Questões de Concurso sobre Cultura

 
 
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O fim da ditadura militar no Brasil (1964-1985) praticamente torna inevitável a criação do Ministério da Cultura. No movimento de oposição à ditadura, os secretários estaduais de cultura e alguns setores artísticos e intelectuais reivindicam que o novo governo democrático, instalado em 1985, reconheça a cultura e a contemple com um ministério singular. O longo período de transição e “reconstrução” da democracia (1985–1993), que compreende os governos José Sarney (1985–1989), Collor de Melo (1990–1992) e Itamar Franco (1992–1994), configura a circunstância societária e política, na qual acontece a implantação do ministério. (RUBIM, 2007.)


A questão da cultura, especificamente no período da ditadura militar no Brasil, ficou


A

marcada exclusivamente pela censura e pela fragmentação de poder, que impedia a grande massa popular de tomar consciência dos pontos negativos da ditadura.


B

relegada apenas às classes periféricas, sendo essas conduzidas à obediência e à não-violência através dos mais variados artifícios pedagógicos, criados pelo governo apenas para tal função.


C

imersa em um período de profunda estagnação, sem produções nos seus mais variados âmbitos, uma vez que o controle geral de qualquer ação ficava a cargo dos órgãos recessivos do governo.


D

caracterizada, em parte, pela cultura de protesto (música, cinema, literatura, artes plásticas) e elaborada por artistas e intelectuais que, em parte, através de sua arte e de seu humor, criticavam a censura e o regime.

“A década de 1970 testemunhou a ascensão, ou pelo menos a definição, de um novo gênero histórico, a 'micro-história', associado a um pequeno grupo de historiadores italianos, como Carlo Ginzburg, Giovanni Levi e Edoardo Grendi” (Burke, 2005, p. 60).


Fonte: BURKE, Peter. Tradução de Sérgio Goes de Paula. Rio de Janeiro: Jorge Zahar,2005. O que é História Cultural?


Tendo como premissa a micro-história, analise as afirmativas a seguir.


I- A micro-história foi uma reação contra um certo estilo de história social que seguia o modelo da história econômica, empregando métodos quantitativos e descrevendo tendências gerais.

II- A micro-história recebeu uma grande contribuição da antropologia porque os antropólogos ofereciam um modelo alternativo, a ampliação do estudo de caso, no qual havia espaço para a cultura, para a liberdade em relação ao determinismo social e econômico.

III- A micro-história fundamentalmente passou a valorizar uma história triunfalista, com grandes narrativas em busca do progresso e da consolidação da moderna civilização ocidental.


É CORRETO o que se afirma apenas em:


A

I e II.


B

III.


C

I.


D

II.


E

II e III.

É essencial ressaltar o conceito de representação na história cultural, pois através dele torna-se viável estabelecer ligações entre as relações sociais e a maneira como os indivíduos concebem a si mesmos e aos outros. Com base nessa compreensão, assinale a alternativa correta sobre a influência das representações na formação da identidade cultural em uma sociedade.


A

A construção da identidade cultural é moldada basicamente por representações individuais.


B

As representações são simples reflexos das estruturas sociais existentes.


C

A história cultural é essencialmente determinada por forças externas, com as representações individuais desempenhando um papel secundário na construção da identidade.


D

As representações desempenham um papel central na formação da identidade cultural, moldando ativamente a percepção individual.


E

A identidade cultural é uma construção estática, afetada minimamente pelas representações individuais e pelas dinâmicas históricas e sociais.

Em 1922, a Semana de Arte Moderna foi um marco importante para a esfera artística brasileira. Diversos artistas participaram do evento, questionando o ambiente artístico estabelecido até aquele momento. Sobre a Semana de Arte Moderna, considere as afirmativas a seguir e assinale V, para as verdadeiras, e F, para as falsas:


(__)A Semana de Arte Moderna representou uma mudança na pintura brasileira, pois seus artistas, todos surrealistas, questionavam a política e a economia da época. Em suas obras, apresentavam as agruras da população e, especialmente, a falta de apoio do governo para a arte.

(__)A Semana de Arte Moderna ocorreu em Belo Horizonte e destacava o cotidiano brasileiro por meio das cores e dos traços de origem indígena. A mestiçagem cultural foi o foco das obras apresentadas pelos artistas do evento.

(__)Embora seja relevante para o contexto artístico nacional, a Semana de Arte Moderna foi criticada pelos seus contemporâneos. Alguns artistas e literários posicionaram-se contra o movimento.


Assinale a alternativa que apresenta a sequência correta:


A

V − F − F.


B

F − F − V.


C

V − F − V.


D

V − V − F.


E

F − V − F.

Podemos pensar a cultura como processo, e as identidades coletivas como construções culturais, por isso históricas e relacionais. Nesse modelo, as identidades culturais são literalmente construídas no processo histórico. Não existem antes ou além dele. Dependem, em cada caso, das formas históricas em que as fronteiras entre nós e os outros se constroem, se reproduzem ou se modificam.


Abreu, Martha & Mattos, Hebe. Em torno das “Diretrizes curriculares nacionais para a educação das relações étnico raciais e para o ensino de história e cultura afro-brasileira e africana”: uma conversa com historiadores. Estudos Históricos. Rio de Janeiro, vol. 21, nº 41, p. 8, jan.-jun. 2008. Disponível em: < http://www.scielo.br/pdf/eh/v21n41/01.pdf > Acesso em out. 2023.


É correto afirmar que a educação das relações étnico- raciais, ao abordar questões cruciais da formação histórica brasileira, traz à tona importantes propostas epistemológicas e políticas, como as do texto acima, identificadas, respectivamente, pela


A

consolidação das raízes simbólicas africanas como um legado homogêneo e pela procura de observação das desigualdades.


B

compreensão dos aspectos mutáveis dos valores culturais afro-brasileiros e pela busca de problematização de hierarquias raciais.


C

afirmação do fracionamento dos grupos sociais em identidades cristalizadas e pela meta de evidenciar a uniformidade da experiência negra.


D

consideração da diversidade de comunidades quilombolas e pela intenção de heroificar culturas passadas nas concepções de mundo de minorias étnicas.

Leia o excerto abaixo:

O Romantismo brasileiro não foi apenas um movimento literário, mas também uma forma de resistência cultural. Autores como Gonçalves Dias e José de Alencar buscaram valorizar a cultura nacional, destacando a beleza da natureza brasileira e a riqueza das tradições indígenas, contribuindo para uma identidade cultural mais autêntica e inclusiva. Apesar da marginalização política e social, comunidades indígenas no Brasil Império resistiram à expansão colonial e à perda de territórios tradicionais. Além de conflitos armados, algumas comunidades indígenas buscaram alianças com movimentos abolicionistas e liberais em busca de reconhecimento de direitos e autonomia, o que acabou tendo resultados positivos e propiciando a criação das primeiras reservas indígenas no Brasil.

Podemos afirmar que o texto acima está:


A

Parcialmente correto, porque não houve resistência armada por parte dos indígenas.


B

Parcialmente correto, porque o Romantismo brasileiro se limitava à literatura.


C

Totalmente correto.


D

Parcialmente correto, porque as primeiras reservas indígenas no Brasil foram criadas apenas no período republicano.

A cultura egípcia contemporânea é um caldeirão efervescente de tradições imemoriais e correntes modernas, em que a fusão entre elementos culturais antigos e influências globais é habilmente tecida. Esse processo contínuo de sincretismo cultural confere à identidade cultural egípcia uma singularidade ímpar, que reflete tanto sua herança milenar quanto sua integração na era da globalização.


C

Certo


E

Errado

Na área da arquitetura, as pesquisas sobre as tecnologias africanas e afrodescendentes no Brasil têm evidenciado a presença de conhecimentos africanos nas construções coloniais e imperiais, principalmente pelo uso do pau-a-pique, pilão de taipa e cantaria. A pressão crescente pela adoção de práticas sustentáveis na construção civil, que tem levado ao aumento do interesse pelos estudos em bioconstruções, aponta para um importante potencial de contribuições das tecnologias africanas e afrodescendentes.


(Silva, 2020.)


A despeito da importância histórica e da significativa presença de tecnologias e conhecimentos africanos e afrodescendentes na atualidade, os estudos do tema ainda são relativamente escassos. Essa espécie de “silêncio” sobre essas contribuições:


A

Justifica-se pelo fato de que os escravizados tiveram, no Brasil, uma função subalterna e compulsória, com certa relevância para a história do país, mas especificamente econômica.


B

Reforça a perspectiva que colocou africanos como mera mão de obra, criando uma narrativa que situava a produção de conhecimentos e tecnologias como monopólio dos europeus.


C

Fortalece, assim, o conceito da democracia racial, que preconiza que, sem distinção, todas as matrizes étnicas do Brasil influenciaram sua cultura, independentemente da sua condição social.


D

Estabelece claramente os parâmetros hierárquicos que devem ser seguidos ao se pensar numa historiografia brasileira, ou seja, a escrita da história numa gradação da importância de cada grupo étnico.

É importante perceber como a apropriação e a troca entre culturas se desenvolvem, fazendo com que não seja possível, por vezes, afirmar um lugar social estático e permanente para o tratamento de certo grupo. As experiências culturais são necessariamente intercambiantes e fenômenos culturais desse tipo são comuns nos países americanos, podendo-se citar, por exemplo, as culturas nativas do México e as tradições religiosas dos povos andinos, que conjugam a sua raiz axiológica com a tradição cristã.


(In: Debatendo o conceito de diversidade cultural. Acesso em: julho de 2024.)

Para explicar as dinâmicas culturais contemporâneas na América Latina, Garcia Canclini (2000) propõe o termo “culturas híbridas”, entendidas como processos socioculturais nos quais estruturas ou práticas distintas, que existiam separadamente, são combinadas para gerar novas estruturas, objetos e práticas. Dessa forma:


A

O mais importante é resgatar o resultado desse hibridismo, sem se preocupar em caracterizar as origens selvagens do mesmo.


B

É possível entender melhor a cultura ameríndia como uma manifestação incompleta e rústica, que ganha valoração a partir dos contatos civilizatórios europeus.


C

Não caberia apelar para “uma certa pureza dos povos originários e das tradições”, uma vez que essas manifestações culturais são transformadas ao longo da história.


D

Pode-se afirmar que as culturas pré-colombiana e pré-cabralina complementam, com a miscigenação étnica e cultural, o ideal eurocêntrico divulgado no Ocidente.

Dentre as várias modalidades da história que se desenvolveram no decurso do século XX, algumas têm primado pela riqueza de possibilidades que abrem aos historiadores que as praticam, por vezes, com perspectivas antagônicas entre si. A história cultural – campo historiográfico que se toma mais preciso e evidente a partir das últimas décadas do século XX, mas que tem claros antecedentes desde o início do século – é entre estas particularmente rica no sentido de abrigar no seu seio diferentes possibilidades de tratamento.


(BARROS, 2013.)


Dentre as características da história cultural, podemos apontar:


A

O fato de servir-se de signos, símbolos, marcas e representações para compreender uma dada época e sociedade.


B

A influência das ideias durkheimianas, dando importância a interdisciplinaridade, numa unidade entre a história e as ciências sociais.


C

As críticas a outras concepções de história por considerar que elas excluem ou ressignificam a base mais importante da sociedade: a material.


D

O predomínio do imaginário sobre o pensamento, que postula a existência de uma marcha contínua da humanidade em busca da plena realização.

O estado de Goiás é rico em tradições culturais que refletem sua história, sua diversidade étnica e sua identidade única. Assinale a alternativa correspondente a uma tradição cultural importante em várias cidades de Goiás e que configura uma representação teatral e dramática da luta entre cristãos e mouros durante a época medieval, com origens que remontam às Cruzadas.


A

Romaria de Muquém


B

Folia de Reis


C

Congadas


D

Procissão do Fogaréu


E

Cavalhadas

Foi um dos criadores do Tropicalismo, importante movimento artístico do Brasil. Junto a artistas como Gilberto Gil, Maria Bethânia, Gal Costa e Chico Buarque, ajudou a dar tom à música brasileira do final dos anos de 1960 até os dias de hoje. Entre suas canções mais famosas, se destacam “O Leãozinho”, “Você é linda” e “Sozinho”. O trecho se refere a qual cantor brasileiro?


A

Caetano Veloso.


B

Roberto Carlos.


C

Renato Russo.


D

Teixeirinha.


E

Erasmo Carlos.

Podemos dizer que o texto se trata de uma afirmação


A

falsa, porque todos os animais, além do ser humano, são capazes de produzir cultura, a exemplo dos passarinhos que cantam, expressando ritmo e melodia.


B

falsa porque alguns animais, além do ser humano, são capazes de produzir cultura, a exemplo dos animais que atuam em circo, seguindo comandos que os tornam estrelas circenses.


C

verdadeira porque, o ser humano como animal racional, diferenciando-se dos outros animais, é capaz de produzir cultura ao repetir padrões que a natureza produz, portanto é capaz de reproduzi-los.


D

verdadeira porque, cientificamente, considerando a capacidade cognitiva do ser humano, diferentemente dos outros animais, só ele é capaz de produzir cultura, ao observar, experimentar, relacionar, criar, recriar, inferir, simbolizar na interação com o meio ambiente.


E

falsa porque, sabe-se que muitos animais conceituados como irracionais, apresentam características que denotam a presença de inteligência. Portanto, o ser humano, como outras espécies de animais, são capazes de produzirem cultura, porque produzem com intenção racionalizada e/ou subjetivada.

A história dos negros no Brasil é marcada por episódios de conflito e manifestações de resistência. Na cidade de Salvador, o bloco


Ilê desfilou pela primeira vez no Carnaval de 1975, causando espanto entre as elites da Bahia e um despertar para a pauta racial em uma das cidades mais negras do país. “Fomos escoltados pela polícia e fomos vaiados pela população, com alguns aplausos tímidos em meio às vaias. Fomos considerados negros rebeldes que estavam espalhando racismo na cidade”, lembra Arany [Santana, 72, diretora licenciada do bloco]. [...] O jornal A Tarde, um dos mais tradicionais da cidade, publicou na época a nota “Bloco racista, nota destoante”, afirmando que o Ilê Aiyê havia proporcionado “um feio espetáculo” com uma “imprópria exploração” do tema do racismo no Carnaval. Anos depois, o jornal se retratou.


PITOMBO, J. P. Ilê Aiyê, 50, afrontou ditadura com bloco-manifesto e foi levante da Bahia negra no Carnaval. Folha de São Paulo, São Paulo, 07 fev. 2024. Adaptado. Disponível em: https://www1.folha.uol.com.br/cotidiano/2024/02/ile-aiye-50-afrontou-ditadura-com-bloco-manifesto-e-foi-levante-da-bahia-negra-no-carnaval. shtml#comentarios. Acesso em: 8 fev. 2024.


Ao longo de nossa história, a relação entre racismo e democracia no Brasil


A

foi marcada pelo advento da República, em 1888, uma vez que, com ela, suprimiram-se, legalmente e de fato, as distinções entre todos os brasileiros, os quais, de súditos de uma monarquia, tornaram-se igualmente livres e iguais, a despeito de origem, gênero ou raça, como preconizava o ideário republicano.


B

implicou superação do racismo pelo estabelecimento da democracia, uma vez que, após a abolição do regime escravista no Brasil, em 1889, o surgimento de tal bloco “Ilê” e suas pautas raciais são, como indica a matéria do jornal A Tarde, um claro exemplo de sobrepujamento do racismo no país.


C

constituiu-se e ganhou novos contornos no contexto democrático da década de 1970, momento no qual o Brasil, influenciado pelos movimentos estudantis europeus e de defesa de direitos civis norte-americanos, assegurava os direitos políticos de livre manifestação e de liberdade de pensamento a seus cidadãos.


D

estabeleceu-se apenas a partir da Constituição de 1988, pois não é possível identificar, na História, nenhum outro momento de defesa dos direitos dos negros ou afirmação de sua identidade.


E

segue sendo, muitas vezes, desvirtuada pelo chamado “mito da democracia racial”, equivocado discurso segundo o qual as oportunidades de acumulação de riqueza, de prestígio social e de poder estão igualmente acessíveis a todos.

“Hoje é assente que não se deve tomar a declaração da vontade de emancipação política como equivalente da constituição do Estado nacional brasileiro, assim como o é o reconhecimento de que o nexo entre a emergência desse Estado com a da nação em cujo nome ele foi instituído é uma das questões mais controversas da nossa historiografia.”


(Istvan Jancso e João Paulo G. Pimenta, Peças de um mosaico (ou apontamentos para o estudo da emergência da identidade nacional brasileira). Em Carlos Guilherme Mota (org.), Viagem incompleta. A experiência brasileira (1500-2000). Formação: histórias. Adaptado)


O movimento que se dedicou a trabalhar uma das dimensões da problemática levantada pelo texto no século XIX foi o


A

surrealismo.


B

romantismo.


C

expressionismo.


D

impressionismo.


E

modernismo.

Durante a gestão de Miguel Arraes como prefeito de Recife e posteriormente como governador de Pernambuco, foi implementado o Movimento de Cultura Popular (MCP), o qual teve como um de seus propósitos


A

buscar, por meio de atividades culturais, o combate ao crescimento de ideias vinculadas ao socialismo ou comunismo.


B

incentivar a produção teatral de grande porte em Recife e posteriormente em todo Pernambuco.


C

a alfabetização da população por meio de diversos meios e métodos, relacionados principalmente à arte.


D

propagar uma cultura dita mais popular em regiões mais nobres da capital pernambucana.


E

buscar apresentar valores da igreja católica em regiões mais pobres de Recife.

A metáfora utilizada evidencia qual característica em comum entre os grupos comparados?


A

O descolamento da realidade.


B

A defesa da nobreza.


C

A truculência.


D

O experimentalismo.

“Além de suas renovadoras críticas à racionalidade moderna, ao autoritarismo e ao totalitarismo político (inclusive a vertente stalinista da época) os temas privilegiados (...) e que interessam mais propriamente a uma História Cultural voltam-se para a cultura de massas, para o papel da ciência e da tecnologia na sociedade moderna, para a família e a sexualidade. Aparece ainda um especial interesse pelos problemas relacionados à alienação, à perda de autonomia do sujeito na sociedade industrializada.” (Barros, José D'Assunção. O campo da história: especialidades e abordagens. Petrópolis. Vozes 2004. P. 71)

Estamos falando da tendência do Materialismo Histórico que propôs uma radical renovação do marxismo e que incorporou diálogos com a Psicanálise e com as teorias da Comunicação. Este grupo de intelectuais que muito contribuiu para um tratamento mais diversificado da cultura é a:


A

Nova História Cultural.


B

Escola Metódica.


C

Escola de Frankfurt.


D

Escola dos Annales.


E

Escola Foucaultiana.

Ao discutir a sociedade brasileira durante o século XIX, a historiadora Lilia Schwarcz analisa:


A valorização do pitoresco da paisagem e das gentes, do típico em vez de genérico, encontrava no indígena o símbolo privilegiado. [...] Por oposição ao negro, que lembrava a escravidão, o indígena permitia identificar uma origem mítica e unificadora. [...]

A natureza brasileira também cumpriu função paralela. Se não tínhamos castelos medievais, templos da Antiguidade ou batalhas heroicas para lembrar, possuíamos o maior dos rios, a mais bela vegetação. [...] Por mais que tenha partido de d. Pedro I e de Bonifácio a tentativa de elaborar – junto com Debret e outros participantes da Missão Francesa – uma ritualística local, foi com d. Pedro II e seu longo reinado que se tornaram visíveis a originalidade do protocolo e o projeto romântico de representação política do Estado.


SCHWARCZ, Lilia. As Barbas do Imperador. São Paulo: Companhia das Letras, 1998. p.140.


Considerando esse fragmento, percebe-se que a identidade nacional brasileira, no século XIX, foi construída


A

por meio da valorização das heranças culturais dos indígenas e dos negros.


B

por intermédio de elementos da natureza e de tipos humanos representantes de uma cultura.


C

por meio de referências europeias existentes nas províncias desde a colonização.


D

por intermédio de elementos simbólicos, consensuais e harmônicos que incluíssem todas as raças.

A Sagração da primavera é considerada, na historiografia e na história da arte, o ápice do movimento surrealista, caracterizado pela subversão do movimento síncrono, pela estética eclética, pelo informalismo pictórico e, sobretudo, pela reação ao racionalismo e ao realismo do século XIX.


C

Certo


E

Errado

   
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