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Não é de admirar, então, que não houvesse sentimento de pátria comum entre os habitantes da colônia. As revoltas do período indicam. Os juristas, poetas e militares da Capitania de Minas Gerais que sonharam com a independência em 1789, inspirados no exemplo norte-americano, não falavam em Brasil. Falavam em América (“nós, americanos”) ou falavam em Minas Gerais (a “pátria mineira”). Os argumentos que davam em favor da independência se referiam ao território da capitania e a seus recursos naturais. O mesmo pode ser dito da revolta de 1817 em Pernambuco. Nessa época, o Brasil já fora promovido a reino Unido a Portugal e Algarves. Mesmo assim quando os rebeldes falavam em pátria e patriotas, e eles o faziam com frequência, era a Pernambuco que se referiam e não ao Brasil.
CARVALHO, José Murilo de. Cidadania no brasil: o longo caminho. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, 2012. p. 76.
Sob a lógica emancipacionista da Revolução Pernambucana de 1817, refletida pelo historiador José Murilo de Carvalho no texto acima, o “patriotismo” dos envolvidos no movimento tinha a finalidade de estabelecer:
Um país livre a partir da unificação da região do Nordeste, principal espaço de produção açucareira, estabelecendo Pedro I como imperador perpétuo do novo país a ser criado.
Um reino unido a Portugal até a confirmação da Independência do Brasil por Pedro I e a estruturação de um regime monarquista inspirado no modelo inglês para a região.
Uma nação livre e próspera, com apoio das camadas populares, o movimento defendia a proclamação de uma República antiescravista em todo o território brasileiro.
Uma estrutura política republicana de cunho liberal, defensora dos princípios emancipacionistas de teor localista com a preservação do sistema escravista.
Um projeto emancipatório de cunho imperial, rompendo politicamente com o Brasil e com Portugal, criando um regime teocrático de cunho cristão.
Segundo registros históricos, a construção da igreja Nossa Senhora Sant’ Ana remonta os anos de 1739 e é fruto da promessa de
Frei Cristóvão de Lisboa.
Capitão Manoel Ferreira.
Jeronimo de Albuquerque.
Padre Silveira.
Coronel Sebastião de Sá.
Leia o texto a seguir.
A corrida do ouro no período colonial deixou como herança uma sociedade predominantemente mestiça, de povoamento irregular e ocupação espacial deficitária, rios de águas poluídas pela lavagem do ouro, margens de pedras amontoadas e solos perfurados, além de uma expectativa bastante demarcada em relação à natureza: o lucro!
SEVILHA, Fabíula. História ambiental da capitania de Goiás: mineração e transformação agroecológica da terra (1726-1822). Fronteiras, Revista Catarinense de História, v. 30, p.112, 2017. [Adaptado].
A partir da leitura do texto, é correto concluir que a mineração em Goiás teve como consequência
impactos ambientais destrutivos.
enriquecimento de toda a sociedade.
desenvolvimento econômico sustentável.
preservação da fauna e da flora do Cerrado.
[...] Com dados do Censo Agropecuário de 2006, já que não existem registros mais novos, o estudo mostra o desequilíbrio da sociedade brasileira também no meio rural. Grandes propriedades somam apenas 0,91% do total dos estabelecimentos rurais brasileiros, mas concentram 45% de toda a área rural do país. Por outro lado, os estabelecimentos com área inferior a dez hectares representam mais de 47% do total de estabelecimentos do país, mas ocupam menos de 2,3% da área total. É possível relacionar que, no Brasil, a estrutura fundiária está associada ao período:
Posterior à criação das capitanias hereditárias, favorecendo os colonos que recebiam grandes lotes de terras dos donatários.
Anterior à 1500, sendo resultado da manutenção da ocupação dos povos originários, favorecendo o acesso desses grupos à terra.
Pré-colonial, quando foram criadas as feitorias de extração do pau-brasil, favorecendo a posse de terras por comerciantes europeus.
Colonial, período em que grandes propriedades foram repartidas entre colonos e povos indígenas, equilibrando a distribuição de terra.
Anterior à 1530, quando as terras da costa brasileira foram repartidas entre franceses, holandeses e portugueses por meio de conflitos armados.
É o século XVIII e a dinamização das sociedade e economia coloniais, a partir do ouro das Minas Gerais, que, afinal, possibilitariam a construção de um novo quadro social e político...
(Eduardo França de Paiva, De português a mestiço: o imaginário brasileiro sobre a colonização e sobre o Brasil. Em: Lana Mara de Castro Siman e Thais Nívia de Lima e Fonseca (orgs.), Inaugurando a História e construindo a nação. Discursos e imagens no ensino de História)
Nesse novo quadro, segundo Paiva, verifica-se
a elaboração, por parte da elite de cada uma das capitanias, de um projeto de articulação política para se contrapor ao colonialismo luso.
o reconhecimento da coroa portuguesa de que o desenvolvimento da metrópole se tornou, progressivamente, menos dependente dos espaços coloniais.
o interesse da burguesia mercantil portuguesa em diminuir as restrições mercantilistas que atingiam, sobretudo, o Brasil.
a ocorrência da inversão de posições entre metrópole e colônia, porque essa tornou-se mais rica, mais atrativa e mais promissora que Portugal.
a divisão entre as várias regiões que compunham a América portuguesa, pela qual algumas defendiam uma independência radical e outras, o colonialismo.
O período da história brasileira em que a extração e a exportação de ouro dominaram a dinâmica econômica do Brasil Colônia era conhecido como:
Era de Ouro.
República Velha.
Círculo de Ouro.
Ciclo do Ouro.
A história da Petrobras se mistura com a do desenvolvimento da indústria brasileira e a sua importância para a economia do país se expressa no volume de operações que a companhia movimenta (PETROBRAS, 2023). A empresa, neste ano de 2023, celebrou os seus:
70 anos e foi criada no governo de Getúlio Vargas.
100 anos e foi criada no governo de Nereu Ramos.
30 anos e foi criada no governo de Juscelino Kubitschek.
80 anos e foi criada no governo de João Goulart.
80 anos e foi criada no governo de Jânio Quadros.
Em relação ao processo de emancipação econômica do Brasil no início do século XIX, assinale a alternativa correta:
A abertura dos portos de 1808 e os Tratados de Amizade e Comércio de 1810 resultaram na manutenção do pacto colonial mercantilista, fortalecendo a sujeição do Brasil ao poder político metropolitano.
O projeto de resolução sobre a regulação das relações comerciais entre Portugal e o Brasil, discutido nas Cortes Constituintes em 1822, visava restabelecer o sistema exclusivo do pacto colonial que vigorou até 1808.
O debate parlamentar sobre as relações comerciais entre Portugal e o Brasil, ocorrido nas Cortes Constituintes em 1822, resultou na aprovação de um projeto que estabelecia a recolonização do Brasil sob controle estrito de Portugal.
A aprovação da Constituição em janeiro de 1822 e a declaração da Independência do Brasil influenciaram diretamente o adiamento do projeto de resolução sobre as relações comerciais, que nunca entrou em vigor.
O projeto de resolução discutido nas Cortes Constituintes em 1822 buscava estabelecer relações comerciais mais eficazes entre Portugal e o Brasil, baseadas em princípios de reciprocidade de interesses, direitos e garantias, sem a intenção de recolonizar o Brasil.
Examine a imagem do interior da Igreja de São Francisco, em Salvador, Bahia, construída entre os séculos XVII e XVIII.

(www.afar.com.br)
O interior da Igreja de São Francisco é um exemplo da arte
renascentista, representada, no recinto, pela abóbada decorada para a exaltação de Deus e da humanidade.
românica, representada, no recinto, pelos arcos frontais e laterais de sustentação do edifício.
clássica, representada, no recinto, por pureza, realismo e equilíbrio estético.
barroca, representada, no recinto, pela riqueza de detalhes da decoração do teto e das laterais.
jesuítica, representada, no recinto, pelas formas geométricas do teto e pelo esplendor da decoração do púlpito.
É consenso considerar que o Brasil é parte indissociável da América Latina, fato esse que se consolidou na literatura emergente entre os séculos XVI e XVII. Tal ideia era compactuada entre os autores de países de língua latina e pelos próprios brasileiros na época. É correto afirmar que o Brasil sob este contexto passou a fazer parte da América Latina a partir do momento em que se fora cunhada a expressão “Latin América”. Ou seja, quando principalmente os EUA, a Europa e o resto do mundo passaram a considerar o Brasil como parte integrante da “Latin America” em meados dos anos 1520 e 1530.
Certo
Errado
De acordo com BETHELL, sobre as mudanças territoriais no Brasil Colonial, analisar os itens abaixo:
I. O Tratado de Madri de 1750 substituía os anteriores (Tordesilhas e Utrecht) e pretendia delimitar as fronteiras entre as possessões espanholas e portuguesas na América, África e Ásia com base na ocupação efetiva.
II. De acordo com o Tratado de Madri de 1750, as terras ao sul da América do Sul deveriam ser reorganizadas. Portugal renunciava todos direitos à Colônia do Sacramento e, em troca, a Espanha cedia uma área na margem leste do rio Uruguai ocupada, até então, pelos jesuítas e índios agrupados em aldeias.
III. Havia entre as Coroas uma atmosfera de desconfiança mútua que impediu a efetivação do Tratado de Madri, tendo sido este anulado em 1761 pelo Tratado de El Pardo.
Está(ão) CORRETO(S):
Nenhum dos itens.
Somente o item II.
Somente os itens I e III.
Todos os itens.
É correto afirmar que, no início do século XVII, a França faria sua segunda tentativa de colonização no Maranhão, que a colonização portuguesa ainda não tinha atingido. Essa França Equinoxial é bem menos conhecida do que a tentativa anterior, embora tivesse um caráter mais oficial, na medida em que era apoiada diretamente pela Coroa e tenha constituído, naquele momento, o esforço colonial mais importante da França, que após sua derrota voltaria finalmente suas atenções para o norte do continente, para cuidar, depois de um século de quase total abandono, do estabelecimento de uma Nova França no Canadá.
Certo
Errado
O interesse português pelas terras do “Novo Mundo” tornou-se maior a partir do momento em que o comércio com o Oriente não estava mais sendo tão lucrativo. Além disso, a constante presença de concorrentes, sobretudo de franceses, nas novas terras, alertou a Coroa portuguesa para a necessidade de colonizá-las, efetivando sua posse. Um importante passo nesse sentido foi a criação das Capitanias Hereditárias, dividindo o Brasil em 14 grandes lotes de terras, que foram entregues pela Cora portuguesa a seus respectivos donatários. Dessa forma, coube ao investimento de particulares o início do processo de colonização portuguesa do Brasil.
Certo
Errado
Leia a seguir o excerto da historiadora Ângela Domingues:
“O advento da segunda metade do século XVIII coincidiu com a realização de um enorme esforço de renovação do conhecimento que envolveu indivíduos e instituições e que foi, em grande medida, promovido, financiado e suportado pelo Estado (...). A Coroa [portuguesa] participou, de forma quase onipresente, neste processo de renovação cultural e científica.”
DOMINGUES, Ângela. Para um melhor conhecimento dos domínios coloniais: a constituição de redes de informação no Império português em finais do Setecentos. História, Ciências, Saúde – Manguinhos, v. VIII (suplemento), 823-38, 2001. p. 824.
A partir dos conhecimentos sobre o período da América Portuguesa e do império colonial português no século XVIII, assinale a alternativa que relaciona corretamente essas iniciativas descritas acima com o governo em vigência em Portugal na época e seus impactos sobre a América Portuguesa.
Essas iniciativas decorreram do despotismo oriental, que aumentou o poder da Companhia de Jesus e construiu grandes edificações coloniais.
Essas iniciativas decorreram do absolutismo da União Ibérica, que incentivou a ocupação espanhola e o governo dos chapetones.
Essas iniciativas decorreram do despotismo esclarecido, que reforçou a centralização política da metrópole e a exploração colonial.
Essas iniciativas decorreram do salazarismo, que fortaleceu os capitães donatários e liberou a criação de manufaturas coloniais.
Essas iniciativas decorreram do franquismo, que promoveu o regime de padroado e incentivou a publicação de jornais e livros na colônia.
De acordo com a obra de Boris Fausto (História do Brasil), analise os itens a seguir e, a final, assinale a alternativa correta:
I – A instalação do governo geral ocorreu no ano de 1549.
II – Para o autor, a história colonial do Brasil pode ser dividida em quatro etapas muito homogêneas em termos cronológicos.
III – As primeiras tentativas de exploração do litoral brasileiro se basearem no sistema de feitorias.
Apenas o item I é verdadeiro.
Apenas o item II é verdadeiro.
Apenas o item III é verdadeiro.
Apenas os itens I e III são verdadeiros.
Todos os itens são verdadeiros.
A rebelião começou a partir de uma série de disputas entre grupos da elite local. As rivalidades acabaram resultando em uma revolta popular. Ela se concentrou no sul do Maranhão, junto à fronteira do Piauí, uma área de pequenos produtores de algodão e criadores de gado. À frente do movimento estavam o cafuzo Raimundo Gomes, envolvido na política local, e o artesão Francisco dos Anjos Ferreira. Paralelamente, surgiu um líder negro conhecido como Cosme à frente de 3 mil escravos fugidos.
Os rebeldes chegaram a ocupar Caxias, segunda cidade da província. De suas raras proclamações por escrito constam vivas à religião católica, à Constituição, a Dom Pedro Il, à santa causa da liberdade.
(Boris Fausto, História do Brasil, p. 144. Adaptado)
O excerto faz referência à
Sabinada.
Confederação do Equador.
Balaiada.
Cabanagem.
Praieira.
No campo jurídico, existiam dois documentos para regulamentar as relações entre a Coroa Portuguesa e os donatários, que eram: Carta de Doação e Carta de Foral. Assinale a assertiva que apresenta corretamente sobre o que se tratava a Carta de Foral.
Era um documento que regulamentava tributos e a divisão dos lucros da capitania entre a Coroa e os Donatários.
Era um documento que dava ao donatário o direito de exploração da terra.
Era um documento que repassava os direitos a seus descendentes.
Era um documento que autorizava o donatário a construir vilas e engenhos com o objetivo de povoar.
Diante do limitado crescimento econômico no Brasil durante o primeiro mandato de Fernando Henrique Cardoso, uma mudança na política econômica tornou-se necessária a partir do final de 1998 e início de 1999. Nesse contexto, o modelo que sustentava o tripé do Plano Real, fundamentado na ancoragem cambial, abertura econômica e uma base monetária rígida, foi substituído durante o segundo mandato de FHC. Essa transição ficou conhecida como a implementação do tripé macroeconômico.
Certo
Errado
Sobre a colonização do Brasil no Norte e no Nordeste, marcar C para as afirmativas Certas, E para as Erradas e, após, assinalar a alternativa que apresenta a sequência CORRETA:
(_) Por ser uma região muito afastada, houve poucos conflitos entre representantes da Coroa, colonizadores e religiosos.
(_) O estabelecimento dos franceses no Maranhão gerou o conflito com a Coroa Portuguesa devido à grande importância que o Maranhão tinha para a economia colonial no início do século XVII.
(_) O Estado do Maranhão e Grão-Pará, com governador e administração separados do Estado do Brasil, foi criado em 1621, quando a Coroa estava nas mãos da Espanha.
C - C - E.
E - E - C.
C - E - E.
E - C - C.