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Na primeira metade do século XX o historiador da arte Erwin Panofsky (1892-1968), autor de Idea: a evolução do conceito de belo (1924), foi o responsável por uma importante transformação nos estudos da história da cultura, a partir da construção de um método baseado na interpretação das imagens artísticas que levou à criação de uma nova hermenêutica visual. Segundo Peter Burke, por meio dessa nova interpretação tornou-se possível inferir a cosmovisão de uma cultura, ou de um grupo social, a partir da análise de uma só obra de arte. Panofsky, contudo, não desenvolveu tais ideias sozinho, tendo pertencido a um importante e revolucionário grupo de intelectuais conhecido como
Escola de Warburg.
Escola dos Annales.
Nova História
Escola de Chicago.
Escola Bauhaus.

Para Lucien Febvre, a parte mais apaixonante do ofício de historiador é fazer com que coisas silenciosas se tornem expressivas. Para que isso seja possível, de acordo com o texto citado, é preciso
exaurir completamente os documentos por meio do método crítico.
propor questões e submeter os documentos a diferentes métodos.
elaborar uma narrativa histórica fazendo prevalecer a imaginação.
ampliar a noção de documento, incluindo e relacionando materiais diversos.
empreender extensa busca documental.
O tempo histórico é único e imutável, afirma Braudel.
"Há um consenso entre os professores que as noções temporais são básicas para a construção do tempo histórico e que essa é uma aprendizagem complexa, dado o grau de abstração que exige." (Bergamaschi, 2000). É INCORRETO afirmar que:
A percepção de um tempo homogêneo, uniforme e contínuo, dado o seu caráter universal, é básica para a correta percepção dos processos históricos.
Compete ao professor de História, discutir as diversas formas de representação do tempo em diferentes momentos históricos e em distintas sociedades.
Convém que a discussão sobre as formas pelas quais são realizadas as operações de periodização (em "idades", "eras", "fases" ou outros recortes temporais) seja uma das preocupações constantes dos professores de História.
É importante que os professores de História trabalhem, com seus alunos, aspectos fundamentais da dimensão temporal, como a sucessão, a duração e a simultaneidade.
"A questão do tempo é fundamental no ensino da História. Para os estudiosos que se dedicam a entendê-lo, existe uma série de questões a serem consideradas", entre elas destacamos:
A convivência com a natureza e as relações sociais não interferem na apreensão da categoria tempo pelas pessoas.
A compreensão da categoria tempo acha-se comprometida na medida em que se disseminam as narrativas orais e cinematográficas.
O tempo é uma categoria histórica construída apenas na memória individual do homem no lugar e no momento em que existiu.
Dependendo do ponto de vista de quem o concebe, o tempo pode abarcar concepções múltiplas.
A relação entre História e Memória tem sido bastante discutida entre os histo-riadores. Na situação descrita abaixo, há uma manifestação concreta dessa relação. Leia-a atentamente.
Durante os anos da ditadura militar brasileira (1964/1985), o ensino de Histó-ria sofreu uma série de transformações. Dentre elas, destaca-se a organiza-ção do núcleo de Estudos Sociais que “esvaziaram, diluíram e despolitizaram os conteúdos de História e Geografia e, novamente, foram valorizados conte-údos e abordagens de um nacionalismo de caráter ufanista, agora destinados a justificar o projeto nacional do governo militar após 1964.” (Parâmetros Cur-riculares Nacionais: História. P. 25-26)
Assinale a alternativa que estabelece a relação História e Memória expressa na situação acima descrita:
A História é um segmento da memória que possui uma esfera de atuação e uma influência social relativamente limitadas.
Os historiadores, produtores de memória, preocupam-se mais em agradar ao seu público e, muitas vezes, distorcem o passado.
A história nega a memória na medida em que se utiliza da erudição e pro-cedimentos científicos, que apagam a espontaneidade da memória coletiva.
A história, fixando o que deve ser lembrado e esquecido, participa das relações de poder inscritas na sociedade, ao promover a manipulação da memória coletiva.