Questões de Concurso sobre Construção do Estado Liberal: Revolução Francesa

 
 
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A manipulação do imaginário social é especialmente relevante em períodos de mudança política e social, quando identidades coletivas estão sendo redefinidas. Nesse contexto, analise as afirmações abaixo:


I – A Revolução Francesa, em suas várias fases, tornou-se um exemplo clássico de tentativa de manipular os sentimentos coletivos no esforço de criar um novo sistema político, uma nova sociedade, um homem novo.

II – Para os líderes revolucionários, a educação pública significava apenas alfabetizar e transmitir conteúdos científicos, sem relação com valores e ideais políticos.

III – Para a Revolução, educação pública significava acima de tudo isto: formar as almas. Em 1792, a seção de propaganda do Ministério do Interior tinha exatamente este nome: Bureau de l'Esprit.


Assinale a alternativa correta:


A

As afirmações I e III estão corretas, e a II está incorreta.


B

Todas as afirmações estão corretas.


C

Apenas a afirmação II está correta.


D

As afirmações I e II estão corretas, e a III está incorreta.


E

Apenas a afirmação I está correta.

“A Revolução Francesa — a Grande Revolução de 1789 — foi amplamente sentida pelos contemporâneos como uma autêntica, histórica, regeneração da humanidade [...]. Kant, num opúsculo de 1798, O Confiito das Faculdades, falou (86) “de um acontecimento de nossa época que prova a tendência moral do gênero humano”. Aurora e limiar, dramático divisor de águas da história do mundo, e não só da França, a revolução assumiu desde o princípio um significado cósmico e escatológico, um simbolismo único, de dilúvio lustral da civilização: e foi pensando na escala inédita dessa ressonância que Jules Michelet (1798-1874), seu maior historiador, referiu-se à “história da França, cuja particularidade é precisamente ser universal”. Entre a queda da Bastilha e o advento de Bonaparte, desenrolou-se um drama que acabou envolvendo, nos seus efeitos e nas suas derivações, a inteira modernidade, na política e no social.”


Fonte: MERQUIOR, José Guiherme. O repensamento da Revolução. IN: FURET, François e OZOUF, Mona. Dicionário crítico da Revolução Francesa. Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 1989, p.XVII)


Nesse sentido, qual foi o impacto da Revolução Francesa sobre o conceito de revolução?


A

A Revolução Francesa marcou uma nova etapa semântica no conceito de revolução, porque foi a partir dela que ele passou a assumir um sentido epocal, ou seja, de acontecimento historicamente decisivo, iniciador de uma nova era.


B

A Revolução Francesa contribuiu para associar o sentido de “restauração” ao conceito de Revolução, consagrando uma perspectiva conservadora herdeira da tradição política girondina.


C

A Revolução Francesa contribuiu para saturar o conceito de Revolução no vocabulário iluminista, na medida em que foram associados ao mesmo diversos significados, dependendo do grupo político que assumia o poder durante o processo revolucionário.


D

Foi somente com Napoleão que o conceito de Revolução assumiu um sentido de ruptura histórica, já que anteriormente ele se associava a um sentido derivado da astronomia, onde revolução designava o movimento regular dos corpos celestes, prevalecendo uma conotação cíclica.


E

Com a Revolução Francesa, o sentido associado ao conceito de Revolução tornou-se alvo de reducionismo, passando a definir apenas inovações e/ou desordens.

Com relação aos legados políticos da Revolução Francesa, assinale a assertiva que expressa uma síntese consistente sobre cidadania e igualdade civil.


A

Igualdade civil perante a lei, soberania nacional e reconfiguração do estatuto do cidadão.


B

Ampliação de privilégios estamentais como base de consenso social e estabilidade jurídica.


C

Fortalecimento de corporações medievais e manutenção de desigualdades legais por origem social.


D

Supremacia dos particularismos locais e recomposição de juramentos corporativos.


E

Restabelecimento de direitos senhoriais e expansão de dízimos como pilar fiscal.

Leia o texto a seguir:


Durante a Revolução Francesa, o valor nacional dos bens se sobrepunha a seu valor histórico, econômico e artístico. A partir desse momento, bens remanescentes do passado, da memória da nação, são simbolicamente utilizados como suportes para a construção de uma identidade coletiva, nacional. Valendo-se dos bens culturais que concebem o patrimônio e que estão associados ao passado e à história da nação, o próprio Estado-Nacional preocupa-se com a seleção dos objetos e coleções que o representam. Foi sobretudo na França que o sentido do patrimônio se consolidou, pois representava naquele momento político conturbado durante e pós-Revolução Francesa um sentimento novo, de elo comum, de uma riqueza moral de toda a nação.


(Viviane Pedrazani, “Patrimônio cultural no Brasil: trajetórias de sujeitos, leis e instituições”, 2022. Disponível em: https://revistahumanares.uespi.br/index.php/HumanaRes/article/download/119/70. Adaptado)


O fragmento apresenta discussão acerca


A

do incentivo à destruição dos símbolos e instituições da nobreza francesa.


B

da relação entre preservação do patrimônio e objetivos político-ideológicos.


C

da criação do conceito de memória histórica e da palavra “política”.


D

da nacionalização de bens patrimoniais, que estavam em posse de estrangeiros.


E

do fechamento de centros culturais que se referissem aos valores burgueses.

A Revolução Francesa, ao inaugurar uma nova gramática política baseada na soberania popular e na cidadania moderna, também desencadeou tensões entre universalismo e exclusão. Pesquisas recentes têm problematizado os limites das promessas iluministas, especialmente no que se refere à participação feminina, racial e colonial. À luz dessas abordagens, qual alternativa expressa um tensionamento crítico coerente com a historiografia contemporânea sobre o tema?


A

A Declaração dos Direitos do Homem e do Cidadão inaugurou um modelo de cidadania plenamente inclusivo, aplicável a todas as categorias sociais.


B

A Revolução Francesa, ao abolir os privilégios aristocráticos, efetivou automaticamente a igualdade de gênero e a emancipação colonial.


C

O conceito de nação, formulado pelos revolucionários, sempre pressupôs o reconhecimento das culturas periféricas e das especificidades coloniais.


D

A radicalização jacobina dissolveu qualquer forma de discriminação, tornando a República uma experiência de cidadania plena e irrestrita.


E

O projeto revolucionário francês, embora afirmasse valores universais, foi seletivo na aplicação prática desses direitos, mantendo múltiplas exclusões estruturais.

A Revolução Francesa marcou uma transformação significativa na política, na economia e na estrutura social da França e do mundo moderno. Os eventos desse período são constantemente revisitados para compreender suas causas, seus desdobramentos e seu impacto. Com base nas reflexões sobre o processo revolucionário, analisar os itens.


I. A convocação dos Estados Gerais em 1789, após um longo intervalo, foi impulsionada pela crise financeira do reino, agravada pela participação francesa na independência americana e pelos altos custos da corte.

II. A Declaração dos Direitos do Homem e do Cidadão, elaborada pela Assembleia Nacional Constituinte, proclamava a igualdade jurídica e política de todos os cidadãos, extinguindo privilégios baseados em nascimento ou riqueza.

III. As medidas adotadas pela Revolução Francesa, como a abolição do feudalismo e a redistribuição de terras, beneficiaram amplamente os camponeses, que adquiriram a maior parte das propriedades desapropriadas.

IV. A fase jacobina da Revolução intensificou as ações populares e foi caracterizada pelo uso da guilhotina para combater contrarrevolucionários e reforçar o poder do Comitê de Salvação Pública.


Está CORRETO o que se afirma:


A

Apenas nos itens I e IV.


B

Apenas nos itens II e III.


C

Apenas nos itens I e III.


D

Apenas nos itens III e IV.

A Revolução Francesa tem sido objeto de profundas revisões historiográficas, especialmente no tocante à sua natureza política, simbólica e social. A partir do contraste entre as interpretações estruturalistas de Georges Lefebvre e Albert Soboul, centradas na luta de classes, e as abordagens culturais e discursivas de François Furet e Lynn Hunt, qual proposição expressa uma crítica historiograficamente consistente às limitações das leituras materialistas clássicas da Revolução?


A

As abordagens de Lefebvre e Soboul negaram a centralidade das reformas institucionais e jurídicas, interpretando o processo revolucionário exclusivamente como reação espontânea das massas urbanas.


B

As leituras materialistas da Revolução atribuíram ao Terror jacobino uma causalidade estritamente cultural, ignorando as mediações estruturais que explicam sua emergência e radicalização.


C

A tradição marxista, ao reduzir a Revolução Francesa a uma expressão mecânica dos antagonismos de classe, subestimou a agência política e as dimensões simbólicas do discurso revolucionário.


D

As análises marxistas foram criticadas por privilegiar os aspectos ideológicos da Revolução, em detrimento das experiências cotidianas e dos elementos micro-históricos do imaginário social.


E

A crítica contemporânea à historiografia materialista rejeita a associação entre revolução e ruptura, propondo a compreensão do processo francês como continuidade do absolutismo ilustrado.

Observe a imagem pintada por Debret nomeada “Vendedores de capim e leite”.


Imagem associada para resolução da questão


Fonte: https://atom.itamaraty.gov.br/uploads/r/ministerio-das-relacoes-exteriores-97/8/0/c/80c31ac5d886af8234b7410bb0a5c0d84dd6ebf73f761812bdac016e73f786ce/B2-2-VOL2__15_.pdf Acesso em 10 fev. 2025.


Jean-Baptiste Debret foi um dos principais artistas que integraram a denominada Missão Artística Francesa, expedição de artistas que veio para o então Reino Unido de Portugal, Brasil e Algarves em 1817, financiada por D. João VI. Debret, assim como Taunay, Rugendas e outros artistas, contribuiu para o desenvolvimento das belas-artes no Brasil e também para construir uma interpretação bastante rica da vida nos trópicos, no século XIX. Nesse sentido, pode-se falar de um “Brasil segundo Debret”, ou seja, um Brasil interpretado por Debret em suas telas.


SCHWARCZ, L. M. O sol do Brasil. Nicolas Antine Taunay e as desventuras dos artistas franceses na corte de d. João. São Paulo: Cia das Letras, 2008 e Claudio Fernandes - O Brasil segundo Jean-Baptiste Debret https://mundoeducacao.bol.uol.com.br/historiadobrasil/o-brasil-segundo-jeanbaptiste-debret.htm. Adaptado.


Nas muitas obras de artistas franceses que estiveram na corte de D. João, observa-se registos do cotidiano e de elementos culturais do Brasil. A respeito destas imagens, é CORRETO afirmar que representavam:


A

Quilombos, usados de guarida para escravos fugidos, providenciando alojamento, assistência jurídica e arrecadação de fundos para sua alforria.


B

Socialização de negros forros, possibilitando debates contra a escravatura e transformando tais associações em movimentos políticos abolicionistas.


C

Elementos da transculturação, como a hibridação da religiosidade africana e do catolicismo ultramarino, expresso na organização das irmandades, nas quais se arrecadavam recursos para a construção de igrejas e para auxílio mútuo.


D

Aspectos dos cultos originais africanos e de sua rejeição ao catolicismo como modo de preservação identitária.

Como outros reis do início da Idade Moderna, especialmente após 1648, Luís tentou se apresentar como igual ao imperador, e seu reinado como um império. Assim, por exemplo, na descrição oficial da entrada de 1660, a famosa frase da Eneida, de Virgilio, “foi-me dado um império sem limite” [imperium sine fine dedi] foi aplicada aos reis de França, que foram apresentados como sucessores dos imperadores romanos. A reivindicação foi feita de modo mais explícito e cabal em 1667, no panfleto escrito por Aubéry sobre os direitos de Luís sobre o império.

Muitas referências aparentemente casuais reforçam essa pretensão. Vernon, um dos historiógrafos reais, por exemplo compôs uma inscrição que intitulava Luís de “o imperador dos francos” [Imperator Francorium]. As frequentes referências a Luís como “augusto” ou como o maior monarca do mundo deveriam ser interpretadas tanto como apoio a pretensões políticas particulares quanto como uma forma geral de glorificação. O mesmo se aplica a seu uso do tradicional símbolo imperial, o sol, com a implicação de que há um soberano supremo na terra assim como há um sol no céu.


(BURKE, A fabricação do rei; a construção da imagem pública de Luís XIV. Rio de Janeiro: Jorge Zahar, 1994. p. 191-192)


Conforme o autor nos informa, a construção da imagem do monarca absolutista fundamentou-se em representações sobre o mundo antigo clássico. Podemos também acrescentar outros elementos de referência para compor a imagem de um monarca universal.


Nesse sentido, para analisar a construção da imagem de Luís XIV, devemos considerar


A

a influência do pensamento democrático da Grécia Clássica na construção da imagem de um monarca justo e austero.


B

o cristianismo primitivo e sua influência na construção da imagem de um monarca infalível e generoso.


C

o uso das práticas religiosas hereges para a construção da imagem de um monarca independente do poder da Igreja Católica.


D

o recurso às práticas religiosas protestantes de modo a promover um contrapeso à influência política da Igreja Católica.


E

a emblemática reprodução de práticas e símbolos de monarcas medievais: tocar os doentes com as mãos e a lavagem dos pés.

Quais foram as principais causas e consequências da Revolução Francesa?


A

Originou-se de descontentamento social, desigualdades e crises econômicas, levando à queda da monarquia e ao estabelecimento de uma república.


B

Foi causada pela expansão territorial francesa e resultou na consolidação da monarquia absolutista.


C

Foi motivada por conflitos religiosos e resultou na criação de um estado teocrático.


D

A principal causa foi a rivalidade com a Inglaterra, resultando na perda das colônias francesas.

Após a leitura do enunciado apresentado a seguir, identifique a afirmação INCORRETA:


A Revolução Francesa fez-se contra o despotismo, contra os privilégios em nome da liberdade e da igualdade. Ora, no século XVIII, a Europa inteira é vítima do despotismo e dos privilégios. A Revolução é, portanto, susceptível de ser imitada em qualquer parte. É o que faz dela um acontecimento capital da história universal.

(A REVOLUÇÃO FRANCESA, História Contemporânea I; Lenalda Andrade Santos)


A

Rebenta em França porque é lá que a burguesia paga a maior parte dos impostos, empresta dinheiro ao rei, exerce funções úteis e fez mais progresso sem compensação política.


B

Rebenta em França porque é lá que a servidão feudal é mais contestada pela massa camponesa, que conta numerosos proprietários, o que torna mais evidente a injustiça dos direitos senhoriais e da reação nobiliária.


C

Rebenta em França porque é lá que as camadas sociais e políticas (aristocracia, camponeses, burgueses, etc) vivem, nesse momento, em completa harmonia.


D

Rebenta em França porque é lá que o despotismo se encontra mais minado e até por quem lhe devia, os aristocratas.

Os termos 'esquerda', 'direita' e 'centro', comumente utilizados nos dias atuais para fazer referência às diferentes tendências dos grupos políticos, são uma alusão aos principais grupos que participaram do(a)


A

Revolução Francesa.


B

Segunda Guerra Mundial.


C

Revolução Americana.


D

nazifascismo.

Conhecido como "Terror" ou "Período do Terror", esse foi um regime instaurado durante a Revolução Francesa, caracterizado pela perseguição implacável aos supostos inimigos da nova ordem revolucionária. Marcado por execuções em massa, principalmente pelo uso da guilhotina, e pela suspensão de direitos jurídicos fundamentais, esse período representou um cenário de repressão severa contra aqueles considerados opositores do governo. Em qual fase da Revolução Francesa ocorreu esse momento de intensa violência e instauração do medo?


A

Assembleia Legislativa


B

18 Brumário


C

Diretório


D

República Jacobina

Considerando seus conhecimentos sobre a Revolução Francesa no século XVIII, leia e responda:


I- A influência da Revolução Americana na economia e no imaginário da França teve participação entre as causas do movimento francês;

II- O Iluminismo surgiu no começo do século, e teve grande influência sobre os intelectuais e a burguesia daquele período em toda a Europa, sendo incorporado pelas monarquias para potencializar sua exploração das massas;

III- Existia uma desigualdade latente entre nobres, membros da Igreja, burgueses e camponeses, e essa desigualdade existia por meio da existência de três ordens hierárquicas distintas, conhecidas como Primeiro, Segundo e Terceiro Estados.


Dos itens acima:


A

apenas os itens I e II estão corretos.


B

apenas os itens I e III estão corretos.


C

apenas o item III está correto.


D

apenas o item II está correto.


E

todos os itens estão corretos.

O surgimento do sindicalismo está relacionado ao contexto da consolidação do capitalismo na Europa a partir do século XVIII, durante a Revolução Francesa. Esse período foi caracterizado pelas péssimas condições de vida e trabalho enfrentadas por grande parte da população europeia.


C

Certo


E

Errado

É correto afirmar sobre a Revolução Francesa.


A

A Revolução Francesa pode ser inserida entre as revoluções burguesas do século XVIII.


B

A Revolução Francesa, bem como a Revolução Gloriosa, foram lideradas pela aristocracia que visava aumentar sua participação política nos governos.


C

A defesa do direito divino dos reis foi um dos fundamentos ideológicos dos revolucionários parisienses.


D

Na França pré-revolucionária, a sociedade estava dividida em três estados, que ofereciam amplas condições de mobilidade social.


E

A grande fome que assolou a França entre 1788 e 1789, causada pela Guerra dos Cem Anos, figura entre as principais causas do movimento revolucionário.

A Revolução Francesa, ocorrida entre 1789 e 1799, foi um dos eventos mais marcantes da história moderna, com repercussões profundas na política, na sociedade e na cultura, não apenas na França, mas em todo o mundo. Sobre esse tema, analise os itens abaixo:


I. A Revolução passou por uma fase mais radical, com a execução do rei Luís XVI em 1793 e o estabelecimento do governo revolucionário liderado pelos girondinos.

II. Em 14 de julho de 1789, os parisienses tomaram a Bastilha, símbolo do poder real, em busca de armas e munições.

III. O descontentamento popular levou à convocação dos Estados Gerais, uma assembleia representativa, que resultou na formação da Assembleia Nacional.

IV. Diversos fatores contribuíram para o surgimento da Revolução, incluindo desigualdades sociais, altos impostos sobre a população, crise financeira do Estado francês, má administração, além do impacto das ideias iluministas que questionavam o poder absoluto do rei.

Está(ão) correta(s) a(s) proposição(ões):


A

I e II, apenas;


B

III e IV, apenas;


C

II, III e IV, apenas;


D

II e III, apenas;


E

I e IV, apenas.

“Em tempos de revolução nada é mais poderoso do que a queda de símbolos. A queda da Bastilha, que fez do dia 14 de julho a festa nacional francesa, ratificou a queda do despotismo e foi saudada em todo mundo como princípios de libertação”. (Hobsbawm, Eric J. A era das revoluções. Rio de Janeiro, Paz e Terra, 1977. p. 79)


Em relação a Revolução Francesa e suas etapas é incorreto afirmar:


A

A primeira fase (1789 – 1792), chamada de Fase da Assembleia Nacional resultou na aprovação da Declaração dos Direitos do Homem e do Cidadão;


B

O rei Luís XVI e sua família tentaram fugir para a Áustria, em junho de 1791, mas, foram presos na fronteira, na cidade de Varennes, sendo reconduzidos à Paris;


C

Em 1793, foi aprovada a nova constituição, enfatizando o sufrágio universal e a democratização. Nesse período, o governo girondino dirigia o país por meio do Comitê de Salvação Pública;


D

O período de setembro de 1793 a julho de 1794, conhecido como Terror, caracterizou-se por violentas ações contra os inimigos do governo revolucionário;

O Antigo Regime refere-se ao período histórico anterior às revoluções que marcaram o final do século XVIII na Europa, especialmente à Revolução Francesa. Sobre o Antigo Regime, analise os itens abaixo:

I. A autoridade política era exercida por um monarca, detentor de poderes concentrados e extremamente limitados.

II. A sociedade era estratificada em diferentes classes, com divisões claras e muita mobilidade social entre elas.

III. No topo da sociedade estavam a nobreza e o clero, seguidos pela burguesia e, na base, a grande massa da população, composta por camponeses e trabalhadores.

IV. Havia uma distribuição desigual de poder, riqueza e privilégios.

Está(ão) correta(s) a(s) proposição(ões):


A

I e II, apenas;


B

III e IV, apenas.


C

I, II e III, apenas;


D

II e IV, apenas;


E

II, III e IV, apenas.

Os historiadores, buscando organizar o tempo histórico, dividiram-no em períodos como Pré-História, Idade Antiga, Idade Média, Idade Moderna e Idade Contemporânea. Assinale a alternativa que NÃO corresponde a um acontecimento que marca o início de um dos períodos da História.


A

Invenção da escrita.


B

Revolução Francesa.


C

Descoberta da América.


D

Queda do Império Romano do Ocidente.


E

Invasão de Constantinopla pelos turcos.

 
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