Questões de Concurso sobre Fundamentos da História : Tempo, Memória e Cultura - Página 17 | Gran Questões

Questões de Concurso sobre Fundamentos da História : Tempo, Memória e Cultura

 
 
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Nos tempos atuais, faz-se necessário um repensar imediato na forma de ministrar as aulas na disciplina de História, discutir e analisar a metodologia a fim de se obter uma qualidade de ensino em todos os níveis, em que o aluno possa desenvolver seu raciocínio e sua capacidade crítica imprescindíveis na formação do “cidadão crítico”, e no desenvolvimento intelectual do aluno, de modo que consiga ampliar capacidades de observar, descrever, identificar semelhanças e diferenças entre acontecimentos atuais e mais distantes no tempo, além de estabelecer relações entre presente e passado.

Muitas são as formas de se trabalhar os conteúdos escolares pelos professores, porém, mesmo com tantas tecnologias à disposição dos profissionais da educação, observa-se que o ensinamento de tais conteúdos se limita em aulas expositivas, e ainda, em alguns casos, sem a intenção de proporcionar para o aluno uma forma crítica de conhecer o passado histórico.

Quando se trata do ensino de História, qual opção correta?


A

O estudo da identidade como conceito de história está relacionado à formação dos cidadãos e sua base, juntamente com os conceitos de cidadania e de cultura, fazem parte do esquema conceitual que fundamenta a proposta de trabalho dos professores, pois, em todo mundo “globalizado”, a vida cotidiana coletiva se constitui um dos principais eixos do ensino de História.


B

Atualmente, o ensino de História privilegia a atividade intelectual e o conhecimento abstrato, afastando o estudante da realidade social. O objetivo é valorizar o preceito como pensamento de verdade e transmitir as informações de mundo e das culturas universais realizadas e produzidas pela humanidade, mas reconhecidas pela comunidade científica.


C

O ensino tende a estar associado à necessidade de algo mais inovador, mais contextualizado, devendo a História deixar de ser lecionada de forma “tradicional” e se voltar mais aos interesses dos alunos, com o acordo entre as partes do que será abordado em sala de aula.


D

No ensino atual de História, a contribuição de maior relevância é de constituir identidades como a nacional, que associa a cidadania. Neste sentido, entre as diversas propostas curriculares, encontra-se a afirmação de que a História deve rejeitar a formação do “cidadão crítico”, e focar mais no desenvolvimento intelectual do aluno, estabelecendo as relações entre presente e passado, mas como foco no conteúdo.

Sobre a “conexão universal entre tempo e linguagem”, defendida por G. J. Whitrow, é CORRETO afirmar que:


A

a aptidão para a linguagem parece ser idêntica em todas as raças humanas, tendo se desenvolvido depois da diferenciação racial.


B

a linguagem introduziu inevitavelmente um elemento de descontinuidade num mundo já marcado pela mudança, uma vez que os símbolos sonoros convencionados da linguagem limitaram-se ao contexto em que foram criados.


C

crianças pequenas já possuem uma concepção unificada do tempo, a aquisição gradual da linguagem só amplia a capacidade de conceituação temporal.


D

o desenvolvimento da linguagem fundou-se originalmente no reconhecimento, pelo homem, de objetos duráveis a que podia dar nomes, pois há indícios de que a introdução de tempos verbais foi um desenvolvimento relativamente precoce.


E

a consciência de fenômenos temporais envolve uma estrutura conceitual abstrata que só gradualmente aprendemos a construir. É somente aos oito anos de idade que as relações de ordem temporal são associadas com a duração.

Segundo o dicionário de Língua Portuguesa Online cronologia refere-se à ciência cuja finalidade é datar acontecimentos históricos, os descrevendo e agrupando numa sequência lógica. Esta disciplina insere-se numa ciência maior, que é História. Sendo assim, assinale a alternativa correta sobre a importância da cronologia no ensino de História:


A

É a única metodologia que possibilita a real compreensão de História do alunos de ensino fundamental e médio


B

É ainda o principal ponto de partida no estudo da História, principalmente no ensino fundamental e médio, mas não apresenta importância e uso no ensino superior


C

Pode ser de grande valia no ensino de História, porém não é o único caminho e sua utilização deve ser problematizada


D

Atualmente é pouco utilizada, ou já foi substituída por métodos tecnológicos


E

Quando o assunto é Pré-História é a maneira correta de se abordar o tema, do contrario será perda de tempo tentar outros métodos, pois não há documentação suficiente

Pensando numa aula mais atraente sobre o ofício do historiador, a professora Maria do Carmo propôs a seus alunos da Educação Básica uma investigação na Internet sobre cinco temas específicos de História do Brasil:

1 - Escravidão no tempo Zumbi dos Palmares;

2- Cultura no Brasil Imperial;

3- A Revolta da Vacina;

4- Esporte e lazer no Estado Novo;

5- Censura em tempos de Ditadura Militar.

A professora listou 5 tipos de fonte de época (primárias), uma para cada tema. Pensando nas possibilidades das tecnologias digitais e na relação de coerência entre objeto de estudo, recorte temporal e tipo de fonte a ser explorada, a melhor sequência de fontes, obedecendo à ordem dos temas acima, é:


A

Literatura, Fotografia, Rádio, Cinema, Jornais.


B

Fotografia, Rádio, Cinema, Televisão, Jornais.


C

Jornais, Literatura, Rádio, Fotografia, Televisão.


D

Documentação escrita, Jornais, Fotografia, Rádio, Televisão.


E

Documentação escrita, Literatura, Televisão, Cinema, Música.

Afirmando ser o conceito de cultura popular não apenas válido, mas também útil ao profissional de história – especialmente no que diz respeito à história ensinada – a historiadora Martha Abreu acentua a importância de se conhecer “a história do conceito de cultura popular e dos significados políticos e teóricos que este recebeu ao longo do tempo, sempre historicamente construídos ou inventados”.


A respeito dos diversos sentidos assumidos ao longo de nossa história para o termo cultura popular, todas as alternativas estão corretas, EXCETO:


A

durante a ditadura militar, o conceito foi incorporado também pela esquerda, que procurou aproximá-lo aos conteúdos de resistência de classe e de tomada de consciência dos oprimidos contra os opressores.


B

em finais do século XIX, a expressão foi identificada com a preocupação de se buscarem as raízes de determinada identidade cultural brasileira, de origem mestiça, sendo apropriada por certa vertente do pensamento intelectual brasileiro formada por sociólogos, antropólogos, folcloristas, políticos e artistas.


C

atualmente, as indústrias culturais e os meios de comunicação de massa utilizam indistintamente o termo em seus produtos, evitando segmentações de mercado, mas mantendo o forte conteúdo político e ideológico.


D

entre as décadas de 1940-1950, o termo foi apropriado politicamente, na esteira dos populismos latino-americanos, que procuraram vincular as expressões culturais populares aos programas oficiais e a uma determinada identidade nacional oficial, legitimando ações e programas de governo.


E

nos anos de 1960, um conjunto de movimentos e iniciativas ditos “populares” buscavam no termo a adesão a uma perspectiva crítica, atraindo, por exemplo, intelectuais e militantes do cinema novo, da teologia da libertação, dos centros populares de cultura e da educação libertadora de Paulo Freire.

Leia o texto abaixo.


A construção do conceito de tempo histórico e abstrato representa o ponto final da descontextualização dos instrumentos de medição [...]. É necessário que haja antes todo um trabalho de aprendizagem, caminhando para esse entendimento altamente generalizado. É preciso que as atividades escolares favoreçam a compreensão da noção de tempo em suas variadas dimensões, ou seja, o tempo natural cíclico, o tempo biológico, o tempo psicológico [...].

Disponível em: <http://migre.me/ty4qG>. Acesso em: 15 abr. 2015. Fragmento.



De acordo com esse texto, a importância do tempo no ensino de História é explicada pela


A

construção do calendário.


B

diversidade de durações.


C

ideia de progresso.


D

ordenação cronológica.


E

sequência linear.

A memória (...) não pode ser confundida com história, como advertem vários historiadores. As memórias precisam ser evocadas e recuperadas (...). As dos velhos e de pessoas que ainda estão no setor produtivo ou as de homens e de mulheres nem sempre coincidem, mesmo quando se referem ao mesmo acontecimento. Mas nenhuma memória, individual ou coletiva, constitui a história.


(Circe Maria Fernandes Bittencourt, Ensino de História:

fundamentos e métodos)


Dessa forma, é correto afirmar que a História


A

preocupa-se com os eventos humanos mais importantes e diretamente relacionados com a construção de uma identidade nacional.


B

trabalha com a acumulação da memória e confronta as memórias individuais e sociais com outros documentos.


C

prescinde das informações presentes nas memórias dos diversos sujeitos históricos, porque elas são subjetivas e parciais.


D

como um conhecimento efetivamente científico não pode se basear no relato de experiências individuais.


E

apresenta o passado como ele verdadeiramente ocorreu, diferente da memória, que está associada à ficção.

“As sensibilidades são uma forma do ser no mundo e de estar no mundo, indo da percepção individual à sensibilidade partilhada. A rigor, a preocupação com as sensibilidades da História Cultural trouxe a emergência da subjetividade nas preocupações do historiador. É a partir da experiência histórica pessoal que se resgatam emoções, sentimentos, ideias, temores ou desejos, o que não implica abandonar a perspectiva de que esta tradução sensível da realidade seja historicizada e socializada para os homens de uma determinada época. Os homens aprendem a sentir e a pensar, ou seja, a traduzir o mundo em razões e sentimentos.”

(PESAVENTO, Sandra Jatahy. História & História Cultural. Belo Horizonte: Autêntica, 2003.)

Com base no trecho, a respeito do imaginário e das representações como experiências sociais, analise as afirmativas a seguir.

I. As sensibilidades são as formas pelas quais indivíduos e grupos apreendem a imagem de si e do mundo, configurando um aspecto da realidade através das emoções e dos sentidos.

II. A História das Sensibilidades estuda as razões e os sentimentos de homens e mulheres de outros tempos, tendo em vista a alteridade da experiência histórica, com sua diferença de códigos e valores.

III. O conhecimento sensível é uma forma de reconhecimento analítico da realidade, que se origina do racional e das construções mentais mais elaboradas, não podendo ser ignorado por ser subjetivo.

Assinale:


A

se somente a afirmativa I estiver correta.


B

se somente a afirmativa II estiver correta.


C

se somente a afirmativa III estiver correta.


D

se somente as afirmativas I e II estiverem corretas.


E

se todas as afirmativas estiverem corretas.

Com um passado que remonta aos meados do século XX, as unidades mais antigas do Instituto Federal de Minas Gerais possuem acervos documentais de caráter histórico, os quais trazem as marcas do processo de constituição da educação profissional no Brasil. Entretanto, tais acervos estão sujeitos a questionamentos por parte do historiador. De acordo com as concepções acerca dos documentos/monumentos apresentadas por Jacques Le Goff, pode-se afirmar que o documento é questionável por ser


A

consequência de um ato normativo governamental, o que confere um caráter político aos documentos de instituições da autarquia federativa brasileira como os Institutos Federais.


B

efeito da ordem administrativa no processo de construção do Estado Nacional no decorrer do século XX, afirmando-se como componente e símbolo da nação brasileira em formação.


C

manifestação da realidade histórica objetiva, estabelecida no devir pelos diversos sujeitos, pois decorre da ação humana direta ao conceber a trajetória dos processos históricos.


D

produto da sociedade que o construiu segundo as relações de poder estabelecidas entre os diferentes sujeitos históricos, uma vez que não é qualquer vestígio que permanece do passado.


E

resultado do processo de consolidação do poder público como portador das evidências documentais do passado, sendo fundamental para a construção da memória histórica.

TEXTO I


Imagem associada para resolução da questão


Imagem de São Benedito. Disponível em: http://acervo.bndigital.bn.br. Acesso em: 6 jan. 2016 (adaptado).


TEXTO II


Os santos tornaram-se grandes aliados da Igreja para atrair novos devotos, pois eram obedientes a Deus e ao poder clerical. Contando e estimulando o conhecimento sobre a vida dos santos, a Igreja transmitia aos fiéis os ensinamentos que julgava corretos e que deviam ser imitados por escravos que, em geral, traziam outras crenças de suas terras de origem, muito diferentes das que preconizava a fé católica.


OLIVEIRA, A. J. Negra devoção. Revista de História da Biblioteca Nacional, n. 20, maio 2007 (adaptado).


Posteriormente ressignificados no interior de certas irmandades e no contato com outra matriz religiosa, o ícone e a prática mencionada no texto estiveram desde o século XVII relacionados a um esforço da Igreja Católica para


A

reduzir o poder das confrarias.


B

cristianizar a população afro-brasileira.


C

espoliar recursos materiais dos cativos.


D

recrutar libertos para seu corpo eclesiástico.


E

atender a demanda popular por padroeiros locais.

“Se eu disse: ‘lembro-me de ter escrito uma carta a Fulano, na semana passada’ – temos uma afirmação da memória, mas não uma afirmação histórica. Todavia, se eu acrescentar: ‘e a minha memória não está a atraiçoar-me, pois tenho aqui a resposta dele’ – então estou a basear, numa prova, uma afirmação acerca do passado. Estou a falar historicamente.”

(Collingwood, 1981:311. Disponível em: http://www.histedbr.fe.unicamp.br/revista/edicoes/36/art17_36.pdf.)


Sobre a escrita da história e a memória, tendo em vista não apenas a visão do autor em destaque, é correto afirmar que:


A

Todos os fatos históricos são inequivocamente sustentados pelas provas históricas, mesmo que elas não sejam verdadeiras.


B

Mesmo que haja um testemunho, ele pode ser uma fonte superada, quando da existência de provas documentais comprovadas.


C

A história construída com a extração e a combinação de testemunhos e memória só é válida numa narrativa ordenada cronologicamente.


D

Prevalece a ideia de que o método de pesquisa histórica sempre deve ser tratado por fontes que provam o fato, sendo somente fontes escritas.

“A Guerra Civil Síria é um conflito que teve início após uma sucessão de grandes protestos da população a partir do mês de janeiro de 2011. Um mês depois, o tom das manifestações ficou mais agressivo e elas se tornaram rebeliões armadas influenciadas pelas diversas revoltas que ocorriam ao mesmo tempo no Oriente Médio.” Esse momento conturbado devido às revoltas nesta região ficou conhecido como:


A

Ditadura Militar.


B

Primavera Árabe.


C

Revolta da Chibata.


D

Terceira Guerra Mundial.

Sobre a História e o conceito de memória, é incorreto afirmar que:


A

a memória é vida, sempre carregada por grupos vivos e, nesse sentido, ela está em permanente evolução, aberta à dialética da lembrança e do esquecimento, inconsciente de suas deformações sucessivas, vulnerável a todos os usos e manipulações, susceptível de longas latências e de repentinas revitalizações, ou seja, o ser humano é o único responsável pela construção de suas memórias, com a história não "espelhando" as memórias do ser.


B

a memória tem uma relação direta, afetiva com o passado, visto que ela é, antes de tudo, memória individual, lembrança pessoal de acontecimentos vividos. Para empregar a expressão de Paul Ricoeur, há um fenômeno de “reconhecimento”, mas, sem paradoxo algum, o que se faz constitutivo da memória é o “esquecimento”. A memória é terrivelmente seletiva e se concentra sobre alguns fatos.


C

a memória é uma construção psíquica e intelectual que acarreta, de fato, uma representação seletiva do passado, que nunca é somente aquela do indivíduo, mas de um indivíduo inserido num contexto familiar, social, nacional.


D

as memórias são construções dos grupos sociais. Embora sejam os indivíduos que lembram, no sentido literal da expressão, são os grupos sociais que determinam o que é “memorável” e as formas pelas quais será lembrado. Portanto, os indivíduos se identificam com os acontecimentos públicos relevantes para o seu grupo.

Embora os debates sobre o caráter discursivo de nossas concepções acerca da realidade e, consequentemente, da história nos pareçam recentes, nos estudos da física do começo do século XX, a chamada “física moderna”, noções como “tempo” e “espaço” começam a ser encaradas como “construções”, como revelam as palavras de Bertrand Russel:


“O espaço e o tempo deixaram de ser, para a física relativista, elementos constitutivos do mundo, admitindo-se agora que são construções.”

(Bertrand Russel. APUD: HOBSBAWM, Eric. A Era dos

Impérios 1875-1914. Rio de Janeiro, Editora Paz e Terra, 1989. p. 340).


Além da teoria da relatividade, ligada ao nome de Albert Einstein, um outro modelo teórico, vinculado ao vencedor do Prêmio Nobel de Física de 1918, Max Plank, também contribui para realçar a Weltanschauung (cosmovisão) relativista que enseja tantos debates no campo dos saberes do presente século. Conhecemos este mencionado modelo teórico pelo nome genérico de:


A

Física Elementar


B

Física Quântica


C

Mecânica Newtoniana


D

Mecânica Espacial


E

Física Newtoniana

O professor da Universidade de Quebec, Canadá, Christian Laville relativiza a importância do ensino de história na formação de consciências e opiniões nas pessoas.

LAVILLE, Christian. A guerra das narrativas: debates e ilusões em torno do ensino de história. Revista Brasileira de História. São Paulo. v.19, nº 38, 1999. Disponível em < http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0102- 01881999000200006&lng=en&nrm=iso&tlng=pt >. Acesso em: 15 set. 2015.


As narrativas do ensino da história, nos tempos atuais, não teriam tanto poder para moldar consciências, pois concorrem com outros fatores que influenciam os cidadãos.


Na análise do autor, o mais importante desses fatores é


A

família.


B

meios de comunicação.


C

meio ao qual pertence o cidadão


D

circunstâncias marcantes no ambiente em que se vive

Assinale a única alternativa que não contem características corretas dos grupos sociais:


A

Pluralidade de indivíduos; interação social; objetivo comum.


B

Interação social; objetivo comum; consciência coletiva.


C

Objetivo comum; consciência coletiva; continuidade.


D

Interação social; independência individual; singularidade de individuos.

“Podem arrasar as casas, mudar o curso das ruas; as pedras mudam de lugar, mas como destruir os vínculos com que os homens se ligavam a elas? [...] À resistência muda das coisas, à teimosia das pedras, une-se a rebeldia da memória que se repõe em seu lugar antigo”. (BOSI, Eclea. Memória e Sociedade: Lembranças de Velhos. São Paulo: Cia das Letras, 1994. p. 452).

No trecho acima, a autora Ecléa Bosi faz uma defesa da memória como forma de resistência. O que é preservado, por quem e como, nos leva a refletir sobre a construção da memória social, como patrimônio da sociedade, e indagar se o resgate da memória de todos os setores e classes sociais tem sido cumprido de fato. Sobre a resistência da memória como forma de constituição de um patrimônio amplo da sociedade, é CORRETO afirmar:


A

A definição do que é memória social deve priorizar a maioria das lembranças dos cidadãos, afastando a pluralidade e matrizes étnicas, para englobar todos como patrimônio cultural.


B

A preservação do patrimônio cultural deve pautar-se pelo compromisso de contribuir com a identidade cultural dos diversos grupos que formam a sociedade nacional.


C

É importante ter critério para escolhas dos lugares diversos que compõem os espaços da memória, considerando que ruas, edifícios, casas e outros bens foram transformados.


D

Para cumprir o resgate da memória de todos os setores e classes sociais, é necessário limitar aos espaços considerados como monumentos históricos e ampliar sua forma de acesso.

Cultura está corretamente definida como o


A

conjunto de atividades, modos de agir, costumes e instruções de um povo.


B

modo como o homem se adapta às dificuldades da existência em sociedade.


C

produto da evolução do homem marcado pela modernização do passado.


D

somatório dos esforços individuais de cada membro de uma comunidade.

Os estudos do sociólogo Maurice Halbwachs (1877‐1945) contribuíram para a compreensão dos quadros sociais que compõem a memória. A partir do seu trabalho, começou‐se a levar em consideração uma dimensão da memória que ultrapassa e se articula com o plano individual, já que, para o autor, “nossas lembranças permanecem coletivas e nos são lembradas por outros, ainda que se trate de eventos em que somente nós estivemos envolvidos e objetos que somente nós vimos”.

(HALBWACHS, M. A memória coletiva. Trad. de Beatriz Sidou. São Paulo: Centauro, 2006, p. 30).


Assinale a alternativa que caracteriza corretamente a relação entre História e memória social ou coletiva, tal como concebida por M. Halbwachs.


A

A função do historiador é ser um guardião da memória dos acontecimentos públicos, registrados por escritos para serem lembrados.


B

Os historiadores interessam‐se pela memória enquanto fenômeno individual, investigando a capacidade fisiológica de armazenar dados e informações referente a fatos vividos no passado.


C

A história é a mestra da vida, pois conserva o testemunho dos tempos e mantém viva a memória das ações coletivas de uma sociedade.


D

Há uma homologia entre as maneiras como o passado é recordado e como é registrado pela historiografia: são os indivíduos que recordam, mas são os grupos sociais que determinam o que é memorável.


E

Há uma distinção entre memória coletiva, que é uma construção social inconsciente, e a história escrita, que é o resultado de uma atividade crítica intencional e objetiva.

Quando se dá importância ao conteúdo histórico para a construção da cidadania, deve-se responder à pergunta: qual conteúdo histórico?

Assinale a alternativa que NÃO contribui para que o indivíduo tenha uma visão social que possa influir na reelaboração de sua prática.


A

Um conteúdo histórico crítico como aquele que possibilite entender a totalidade social não como um fenômeno uno, e sim como um fenômeno contraditório;


B

Um conteúdo que se paute pelo princípio da contradição, no qual a dinâmica da sociedade é compreendida como resultado de relações sociais que, ao mesmo tempo, são complementares e também antagônicas;


C

Um conteúdo histórico que possa ser útil no processo de conquista da cidadania, pois será capaz de mobilizar o indivíduo não só para a reflexão “descompromissada” com a realidade, mas para uma reflexão transformadora dessa realidade;


D

Um conteúdo histórico crítico que produza uma concepção de cidadania como a criação dos meios que assegurem ao indivíduo o direito à propriedade.

 
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