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A história econômica do Brasil é descrita por diversos ciclos econômicos, períodos em que determinados setores produtivos se destacaram. Nesse sentido, nos séculos XIX e XX, o país passou por várias transformações, inclusive a transição do país para a República. Com base nisso, é correto afirmar que, nesse contexto, predominava no Brasil:
O ciclo do pau Brasil.
O ciclo do ouro.
O ciclo da borracha.
O ciclo do café.
“Na realidade, João Goulart e a cúpula que o apoiava tinham uma visão equivocada do quadro político. Eles tomavam o que se passava nas esferas do poder como expressão do que se passava na sociedade” (Fausto, 2006). A respeito das características sobre o governo de João Goulart (1961-1964), assinale a alternativa INCORRETA.
Após a renúncia de Jânio Quadros, Jango toma posse do Brasil, porém como presidente de uma República Parlamentarista.
Jango defendia a realização das reformas de base, que incluíam transformações no regime de propriedade da terra e nas áreas educacionais e tributária.
A forte crise econômica que resultara no aumento da desigualdade social e na insatisfação da população foi amenizada com o sucesso da implantação do Plano Trienal.
As Ligas Camponesas reivindicavam ampla reforma agrária e organizavam trabalhadores rurais contra os grandes proprietários de terras.
A imagem de Jango ainda estava relacionada ao Varguismo e ao seu período como ministro do Trabalho no governo de Getúlio, o que aumentava as pressões das associações de trabalhadores.
Nas décadas de 1950 e 1960, o principal debate econômico no Brasil foi o da busca do desenvolvimento, entendido enquanto um processo de industrialização e de urbanização, semelhante àquele atravessado por países da Europa Ocidental e pelos EUA. Naquela época o presidente anunciou o plano de metas baseado no nacional-desenvolvimento. Assinale a alternativa que apresenta o correto significado do “nacionaldesenvolvimento”.
Expressão que significava um projeto de desenvolvimento nacional que implicava na necessidade de o Estado não atuar no planejamento econômico e no financiamento da produção, não excluindo o capital estrangeiro.
Expressão que significava um projeto de desenvolvimento nacional que implicava na necessidade de o Estado atuar no planejamento econômico e no financiamento da produção, excluindo o capital estrangeiro.
Expressão que significava um projeto de desenvolvimento nacional que implicava na necessidade de o Estado atuar no planejamento econômico e no financiamento da produção, não excluindo o capital estrangeiro.
Expressão que significava um projeto de desenvolvimento interacional que implicava na necessidade de o Estado atuar no planejamento econômico e no financiamento da produção, excluindo o capital estrangeiro.
Com o objetivo de aprofundar a industrialização por substituição de importações, o governo direcionou aos setores de energia e transporte a maior parte dos recursos investidos.
Certo
Errado
Analise as afirmativas abaixo e assinale a alternativa correta:
I - A dificuldade em distinguir entre os domínios do público e do privado é a principal consequência que a centralidade da família patriarcal trouxe para nossa sociedade.
II - A aristocracia rural importou a democracia para o Brasil. Assim, a ideologia impessoal do liberalismo democrático se naturalizou na colônia.
III - Em Casa-grande e Senzala (1933), Caio Prado Júnior rechaça as doutrinas racistas de branqueamento do Brasil e apresenta a importância desta relação na formação sociocultural brasileira.
Apenas o item I é verdadeiro.
Apenas o item II é verdadeiro.
Apenas o item III é verdadeiro.
Apenas os itens I e III são verdadeiros.
Todos os itens são verdadeiros.
A colonização do Brasil foi um processo complexo e marcado por diferentes interesses e objetivos. É correto dizer que a principal motivação dos europeus envolvidos na colonização do Brasil foi a(o):
busca de riquezas minerais.
difusão da fé cristã.
expansão territorial.
proteção dos interesses comerciais.
combate à escravidão.
Durante o período colonial brasileiro, a economia era baseada na agricultura de subsistência e a indústria era praticamente inexistente.
Certo
Errado
Assinalar a alternativa que preenche a lacuna abaixo CORRETAMENTE:
O ________, assinado entre Portugal e Espanha em 1750, tinha como objetivo demarcar os limites de dominação entre os colonizadores, que posteriormente resultou na Guerra Guaranítica.
Tratado de Madri
Tratado de Verdun
Tratado de Tordesilhas
Tratado de Exploração Colonial
A modernização da agricultura brasileira, sobretudo a partir dos anos 1960, trouxe consigo uma série de consequências de ordens social, política e econômica. Sobre essas consequências, analise as afirmativas a seguir.
I. Novas formas de acumulação de capital no campo integraram não apenas a agricultura, mas também suas diversas classes sociais em relações de produção que ultrapassavam o contexto rural e chegavam no contexto urbano e industrial.
II. Embora a modernização da agricultura brasileira tenha feito desaparecer algumas formas de relacionamento entre trabalhadores(as) e proprietários(as), não podemos dizer que tenhamos assistido a um processo de proletarização do campo.
III. O acentuamento do êxodo rural foi uma marca do período.
Assinale a alternativa correta.
Apenas a afirmativa I está correta
As afirmativas I e III estão corretas
Apenas a afirmativa III está correta
As afirmativas I, II e III estão corretas
Apenas a afirmativa II está correta
Considerando as características da atividade mineradora realizada no período do Brasil Colonial, analise as assertivas abaixo:
I. Os metais preciosos obedeciam a três destinos: uma parte ficava no Brasil, dando origem à riqueza da região das minas; outra seguia para Portugal, sendo consumida no longo reinado de Dom João V, nos gastos da corte e em obras gigantescas como o Palácio-convento de Mafra; e a terceira, foi parar em mãos britânicas, acelerando o acúmulo de capitais na Inglaterra.
II. O aumento das atividades mineradoras na região Sudeste foi responsável por liquidar a economia açucareira do Nordeste, uma vez que acarretou grandes deslocamentos de população e ocasionou o aumento da mão de obra escrava, devido ao crescimento em sua procura.
III. Administrativamente, a capital da colônia foi transferida para o Rio de Janeiro, por onde entravam escravos e suprimentos, e saíam o ouro das minas.
IV. A Coroa tentou impedir o despovoamento de Portugal criando normas emigratórias. A entrada de frades foi proibida e uma ordem régia determinava a prisão de religiosos que estivessem sem licença ou sem emprego, dado o fato de que os frades eram suspeitos de contrabando.
Quais são corretas?
Apenas I e II.
Apenas II e III.
Apenas III e IV.
Apenas I, III e IV.
I, II, III e IV.
Leia com atenção o texto a seguir:
Os comerciantes portugueses e ....................................., que financiavam, com grande margem de riscos a produção açucareira no Brasil, esperavam lucros que viessem compensar seus investimentos. Diante disso, a produção açucareira foi organizada de maneira a propiciar máxima rentabilidade, baseada na ..................................., ou seja, na grande propriedade, monocultora e escravista, produtora em larga escala de açúcar destinado aos mercados externos.
Assinale a alternativa que completa corretamente as lacunas do texto.
judeus • cooperative
ingleses • monocultura
espanhóis • encomienda
holandeses • plantation
franceses • association
Se nos detemos nas formas de reprodução da hierarquia socioeconômica do Rio de Janeiro na passagem do século XVIII para o seguinte, nos defrontamos com um movimento aparentemente paradoxal. Parte expressiva da elite empresarial mercantil, após duas gerações de contínua acumulação no mercado, tende a abandonar os seus negócios, passando a investir em atividades rurais e rentistas, em geral bem menos lucrativas do que o comércio.
(João Fragoso e Manolo Florentino, História econômica. Em: Ciro Flamarion Cardoso e Ronaldo Vainfas (orgs.), Domínios da História – Ensaios de teoria e metodologia)
Segundo Fragoso e Florentino, para compreensão da passagem dos negócios mercantis para as atividades rurais e rentistas, é necessário considerar que
ocorreu forte incentivo, por parte da Igreja Católica e mormente da inquisição, para que houvesse a expansão da colônia portuguesa em direção ao oeste, de modo a combater as populações indígenas insurgentes.
manter atividades mercantis e não tratar o processo de colonização como um projeto essencialmente religioso fazia com que os comerciantes fossem desprestigiados pelas autoridades lusas.
mantinham-se, ao longo do processo de colonização, tradições essencialmente medievais em relação à esfera do econômico, que condenavam a acumulação de riquezas, assim como a troca mercantil.
conservar as grandes casas de comércio, voltadas para a exportação e importação de mercadorias, exigia desses comerciantes a aproximação com uma série de ilegalidades, caso do contrabando.
se vivia em uma sociedade na qual a ascensão social ligava-se fundamentalmente à aquisição de terras e cativos, isto é, de bens que em última instância se referem ao prestígio.
“No alvorecer do Séc. XIX, a indústria mineradora do Brasil, que se iniciara sob tão brilhante auspício e observara durante cem anos o melhor das atenções e atividades do país, já tocava sua ruína final. Os prenúncios desta já se faziam aliás sentir para os observadores menos cegos pela cobiça, desde longa data.” (JÚNIOR, pg,171)
Caio Prado Júnior no trecho acima, menciona o declínio da indústria mineradora no Brasil. Segundo o autor, a partir de meados de qual século esta situação se inicia?
Século XIX.
Século XVI
Século XVII.
Século XVIII.
Século XV.
A hiperinflação no Brasil atingiu níveis alarmantes durante a década de 1970, chegando a taxas mensais que alcançavam centenas de porcentagens. O Plano Real foi desenvolvido para estabilizar a economia e criar as condições necessárias para o crescimento sustentável. Alguns dos principais elementos do Plano Real incluíram a criação de uma nova moeda, o Real, que substituiu o Cruzado Real.
Certo
Errado
Como os povos originários do Brasil lidaram com a colonização, que queria acabar com o seu mundo? Quais estratégias esses povos utilizaram para cruzar esse pesadelo e chegar ao século XXI ainda esperneando, reivindicando e desafinando o coro dos contentes?
Vi as diferentes manobras que os nossos antepassados fizeram e me alimentei delas, da criatividade e da poesia que inspirou a resistência desses povos.
KRENAK, Ailton. Ideias para adiar o fim do mundo. 1° ed. São Paulo: Companhia das Letras, 2019, p. 20.
Ailton Krenak defende no texto a ideia de que os povos originários do Brasil
entregaram-se ao sistema colonial sem resistência.
tornaram-se miscigenados despreocupados com a ancestralidade indígena.
mobilizaram-se em torno da arte em contraposição à colonialidade.
alteraram-se conforme as normas da sociedade brasileira para sobreviver.
lançaram-se por caminhos ditados pela metrópole portuguesa.
Em ambas [as manufaturas têxteis e do ferro] a colônia contava com matéria-prima abundante e um mercado local de relativa importância. Já assinalei estas indústrias nos grandes domínios, incluídas na sua organização e produzindo só para eles. Mas, iniciadas aí, sua tendência era para se libertarem destes estreitos limites domésticos, tornarem-se autônomas, verdadeiras manufaturas próprias e comercialmente organizadas. Isto é particularmente o caso da indústria têxtil. Sobretudo em Minas Gerais, e também na capital do Rio de Janeiro, aparecem na segunda metade do século XVIII manufaturas autônomas e relativamente grandes. Dá-nos notícias delas o marquês do Lavradio, vice-rei do Rio de Janeiro, no Relatório com que entregou o governo ao sucessor em 1779. Mas, ao mesmo tempo, adverte contra o perigo de tais atividades, que não só faziam concorrência ao comércio do reino, como tornavam os povos da colônia por demais independentes. Enumera também os casos em que teve de intervir, suprimindo fábricas que se iam tornando por demais notórias, como a de Pamplona, em Minas Gerais, e outras.
O alarma do vice-rei não caiu em surdos ouvidos. [...]
(Caio Prado Júnior, Formação do Brasil contemporâneo, p. 230.)
Para Caio Prado Júnior, “o alarma do vice-rei não caiu em surdos ouvidos” porque
após o processo contra os inconfidentes mineiros, alguns ministros portugueses perceberam a importância de garantir a autonomia econômica da capitania de Minas Gerais por meio do incentivo à produção de manufaturados em geral.
desde a última década do século XIX a Coroa portuguesa, por meio do Conselho Ultramarino, instituiu uma série de mecanismos com o objetivo de atender às necessidades da crescente manufatura têxtil no Brasil, inclusive com isenção tributária.
poucos anos depois o alvará de 5 de janeiro de 1785 mandava extinguir todas as manufaturas têxteis da colônia, com exceção apenas das de panos grossos de algodão, que serviam para vestimenta dos escravos ou se empregavam em sacaria.
a partir da década de 1780 o governo português tem acordada com a Grã-Bretanha a troca de conhecimentos tecnológicos na área da indústria têxtil, e tais saberes chegaram ao Brasil por meio de uma grande imigração de industriais de Portugal.
a expansão industrial britânica, inaugurada com a Revolução Industrial, provocou entre os mercantilistas portugueses a preocupação em ampliar a produção de manufaturas nacionais, para o que contavam com ajuda decisiva da colônia americana.
Considerações políticas levaram a Coroa Portuguesa à convicção de que era necessário colonizar a nova terra. A expedição de Martim Afonso de Sousa (1530-1533) representou um momento de transição entre o velho e o novo período e tinha como alguns objetivos:
I. Patrulhar a costa.
II. Estabelecer uma colônia através da concessão hereditária de terras aos povoadores que trazia.
III. Explorar a terra, tendo em vista a necessidade de sua efetiva ocupação.
Estão CORRETOS:
Somente os itens I e II.
Somente os itens I e III.
Somente os itens II e III.
Todos os itens.
“A chegada dos portugueses representou para os índios uma verdadeira catástrofe. Vindos de muito longe, com enormes embarcações, os portugueses e em especial os padres foram associados na imaginação dos tupis aos grandes xamãs, que andavam pela terra, de aldeia em aldeia, curando, profetizando e falando de uma terra de abundância. Os brancos eram ao mesmo tempo respeitados, temidos e odiados, como homens dotados de poderes especiais.”
FAUSTO, Boris. História concisa do Brasil. 3. ed. São Paulo: Editora da Universidade de São Paulo, 2018, p. 16.
Dentre as consequências mais imediatas para os povos indígenas brasileiros diante da chegada dos portugueses, assinale a alternativa incorreta.
Os portugueses conseguiram encontrar aliados indígenas aproveitando-se muitas vezes do conflito entre grupos tradicionalmente rivais
A resistência indígena foi intensa, sobretudo quando os portugueses intentavam escravizá-los. Dentre os mecanismos de resistência, o deslocamento para outras regiões mostrou-se, no curto prazo, exitoso
Violências cultural, física e corporal, epidemias e mortes marcaram parte significativa do contato entre portugueses e indígenas
Embora tenha sido descrito como uma catástrofe o encontro entre portugueses e indígenas, o decrescimento da população nativa brasileira se deu apenas durante os primeiros anos de contato com os portugueses, voltando a aumentar ao longo da história do país
Milhões de indígenas viviam no Brasil na época da incursão portuguesa no país
O Regimento das Missões é uma iniciativa da Coroa lusa para organizar e estabelecer um regime de trabalho para os índios na América Portuguesa resultante das queixas e conflitos entre os moradores de São Luís e Belém com os jesuítas no século XVII.
[§8] Os Padres Missionários terão o maior cuidado para que se povoem de Índios as aldeias, pois a eles encarrego o governo delas, e espero que procurem por todos os meios, não só a conservação, mas o aumento dos que são da repartição por ser conveniente que haja nas ditas aldeias Índios, que possam ser bastantes, tanto para a segurança do Estado e defesa das Cidades, como para o trato e serviço dos moradores e entradas dos Sertões. [§11] Os salários dos Índios se satisfarão em dois pagamentos: uma metade, quando forem para o serviço e a outra metade se entregará no fim dele. A forma desta satisfação e entrega se ordenará pelo dito Governador com conselho e assistência dos ditos Padres.
Adaptado de REGIMENTO e leis sobre as missões do Estado do Maranhão, e Pará, e sobre a liberdade dos índios [1686]. Lisboa: Oficina de António Menescal, 1724, In: http://purl.pt/15102/3/#/1
A partir do documento, analise as afirmativas a seguir a respeito do estabelecimento de um regime de trabalho para os índios.
I. Aos missionários era conferida a incumbência de descerem novas aldeias para aumentar a população dos aldeamentos, a serviço da defesa do Estado e dos moradores.
II. A administração dos índios aldeados passava para o controle dos religiosos, tanto no que diz respeito ao governo espiritual quanto ao temporal e político dos aldeamentos.
III. Os indígenas eram considerados livres e, portanto, teriam seus serviços pagos por salários estipulados conforme a especificidade local.
Está correto o que se afirma em
I, apenas.
I e II, apenas.
I e III, apenas.
II e III, apenas.
I, II e III.
A respeito da abertura do rio Amazonas à navegação internacional, importante evento na história da diplomacia brasileira, assinale a opção correta.
Em contraposição ao papel agressivo dos países europeus, detentores de colônias na América do Sul, os Estados Unidos da América tiveram papel discreto na abertura do rio Amazonas à navegação internacional.
Os debates no parlamento brasileiro acerca da política empreendida para a navegação contribuíram para a abertura do rio Amazonas a todas as bandeiras.
O ato que instituiu a liberdade de navegação no rio Amazonas garantiu a sua abertura aos navios mercantes estrangeiros, mas os proibiu de acessar os rios Tocantins, Tapajós, Madeira e Negro.
Pressionado pelas sanções comerciais impostas pelos Estados Unidos da América, o imperador Dom Pedro II decretou, em 1855, o ato de abertura do rio Amazonas à navegação internacional.
Com o objetivo de manter a soberania brasileira sobre os rios amazônicos, a diplomacia brasileira pautou-se, no período imperial, pelos princípios do Congresso de Viena, de cunho altamente protecionista no tocante à utilização mercantil de rios internacionais.