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Na antiga capitania de Pernambuco (que incluía seis estados do Nordeste atual) foi colocado em prática um projeto de colonização agrícola, com o plantio de cana de açúcar e montagem dos engenhos. Além disso, foi possível estabelecer acordos no Velho Continente para escoar a produção do açúcar e ao mesmo tempo obter recursos para o financiamento dos engenhos, muitas vezes com cristãos-novos. A capitania também era fonte de tabaco e algodão, produtos tropicais valorizados na Europa (SILVA, 1990).
Quanto à economia no Brasil colonial, considere os itens a seguir:
I- As chamadas drogas do sertão eram especiarias na sua maioria nativas da região amazônica e que se tornariam muito cobiçadas no Velho Continente. Urucum, cravo, canela, pimenta, castanha, noz de pixurim, salsa, gergelim, guaraná, anil e o cacau eram os principais objetos de desejo dos portugueses e, por anos, uma lucrativa fonte de renda.
II- No início da colonização, as lendas acerca dos metais preciosos que poderiam ser encontrados no Novo Mundo fizeram com que a Coroa enviasse grupos de exploradores para adentrarem o território em busca de riquezas.
III- Na antiga capitania de Pernambuco (o mesmo território do Pernambuco atual) foi colocado em prática um projeto de colonização agrícola, com o plantio de cana de açúcar e montagem dos engenhos.
IV- A região de Pernambuco e Bahia estava inserida na economia do sistema atlântico por meio da produção de açúcar e do contato frequente com as embarcações que vinham da África e da Europa.
É CORRETO o que se afirma em:
I, apenas.
I e II, apenas.
II e III, apenas.
I, II e IV.
O Brasil pertenceu a Portugal. As pessoas que aqui moravam produziam açúcar, algodão e tabaco, e procuravam ouro e diamantes. Qual das afirmativas a seguir representa esse período histórico?
Os brasileiros vendiam seus produtos para outros países livremente.
A população brasileira morava no interior, principalmente em Pernambuco, Bahia e São Paulo.
O país dominante, no caso Portugal, entrou em ascensão econômica, após 200 anos de dominação no Brasil.
Os brasileiros ricos mandavam seus filhos estudarem na Europa.
Os países atingiram a independência real sem dispor de uma ciência própria.
[…] A colônia é vista como prolongamento, alargamento de metrópole (a mãe-pátria), mas é, ao mesmo tempo, a sua negação. Assim, a população da colônia na perspectiva metropolitana é equivalente à da metrópole, porém a metrópole é uma região de onde as pessoas saem (região de emigração) e a colônia é uma região para onde as pessoas vão (de imigração). Falamos de demografia na visão metropolitana porque, evidentemente, a mentalidade dos ameríndios não contemplava esse tipo de preocupação: o que, aliás, aponta a complexidade do fenômeno colonial, que envolvia um confronto de culturas. (NOVAIS, 1997, p. 20)
De acordo com o trecho acima e considerando a crise do sistema colonial brasileiro, assinale a alternativa CORRETA:
A crise do sistema colonial brasileiro aconteceu devido ao declínio da produção de açúcar, da escassez do ouro e das aspirações de liberdade influenciadas pelas emancipações de outras colônias pelo mundo.
Apesar da preponderância do açúcar como principal produto de exportação da colônia, ele não era o único, ainda assim, o esquema social baseado no cotidiano dos engenhos pode ser encaixado em toda a colônia.
Desde a segunda metade do século XVIII, o ouro começou a ficar mais escasso. Assim, Portugal diminuiu os impostos sobre ele, já que o país havia acabado de passar por um terremoto e precisava de recursos para se restabelecer.
A produção açucareira e o reino lusitano passaram, então, a enfrentar uma crise econômica por conta da concorrência com o açúcar produzido no Haiti, que só se encerraria com a tão esperada descoberta de ouro no Brasil, no final do século XVII.
Para alguns historiadores, “o engelho de açúcar é a unidade produtiva que melhor caracteriza poder, prestígio e nobreza no Brasil Colonial”. Os seus proprietários ficaram conhecidos como senhores de engenho. Eram em geral pessoas cuja autoridade ultrapassava os limites de suas terras, estendendo-se às vilas e aos povoados vizinhos. (Gilberto Cotrim. História Global: Brasil e Geral. vol. único. 11ªed. São Paulo Saraiva,2016, p.293).
A partir da leitura do texto acima, podemos inferir que as relações de poder nesse período eram:
Relações amigáveis.
Uma relação opressora.
Uma relação de respeito mútuo.
Uma relação de benevolência.
Observe a imagem abaixo:

A partir da análise da imagem e tendo como base os estudos sobre Brasil Colônia, no que se refere as principais características da colonização implantada no Brasil, pode-se citar:
I- Da mesma forma que a colonização espanhola, no Brasil também se utilizou o “Pacto Colonial”. Através dessa relação desigual entre colônia e metrópole assegurava-se o exclusivismo comercial, ou seja, Portugal tinha o monopólio da compra da produção colonial e, igualmente da venda de mercadorias na América portuguesa.
II- A produção era destinada ao mercado externo. A colonização portuguesa tinha um caráter de complementaridade, ou seja, os recursos oriundos da exploração se destinavam ao mercado externo, complementando a economia metropolitana. Por exemplo, mesmo produzindo uma grande quantidade de açúcar, como o interesse essa a exportação, por vezes, ocorreu a falta de açúcar nas colônias.
III- Utilização preponderante da mão-de-obra escava africana, negócio altamente lucrativo. Muitos comerciantes nativos se engajaram nesse lucrativo comércio. O próprio termo “brasileiro” surgiu para se referir aos comerciantes de escravos locais. No século XVIII, por exemplo, algumas praças de comércio de escravos, controladas pelos holandeses, proibiram o comércio com os portugueses, mas não com os “brasileiros”, que continuaram se valendo do lucrativo comércio de seres humanos.
IV- Altamente inócuo ao desenvolvimento colonial, à metrópole adotou a proibição em relação à instalação de manufaturas (com exceção da atividade manufatureira que envolvia a produção do açúcar). O objetivo era garantir, através do Pacto Colonial a venda de mercadorias sem qualquer tipo de concorrência por parte dos colonos.
Está correto o que se afirma em:
I E IV
II, III E IV
I, III E IV
I, II, III
I, II, III E IV
"Em 1701, a Coroa determinou um afastamento para o criatório de, no mínimo, dez léguas a partir da área de plantio da cana" Simonsen. Roberto C. História econômica do Brasil: 1500/1820. 10. ed. São Paulo: Nacional, 1978 (Brasiliana, 5). (Adaptado).
- Essa determinação realizada desde a Carta Régia de 1701 teve como objetivo:
Garantir a preservação e o desenvolvimento das atividades econômicas da Colônia Portuguesa na América contra as ameaças de outras nações colonialistas, especialmente os holandeses e franceses;
Estimular o desenvolvimento da atividade pecuária que estava se tornando mais lucrativa para o empreendimento da colonização;
Reservar as áreas do litoral para o cultivo da cana de açúcar que tinha se mostrado lucrativa e que não poderia ter a sua área ocupada com as atividades pecuárias, de potencial econômico menor;
Deslocar a produção açucareira para o interior, pois as qualidades do solo nos sertões haviam se mostrado mais propícias para a cana de açúcar e o transporte de mercadorias;
Realizar o projeto de interiorização das atividades econômicas na colônia, na medida em que essas poderiam ser melhor gerenciadas pelos senhores de engenho, únicas instâncias administrativas da Coroa Lusitana na Colônia.
“Apesar da ênfase dada à agroexportação, a economia colonial não se esgotava nas plantations de açúcar voltadas para o mercado europeu. A consolidação da plantação representou também, (...) a consolidação da lavoura e da pecuária voltadas para o mercado interno colonial. (...)
Da mesma forma, apesar de a produção da América portuguesa contribuir decisivamente para o sustento de Portugal, isso não significa que tal produção atendesse exclusivamente às necessidades do mercado europeu.”
(FRAGOSO, FLORENTINO e FARIA. João, Manolo e Sheila de Castro. A economia colonial brasileira (séculos XVI – XIX). Atual Editora. SP. 1998. pp. 49 e 50.)
Remontando ao passado colonial do Brasil, em especial durante os séculos XVI e XVII, período em que a economia açucareira predominava, a prioridade exportadora acabava interferindo diretamente na vida da sociedade colonial, pois:
tal como ocorria no Recôncavo Baiano, junto à atividade açucareira, havia os pequenos e médios produtores de alimentos que, utilizando exclusivamente o trabalho familiar, abasteciam os engenhos e as cidades
a população da colônia sofria crises frequentes de abastecimento de alimentos, em especial quando os preços internacionais do açúcar subiam, haja vista a prioridade voltada para a economia agroexportadora
setores significativos da sociedade, com facilidade de acesso à terra, passavam a produzir seu próprio alimento, em especial o feijão, o arroz e a batata, além de criarem gado para corte
diante de um período de diminuição dos preços no mercado internacional de açúcar, não ocorria a ampliação da demanda interna do produto, diminuindo a quantidade de terras cultivadas na colônia
O processo de colonização português no Brasil, em um segundo momento foi caracterizado pela produção rural, após um primeiro momento onde a extração foi o principal meio de exploração. A respeito desse tema assinale a alternativa correta.
A boa qualidade das terras no Nordeste brasileiro para a lavoura altamente lucrativa da cana-de-açúcar evidenciou a característica agrária do processo de exploração das terras coloniais brasileiras
A extração de madeira e animais silvestres superou a produção canavieira no Nordeste brasileiro até o início do processo de industrialização
A utilização em larga escala da mão de obra indígena na produção de cana de açúcar foi fundamental para o sucesso do empreendimento
O insucesso da tentativa da produção açucareira devido ao baixo preço do açúcar no mercado internacional durante o século XVI fez com que essa cultura fosse rapidamente substituída pelo café
A maior parte dos engenhos aninhava-se na mata, não muito distante dos centros portuários, o que se explica pela maior fertilidade dos terrenos e pela abundância de lenha, necessárias às fornalhas famintas, alimentadas por um trabalho, que às vezes ocupava o dia e a noite, de oito a nove meses, normalmente de julho/agosto de um ano a abril/maio do ano seguinte (DEL PRIORI; VENANCIO, 2010).
A respeito dos engenhos de açúcar, leia as afirmativas abaixo e dê valores Verdadeiro (V) ou Falso (F).
( ) As primeiras mudas de canas de açúcar foram trazidas da ilha da Madeira para o Brasil por Martim Afonso de Souza que instalou o primeiro engenho da colônia em São Vicente.
( ) A multiplicação dos engenhos pela costa brasileira foi bastante rápida, chegando a mais de 60 em 1570 e 200 no final do século XVI.
( ) Coube a região Nordeste, destacadamente o litoral de Pernambuco e Bahia, o papel de principal produtora de açúcar da colônia.
( ) O engenho, que em alguns casos chegava a ter perto de 5.000 moradores, era constituído por área extensas de florestas, fornecedoras de madeira; plantações de cana; a residência do proprietário conhecida como casa grande, a capela e a senzala.
Assinale a alternativa que apresenta a sequência correta de cima para baixo.
V, F, V, F
F, F, F, F
F, F, V, V
V, V, F, F
V, V, V, V
Durante o período colonial brasileiro, as atividades econômicas que mais se destacaram foram a agromanufatura açucareira e a mineração. A respeito dessas atividades, assinale a afirmativa correta.
Na zona açucareira, os escravos urbanos gozavam de maior liberdade do que na zona mineira, uma vez que podiam ser artesãos, vendedores, carregadores, escravos do ganho ou escravos de aluguel para tarefas diversas, atividades incompatíveis com as da mineração.
A procura pela mão de obra negra africana nos engenhos contradiz a tese que afirma ser o tráfico negreiro o gerador da escravidão de africanos, ou seja, que a oferta teria precedido a procura.
Com a expansão da mineração, deu-se, nesse período, uma drástica redução da escravidão negra na região Sudeste, uma vez que se passou a empregar, nessa área, exclusivamente, o trabalho de mineiros livres, ou seja, de imigrantes portugueses.
Um dos efeitos da mineração foi o surgimento de uma larga rede urbana nas zonas das minas e o crescimento do tamanho e de importância de São Salvador, porto de abastecimento das minas, de saída do ouro e capital colonial, até a chegada da Corte portuguesa, em 1808.
No século XVII, o Sudeste do Brasil se transformou em região típica de plantations açucareiras, que se assentavam, sobretudo, no trabalho de escravos africanos comprados aos holandeses que dominavam a região Nordeste.
Foram características importantes da economia açucareira no período colonial:
A implantação de pequenas fazendas de subsistência, tornaram-se áreas de exportação de produtos manufaturados.
Latifúndio e monocultura de cana de açúcar
Pequenos engenhos e monocultura de cana de açucar.
Assim como as colônias do sul dos EUA, a economia açucareira focou na diversificação de produtos para exportação. Além da cana-de-açucar, exportava algodão, cacau e tabaco.
Em meados do século XVI a coroa portuguesa iniciou o cultivo de cana-de-açúcar em terras brasileiras. Neste contexto, a atividade açucareira era principal atividade em várias colônias, como ao sul da região que viria a ser os Estados Unidos, na América Central, e, no Brasil, mostrando-se extremamente lucrativa para os colonizadores. É fato que o modelo econômico que se instaurou nas primeiras décadas do Brasil colonial marcou profundamente as estruturas da sociedade, principalmente pelas suas características, que se constituíam em:
Regimes de plantation e utilização de mão de obra nativa, com vistas ao mercado internacional, principalmente em negociação direta com a Inglaterra.
Grandes extensões de terra e uso de mão de obra de pessoas escravizadas, visando à exportação, especialmente para a metrópole.
Um modelo análogo ao estabelecido ao norte das colônias britânicas na América, baseado na escravidão e voltado para o mercado externo e interno.
Grandes extensões de terra, cujo modelo econômico era baseado no modo feudal de subsistência, trazido da Europa, mas ainda assim voltada para a exportação.
Móbil, instável, e mais ainda dispersa, a população na Colônia devia provavelmente angustiar-se diante da dificuldade desedimentar laços primários. E note-se que essa dispersão decorre diretamente dos mecanismos básicos da colonização de tipo plantation.
(NOVAIS, Fernando A.Condições da privacidade na colônia. IN: NOVAIS, Fernando A. (Org.). História da vida privada no Brasil: cotidiano e vida privada na América Portuguesa. São Paulo: Companhia das Letras, 1997, p.21)
A relação mencionada no texto resulta
da interiorização do processo de ocupação do território colonial, estimulada pela economia açucareira, que motivou o desenvolvimento de intensas redes internas de trocas comerciais.
da homogênea distribuição da população na área litorânea, possibilitada pelo cultivo da cana-de-açúcar, em detrimento das demais regiões do interior do território colonial.
de um quadro econômico no qual a adoção da mão de obra escrava de origem africana contribuiu para um esvaziamento demográfico do território, na medida em que desestimulou fluxos migratórios.
da distribuição irregular da população pelo território colonial, em função da tendência à maior concentração demográfica nas áreas de cultivo da cana-de-açúcar, que representava uma atividade capaz de reproduzir-se multissecularmente.
do caráter não itinerante da ocupação, já que o cultivo da cana-de-açúcar não apresentava natureza predatória, mas estimulava uma rede de relações comerciais que se expandia por todo o território colonial.
““No século XVI o açúcar tomou-se o principal produto de exportação brasileiro e não perdeu essa posição predominante até meados do século XVIII, quando o Brasil abarrotou os cofres da Europa ...(com a venda desse produto agrícola)... e, ajudou a impulsionar a Revolução Industrial.”
Schwartz, Stuart B. Segredas Internos: Engenhos e escravos na sociedade colonial. São Paulo: Companhia das Letras, 1988, pl44.
Analise as afirmações a seguir, e assinale a alternativa correta sobre a economia colonial brasileira no período denominado como “ciclo do açúcar.”
I. A dinâmica do funcionamento da economia açucareira esteve sempre relacionada ao comércio internacional desse produto e as mudanças políticas e econômicas vigentes no mundo atlântico.
II. A dimensão comercial da indústria açucareira garantiu que o açúcar brasileiro chegasse aos mercados europeus desde o início do século XVI e contribuiu consideravelmente para a formação de uma importante comunidade mercantil no Brasil.
III. Apesar da magnitude desse comércio ele não exigia grandes investimentos em mão de obra e, portanto, pouco alterou a estrutura demográfica e social da colônia.
Somente II e III estão corretas.
Todas estão corretas.
Somente I e II estão corretas.
Somente I e III estão corretas.
Somente III está correta.
Em relação à economia açucareira no período colonial, assinale a alternativa CORRETA.
Sem possuir uma experiência concreta no cultivo e produção do açúcar, Portugal, inicialmente, teve dificuldades em implementar o empreendimento açucareiro no território da Capitania de Pernambuco.
A mentalidade da colonização portuguesa fez com que os recursos obtidos no comércio do açúcar fossem transferidos para a metrópole, não permitindo o desenvolvimento da Capitania de Pernambuco nem altos investimentos na produção açucareira.
Muito importante para a comercialização do açúcar durante o “Período holandês”, os cristãos novos de origem judaica praticamente não tiveram acesso ao tráfico do açúcar no período colonial em Pernambuco, pois a Santa Inquisição proibia a participação destes.
Os escravos africanos, ao contrário dos indígenas da América Portuguesa, não estavam habituados a manejar lavouras destinadas à produção capitalista, o que dificultou, mas não impossibilitou, a introdução daqueles no empreendimento do açúcar.
Duarte Coelho assumiu um papel agressivo no lançamento do empreendimento açucareiro na Capitania de Pernambuco, trazendo para esta artesãos e especialistas das ilhas do Atlântico.
O princípio que, desde os tempos mais remotos da colonização, norteara a criação da riqueza no país não cessou de valer um só momento para a produção agrária. Todos queriam extrair do solo excessivos benefícios sem grandes sacrifícios. Ou, como já dizia o mais antigo dos nossos historiadores, queriam servir-se da terra, não como senhores, mas como usufrutuários, "só para a desfrutarem e a deixarem destruída"."
HOLANDA, Sérgio Buarque de. Raízes do Brasil. - 27 ed - São Paulo: Companhia das Letras, 2014. Pp 60
O trecho de Sérgio Buarque de Holanda expõe a predominância da agroexportação no país, traço muito presente durante toda a história do Brasil, mas que teve início durante a administração colonial.
Sobre o período colonial brasileiro e os engenhos de açúcar na colônia, é correto o que se afirma em:
Existiam outras atividades econômicas no Brasil, além da exportação da cana de açúcar. A pecuária e as lavouras de cacau e café constituem um exemplo de outras atividades desenvolvidas durante o período colonial.
Até o final do século XVI, a escravidão indígena foi amplamente empregada nos engenhos de açúcar. Gradativamente, os engenhos foram introduzindo negros africanos escravizados.
A partir de 1530, a produção açucareira espalhou-se por todo o litoral da América Portuguesa, principalmente nas capitanias de Santana e São Vicente.
A sociedade do Brasil durante todo o período colonial era uma sociedade estática, no qual não existiam casos de ascensão social. Esse cenário só se modificou com a chegada da Família Real em 1808.
Formou-se, nas justificativas conquistadoras, um pacto entre a Metrópole e suas colônias chamado Negligência Salutar, pelo qual as relações mercantis só poderiam ocorrer com comerciantes dos seus reinos.
Trecho I
“Quem chamou as oficinas, em que se fabrica o açúcar, engenhos, acertou verdadeiramente no nome. [...] invenções do engenho humano, o qual com pequena porção do Divino, sempre se mostra no seu modo de obrar, admirável. Dos engenhos uns se chamam reais, outros inferiores vulgarmente engenhocas.”
(ANTONIL, 1711, p. 13-14. Disponível em: http://seguindopassoshistoria.blogspot.com.br/2013/12/o-engenho-e-o-fabrico-do-acucar-no.html.)
Trecho II
“O ser senhor de engenho é título, a que muitos aspiram, porque traz consigo, o ser servido, obedecido e respeitado de muitos. E se for, qual deve ser, homem de cabedal, e governo; bem se pode estimar no Brasil o ser senhor de engenho, quanto proporcionadamente se estimam os títulos entre os fidalgos do reino.”
(ANTONIL, 1711, p. 19.)
Acerca dos engenhos, da produção de açúcar e da organização social do Brasil no período colonial, é correto afirmar que:
A produção da cana estimulou o investimento do governo português na ampliação do tráfico de escravos.
A administração dos engenhos reais ficava a cargo dos nobres lusitanos, que vinham em busca de liberdade religiosa.
As capitanias, bem como os dois tipos de engenho coloniais, eram financiadas exclusivamente pela Coroa Portuguesa.
O uso das Capitanias hereditárias foi a forma que os lusitanos descobriram para expandir a cana-de-açúcar em todo o território nacional.
A experiência portuguesa nas Ilhas dos Açores trouxe o plantio da cana-de-açúcar no sistema de plantation uma forma de organização espacial, social e econômica que se estabeleceu estruturalmente em diferentes períodos do Brasil. Sobre a problemática da questão agrária assinalar a alternativa correta:
A permanência do plantio da cana-de-açucar no Nordeste brasileiro foi o principal empreendimento português na colônia, fator de desenvolvimento econômico e recrutamento de mão-de-obra indígena e africana que se encontravam obsoletas em culturas de subsistências.
A verdadeira distribuição de terras no Brasil ocorreu após a Guerra do Paraguai para os soldados que retornaram da guerra.
O estatuto da terra de 1850 significou um marco na legalidade do latifúndio e da propriedade privada, uma antecipação da elite agrária brasileira temerosa com possível abolição da escravatura.
A plantação da cana-de-açucar proporcionou vultosos lucros para a metrópole portuguesa e senhores de engenho no Nordeste, sendo vital para o processo de industrialização das capitais nordestinas.
As variações do mercado internacional sobre o preços do açúcar faziam com que muitos usineiros perdessem suas terras para os bancos e para os governos com finalidade de reforma agrária.
Considere os itens abaixo:
I. O objetivo essencial da metrópole era transferir a renda da colônia para a metrópole. Parte da renda dos senhores de engenho era despendida na compra de escravos, indo, portanto, engrossar os lucros do setor mercantil português.
II. A empresa açucareira empregou mão de obra escrava em massa para garantir a produção exigida pelo mercado europeu. Os índios foram escravizados como solução mais imediata desse empreendimento capitalista. No entanto, a exploração do trabalho escravo dos índios continuou, mas em pequena escala e em regiões da colônia onde a empresa açucareira não se instalou efetivamente.
(In: LIMA, Antonio Pedro L. S. História da civilização ocidental. São Paulo: FTD, 2005, p. 196-197)
Pode ser associada corretamente às afirmações dos textos:
A pouca utilização dos indígenas nas lavouras de cana de açúcar, no Brasil colonial, deveu-se às formas de resistências da população nativa à presença do homem branco e ao contínuo deslocamento dessa população.
Na implantação da empresa açucareira, do Brasil colonial, os índios foram menos utilizados como mão de obra intensiva porque não propiciavam lucros para os traficantes portugueses, descumprindo a lógica do mercantilismo.
No início, boa parte dos colonos portugueses vinha para instalar pequenas fazendas e trabalhar com suas famílias, objetivando a sobrevivência, fator que reduziu a necessidade de utilizar mão de obra indígena na lavoura.
Diante da necessidade de realizar a atividade com muito baixo custo, os traficantes portugueses organizaram a empresa açucareira com base no escambo, utilizando a mão de obra indígena na produção de subsistência.
No período colonial brasileiro a não utilização do trabalho escravo indígena deveu-se à belicosidade dos grupos indígenas, à abundância de terras e à não aceitação por parte dos jesuítas do trabalho compulsório dos índios.
O açúcar, no período colonial, e o café, no Império, foram duas importantes riquezas do Brasil. Com relação a essas atividades, é correto afirmar que
o açúcar promoveu o surgimento de cidades no interior, enquanto a lavoura cafeeira expandiu-se na faixa litorânea.
ambas basearam-se no minifúndio e desenvolveram uma organização política marcada pelo poder dos burgueses.
a ascensão social era mais fácil nos engenhos de açúcar do que nas fazendas de café, onde a sociedade era imóvel.
ambas estavam submetidas ao monopólio de comércio e produziam, principalmente, para o mercado interno.
a produção açucareira baseou-se na escravidão, assim como, no início, o café, que depois usou trabalho livre imigrante.