D

Independência do Brasil.


E

Proclamação da República Brasileira.

Analise as afirmativas abaixo, observando a influência inglesa na política interna do Brasil, durante o Segundo Reinado, analisando aspectos sociais, políticos e econômicos.


1. Gerou o pleno desenvolvimento industrial brasileiro, a partir do momento em que o Brasil passou a comprar, ainda no decorrer do século XIX, o maquinário inglês ultrapassado.

2. Causou sérios problemas internos gerando uma série de rebeliões e manifestações contrárias à política dependente da economia inglesa.

3. Desencadeou uma série de leis abolicionistas, as quais visavam, dentre outras razões, garantir os interesses comerciais ingleses.

4. Recebeu o apoio integral da camada oligárquica brasileira, a qual pretendia desenvolver a atividade industrial no Brasil.


Assinale a alternativa que indica todas as afirmativas corretas.


A

São corretas apenas as afirmativas 2 e 3.


B

São corretas apenas as afirmativas 2 e 4.


C

São corretas apenas as afirmativas 1, 2 e 3.


D

São corretas apenas as afirmativas 1, 3 e 4.


E

São corretas apenas as afirmativas 2, 3 e 4.

O primeiro ciclo dessas revoltas, característico da fase das regências trinas, foi marcado por movimentos urbanos de tropa e povo, com dimensões relativamente modestas, pouco organizados e com motivações muito diversas, entre as quais se destacavam a insatisfação de exaltados e caramurus com o governo moderado, as ambições federalistas, e os descontentamentos da soldadesca com a redução dos efetivos, os critérios de promoção, os baixos soldos, o atraso das rações, os recrutamentos forçados e os castigos físicos.


C

Certo


E

Errado

O tema do racismo permanece presente na agenda política brasileira contemporânea, o que confirma a advertência, feita há mais de um século por Joaquim Nabuco, de que o peso da escravidão permaneceria por muito tempo pairando sobre o Brasil.


C

Certo


E

Errado

O Movimento Abolicionista foi resultado de uma grande mobilização social pelo fim da escravidão no Império do Brasil, e pode ser caracterizado como um movimento


A

constituído por várias classes e grupos sociais, presente em várias regiões do Império, com a participação de republicanos e monarquistas, que combinou ações pacíficas, luta parlamentar e promoção de rebeliões em massa de escravos.


B

concentrado no Rio de Janeiro e em São Paulo, composto majoritariamente por negros libertos e trabalhadores livres pobres, favoráveis à descentralização política do Império, ao voto universal e ao rompimento com a dinastia portuguesa dos Bragança.


C

conduzido por fazendeiros paulistas liberais e militares positivistas contrários à escravidão, pois a consideravam responsável pelo atraso econômico brasileiro e um obstáculo para o branqueamento gradual da população.


D

integrado por libertos, quilombolas e escravos, liderados unicamente por intelectuais negros republicanos que militavam na imprensa e defendiam a abolição e a reforma agrária para a plena inserção do negro na sociedade, como cidadão.


E

organizado por intelectuais católicos e padres progressistas, sob a liderança da Princesa Isabel, que defendia uma transição gradual para o trabalho livre, a vinda de imigrantes europeus e condenava a escravidão por motivos de consciência e moral cristã.

A Guerra do Paraguai constitui um claro exemplo de como a História, sem ser arbitrária, é um trabalho de criação que pode servir a vários fins. Na versão tradicional da historiografia brasileira, o conflito resultou da megalomania e dos planos expansionistas do ditador paraguaio Solano López.


Atravessando a fronteira, encontramos no Paraguai uma historiografia oposta. O conflito é aí visto como uma agressão de vizinhos poderosos a um pequeno país independente.


Nos últimos anos, a partir de historiadores como Francisco Doratioto e Ricardo Salles, surgiu uma nova explicação. Não se trata da última palavra no campo da História, mas de uma versão menos ideológica, mais coerente e bem apoiada em documentos.


(Boris Fausto, História do Brasil. Texto adaptado)


Sobre a “nova explicação” acerca da Guerra do Paraguai, é correto afirmar que ela


A

associa a eclosão da guerra ao expansionismo territorial do Brasil, que visava dominar espaços argentinos, além da forte instabilidade político-institucional presente no Paraguai, onde as províncias não aceitavam a centralização política.


B

mostra-se atenta às relações entre os países envolvidos no conflito, chamando a atenção para o processo de formação dos Estados nacionais da América Latina e da luta entre eles para assumir uma posição dominante no continente.


C

reconhece que o conflito foi instigado por um conjunto de discursos nacionalistas presentes nas nações envolvidas na guerra, que se opunha aos interesses das nações industrializadas europeias, especialmente a França e a Grã-Bretanha.


D

entende que o estopim do conflito foi o expansionismo territorial do Uruguai e de algumas províncias do interior da Argentina, pois eram regiões interessadas na reunificação do vice-reino do Prata e no fim da livre navegação no estuário do Prata.


E

considera que a guerra decorreu da grave crise econômica, de abrangência quase mundial, da segunda metade do século XIX, que prejudicou muito as economias da América do Sul, dependentes do comércio internacional.

Uma exceção às revoltas urbanas de tropa e povo do primeiro momento regencial foi a Cabanada (1831-1832), que atingiu as zonas rurais e teve a participação de expressivo contingente indígena do vale do rio Jacuípe, entre Alagoas (norte) e Pernambuco (mata sul). Com um histórico antigo de relações com os poderes central e provincial e tendo lutado, em troca de proteção, ao lado das tropas régias que debelaram entre 1817 e 1824, os indígenas temiam que a abdicação de D. Pedro I fomentasse o assalto de seus territórios nativos por parte de caudilhos e fazendeiros alinhados com os moderados e federalistas locais.


C

Certo


E

Errado

“A campanha estava ganha para os abolicionistas. Os próprios interessados diretos na escravidão abandonaram o terreno da luta. Em março de 1888 cai o último governo escravocrata do Brasil; dois meses depois, a Assembleia Geral, abrindo suas sessões, vota em poucos dias, com uma quase unanimidade, a lei de 13 de maio que duma penada punha termo a escravidão no Brasil.” (PRADO JÚNIOR, Caio. História Econômica do Brasil. São Paulo Brasiliense, 1976, p. 182).

-

Sobre o processo que leva ao fim da escravidão no Brasil, é incorreto afirmar:


A

Castro Alves, André Rebouças, Rui Barbosa, Luís Gama, José do Patrocínio, Joaquim Nabuco, entre outras personalidades, faziam parte das associações abolicionistas, debatiam estratégias para promover a sua causa e atuavam, publicamente, para atrair pessoas em apoio a ela, no Brasil Imperial.


B

A Lei do Ventre Livre de 1871, decretava que os filhos de escravos nascidos, no Brasil, seriam livres, a partir da sua promulgação, porém permitia que os senhores de escravos pudessem usar a mão de obra desses, até os 21 anos, quando deveriam conceder sua liberdade sem nenhuma indenização; a lei permitia que o senhor concedesse a liberdade das crianças aos oito anos percebendo 600 mil-réis como indenização.


C

A Lei dos Sexagenários de 1885, decretava que todo escravo com mais de 60 anos seria alforriado depois de trabalhar por mais três anos como indenização de sua alforria.


D

A Lei Eusébio de Queirós de 1850, pôs fim ao tráfico de escravos transportados nos “navios negreiros”. A Lei foi um sucesso em decorrência da forte fiscalização da Marinha Imperial, da punição dos traficantes e vendedores de escravos, que atuavam nos principais mercados das cidades brasileiras. Os ingleses foram contra essa Lei, pois defendiam o livre comércio marítimo.


E

O recrutamento sistemático de escravos no Paraguai, inicia-se em setembro de 1865, com a criação dos Corpos dos Voluntários da Pátria (dos quais participavam escravos que lutariam na guerra em troca de sua liberdade), apenas um ano depois do início da guerra, para preencher as baixas de feridos e de epidemias que assolaram o exército.

Como se denominou a rebelião que ocorreu no Sul do país e ocorreu no período de 1835 a 1845?


A

Balaiada.


B

Sabinada.


C

Cabanagem.


D

Nativista.


E

Guerra de Farrapos.

   
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